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CONTRATUALISTAS

Total questions: 25

Worksheet time: 38mins

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1.

Nicolau Maquiavel, filósofo italiano que viveu entre 1469 e 1527, pode ser considerado o primeiro pensador da chamada “ciência política”, tal qual a concebemos contemporaneamente. A respeito desse filósofo é INcorreto afirmar.

a)

Tornou-se celebremente conhecido por sua obra intitulada “O Príncipe”, na qual esboça o perfil de um governante capaz de promover um estado forte e estável, coerente com o espírito da época em que Maquiavel viveu, período em que se formavam e se afirmavam as monarquias nacionais absolutistas.

b)

Criticava o pensamento político grego, acusando-o de não ter ido além da construção de utopias, na medida em que partia de considerações sobre como o homem deve agir e não sobre como ele age efetivamente.

c)

Afirmou um pensamento político calcado em uma moral utilitarista, ou seja, uma moral segundo a qual o resultado benéfico da ação do governante para os governados importa mais do que a forma da ação em si.

d)

Concebeu a sua principal obra, “O Príncipe”, em que defende a necessidade do poder absoluto dos reis, enquanto exercia a função de tutor do governante do Estado Absolutista Francês.

e)

Defendeu que o governante pode abrir mão de suas convicções e valores pessoais quando compreender que sua ação, mesmo contrariando a sua moral, resultará em benefícios aos governados.

2.

[Maquiavel] elogia a República romana como tendo sido a mais perfeita forma de governo e um verdadeiro Estado unido pelo espírito público de seus cidadãos; no entanto, numa época como a sua, seria necessário um líder que utilizasse a força como princípio, tese que desenvolve em O Príncipe.

(Teresa Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995.)

A obra O Príncipe foi escrita por Maquiavel em 1513 e publicada em 1532. Nela, o pensador florentino:

a)
  1. Rejeita a noção de república, valorizando o princípio de participação política direta de todos os cidadãos.

b)
  1. Defende a submissão do poder secular ao poder atemporal, reconhecendo a Igreja como o centro da vida política.

c)
  1. Analisa experiências políticas do passado e do presente, propondo um modelo de atuação do governante.

d)
  1. Celebra o princípio da experiência do indivíduo, identificando os conselhos dos anciãos como origem de todo poder.

e)
  1. Questiona o militarismo da Roma Antiga, sugerindo aos governantes abandonar projetos imperiais e expansionistas.

3.

É necessário ao príncipe ser tão prudente, que possa fugir aos vícios que lhe fariam perder o governo e acautelar-se, se possível, quanto aos que não oferecem tal perigo. Não conseguindo, entretanto, fazer isso, pode, sem atormentar-se, deixar que as coisas sigam o seu curso. Não se importe o príncipe, ainda, de incorrer na prática daqueles vícios sem os quais dificilmente pode salvar o Estado. Nas ações de todos os homens, especialmente os príncipes, contra os quais não há tribunal a que recorrer, os fins é que contam”. “Faça, pois, o príncipe tudo para alcançar e manter o poder; os meios de que se valer serão sempre julgados honrados e louvados por todos.

(PRÍNCIPE. 2018).

A formação do Estado e do poder político sempre foi alvo de discussões e de diversas teorias, no decorrer da história da humanidade, sendo que o fragmento de texto indica concepções:

a)
  1. absolutistas.

b)
  1. liberais.

c)
  1. democráticas.

d)
  1. anarquistas.

e)
  1. socialistas.

4.

Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi um expoente literário do Renascimento no século XVI.

Sobre sua obra mais conhecida, O Príncipe, é correto afirmar que:

a)
  1. Defendia o Estado Mínimo, marcado pelo respeito às leis naturais que regem a “mão invisível do mercado”.

b)
  1. Preocupava-se em discutir e esclarecer problemas teológicos, fortalecendo a autoridade papal junto aos reinos medievais;

c)
  1. Buscou justificar a perseguição aos judeus na Europa e a escravidão na América;

d)
  1. Foi escrito em alemão e apenas no século XIX foi traduzido para outros idiomas.

e)
  1. Defende um Estado forte, independente da Igreja, governado de modo absolutista pois “a razão do Estado” estaria acima de qualquer outro ideal.

5.

Para Maquiavel “o Príncipe” é o único que carrega em seus ombros o peso da pressão e da responsabilidade do governo do Estado e dos interesses de toda a coletividade. Portanto, não deve e nem pode ter, quando governa, os valores morais das pessoas comuns. Em alguns momentos é até conveniente, se necessário, que ele utilize recursos como a força e a mentira.

