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WorksheetsSimulado de descritores volume 2
Total questions: 18
Worksheet time: 12mins
No trecho "João comprou dois livros na livraria", qual é a informação explícita?
João comprou livros na biblioteca.
João comprou um livro na livraria.
João comprou apenas um livro na livraria.
João comprou dois livros na papelaria.
Em qual obra de William Shakespeare encontramos o personagem trágico "Romeu"?
Otelo
Hamlet
Romeu e Julieta
Macbeth
Qual é o tema central do poema "Amar", de Carlos Drummond de Andrade?
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)
A importância do amor na vida das pessoas.
A busca incessante pelo amor verdadeiro.
A efemeridade dos sentimentos amorosos.
A dor causada pelas decepções amorosas.
Qual figura de linguagem é utilizada na seguinte expressão: "Estou morrendo de fome."?
Metáfora
Hipérbole
Personificação
Metonímia
Texto: Construção
Chico Buarque
Traduções
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
Questão: Na música "Construção", de Chico Buarque, qual é a profissão do personagem principal?
Pedreiro
Advogado
Professor
Médico
"Enredo da obra “A cartomante”
Camilo, funcionário público, e Vilela, um advogado, são amigos desde a infância. Após o casamento de Vilela, um triângulo amoroso se faz. Rita é mais velha, tem 30 anos de idade. Vilela tem 29, e Camilo, 26. Camilo e a amante têm afinidades: “Liam os mesmos livros, iam juntos a teatros e passeios.”
Porém, um dia Camilo recebe uma carta anônima, “que lhe chamava imoral e pérfido, e dizia que a aventura era sabida de todos”. Com medo, passa a ir menos à casa do amigo, até que “as visitas cessaram inteiramente”. Então Rita, desconfiada das ausências do amante, decide buscar uma cartomante, e isso é motivo para que Camilo zombe dela."
"Segundo Rita, a cartomante adivinhou que ela gostava de uma pessoa e que tinha medo de que Camilo (a tal pessoa) a esquecesse. Ele a adverte, diz que é “imprudente andar por essas casas”. Afinal, Vilela pode ficar sabendo... Camilo, ao contrário de Rita, não acredita em cartomantes.
Já foi “supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram”. Por fim, o narrador afirma que “Camilo não acreditava em nada”. Os amantes costumam se encontrar em uma casa na rua dos Barbonos. Após a visita de Rita à cartomante, “Camilo recebeu mais duas ou três cartas anônimas”.
Tempos depois, Vilela parece sombrio e desconfiado, segundo a esposa. Então Camilo recebe um bilhete dele, que diz: “Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora”. É mais de meio-dia. Camilo começa a imaginar que Vilela o espera para lavar sua honra com sangue. E, cheio de medo e preocupação, segue em direção à casa do amigo traído.
No caminho, nota que está perto da casa da cartomante. O desespero o leva a consultar a mulher. Ela logo prevê que ele teve “um grande susto” e “quer saber, continuou ela, se lhe acontecerá alguma coisa ou não...”. Nesse ponto, Camilo, acreditando nas palavras da cartomante, explica: “A mim e a ela”.
Após consultar as cartas, a cartomante diz que ele não precisa ter medo, pois nada “aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo”. Camilo fica tão satisfeito que, em vez de dois mil-réis, paga dez mil-réis à cartomante. E, assim, despreocupadamente, chega à casa de Vilela, que logo abre a porta.
Vilela, com “as feições decompostas”, faz um sinal, indicando ao amigo uma “saleta interior”. Quando entram nela, “Camilo não pôde sufocar um grito de terror” ao ver Rita “morta e ensanguentada”. Então, “Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o morto no chão”.
No conto "A Cartomante", de Machado de Assis, qual é o elemento que desencadeia o desfecho da história?
A traição de Vilela.
A consulta à cartomante.
O casamento de Camilo.
A amizade entre Vilela e Camilo.
Texto: "Enredo da obra Dom Casmurro
No início da obra, o narrador Bentinho explica como escolheu o título para o seu livro. Assim, ele conta que conheceu um poeta em uma viagem de trem. O jovem recitou alguns versos, mas Bentinho, já velho, fechou os olhos algumas vezes. O poeta, então, achou que ele estava cochilando e, ofendido, lhe chamou de Dom Casmurro.
