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Modernismo Brasileiro - 1ª e 2ª fase

Total questions: 24

Worksheet time: 16mins

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1.

A prosa regionalista de 30 é marcada por temas como problemas sociais e psicológicos

a)

CERTO

b)

ERRADO

2.

É um dos autores da prosa romântica de 30:

a)

Aluísio de Azevedo

b)

Fernando Pessoa

c)

Saramago

d)

José Lins do Rego

3.

Rachel de Queiroz fez sucesso ao mostrar o sofrimento feminino com a obra

a)

Os vinte

b)

O quinze

c)

Os trinta

d)

Os Maias

4.

Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque

a)

a) realiza um inventário dos elementos lúdicos tradicionais da criança brasileira.

b)

b) promove uma reflexão sobre a realidade de pobreza dos centros urbanos.

c)

c) traduz em linguagem lírica o mosaico de elementos de significação corriqueira.

d)

d) introduz a interlocução como mecanismo de construção de uma poética nova.

e)

e) constata a condição melancólica dos homens distantes da simplicidade infantil.

5.

Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é

a)

a) abordado subliminarmente, por meio de expressões como “coração arlequinal” que, evocando o carnaval, remete à brasilidade.

b)

b) verificado já no título, que remete aos repentistas nordestinos, estudados por Mário de Andrade em suas viagens e pesquisas folclóricas.

c)

c) lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões como “Sentimentos em mim do asperamente” (v. 1), “frio” (v. 6), “alma doente” (v. 7), como pelo som triste do alaúde “Dlorom” (v. 9).

d)

d) problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde (civilizado), apontando a síntese nacional que seria proposta no Manifesto Antropófago, de Oswaldo de Andrade.

e)

e) exaltado pelo eu lírico, que evoca os “sentimentos dos homens das primeiras eras” para mostrar o orgulho brasileiro por suas raízes indígenas.

6.

A geração de 22 – heroica, guerreira e combativa – Tem como objetivo

a)

reviver modelos românticos, realistas e parnasianos.

b)

a destruição de todo academicismo, o “da casa” e aquele proveniente da tradição literária importada da Europa.

c)

representar um homem em conflito entre o sagrado e o profano.

d)

evidenciar um sujeito fiel à razão e crente na ciência.

7.

“Macunaíma” é fruto do conhecimento reunido por qual autor acerca das lendas, mitos indígenas e folclóricos do Brasil.

a)

Mário de Andrade

b)

Oswald de Andrade

c)

Manuel Bandeira

d)

Guilherme de Almeida

8.

O tema é o regionalismo do Nordeste, a miséria, a seca e o descaso dos políticos com esse estado.

a)

Estamos falando da Fase Heroica do Modernismo.

b)

Trata-se da busca da arte com as palavras.

c)

Obras compostas por linguagem mais requintada, pela busca da perfeição, poemas rima e métrica.

d)

Prosa de 30. Preocupados com os problemas sociais, a prosa dessa fase se aproximou da linguagem coloquial e regional.

9.

Quem é o autor de Vidas Secas?

a)

Euclides da Cunha

b)

Graciliano Ramos

c)

Carlos Drummond de Andrade

d)

Machado de Assis

10.

Não são características do Modernismo:

a)

Versos livres e linguagem simples

b)

Ruptura com o passado e liberdade temática

c)

Versos brancos e preocupação formal

d)

Liberdade formal e formas livres

11.

Não é autor da 1ª fase modernista:

a)

Manuel Bandeira

b)

Oswald de Andrade

c)

Mário Quintana

d)

Mário de Andrade

12.

A 1ª fase do Modernismo é chamada de:

a)

Heroica

b)

Consolidação

c)

Reflexão

d)

Antropofágica

13.

O período da 1ª fase do Modernismo corresponde a:

a)

1901 - 1922

b)

1922 - 1925

c)

1922 - 1930

d)

1930 - 1945

14.

A 2ª fase do Modernismo no Brasil é chamada de:

a)

Heroica

b)

Reflexão

c)

Antropofágica

d)

Consolidação

15.

A 2ª fase do Modernismo compreende ao período:

a)

1901 - 1920

b)

1920 - 1930

c)

1930 - 1940

d)

1930 - 1945

16.

Autores que pertencem à prosa modernista da segunda fase:

a)

Cecília Meireles e José Lins do rego

b)

Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos

c)

Érico Veríssimo e Vinícius de Moraes

d)

Jorge Amado e Clarice Lispector

17.

