WorksheetsCAMPEONATO SAEB
Total questions: 24
Worksheet time: 1hrs 12mins
O cachorro
As crianças sabiam que a presença daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria alvo da mais rigorosa censura de sua mãe. Não tinha qualquer cabimento: um apartamento tão pequeno que mal acolhia Álvaro, Alberto e Anita, além de seus pais, ainda tinha de dar abrigo a um cãozinho! Os meninos esconderam o animal em um armário próximo ao corredor e ficaram sentados na sala à espera dos acontecimentos. No fim da tarde a mãe chegou do trabalho. Não tardou em descobrir o intruso e a expulsá-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos.
No texto, fica claro que haverá um conflito entre as crianças e a mãe, quando as crianças:
Resolvem levar um cachorro para casa, mesmo sabendo que a mãe seria contra.
Levam para casa um cachorro vira-lata, e não um cachorro de raça.
Decidem esconder o animal dentro de um armário.
Não deixam o animal ficar na sala
Jéssica veio do céu
Jéssica é somente uma garota de 11 anos (...). Mas tem a coragem de uma leoa e a calma de um anjo da guarda. Na noite de domingo, a casa em que ela mora se transformou num inferno que ardia em chamas porque um de seus irmãos causou o acidente ao riscar um fósforo. Larissa, de 7 anos, Letícia, de 3, e o menino de 8, que involuntariamente provocou o incêndio, foram salvos porque Jéssica (apesar de seus 11 anos) se esqueceu de sentir medo. Mesmo com a casa queimando, a garganta sufocando com a fumaça e a porta da rua trancada por fora (a mãe saíra), a menina não se desesperou. Abriu a janela de um
quarto e através dela colocou, um por um, todos os irmãos para fora. Enquanto fazia isso, rezava. Ninguém sofreu sequer um arranhão. Só então Jéssica pensou em si própria. E sentiu muito medo. Pulou a janela e disparou a correr.
No trecho “Larissa, de 7 anos, Letícia, de 3 anos, e o menino de 8, que involuntariamente provocou o incêndio, foram salvos porque Jéssica (apesar de seus 11 anos) se esqueceu de sentir medo”.(L 5), o trecho destacado se refere a(ao)
Larissa (de 7).
Letícia (de 3)
menino (de 8).
Jéssica (de 11).
Dedé reconhece erro no clássico
Zagueiro vascaíno pede desculpas a Willians e aos torcedores pela expulsão
O zagueiro Dedé, do Vasco, pediu desculpas ontem ao volante Willians, do Flamengo, pela entrada violenta que deu no adversário no empate em 1 a 1 no clássico de domingo, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro.
– (...) Peço desculpas ao companheiro de profissão e ao torcedor do Vasco, pois não queria ter deixado o time (...).
Mas o zagueiro seguiu a linha do técnico Paulo César Gusmão de culpar o juiz (...):
– Deixando de lado minha expulsão, o árbitro estava visivelmente nervoso e atrapalhado. Inverteu muitas faltas, irritando nosso time, me deu um cartão amarelo após eu ter levado o vermelho.
O trecho do texto que expressa uma opinião é
“Peço desculpas ao companheiro de profissão...”. (. 7)
“... o árbitro estava visivelmente nervoso e atrapalhado.” (.12 – 13 - 14)
“Deixando de lado minha expulsão...”.(.12)
“... me deu um cartão amarelo...” (. 15)
O que torna a tirinha engraçada é:
A promessa feita quando casaram.
O casal preferir ficar acordado, em vez de fazer as pazes.
O fato de estarem cansados, por não terem dormido a noite toda.
O casal ter brigado e estarem casados.
Podemos concluir que o anúncio:
Promove uma marca de sapato.
Divulga uma marca de objetos masculinos.
Atinge o público de um modo geral.
É voltado para o público feminino.
Minha Namorada
Vinicius de Moraes / Carlos Lyra
Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesmo sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você
Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê.”
[...]
A repetição dos diminutivos “cartinhazinha , coisinha , jeitinho e devagarinho” reforça a ideia
Do afeto do eu poético pela sua amada.
Da grande solidão vivida pelo eu poético.
Da beleza especial da mulher amada.
Da tristeza do eu poético por não ser amado.
O que torna a tirinha engraçada é
A 1ª fala, na apresentação feita.
A 1ª fala, no uso das reticências.
A 2ª fala, pela referência aos presentes.
A 2ª fala, no apelo forte da aniversariante.
No texto dentro do círculo, o trecho que indica uma consequência é
“Pai que estuda com o filho[...]”
“[...] reforça o aprendizado”
“Todos pela educação”.
“Escola, família e comunidade”
No trecho “Deixe a gripe pra lá”, a expressão “pra lá” é um exemplo de linguagem
Informal, porque é uma expressão popular, utilizada nas conversas do dia a dia.
Formal, pois é utilizada em textos escritos que exigem o uso desse tipo de linguagem.
Formal, já que expressões populares e gírias fazem parte desse tipo de linguagem.
Informal, haja vista essa expressão ser exigida nos textos escritos que requerem o uso desse tipo de linguagem.
