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Resolução do 2º Simulado CHS

Total questions: 22

Worksheet time: 1hrs 2mins

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1.

Os questionamentos sobre o que é o ser humano e, mesmo, o que significa ter humanidade têm sido problemas abordados por muitos pensadores ao longo da história em diversas partes do mundo. Em cada tempo e lugar a noção sobre o ser humano e sua cultura, proposta por um filósofo ou escola filosófica, são temas estudados por um ângulo da antropologia filosófica.

A partir do texto acima e segundo a concepção mitológica de conhecimento, assinale V (para Verdade) e F (para Falsidade) das sentenças abaixo:

( ) Na visão mitológica o homem é feito à semelhança de deus.

( ) Rituais e oráculos são formas de comunicação com as divindades.

( ) O Destino é resultado dos feitos do herói ou da heroína

( ) As emoções e ações têm suas causas e consequências explicadas a partir dos deuses.

INDIQUE A SEQUÊNCIA CORRETA:

a)

(A)   F – F – V – V

b)

(B)   V – F – F – F

c)

(C)   F – V – F – V

d)

(D)   V – F – V – V

e)

(E)   V- V – V – V

2.

Com base no que vimos sobre a teoria do conhecimento de Platão, na Alegoria da Caverna (Livro VII, da República) entendemos que em autor apresenta dois tipos conhecimento. Um é Mundo Sensível, lugar da aparência, próprio do conhecimento ilusório, outro é o Mundo da Ideias, onde se encontram as essências ou formas puras e o conhecimento verdadeiro. Este último   representa   o conhecimento         , pois não há mediação para conhecimento das ideias.

Assinale a alternativa que preenche corretamente o retângulo.

a)

Intuitivo;

b)

Mitológico;

c)

Religioso;

d)

Aparente;

e)

Cientifico;

3.

“Sócrates: Imaginemos que existam pessoas morando numa caverna. Pela entrada dessa caverna entra a luz vinda de uma fogueira situada sobre uma pequena elevação que existe na frente dela. Os seus habitantes estão lá dentro desde a infância, algemados por correntes nas pernas e no pescoço, de modo que não conseguem mover-se nem olhar para trás, e só podem ver o que ocorre à sua frente. (...) Naquela situação, você acha que os habitantes da caverna, a respeito de si mesmos e dos outros, consigam ver outra coisa além das sombras que o fogo projeta na parede ao fundo da caverna? ”.

PLATÃO. A República [adaptação de Marcelo Perine]. São Paulo: Editora Scipione, 2002. p. 83).

Em relação ao célebre mito da caverna e às doutrinas que ele representa, assinale V para as questões corretas e F para as Falsas.

( ) No mito da caverna, Platão pretende descrever os primórdios da existência humana, relatando como eram a vida e a organização social dos homens no princípio de seu processo evolutivo, quando habitavam em cavernas.

( ) O mito da caverna faz referência ao contraste ser e parecer, isto é, realidade e aparência, que marca o pensamento filosófico desde sua origem e que é assumido por Platão em sua famosa teoria das Ideias. ( ) O mito da caverna simboliza o processo de emancipação espiritual que o exercício da filosofia é capaz de promover, libertando o indivíduo das sombras da ignorância e dos preconceitos.

( ) É uma característica essencial da filosofia de Platão a distinção entre mundo inteligível e mundo sensível; o primeiro ocupado pelas Ideias perfeitas, o segundo pelos objetos físicos, que participam daquelas Ideias ou são suas cópias imperfeitas.

( ) No mito da caverna, o prisioneiro que se liberta e contempla a realidade fora da caverna, devendo voltar à caverna para libertar seus companheiros, representa o filósofo que, na concepção platônica, conhecedor do Bem e da Verdade, é o mais apto a governar a cidade.

a)

F – V – V – V- V

b)

V – F – F – F - F

c)

F – V – F – V - V

d)

V – F – V – V - V

e)

V- V – V – V – F

4.

Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates ficou famoso por interpelar os transeuntes e fazer perguntas aos que se achavam conhecedores de determinado assunto. Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o interlocutor em situação delicada, levando-o a reconhecer sua própria ignorância. Em virtude de sua atuação, Sócrates acabou sendo condenado à morte sob a acusação de corromper a juventude, desobedecer às leis da cidade e desrespeitar certos valores religiosos. Considerando essas informações sobre a vida de Sócrates, assim como a forma pela qual seu pensamento foi transmitido, pode-se afirmar que sua filosofia:

a)

transmitia      conhecimentos     de      natureza científica.

b)

baseava-se em uma contemplação passiva da realidade.

c)

transmitia conhecimentos exclusivamente sob a forma escrita entre a população ateniense.

d)

ficou consagrada sob a forma de diálogos, posteriormente redigidos pelo filósofo Platão.

e)

procurava transmitir  às pessoas conhecimentos de natureza mitológica.

5.

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois:

a)

aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

b)

é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

c)

a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

d)

é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

e)

é um exercício de fraternidade diante da cultura dos deuses do passado, uma vez que a função da religião era produzir os ensinamentos.

6.

