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A indústria cultural, ao transformar a arte e a cultura em mercadoria, vende esse produto como
Uma interpretação artística do mundo que busca dar sentido a existência humana.
Um conteúdo intelectualmente complexo das produções culturais da massa.
Um meio de entreter e abstrair o indivíduo da sua realidade.
Uma identidade cultural do povo do qual o consumidor pertence.
Um conjunto de conhecimentos acumulados que serve para formação de um sujeito culto.
Hoje, a indústria cultural assumiu a herança civilizatória da democracia de pioneiros e empresários, que tampouco desenvolvera uma fineza de sentido para os desvios espirituais. Todos são livres para dançar e para se divertir do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.
ADORNO, T; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro; Zahar, 1985
A liberdade de escolha na civilização ocidental, de acordo com a análise do texto, é um(a)
Um direito garantido.
Uma ficção da pós modernidade.
Herança cultural.
Emancipação do homem moderno.
Conquista individual e coletiva.
“A indústria cultural, com suas vantagens e desvantagens, pode ser caracterizada pela transformação da cultura em mercadoria, com produção em série e de baixo custo, para que todos possam ter acesso. É uma indústria como qualquer outra, que deseja o lucro e que trabalha para conquistar o seu cliente, vendendo imagens, seduzindo o seu público a ter necessidades que antes não tinham”.
(PARANÁ. Livro didático de Sociologia. Curitiba, 2006, p. 156.)
A finalidade última da Indústria cultural, segundo o texto, é
Despertar a consciência crítica no sujeito.
Provocar uma revolução econômica, social e política.
Efetivar a utopia moderna de libertar o homem da ignorância e alienação.
Cria no indivíduo o desejo de consumir segundo os padrões impostas à massa consumidora.
Garantir ao consumidor a liberdade de realização da sua necessidade genuína e natural.
Dos meios de comunicação de massa, a indústria cultural para criar uma massa consumidora, usa
As informações.
As evidências científicas.
O senso crítico.
O conhecimento filosófico.
A propaganda.
Se as duas esferas da música se movem na unidade da sua contradição recíproca, a linha de demarcação que as separa é variável. A produção musical avançada se independentizou do consumo. O resto da música séria é submetido à lei do consumo, pelo preço de seu conteúdo. Ouve-se tal música séria como se consome uma mercadoria adquirida no mercado. Carecem totalmente de significado real as distinções entre a audição da música “clássica” oficial e da música ligeira.
(ADORNO, T. W. O fetichismo na música e a regressão da audição. In: BENJAMIN, W. et all. Textos escolhidos. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1987. p. 84.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Adorno, é correto afirmar:
O valor da música passa a ser medida pelo preço e não mais pelo seu significado.
O artista, tanto o que canta como o que compõe usufrui de uma liberdade de criação e interpretação.
A música, seja popular ou erudita, não se submete aos contates de mercado que os limita.
A Indústria cultural, ao massificar a cultura e a arte, possibilitou ao artista desenvolver sua criatividade fora dos padrões estabelecidos.
A música foi a única manifestação artístico e cultural que não se submeteu à lógica do consumo.