Leia o texto abaixo.
Vamos imaginar que a indústria farmacêutica desenvolveu uma pílula que pudesse prevenir doenças do coração, obesidade, diabetes e reduzir o risco de câncer, osteoporose, hipertensão e depressão.
Já temos esse remédio. E não custa nada. Está a serviço de ricos e pobres, jovens e idosos. É a atividade física.
(Gro Harlem Brundtland, diretora geral da OMS – Organização Mundial da Saúde) Folha de São Paulo, 6 abr. 2002.
De acordo com o texto, o remédio que não custa nada e está a serviço de ricos e pobres, jovens e idosos
É uma pílula fabricada pela indústria farmacêutica.
Só é encontrado nas farmácias.
É a atividade física
Ainda não existe
8. A propaganda em foco apresenta em pequenos cartazes as ameaças
à invasão das terras pelas águas marítimas.
à preservação de certas espécies em extinção.
à preservação geral do planeta.
ao degelo iminente das calotas polares
aos animais adultos em geral.
A partir da leitura verbal e não verbal, conclui-se que:
Os cadeirantes não podem usar banheiros públicos.
existem locais que não são adaptados para cadeirantes.
existem cadeiras de rodas que passam por portas estreitas.
os bebedouros devem ser colocados próximos aos banheiros.
os bebedouros de locais públicos são acessíveis a qualquer pessoa
Magia das árvores
Eu já lhe disse que as árvores fazem frutos do nada e isso é a mais pura magia. Pense agora como as árvores são grandes e fortes, velhas e generosas e só pedem em troca um pouquinho de luz, água, ar e terra. É tanto por tão pouco! Quase toda a magia da árvore vem da raiz. Sob a terra, todas as árvores se unem. É como se estivessem de mãos dadas. Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros. Aos poucos vão crescendo até acharem água. Não erram nunca a direção. Pedi uma vez a um velho pinheiro que me explicasse por que as raízes nunca se enganam quando procuram água e ele me disse que as outras árvores que já acharam água ajudam as que ainda estão procurando.
— E se a árvore estiver plantada sozinha num prado?
— As árvores se comunicam entre si, não importa a distância. Na verdade, nenhuma árvore está sozinha. Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso.
Máqui. Magia das árvores. São Paulo: FTD, 1992.
No trecho “Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso”, as frases curtas produzem o efeito de
continuidade
dúvida
ênfase
hesitação
No trecho, "Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros" o termo destacado refere-se a
árvores
raízes
mãos
velhas
A expressão de Rex Holmes, no último quadrinho da história, revela ao leitor que ele estava:
emocionado por ter desvendado um caso tão complicado
em dúvida sobre a identidade do verdadeiro culpado
aborrecido por perceber que seu fiel companheiro Zíper havia desvendado o mistério antes.
envaidecido por ter solucionado, com sucesso, mais um crime.
POR QUE LER?
Uma pergunta frequente em círculos de pedagogos é: por que o brasileiro lê tão pouco? Antes de mais nada, note-se, eles esquecem que ler não é apenas ler livros. Ler a imprensa também é primordial. Pode verificar as estatísticas: os maiores índices de leituras de jornais e revistas estão nos países mais desenvolvidos do mundo. E agora há a leitura pela internet.
Mas, claro, a falta do hábito de ler livros é triste. Não vamos falar em analfabetismo funcional, pobreza etc. Pense nos que podem ler e não leem. Que desculpas dão? A mais comum é falta de tempo. Balela.
Esta falta de tempo não as impede de ver em média mais de três horas de TV por dia. Outra desculpa: dinheiro. Concordo que livros são caros no Brasil, por um misto de razões (escala, cartelização, incompetência), mas muita gente que vai ao cinema duas vezes por semana - R$ 20, mais estacionamento - não compra um livro por semana ou por quinzena, ao mesmo preço. (...)
E há uma terceira e mais grave desculpa: preguiça. "Ah, tenho preguiça de ficar lendo aquela coisa lenta, chata, comprida." É curioso como o adjetivo "chato" se tornou autojustificável: "Então, você gostou do filme?" "Não, achei muito chato." Não se dão nem o crédito de perguntar se eles é que não perceberam o interesse que há naquele filme. Mas voltemos aos livros. As pessoas acham chato ler porque estão perdendo a capacidade de concentração, de sustentar em silêncio uma atenção contínua, num mundo carregado de trânsito, videoclipe e cançãozinha. Mas reservar meia horinha por dia ou duas horas no fim de semana para a leitura de bons livros é bem mais simples do que parece. (...)
Então quem é o bom leitor? É aquele que não troca o ardor pelo argumento, mas que sabe que bom argumento é o que tem ardor (entusiasmo). É o que não se ofende por uma opinião diferente e realmente está aberto a novas ênfases (ideias) (...). É o que se concentra nas grandes ideias, não nos pequenos erros. É uma ave rara. (...)
PISA, Daniel. Leituras, livros, leitores. São Paulo,
O Estado de S. Paulo,(adaptado)
No último parágrafo, o autor afirma que bons leitores há poucos com a seguinte expressão:
"opiniões diferentes".
