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PROVA SEM PESQUISA_Português

Total questions: 16

Worksheet time: 1hrs 20mins

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1.


  O reformador do mundo

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras.

– Asneiras, Américo?

– Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

 Mas o melhor – concluiu – não é pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!

De repente, no melhor da festa, plaf! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim. E segue para casa refletindo:

– Que espiga!… Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum!

Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como está, que está tudo muito bem.

E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem cisma de corrigir a natureza. 


1-Quando falou sobre a reforma da natureza, Américo estava 


a)

A) numa praça, observando as pessoas que passavam por debaixo das árvores. 


b)

B) num rio, banhando-se nas águas e observando a vegetação em volta dele.

c)

C) numa floresta, admirando os pássaros que se alimentavam das frutas das árvores.

d)

D) num pomar, próximo a uma jabuticabeira e observando, de longe, um pé de abóbora. 

2.

  O reformador do mundo

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras.

– Asneiras, Américo?

– Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

 Mas o melhor – concluiu – não é pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!

De repente, no melhor da festa, plaf! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim. E segue para casa refletindo:

– Que espiga!… Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum!

Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como está, que está tudo muito bem.

E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem cisma de corrigir a natureza. 


2-Por que as pessoas chamavam Américo de Américo Pisca-Pisca? 

 


a)

A) Porque Américo gostava de inventar coisas. 

b)

B) Porque ele estava sempre alerta sobre o mundo. 

c)

C) Porque esse era o sobrenome de Américo. 

d)

D) Porque uma de suas características era piscar muito.

3.

3-No trecho, “De repente, no melhor da festa, plaf! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.”, a expressão PLAF! foi utilizada para



a)

A) reproduzir o som produzido no momento em que a jabuticaba acertou o nariz da personagem.

b)

B) imitar o som que a personagem emitiu quando se assustou com a queda da jabuticaba. 

c)

C) indicar que uma fruta poderia cair do pé e machucar quem estivesse debaixo de sua árvore.

d)

D) reproduzir o som do nariz da personagem quebrando  ao chocar-se com a pequena jabuticaba. 

4.

4-No trecho “– Que espiga!… Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu?”, as reticências foram usadas para


a)

A) sinalizar uma pausa para pensar. 

b)

B) criar suspense sobre o que seria dito. 

c)

C) introduzir uma explicação sobre um fato.

d)

D) reproduzir a fala do interlocutor do Américo.

5.

'O prazer do desapego': minimalistas defendem que ter menos coisas cria mais liberdade

“A ideia do 'menos é mais' nunca foi tão necessária”, diz pesquisador sobre cultura material; meta é viver com o mínimo para fugir das doenças alimentadas pelo excesso.


Por Lais Modelli, BBC

09/09/2017 18h40  Atualizado há 3 anos


O minimalismo apareceu na vida da comunicadora social Fernanda Marinho, 36 anos, para resolver um problema: em 2012, ela precisou voltar a morar com a mãe e, por questão de espaço, teve de se desfazer de muitas coisas que havia comprado ou ganhado nos dez anos em que morou fora.

"Eu precisava acomodar todos os meus objetos em um quarto bem pequeno", conta.

(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/o-prazer-do-desapego-minimalistas-defendem-que-ter-menos-coisas-cria-mais-liberdade.ghtml. Fragmento)


5-No trecho "Eu precisava acomodar todos os meus objetos em um quarto bem pequeno", as aspas foram usadas para 



a)

A) marcar uma citação incompleta

no texto. 

b)

B) mostrar uma suspensão na fala

do entrevistado. 

c)

C) sugerir uma citação indireta de

outro texto. 

d)

D) indicar a reprodução direta da

fala do entrevistado.

6.

'O prazer do desapego': minimalistas defendem que ter menos coisas cria mais liberdade

“A ideia do 'menos é mais' nunca foi tão necessária”, diz pesquisador sobre cultura material; meta é viver com o mínimo para fugir das doenças alimentadas pelo excesso.


Por Lais Modelli, BBC

09/09/2017 18h40  Atualizado há 3 anos


O minimalismo apareceu na vida da comunicadora social Fernanda Marinho, 36 anos, para resolver um problema: em 2012, ela precisou voltar a morar com a mãe e, por questão de espaço, teve de se desfazer de muitas coisas que havia comprado ou ganhado nos dez anos em que morou fora.

"Eu precisava acomodar todos os meus objetos em um quarto bem pequeno", conta.

(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/o-prazer-do-desapego-minimalistas-defendem-que-ter-menos-coisas-cria-mais-liberdade.ghtml. Fragmento)



6-No texto 'O prazer do desapego': minimalistas defendem que ter menos coisas cria mais liberdade, a palavra que passa pelo mesmo processo de formação de DESAPEGO está em


a)

A) teve de se DESFAZER.

b)

B) havia comprado ou GANHADO.

c)

C) meta é VIVER com o mínimo.

d)

D) Eu PRECISAVA acomodar todos.

7.

Anedotinhas

De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho: 

- Acorda, meu filho. Acorda, que está na horade você ir para o colégio.

Lá de dentro, estremunhando, filho respondeu:

- Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos.

E o pai responde lá de fora:

- Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.