Podemos dizer que Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”:

a)
  1. Apresenta fundamentos do liberalismo político que o colocam como um precursor do pensamento iluminista.

b)
  1. Opõe-se ao pensamento político do Antigo Regime.

c)
  1. Propõe a sofocracia, o governo de um rei-filósofo.

d)
  1. Reafirma os valores iluministas de sua época.

e)
  1. Reavalia as relações entre ética e política durante um período de governos absolutistas.

6.

O movimento Iluminista, que teve seu auge na Europa do século XVIII, contou, entre seus principais pensadores, com Jean-Jacque Rousseau, cuja obra mais conhecida intitula-se:

a)
  1. O Espírito das Leis.

b)
  1. O Contrato Social.

c)
  1. A Riqueza das Nações.

d)
  1. Ensaio sobre o entendimento humano.

e)
  1. Cartas inglesas.

7.

Rousseau, no texto Sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (1755), estabelece que:

a)
  1. A invenção da propriedade privada, das sociedades e das leis foram acontecimentos que deram origem, diversificaram e aprofundaram as formas de desigualdade.

b)
  1. A desigualdade natural entre os homens é a principal razão da desigualdade social e política.

c)
  1. A desigualdade econômica se deve, sobretudo, à inteligência mais aguçada dos ricos.

d)
  1. A invenção da sociedade e das leis nasceu para garantir os direitos naturais da vida e da propriedade.

e)
  1. A invenção da política marcou o fim da desigualdade entre senhores e escravos.

8.

“Os escravos tudo perdem sob seus grilhões, até o desejo de escapar deles. (...) A força fez os primeiros escravos, sua covardia os perpetuou”.

Fonte: ROUSSEAU, J.J. Do contrato social. São Paulo: Abril Cultural, 1999. p. 57.

No trecho acima, o filósofo iluminista, Jean-Jacques Rousseau, toma posição sobre um tema muito debatido nos círculos intelectuais do seu tempo, a escravidão. Sua reflexão esclarece que:

a)
  1. a desigualdade deve ser mantida.

b)
  1. a apatia contribui para a libertação.

c)
  1. a escravidão é produto das relações humanas.

d)
  1. alguns nascem para ser escravos e outros para dominar.

e)

A isonomia.

9.

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar.

HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles:

a)
  1. entravam em conflito.

b)
  1. recorriam aos clérigos.

c)
  1. consultavam os anciãos.

d)
  1. apelavam aos governantes.

e)
  1. exerciam a solidariedade.

10.

A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato.

(John Locke, Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.)

O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte:

a)
  1. afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.

b)
  1. é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.

c)
  1. aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.

d)
  1. defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.

11.

Thomas Hobbes, importante pensador do século XVII, defendia que ao:

a)
  1. rei é lícito governar despoticamente, em virtude do poder absoluto que recebeu do povo.

b)
  1. parlamento cabe limitar a ação do monarca, pois os governantes estão submetidos à lei dos homens.

c)
  1. povo cabe o direito de rebelião, sempre que os governantes se mostrarem absolutistas.

d)
  1. governante cumpre submeter-se à lei natural, de origem divina,que limitou sua ação.

e)
  1. Estado cabe garantir a liberdade de seus súditos, a fim de que haja ordem e segurança.

12.

é fundamentado em um pacto convencional, por meio do qual os cidadãos, em condições justas, abrem mão de seus direitos individuais e consentem com o poder de uma autoridade na qual depositam confiança. O Estado, resultante desse acordo tem o dever de proteger os cidadãos.

(a)  

13.

Em um estado natural, o individualismo do ser humano o compele a viver em guerra uns com os outros.

De qual teórico é essa visão?

(a)  

14.

é uma teoria filosófica e política que está relacionada a uma espécie de pacto entre as pessoas. A partir dessa teoria surgiu o nome contrato social. Dessa forma, o contrato social estabelece leis, moral, costumes e um conjunto de instituições para que a convivência em sociedade seja mais harmônica.

(a)  

15.