"grandes ideias".
"grandes ideias".
"ave rara"
MENINAS
Descalças na praça, cabelos ao vento…
Será que são fadas cantando ao relento?
E chegam em bando alegres meninas,
saltando e dançando que nem bailarinas.
Depois se acomodam, conversam na grama,
enquanto, das casas, alguém não as chama.
Mas falta uma delas! Sumiu a menina?
Helena procura: “Marina! Marina!”
E encontra Marina na sombra do ipê,
cismando, quietinha, com tudo o que vê.
Mas logo dispara a correr da colega:
“Agora eu quero é ver quem me pega!”
No verso "Descalças na praça, cabelos ao vento" a palavra destacada refere-se:
às bailarinas
às fadas
às folhas
às meninas
Todos os bichos dormem? Muitos animais dormem como os humanos, mas a maioria apenas repousa, passando por períodos de menor atividade, em que ocorrem uma baixa do metabolismo e a entrada num estado de letargia (leia os exemplos de quatro espécies). Os macacos dormem cerca de dez horas por dia e até sonham. O período de sono ocorre tanto durante o dia quanto à noite. O camaleão e outros répteis têm metabolismo muito baixo. Por isso passam grande parte do dia dormindo. As aves, como a coruja, repousam, mas o cérebro é mantido em um estado de consciência para que não sejam surpreendidas por um predador ou caiam do galho. As formigas apenas descansam. Elas diminuem sua atividade em períodos frios porque não conseguem manter sua temperatura num nível adequado. Tanto o sono como o repouso são importantes para promover o descanso do corpo e da mente e para a produção e liberação de substâncias indispensáveis para a manutenção do metabolismo. No caso dos mamíferos, por exemplo, durante o sono profundo há a liberação de hormônios que ajudam a controlar a fome e a saciedade, além de evitar a perda de cálcio. O tempo de sono varia muito entre as espécies: girafas dormem por duas horas, ratos por 11 horas e o tatu- canastra chega a 18 horas seguidas.
De acordo com o texto, que espécie de animais apenas descansam?
Macacos
Formigas
Corujas
Girafas
O Coveiro Millôr Fernandes Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado.
A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: "O que é que há?" O coveiro então gritou desesperado: "Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!" "Mas, coitado!" - condoeu-se o bêbado - "Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!" E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.
De acordo com a leitura do texto, pode-se deduzir que o coveiro
desempenhava com dificuldade seu trabalho, cavava mal.
distraiu-se, caiu na cova, mas logo conseguiu ajuda para sair.
trabalhava durante a madrugada, sob uma noite fria e silenciosa.
distraiu-se, caiu na cova e não foi feliz no momento que surgiu ajuda.
O Coveiro Millôr Fernandes Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado.
A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: "O que é que há?" O coveiro então gritou desesperado: "Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!" "Mas, coitado!" - condoeu-se o bêbado - "Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!" E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.
No texto acima, pode-se afirmar que a palavra em destaque “... meu pobre mortinho!” expressa :
Uma característica própria de alguém sem recursos financeiros.
Uma situação que não permite a compra de tudo o que se precisa.
Uma forma de definir que pessoa está necessitando de dinheiro.
Um termo muito usado para se dizer que se tem pena de alguém.
Golfinho também é gente
Apesar do título acima, esclareço logo que eu não acho que golfinhos sejam “humanos”.
Mas podem ser “pessoas”. Se considerarmos uma pessoa como um ser autônomo e ciente de sua identidade, então, os golfinhos têm todo o direito de pleitear essa distinção. Em um estudo que fiz em 2001 com minha colega Diana Reiss – Ph.D. em cognição e comportamento animal –, provamos que os golfinhos- nariz-de-garrafa reconhecem a si mesmos em espelhos. Essa é uma capacidade rara no mundo animal, um clube que, além de humanos, só havia admitido os chimpanzés-anãos. Pelo menos até onde a ciência sabia.
Marque a alternativa que NÃO apresenta um fato:
os golfinhos- nariz-de-garrafa reconhecem a si mesmos em espelhos.
os chimpanzés-anãos reconhecem a si mesmos em espelho
os golfinhos têm todo o direito de pleitear essa distinção
um estudo que fiz em 2001 com minha colega Diana Reiss – Ph.D.
Um texto dissertativo-argumentativo busca:
contar histórias
informar sobre um assunto sem expressar opinião
instruir e explicar determinado assunto
defender uma perspectiva por meio de argumentos
[...] No entanto, um olhar cuidadoso para a história recente do mundo permitirá perceber que existe um paradoxo tecnológico: quanto maior o progresso, maior a desumanização.
Nesse trecho há uma tese:
implícita
explícita
por pergunta retórica
Texto que defende um ponto de vista sobre determinado assunto, por meio de articulações consistentes entre os significados (argumentos, exemplificações, citações) e tem como um dos seus objetivos convencer o leitor a respeito de sua tese, ideia ou ponto de vista. O nome dado a esse texto é:
Descritivo
Narrativo – expositivo
Injuntivo
Dissertativo- argumentativo
Dissertativo- expositivo
