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Quiz - 9ºs anos Dia 2/1

Total questions: 12

Worksheet time: 18mins

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1.

Aí, a filha do intelectual, que nunca tirava o primeiro lugar na escola, chega em casa e pergunta ao pai:

    — Pai, você sabe qual é a última?

    O pai pensou um pouco e disse:

    — Não filha, qual é?

    E a filha:

    — Eu.

(Anedotinhas do Bichinho da Maçã. Ziraldo. 1988)

O pai entendeu que “a última” era

a)

a escola.

b)

a filha.

c)

uma casa.

d)

uma novidade.

2.

Futilidade pública

    Espantei-me ao abrir o jornal [6/10], (...) trouxe uma lição de consumismos, sobre roupas para usar em eventos únicos. É difícil de acreditar que, em meio a tantas mudanças e polêmicas, esse foi considerado o assunto mais importante a ser tratado.

    Acho que vale lembrar que vivemos num país onde, apesar de o voto ser obrigatório, as pessoas são muito pouco politizadas. Temos de mudar isso, começando por nós mesmos; os jovens. O papel irrefutável que a média tem é evidenciar isso, mostrar o quão importante e o envolvimento na vida pública. – [...]

NOGUEIRA, Lílian. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 out. 2008. Fragmento.

No texto, em relação ao fato de os jovens não se envolverem na vida pública há uma opinião em

a)

“Espantei-me ao abrir o jornal...”.

b)

“...apesar de o voto ser obrigatório,...”.

c)

“...as pessoas são muito pouco politizadas.”.

d)

“...sobre roupas para usar em eventos...”.

3.

Na Europa, com Lulu

Para quem não sabe: hotéis de luxo aceitam, sim, bichinhos de estimação. E os enchem de agrados

    Pessoas que viajam e não aguentam ficar longe de seu animal de estimação têm à mão uma solução cara, mas amplamente difundida: hospedar-se em hotéis cinco-estrelas, palácios de mordomias que, em sua maioria, não só deixam o dono ficar com seu bichinho no quarto como recebem a ambos como reis. Quanto mais luxo, mais os bichinhos são bem tratados. No começo do mês, o Trianon Palace (diárias: 340 a 470 dólares o casal), de Versalles, anunciou que a partir de outubro, por preço ainda não fixado, oferecerá um “pacote” para cães, que consistirá de acomodação de primeira (cesto e cobertor de grife), serviço de quarto e uma caixinha de, digamos, cosméticos --- lenços umedecidos, xampu, perfume etc. Na mesma linha, a Starwood Hotels and Resorts, empresa americana dona dos Sheraton, Westin (a rede do Trianon) e W, anunciou em agosto que todos os hotéis desses nomes nos Estados Unidos e no Canadá passariam a aceitar hóspedes acompanhados de cães de estimação, com direitos a agrados variados.

    Nos cinco W de Nova York, os lulus podem desfrutar de massagem de uma hora (125 dólares) com terapeuta especializada em animais. “Donos de cachorros são nicho de mercado muito mal servido pela indústria de turismo”, justifica o comunicado anunciando o novo serviço.

VEJA, 17 de setembro de 2003. p. 116. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

No trecho “a partir de outubro, por preço ainda não fixado, oferecerá um ‘pacote’ para cães...”, a palavra destacada tem o sentido de

a)

conjunto de serviços.

b)

presente irrecusável.

c)

complemento alimentar.

d)

atendimento gratuito.

4.

Qual é o assunto tratado nesse texto?

a)

Preguiça.

b)

Sono.

c)

Migração.

d)

Ambiente.

5.

Esta combinação, não!

 

Remédios para emagrecer devem ser evitados por quem corre. O motivo: normalmente, eles contêm estimulantes que aumentam a frequência cardíaca e aceleram o metabolismo. Ou seja, o corredor pode sofrer taquicardias e desidratar-se. “Quando há uso de medicamentos, o indicado são exercícios bem leves, com intensidade abaixo de 60% da capacidade cardiorrespiratória do praticante”, diz o treinador.

GOMES, Emerson. Programa de caminhada e corrida. In: Veja. 7 out. 09.

Esse texto tem o objetivo de

a)

divulgar uma campanha.

b)

relatar um fato.

c)

dar uma orientação.

d)

vender um produto.