Um importante sociólogo contemporâneo é polonês Zygmunt Bauman. Preocupado com as novas dinâmicas da vida social, propõe um empreendimento reflexivo que tem como norte as recentes modificações do mundo atual. Em relação às análises de Bauman é INCORRETO afirmar:

a)

Liquidez é a metáfora que Bauman utiliza para explicar o sentido da pós-modernidade.

b)

Desmoronamento da antiga ilusão moderna, ou seja, questionamento da crença de que há um fim do caminho em que andamos, um estado de perfeição a ser atingido no futuro.

c)

Desregulamentação e privatização das tarefas e deveres modernizantes. Na modernidade líquida, não existem mais valores individuais, apenas sociais.

d)

Nesta sociedade líquida, transformada pelo mercado, também os valores mais importantes da vida passam pelo mesmo processo de materialização tal qual um simples mercadoria.

e)

O processo de transformação pelo qual passa a humanidade pode ser aplicado ao mundo globalizado que, na sua empolgação compulsiva para produzir bens de consumo acaba produzindo um número significante de lixo.

16.

Zygmunt Bauman reflete sobre a liquidez dos laços na sociedade pós-moderna. De acordo com o autor,podem-se caracterizar as relações sociais como:

a)

transitórias, superficiais e impessoais, cujas associações ocorrem com base em propósitos muitas vezes limitados e instrumentais.

b)

pessoais, com uma predominância nos contatos sociais primários. 

c)

individualistas e afetivas. 

d)

instrumentais, a fim de suprir a necessidade cotidiana, pois os indivíduos necessitam preservar seus

17.

foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos.

(a)  

18.

Um dos aspectos mais importantes da filosofia política de John Locke é sua defesa do direito à propriedade, que ele considerava ser algo inerente à natureza humana, uma vez que o corpo é nossa primeira propriedade. De acordo com esta perspectiva, o Estado deve:

a)
  1. permitir aos seus cidadãos ter propriedade ou propriedades.

b)
  1. garantir que todos os seus cidadãos, sem exceção, tenham alguma propriedade.

c)
  1. garantir aos cidadãos a posse vitalícia de bens.

d)
  1. fazer com que a propriedade seja comum a todos os cidadãos.

19.

Observe com atenção os dados expostos na imagem e responda a alternativa correta:

a)

Cerca de 20% das pessoas que vivem na região sul são consideradas pobres ou muito pobres.

b)

Mais de 65% das pessoas que vivem nos estados no sudeste são pobres ou muito pobres.

c)

Nos estados do nordeste podemos concluir que mais de 90% da população é pobre e muito pobre.

20.

Observe com atenção os dados expostos e assinale a alternativa correta.

a)

Podemos concluir a partir das informações postas que existe forte relação entre as condições sociais/econômicas e índices altos de violência.

b)

A tara de desocupação nos 10 municípios mais violentos é superior a 30%.

c)

Não é possível afirmar que existe relação entre violência e pobreza.

21.

Observe com atenção as informações constantes na imagem e marque a alternativa correta:

a)

Grande parte dessas pessoas vivem nessa condição por opção própria.

b)

Os dados demonstram que a população de Brasília é muito pobre.

c)

Mais de 60% de brasileiros viviam com menos de R$ 500,00 por mês per capita.

22.

Depois de analisar com atenção os dados expostos na imagem, assinale a alternativa correta:

a)

Um em cada dois jovens entre 19 e 25 anos correm o risco de ficarem fora do mercado de trabalho.

b)

O desemprego entre os jovens que possuem o fundamental completo é maior entre os que tem o ensino médio incompleto.

c)

Os dados deixam claro a inexistência entre sucesso profissional e educação.

23.

Analise com atenção o dialogo posto na imagem e responda:

a)

Demonstra que qualquer pessoa pode alcançar o sucesso profissional, basta querer.

b)

Demonstra uma crítica irônica ao discurso da MERITOCRACIA.

24.

Depois de analisar os dados expostos na imagem, assinale a alternativa correta:

a)

14% da população tem renda mensal bem maior que 66% da população.

b)

66% da população tem renda familiar média inferior a 500 dólares americanos

c)

Esse é um retrato claro de uma sociedade onde quem de mérito consegue vencer.

25.

Observem com atenção as informações e responda qual a alternativa correta.

a)

5% dos mais ricos do Brasil tem o mesmo que o resto dos 95% dos brasileiros.

b)

Um trabalhador que recebe salário mínimo precisa trabalhar 19 anos sem gastar nada para ganhar o que 0.3% ganha no mês.

c)

Os 6 bilionários brasileiros que tem a mesma riqueza que cem milhões de brasileiros são a prova viva que quem trabalha Deus ajuda.