Na 2ª fase modernista não tem:

a)

regionalismo

b)

temas socias

c)

caráter destruidor

d)

prosa e poesia

18.

São temas desenvolvidos pelos romancistas da 2ª fase, exceto:

a)

forte nacionalismo

b)

seca

c)

trabalhador rural

d)

miséria

19.

Qual foi o objetivo da Semana de Arte Moderna?

a)

Chocar a população com obras desconexas e impactantes.

b)

Mostrar aos outros países suas produções artísticas.

c)

Valorizar as raízes brasileiras através do "Manifesto Verde-Amarelo".

d)

Divulgar o trabalho dos artistas que fizeram parte desta fase.

20.

Qual foi a principal obra em prosa da primeira fase do Modernismo?

a)

Macunaíma.

b)

Abaporu.

c)

O poema Os sapos.

d)

O Sítio do Pica-pau Amarelo.

21.

Prosa regionalista

a)

Cultivada desde o Romantismo, essa prosa focalizava o homem da cidade e seus conflitos sociais, aprofundando a relação entre ser humano e meio e ser humano e sociedade.

b)

Essa prosa é uma das inovações propostas pela Geração de 30. A influência da psicanálise de Freud despertava o desejo por temas que investigavam e sondavam o mundo interior, os motivos individuais de cada um e suas origens.

c)

Tendência com raízes no Romantismo e adotada por vários escritores naturalistas e pré-modernistas, renasceu com força total na segunda fase do Modernismo brasileiro, trazendo inovações tanto na temática quanto na linguagem. O ciclo nordestino é um dos principais da prosa dessa geração. São abordados inúmeros problemas, como a miséria, a seca, as relações do homem com o povo, com o poder e com o poderosos, a hostilidade, etc.

22.

(Enem - Inep - 2009) No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese de que no Brasil havia duas literaturas independentes dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul, regiões segundo ele muito diferentes por formação histórica, composição étnica, costumes, modismos linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar com bastante engenho que no Brasil há, em verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo as características locais.


CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003.


Com relação à valorização, no romance regionalista brasileiro, do homem e da paisagem de determinadas regiões nacionais, sabe-se que:

a)

o romance do Sul do Brasil caracteriza-se pela temática essencialmente urbana, colocando em relevo a formação do homem por meio da mescla de características locais e dos aspectos culturais trazidos de fora pela imigração europeia.

b)

José de Alencar, representante, sobretudo, do romance urbano, retrata a temática da urbanização das cidades brasileiras e das relações conflituosas entre as raças.

c)

o romance do Nordeste caracteriza-se pelo acentuado realismo no uso do vocabulário, pelo temário local, expressando a vida do homem em face da natureza agreste, e assume frequentemente o ponto de vista dos menos favorecidos.

d)

a literatura urbana brasileira, da qual um dos expoentes é Machado de Assis, põe em relevo a formação do homem brasileiro, o sincretismo religioso, as raízes africanas e indígenas que caracterizam o nosso povo.

e)

Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes Neto e Jorge Amado são romancistas das décadas de 30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a problemática do homem urbano em confronto com a modernização do país promovida pelo Estado Novo.

23.

(Cespe – 2017)

Texto:

O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.

O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.


Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)




De acordo com o texto, o Modernismo renova a estética literária brasileira porque:

a)

acentua a crítica às deficiências nacionais.

b)

valoriza esteticamente elementos anteriormente rebaixados.

c)

produz uma estética desvinculada da realidade brasileira.

d)

idealiza a natureza brasileira e os seus habitantes.

e)

rebaixa criticamente grupos sociais marginalizados.

24.

Na década de 30 do século passado, pode-se afirmar que o Modernismo, em sua segunda fase, foi:

a)

um momento que viu esgotado seus ideais, cuja prosa possuía um caráter conservador.

b)

um momento em que houve um aproveitamento das conquistas da geração anterior, especialmente as formas, e maior adensamento dos temas.

c)

um momento que possuiu uma prosa regionalista, caracterizada por uma temática do mundo interior por meio de uma análise psicológica das personagens.

d)

um momento em que se buscou traços peculiares de nossa realidade, uso de uma linguagem mais próxima à fala brasileira.

e)

um momento que teve a influência das ideias socialistas.