6.

As Amazônias

    Esse tapete de florestas com rios azuis que os astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da metade do território brasileiro. Quem viaja pela região não cansa de admirar as belezas da maior floresta tropical do mundo. No início era assim: água e céu.

    É mata que não tem mais fim. Mata contínua, com árvores muito altas,cortada pelo amazonas, o maior rio do planeta. São mais de mil rios desaguando no Amazonas. É água que não acaba mais.

O texto trata

a)

da importância econômica do rio Amazonas.

b)

das características da região Amazônica.

c)

de um roteiro turístico da região do Amazonas.

d)

do levantamento da vegetação amazônica.

7.

É verdade, o skate é um dos esportes radicais mais praticados no mundo e não é só por crianças e adolescentes não! [...]

    Parece que tudo começou na Califórnia – Estados Unidos, em um dia nublado, com um grupo de surfistas entediados porque não podiam surfar, então, resolveram improvisar uma tábua pequena com rodinhas de patinete adaptadas e começaram a brincar com ela. [...]

    Ainda na década de 50, [...] o primeiro skate foi fabricado e comercializado em série. [...] A partir da década de 60, algumas novidades: acontece o primeiro campeonato de skate [...] e em 1965 um campeonato de skate é transmitido na TV pela primeira vez.

    Na década de 70, a maior novidade foi a invenção da roda de poliuretano, em 1972, fato que revolucionou a história do skate. Esse tipo de roda dava mais segurança e poderia ser usada em vários tipos de terreno. [...] Nesta década surgiram também outras modalidades: slalom, downhill, freestyle e vertical.

    O skate na década de 80 foi caracterizado por uma explosão de rampas de madeira feitas pelos próprios skatistas em ruas, praças e quintais de casa. [...] A década de 90 é marcada pela profissionalização do esporte [...]. A partir de 2000, acontecem grandes shows e competições de skate.

Disponível em: http://www.smartkids.com.br/ especiais/evolucao-skate.html. Acesso em: 16 set. 2014. Fragmento.

Qual é o tema desse texto?

a)

A profissionalização de um esporte.

b)

A construção de rampas de madeira.

c)

A história do skate.

d)

A invenção da roda.

8.

Esse texto tem a finalidade de

a)

conscientizar sobre a limpeza das ruas.

b)

criticar a falta de recolhimento do lixo.

c)

orientar a formação de equipes esportivas.

d)

divulgar ações de combate à dengue.

9.

Em “1. Puxe pelo cabo para abrir a armação”, a forma verbal puxe indica

a)

um convite.

b)

uma opinião.

c)

uma ordem.

d)

uma resposta.

10.

Desbravando o velho Chico

    Conhecido carinhosamente por nordestinos e mineiros como “Velho Chico”, o rio São Francisco passa por cinco Estados e para todos eles tem um valor especial.

    Não só pela sua água, que abastece populações ao longo de seus 2700 km, mas também pelas implicações históricas. Descoberto em 1501 pelo navegador Américo Vespúcio, ele serviu de caminho para os bandeirantes e é parte fundamental da cultura e das tradições de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

    Agora, o rio está ganhando um projeto de recuperação de suas águas – afetadas pelo esgoto não tratado de 95% dos 504 municípios que cruza. O projeto do Ministério do Meio Ambiente deve empregar um bilhão de reais em dez anos de obras. Os cuidados podem estimular a Unesco a aceitar o pedido feito por organizações brasileiras e fazer com que o rio seja declarado patrimônio da humanidade. A campanha é obra do jornalista Américo Antunes, que está levando à frente uma expedição de 35 dias pelo rio, iniciada no dia 10 de outubro. A ideia é catalogar 56 pontos de interesse histórico ou cultural, de cavernas com desenhos rupestres a igrejas e centros de peregrinação religiosa. Um merecido presente de aniversário ao “Velho Chico” rio.

Revista Galileu, n. 124, nov. 2001, p. 14. *Adaptado: Reforma Ortigráfica.

Na segunda parte do texto, uma opinião é expressa em

a)

“Um merecido presente de aniversário ao ‘Velho Chico’ rio.”.

b)

“o rio está ganhando um projeto de recuperação”.

c)

“ele serviu de caminho para os bandeirantes”.

d)

"o rio São Francisco passa por cinco Estados”.