A sociedade como um sistema justo de cooperação social consiste em uma das ideias familiares fundamentais, que dá estrutura e organização à justiça como equidade. A cooperação social guia-se por regras e procedimentos publicamente reconhecidos e aceitos por aqueles que cooperam como sendo apropriados para regular a sua conduta. Diz-se que a cooperação é justa porque seus termos são tais que todos os participantes podem razoavelmente aceitar, desde que todos os demais também o aceitem.

FERES JR., J.; POGREBINSCHI, T. Teoria política contemporânea: uma introdução. Rio de Janeiro:

Elsevier, 2010.

No contexto do pensamento político, a ideia apresentada mostra-se consoante o(a)

a)

posicionamento crítico do socialismo.

b)

ideal republicano de governo.

c)

legitimidade do absolutismo monárquico.

d)

corrente tripartite dos poderes.

e)

entendimento do contratualismo moderno.

7.

Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens.

ARISTÓTELES Política. Brasília: UnB, 1988.

No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:

a)

Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.

b)

Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.

c)

  Ética e política, pois conduzem à felicidade.

d)

Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.

e)

Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.

8.

Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é possível perceber que o conceito de povo era muito restritivo. Mesmo tendo isso em conta, a forma democrática vivenciada e experimentada pelos gregos atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada, fundamentalmente, como direta.

 MANDUCO, A. Ciência política. São Paulo:

Saraiva, 2011.

 Naquele contexto, a emergência do sistema de governo mencionado no excerto promoveu o(a)

a)

estabelecimento de mandatos temporários.

b)

declínio da sociedade civil organizada.

c)

participação no exercício do poder.

d)

campanha pela revitalização das oligarquias.

e)

competição para a escolha de representantes.

9.

Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidade que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento

humano. São Paulo: Unesp, 2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

a)

O estudo das tradições filosóficas.

b)

A revelação da inspiração divina.

c)

O desenvolvimento do raciocínio abstrato.

d)

A potência inata da mente.

e)

A vivência dos fenômenos do mundo.

10.

A validade de nossos conhecimentos é garantida pela correção do raciocínio. São dois os modos de raciocínio: o indutivo e o dedutivo.

Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.

a)

O raciocínio dedutivo parte de uma lei particular, considerada válida para um determinado conjunto, aplicando-a aos casos universais desse conjunto

b)

O raciocínio indutivo parte de uma lei universal, considerada válida para um determinado conjunto, aplicando-a aos casos particulares desse conjunto.

c)

O raciocínio indutivo é amplamente utilizado pelas ciências experimentais.

d)

O raciocínio dedutivo é uma argumentação na qual, a partir de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal.

e)

O raciocínio indutivo é o argumento cuja conclusão é inferida necessariamente de duas premissas.

11.

O conhecimento é sempre aproximado, falível e, por isso mesmo, suscetível de contínuas correções. Uma justificação pode parecer boa, num certo momento, até aparecer um conhecimento melhor. O que define a ciência não será então a ilusória obtenção de verdades definitivas. Ela será antes definível pela prevalência da utilização, por parte dos seus praticantes, de instrumentalidades que o campo científico forjou e tornou disponíveis. Ou seja, cada progressão no conhecimento que mostre o caráter errôneo ou insuficiente de conhecimentos anteriores não remete estes últimos para as trevas exteriores da não ciência, mas apenas para o estágio de conhecimentos científicos historicamente ultrapassados.

ALMEIDA, J. F. Velhos e novos aspectos da epistemologia das ciências sociais. Sociologia: problemas e práticas, n. 55, 2007 (adaptado).

O texto desmistifica uma visão do senso comum segundo a qual a ciência consiste no(a)

a)

avanço das pesquisas interdisciplinares.

b)

consenso de áreas diferentes.

c)

coexistência de teses antagônicas.

d)

conjunto de teorias imutáveis.

e)

preeminência dos saberes empíricos.

12.

A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.

Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p.

273.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada ética em Aristóteles, pode-se dizer que a virtude ética:

a)

pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.

b)

consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.

c)

baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.

d)

reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.

e)

implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.

13.

A tirinha mostra uma relação social de:

a)

Indiferença da atendente.

b)

De eficiência da atendente

c)

Poder pela burocracia

d)

Tentativa do homem de amarelo em enganar a atendente.

e)

Brincadeira por parte da atendente.

 

14.

Idealista e Revolucionário- Aventureiro, rebelde e sonhador. Este era o perfil de Che Guevara, que, em um século marcado por revoluções e rebeldias, conquistou a posição e o reconhecimento como o maior ícone político da América do Sul. E ainda hoje, após 40 anos de sua morte, ainda é uma lenda revolucionária mística. Pelo texto e imagem, podemos afirmar que Che Guevara produziu nas pessoas um tipo de poder que ainda hoje se manifesta das mais variadas formas. Este tipo de poder se encaixa no conceito weberiano de

a)

  Dominação tradicional.

b)

Dominação de microfísica.

c)

Dominação carismática.

d)

Dominação legal.

e)

Dominação burocrática.

15.