7-Qual foi o fato que fez esse texto ficar engraçado?



a)

A) O filho que se recusava a ir ao

colégio ser o diretor.       

b)

B) O filho ter 45 anos e ainda

frequentar o colégio. 

c)

C) O pai bater na porta do quarto do filho para acordá-lo.   

d)

D) O pai mandar o filho de 45 anos ir para o colégio. 

8.

Anedotinhas

De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho: 

- Acorda, meu filho. Acorda, que está na horade você ir para o colégio.

Lá de dentro, estremunhando, filho respondeu:

- Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos.

E o pai responde lá de fora:

- Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.



8-No trecho “porque eu não aguento mais aqueles meninos.”, a palavra “porque” foi empregada para


a)

A) introduzir uma explicação.        

b)

  B) introduzir uma pergunta direta.

c)

C) realizar uma pergunta indireta.   

d)

D) introduzir uma ideia de condição.  

9.

A história do Eu, do Tu e do Ele

Era uma vez o Eu, o Tu e o Ele que moravam na mesma rua, numa pequena cidade.

Cada um deles vivia numa linda casinha, muito confortável, com vista para o mar. Os três tinham uma boa vida pois nada lhes faltava: tinham boa comida, muitos brinquedos e uma caminha muito fofinha onde todas as noites se aconchegavam e sonhavam lindos sonhos.

Mesmo não tendo nada de mau nas suas vidas, o Eu, o Tu e o Ele sentiam que algo lhes faltava, mas não conseguiam descobrir o quê.

Numa linda manhã de sol, cada um deles saiu da sua casinha para dar um passeio, e coincidiu de se encontrarem, os três, à beira mar. Por um instante, ficaram a olhar uns para os outros espantados, pois nunca se tinham visto antes.

 Então os três, curiosos em saber quem era cada um deles, começaram a falar todos ao mesmo tempo, perguntando uns aos outros, quem eram, onde viviam e quais eram as suas brincadeiras favoritas.

Depois de muita conversa, gargalhadas e brincadeiras, o Eu, o Tu e o Ele descobriram finalmente aquilo que lhes faltava… Eles precisavam de amigos! Precisavam de outros com quem pudessem partilhar os seus afetos, as suas conversas e brincadeiras.

A partir daí, o Eu, o Tu e o Ele, passaram a ser Nós, um grupo de amigos muito unidos e feliz!

(Autoria: Tania Santos)

9-Os personagens viviam


a)

a) No mar.

b)

b) À beira mar.

c)

c) Em uma casa pequena.

d)

d) Em uma casa confortável.

10.

10-No trecho “... muitos brinquedos e uma caminha MUITO fofinha.”, a palavra destacada indica:


a)

a) Modo.

b)

b) Lugar.

c)

c) Quantidade.

d)

d) Intensidade.

11.

11-Qual é a informação principal no texto? 


a)

a) O Eu, o Tu e o Ele viviam sozinhos.

b)

b) Os três se encontraram à beira

mar.

c)

c) Eles nunca tinham se encontrado antes.

d)

d) O Eu, o Tu e o Ele precisavam de

amigos.

12.

12-No trecho “Então os três, (...) começaram a falar todos ao mesmo tempo.”, se o numeral três fosse substituído por ele, como ficaria o verbo em destaque? 


a)

a) Começara.

b)

b) Começou. 

c)

c) Começaria.

d)

d) Começasse.

13.

13-Na tirinha, há uma comparação em


a)

A) A existência é o mercado

imobiliário.        

b)

B) A existência é como o mercado

imobiliário. 

c)

C) O preço é cada vez mais alto…                

d)

D) O preço é cada vez mais alto,

mas vale pela vista.

14.

14-Nessa tirinha, no trecho “O preço é cada vez mais alto…”, as reticências foram usadas para


a)

A) indicar que o caracol fez uma

pausa para pensar.    

b)

B) marcar que o caracol fez uma

citação incompleta.

c)

C) mostrar que o caracol foi

interrompido por alguém. 

d)

D) sugerir que o caracol quis fazer

suspense.

15.

15-Leia as frases a seguir:

  1. Eu já falei um milhão de vezes, mas ele não entende.

  2. E neste restaurante, qual o seu prato favorito? 

  3. Desabafo com o meu gato, porque apenas ele me entende. 


a)

a) I. hipérbole, II. metonímia,

III. prosopopeia. 

b)

b). I. hipérbole, II. prosopopeia,

III. metonímia.

c)

c) I. prosopopeia, II. metonímia,

III. hipérbole.

d)

d) I. metonímia, II. hipérbole,

III. prosopopeia.

16.



A vida é um incêndio: nela

dançamos, salamandras mágicas

Que importa restarem cinzas

se a chama foi bela e alta?

Em meio aos toros que desabam,

cantemos a canção das chamas!


Cantemos a canção da vida,

na própria luz consumida… 

(Mário Quintana)

16-Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la mais expressiva. No trecho “A vida é um incêndio”, qual a figura de linguagem utilizada? 


a)

A) Metáfora, porque há uma

comparação de significados entre

vida e incêndio. 

b)

B) Metonímia, porque a palavra vida

foi substituída pelo vocábulo incêndio.

c)

C) Prosopopeia, pois atribui-se

características humanas ao fogo.

d)

D) Comparação, pois há uma

comparação explícita entre a vida e o fogo.