WorksheetsSONETOS ESCOLHIDOS DE CAMÕES
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Sobre o classicismo é correto afirmar :
a) Movimento que faz referência aos modelos clássicos greco-romanos.
b) Presença de poemas com versos livres e brancos.
c) Memorial de Aires é um exemplo de romance classicista.
d) Possui uma linguagem informal, com uso de regionalismos.
e) Movimento que surge no século V na Europa.
No Brasil, o período correspondente ao classicismo europeu foi chamado de:
a) Arcadismo.
b) Simbolismo.
c) Quinhentismo.
d) Parnasianismo.
e) Barroco.
Um dos maiores autores de língua portuguesa, Luís Vaz de Camões, escreveu obras no período classicista. Uma delas que se destaca é:
a) Odisseia
b) Eneida
c) Guerra de Troia
d) Os Lusíadas
e) Dom Quixote
A linguagem do classicismo é:
a) subjetiva e informal.
b) rebuscada e culta.
c) subjetiva e clássica
d) objetiva e informal.
e) objetiva e formal.
Assinale a alternativa correta sobre Camões:
a) Além de usar metros mais populares, utilizou-se da medida nova, especialmente nas redondilhas que recriam, poeticamente, um quadro harmônico da vida e do mundo.
b) Introduziu o estilo cultista em Portugal, em 1580, explorando antíteses e paradoxos nos poemas de temática religiosa.
c) O tema do desconcerto do mundo é um dos aspectos característicos de sua poesia, presente, por exemplo, nos sonetos de inspiração petrarquiana.
d) Autor mais representativo da poesia medieval portuguesa, produziu, além de sonetos satíricos, a obra épica Os lusíadas.
e) Influenciado pelo Humanismo português, aderiu ao cânone clássico de composição poética, afastando-se, porém, das inovações métricas e dos modelos greco romanos.
Leia o poema a seguir:
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões
Quanto a sua forma, o poema de Luís de Camões é:
a) uma écloga.
b) um madrigal.
c) uma elegia.
d) um Soneto.
e) uma ode.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria, e, enfim,
converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.
* Luís Vaz de Camões *
Soía: Imperfeito do indicativo do verbo soer, que significa costumar, ser de costume.
Assinale a alternativa em que se analisa corretamente o sentido dos versos de Camões
a) O foco temático do soneto está relacionado à instabilidade do ser humano, eternamente insatisfeito com as suas condições de vida e com a inevitabilidade da morte.
b) Pode-se inferir, a partir da leitura dos dois tercetos, que, com o passar do tempo, a recusa da instabilidade se torna maior, graças à sabedoria e à experiência adquiridas.
c) Ao tratar de mudanças e da passagem do tempo, o soneto expressa a ideia de circularidade, já que ele se baseia no postulado da imutabilidade.
d) Na segunda estrofe, o eu lírico vê com pessimismo as mudanças que se operam no mundo, porque constata que elas são geradoras de um mal cuja dor não pode ser superada.
e) As duas últimas estrofes autorizam concluir que a ideia de que nada é permanente não passa de uma ilusão.
Na lírica de Camões:
a) o metro usado para a composição dos sonetos é a redondilha.
b) a mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade
c) cantar a Pátria é o centro das preocupações.
d) encontra-se fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX.
e) encontram-se Sonetos, odes, sátiras e autos.
Texto I
XLI
Ouvia: Que não podia odiar
E nem temer
Porque tu eras eu.
E como seria
Odiar a mim mesma
E a mim mesma temer.
HILST, H. Cantares. São Paulo: Globo, 2004 (fragmento).
Texto II
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho, logo, mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
CAMÕES. Sonetos.
Nesses fragmentos de poemas de Hilda Hilst e de Camões, a temática comum é:
a) O “outro” transformado no próprio eu lírico, o que se realiza por meio de uma espécie de fusão em um só.
b) A fusão do “outro” com o eu lírico, havendo, nos veros de Hilda Hilst, a afirmação do eu lírico de que odeia a si mesmo.
c) O “outro” que se confunde com o eu lírico, verificando-se, porém, nos versos de Camões, certa resistência do ser amado.
d) A dissociação entre o “outro” e o eu lírico, porque o ódio ou o amor se produzem no imaginário, sem a realização concreta.
e) O “outro” que se associa ao eu lírico, sendo tratados, nos textos I e II, respectivamente, o ódio e o amor.
Não se relaciona à medida nova:
a) versos decassílabos;
b) influência italiana;
c) predileção por formas fixas;
d) cultura popular, tradicional;
e) sonetos, tercetos, oitavas e odes;
