WorksheetsAtividade 1º
Total questions: 10
Worksheet time: 30mins
O lema da tropa
O destemido tenente, no seu primeiro dia como comandante de uma fração de tropa, vendo que alguns de seus combatentes apresentavam medo e angústia diante da barbárie da guerra, gritou, com firmeza, para inspirar seus homens a enfrentarem o grupamento inimigo que se aproximava:
– Ou mato ou morro!
Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro.
No texto acima, considerando os aspectos morfológicos da Língua Portuguesa, a construção do humor se efetua, principalmente, pela
falta de capacidade linguística dos combatentes que, ao confundirem as palavras do tenente, no contexto, atribuíram valores de advérbios aos verbos pronunciados pelo tenente.
ausência de interpretação plausível por parte dos combatentes que, ao ouvirem as palavras, confundem suas classes gramaticais, atribuindo a elas valores inadmissíveis na Língua Portuguesa.
capacidade que os combatentes tiveram de interpretar as palavras pronunciadas, confundindo verbos com substantivos, justificando, com isso, a vasta flexibilidade de sentidos de uma língua em sua situação de uso.
capacidade de os combatentes trocarem, propositalmente, as classes morfológicas das palavras pronunciadas pelo tenente, justificando o medo deles e a rigidez de significados e inflexibilidade de sentidos de tais palavras.
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
O texto, elaborado somente com substantivos, detalha cada uma das etapas de uma pescaria
A palavra “agulha” (verso 7), no contexto do texto, procura retomar o termo “anzol”, que mergulha verticalmente na água.
Apesar de estar estruturado em versos, o texto não pode ser considerado um poema, por se constituir apenas de palavras soltas.
Em “aberta a água/ aberta a chaga” (versos 22 e 23, respectivamente), os termos destacados exercem funções sintáticas diferentes.
Por não haver elementos coesivos no texto, ele se torna incoerente e não é possível estabelecer sentido entre cada uma de suas partes.
Releia o segundo parágrafo do texto e observe os substantivos: “utilização”, “investimento” e “emprego”, que, em todas as situações, exigem o seguinte termo sintático como complemento:
objeto direto.
objeto indireto.
adjunto adverbial.
complemento nominal.
adjunto adnominal.
Analise as afirmações, com base na frase em destaque.
I. O termo chuvarada, conforme o sufixo que o compõe, indica chuva em grande quantidade, da mesma forma como ocorre com os substantivos papelada e criançada.
II. No contexto, o termo Mas deve ser entendido como um marcador de oralidade, sem valor adversativo.
III. A frase não é, de fato, uma pergunta, pois traz a constatação de uma situação vivida. Portanto, funciona com valor fático.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Assinale a alternativa incorreta quanto ao que se afirma sobre a colocação dos pronomes oblíquos átonos nas frases, conforme a norma culta da língua.
Palavras negativas como não e nunca exigem o uso da próclise.
Advérbios e pronomes indefinidos têm força atrativa, portanto o uso da próclise é uma exigência na frase.
Não se inicia uma oração com o pronome oblíquo átono, sendo assim deve-se utilizar a ênclise ou a mesóclise no lugar da próclise.
Deve sempre ser usada a mesóclise com verbos no futuro do presente ou do pretérito, mesmo quando houver palavras atrativas antes do verbo.
A colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos, Esses pronomes podem assumir três posições na oração em relação ao verbo. Próclise, quando o pronome é colocado antes do verbo, devido a partículas atrativas, corno o pronome relativo. Ênclise, quando o pronome é colocado depois do verbo, o que acontece quando este estiver no imperativo afirmativo ou no infinitivo impessoal regido da preposição “a” ou quando o verbo estiver no gerúndio. Mesóclise, usada quando o verbo estiver flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito. A mesóclise é um tipo de colocação pronominal raro no uso coloquial da língua portuguesa. No entanto, ainda é encontrada em contextos mais formais, como se observa em:
Não lhe negou que era um improviso.
Faz muito tempo que lhe falei essas coisas.
Nunca um homem se achou em mais apertado lance.
Referia-se à D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum outro autor?
Acabou de chegar dizendo-lhe que precisava retornar ao serviço imediatamente.
Considere o trecho do livro "O Cortiço" de Aluísio Azevedo:
"À noite e aos domingos ainda mais recrudescia o seu azedume, quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar, e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de bestas no coito".
Os termos sublinhados constituem, respectivamente,
um pronome, um artigo e um pronome.
uma preposição, um artigo e um pronome.
um pronome, um pronome e um artigo.
uma preposição, um pronome e um artigo.
um artigo, um pronome e um artigo.
As palavras “sete”, “fome” e “colabore”, em destaque no cartaz, podem ser classificadas, correta e respectivamente, nas classes gramaticais:
artigo, substantivo e adjetivo.
artigo, adjetivo e substantivo.
numeral, preposição e verbo.
numeral, advérbio e conjunção.
numeral, substantivo e verbo.
Paraí-ba (Céceu)
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-ROM.)
Na frase destacada: Do velho sentado num banquinho velho, observa-se:
Nas duas vezes em que a palavra VELHO aparece, tem a função de substantivo.
Nas duas vezes em que a palavra VELHO aparece, tem a função de adjetivo.
Primeiramente, VELHO tem a função de substantivo; depois, tem a função de adjetivo.
Primeiramente, VELHO tem a função de adjetivo; depois, tem a função substantivo.
No texto, nas duas vezes em que a palavra VELHO aparece não assume nem a função de adjetivo, nem de substantivo.
O HOMEM CORDIAL (Marco A Rossi)
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de “homem cordial”, uma das maiores contribuições já realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros. O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a cultura colonial e o improviso de um país para sempre inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado, embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo. A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços culturais brasileiros como uma barreira intransponível para a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de “homem cordial” salta aos olhos de quem observa com interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo espólio.
(Fonte: Marco A. Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Assinale a alternativa em que todos os adjetivos podem ser utilizados para descrever o “homem cordial”, conforme é caracterizado no texto.
Oportunista, irresponsável e hipócrita.
Imediatista, precavido e egocêntrico.
Compenetrado, ardiloso e criativo.
Meticuloso, simpático e farrista.