11.

HISTÓRIA DA ORIGEM DOS REMÉDIOS DA MATA

    Os índios de antigamente, com pouco tempo que apareceram no mundo, pensaram e discutiram juntos sobre a vida deles dali para frente:

    — Como será quando as pessoas adoecerem? Como vamos fazer para curar os doentes?

    — Um bocado de nós vai morrer para surgir como remédio da mata. Os outros poderão viver usando estes remédios em que vamos nos transformar. Yushã Kuru, uma mulher chamada Fêmea Roxa, falou assim:

    — Eu acho muito importante a ideia de vocês. Melhor é virar remédio. Eu vou ensinar a vocês. Vou ensinar aos nossos parentes.

    Os outros concordaram com essa ideia:

    — Isso é verdade. Se você conhece bem, você vai nos ensinar. Vai ensinar para nossos fi lhos e nossos netos.

    Yushã Kuru, a Fêmea Roxa, deu muitos conselhos e surgiram os remédios.

    Uns eram venenos para matar: olho forte, Beru Paepa. Mijo amargo, Isu Muka.

    Outro para coceira, Nui. A velha Fêmea Roxa observava bem as folhas e os pés das árvores:

    — Esse mato não é remédio forte.

    E assim foi. Surgiram muitos remédios, todos os remédios que têm na mata.

    Remédio bom que cura as pessoas. Bom para picada de cobra, picada de escorpião, aranha, reumatismo e fígado.

SHENIPABU, Miyui: História da origem dos remédios da mata. In: História dos antigos. Belo Horizonte: UFMG, 2000. p.109. Organização: Professores Indígenas do Acre. (Fragmento.)*Adaptado: Reforma Ortográfiica

De acordo com esse texto, os remédios que têm na mata surgiram a partir do conhecimento

a)

dos avós.

b)

das pessoas.

c)

de parentes.

d)

de uma índia.

12.

Dicionário de criança

    O menino de sete anos chegou até o pai e pediu um dicionário.

    O pai lhe botou na mão um dicionário escolar, bastante simples. A criança olhou, leu, sacudiu a cabeça:

    – Tá difícil, pai, isso aí não interessa. Não tem dicionário de criança?

    Hoje deve ter, mas naquele tempo não tinha. Enquanto os adultos pensavam no que fazer, o menino decidiu:

    – Eu vou escrever um, posso?

    Claro que podia. Pegou-se um arquivo, que ainda existe, com folhas amarelas e sua caprichada letra de menino. O alfabeto ele conhecia, escrevia direitinho, e depois de uma semana chuvosa de férias saíram vários verbetes.

    Alguns deles aqui vão: [...]

    Seco. Seco é o contrário de molhado. Por exemplo: quando não chove fica tudo seco. Quando o sol fica raiando muitos dias tudo fica seco. Sem sol nada fica seco. Aí a mãe reclama que está tudo úmido. Úmido é um tipo de molhado, mas o sol não pode raiar o tempo todo. Porque daí todas as plantas se queimam e então também tem que existir a chuva. Que é molhada.

    Zero. Eu lembrei outra palavra com essa letra, o zero. O zero não e uma palavra porque é um número. Mas número a gente também escreve o nome dele. Outro dia minha mãe disse que ela é um zero na cozinha. Eu não entendi direito isso. Nota zero parece que é quando alguém é preguiçoso na escola ou burro. O zero que eu conheço é um número assim meio redondo quase como um ovo. Um cara é um zero à esquerda quando não trabalha direito. Isso aí foi meu pai quem falou.

LUFT, Lya. Pensar é transgredir. 7. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004. p.149-152. Fragmento.

Com relação à pesquisa no dicionário, há uma opinião do menino em:

a)

“– Tá difícil, pai, isso aí não interessa.”. (3° parágrafo)

b)

“Hoje deve ter, mas naquele tempo não tinha.”. (4° parágrafo)

c)

“... vou escrever um, posso? Claro que podia.”. (5° parágrafo)

d)

“... Mas o sol não pode raiar o tempo todo.”. (8° parágrafo)