Observe a charge

Infere-se sobre a charge:

a)

Toda ação política envolve a possibilidade de corrupção.

b)

As pessoas odeiam política devido às atitudes dos política

c)

Recusar-se a votar compromete qualquer eleição

d)

A política compromete a democracia.

e)

O voto consciente é o exercício da cidadania

16.

(Enem 2013) Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá- las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas

quando ele chega, revoltam-se. MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.

A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas, Maquiavel define o homem como um ser:

a)

munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.

b)

possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.

c)

guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.

d)

naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais

e)

sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares

17.

(Enem 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre- arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade. MAQUIAVEL,

N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).

 

Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao

a)

valorizar      a      interferência      divina      nos acontecimentos definidores do seu tempo.

b)

rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.

c)

afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.

d)

romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de prendizagem.

e)

redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

18.

(ENEM 2013) Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as divergências os indivíduos. Assim, criam-se os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, atuando de forma independente para a efetivação da liberdade, sendo que esta não existe se uma mesma pessoa ou grupo exercer os referidos poderes concomitantemente. (MONTESQUIEU, B. Do espírito das leis. São Paulo: Abril Cultural, 1979.)

A divisão e a independência entre os poderes são condições necessárias para que possa haver liberdade em um Estado. Isso pode ocorrer apenas sob um modelo político em que haja:

a)

exercício    de    tutela    sobre    as    atividades jurídicas e políticas.

b)

consagração do poder político pela autoridade religiosa.

c)

concentração do poder nas mãos de elites técnico-científicas.

d)

estabelecimento de limites aos atores públicos e às instituições do governo.

e)

reunião das funções de legislar, julgar e executar nas mãos de um governante eleito.

19.

(Unicentro 2012) A vida política não acontece apenas dentro do esquema ortodoxo dos partidos políticos, da votação e da representação em organismos legislativos e governamentais. O que geralmente ocorre é que alguns grupos percebem que esse esquema impossibilita a concretização de seus objetivos ou ideais, ou mesmo os bloqueia efetivamente. [...] Às vezes, a mudança política e social só pode ser realizada recorrendo-se a formas não ortodoxas de ação política. GIDDENS, A. Sociologia. 4. ed. Tradução Sandra Regina Netz. Porto Alegre : Artmed, 2008.

Há um tipo comum de atividade política não ortodoxa, que busca promover um interesse comum ou assegurar uma meta comum através de ações fora das esferas institucionais, que se chama de

a)

interação social.

b)

mobilidade lateral.

c)

movimento social.

d)

princípio preventivo.

e)

movimento de acomodação urbana.

20.

Sobre as formas de poder observe a imagem:

O poder é, na sociedade atual, classificado e entendido de diversas maneiras, de acordo com o modo como ele é exercido e o meio em que ele se encontra. As três formas básicas de poder social sendo elas conhecido como poder econômico, poder ideológico e poder político pode ser eles classificados por:

a)

Karl Marx.

b)

Maquiavel.

c)

Norberto Bobbio.

d)

John Locke.

e)

Foucault.

21.

Numa democracia representativa, como é o Brasil, o direito de votar para escolha dos governantes, que irão ocupar os cargos do Executivo e do Legislativo, é um dos direitos fundamentais da cidadania. Na impossibilidade de participação direta do povo nas decisões que deverão ser tomadas a respeito de questões da máxima relevância para o interesse público, a escolha de representantes para o desempenho dessas tarefas foi o caminho encontrado para que as opções reflitam a vontade do povo. DALLARI, D. Em busca da democracia representativa. Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 2 fev. 2015.

Na perspectiva apontada no texto, a consolidação da democracia no Brasil baseia-se na representação popular por meio dos(as)

a)

fóruns sociais.

b)

partidos políticos.

c)

conselhos federais.

d)

entidades de classe.

e)

organizações não governamentais

22.

A política e seu exercício é o meio pelo qual os indivíduos transformam a sua realidade social. Sobre o tema de participação política, assinale a alternativa correta.

a)

A participação política, quando contaminada por determinada perspectiva ideológica, invalidaria reivindicações sociais, pois a ideologia seria movida por sentimentalismo, o que diminui a racionalidade política.

b)

O voto é, sociologicamente, a participação política com maior legitimidade e importância social devido à sua capacidade decisória e universalidade.

c)

Uma das maiores críticas à democracia contemporânea se refere à ineficiência de colocar os cidadãos, especialmente grupos minoritários, no centro das decisões políticas. Uma saída para esse dilema, apresentada pela teoria republicana clássica, é o aumento do número de partidos que atendam às demandas específicas de cada grupo.

d)

Segundo Alexis de Tocqueville, em A democracia na América, o acesso eficaz dos cidadãos ao poder político depende da centralização administrativa e política do Estado. Essa perspectiva se faz válida quanto ao Brasil, pois nossa estrutura federativa é condizente com o modelo centralizado burocrático e político de democracia, o que permite mais ações conjuntas entre estados e União.

e)

Atualmente, apenas a presença mais igualitária de diferentes grupos nos espaços de decisão política não é suficiente para garantir a justiça social, pois as hierarquias das instituições representativas detêm os interesses que direcionam o jogo político.