Em seguida, o narrador inicia a narrativa de suas memórias, que começa quando ele tem 15 anos. Nessa época, Capitu, uma jovem de 14 anos, é sua vizinha. Os adolescentes têm uma forte amizade, o que incomoda o agregado da família, o amante de superlativos José Dias.
Desconfiado da relação entre os jovens, ele sugere à D. Glória, mãe de Bentinho, que já é hora de enviar o rapaz para o seminário. Isso porque, quando o menino nasceu, sua mãe fez uma promessa de que ele seria padre. Dessa forma, se apresenta um obstáculo ao amor do jovem casal, o que, enganosamente, faz parecer que o livro é um romance romântico.
Porém, José Dias está longe de ser um vilão folhetinesco, ele apenas não gosta da família do vizinho Pádua, o pai de Capitu. Aliás, é do agregado a famosa percepção de que a menina tem olhos “de cigana oblíqua e dissimulada”. Assim, ao notar o envolvimento dos jovens, ele tenta evitar transtornos a D. Glória e a si mesmo.
Apesar de o casal tentar fugir da separação imposta pela promessa de D. Glória, Bentinho acaba indo para o seminário de São José, onde conhece Ezequiel de Sousa Escobar. Logo os dois rapazes iniciam uma forte amizade, e Bentinho fala de seu amor por Capitu. Escobar, então, tem a ideia que permitirá que Bentinho abandone o seminário.
Para ocupar o lugar de Bentinho, D. Glória deve escolher um rapaz órfão e fazer dele padre. Assim, ela não quebra a promessa feita e deixa o filho livre para, um dia, se casar. Desse modo, o protagonista sai do seminário, estuda Direito e, com 22 anos, é um bacharel. Em seguida, ele e Capitu se casam e podem ser felizes para sempre.
Poderiam, se Dom Casmurro fosse um livro romântico, mas como é uma obra realista, a vida do jovem casal logo se mostra distante do ideal de felicidade. O primeiro problema a perturbar a aparente alegria dos dois é a ausência de filhos. Bentinho quer ser pai; porém, Capitu não consegue engravidar.
Eles são grandes amigos do casal Escobar e Sancha, que têm uma filha, cujo nome também é Capitolina, em homenagem à esposa de Bentinho. Para diferenciar uma da outra, a menina é chamada, carinhosamente, de Capituzinha. Quando, finalmente, Capitu fica grávida e nasce o filho de Bentinho, eles retribuem a homenagem e batizam o menino com o nome de Ezequiel.
Agora parece que Bentinho e Capitu vão ser felizes para sempre, mas, então, Escobar morre afogado. Durante o velório do amigo, o sofrimento de Capitu faz com que Bentinho, pela primeira vez, desconfie que a esposa tinha um caso com seu amigo Escobar. A partir daí, a vida do casal se torna um inferno, pois a desconfiança de Bentinho acaba com qualquer chance de felicidade.
O ciumento Bentinho logo começa a perceber que seu filho Ezequiel se parece bastante com o falecido Escobar. Então, adquire a certeza de que o menino não é seu filho, mas do defunto. E seu desespero é tão grande que, em uma ocasião, ele está prestes a se matar com um café envenenado, quando o filho entra em seu gabinete:
Se eu não olhasse para Ezequiel, é provável que não estivesse aqui escrevendo este livro, porque o meu primeiro ímpeto foi correr ao café e bebê-lo. Cheguei a pegar na xícara, mas o pequeno beijava-me a mão, como de costume, e a vista dele, como o gesto, deu-me outro impulso que me custa dizer aqui; mas vá lá, diga-se tudo. Chamem-me embora assassino; não serei eu que os desdiga ou contradiga; o meu segundo impulso foi criminoso. Inclinei-me e perguntei a Ezequiel se já tomara café.
No entanto, o narrador acaba desistindo do suicídio e do assassinato. Por fim, decide falar abertamente com a esposa. Diante das acusações, ela nega. Entretanto, não há mais como salvar aquele casamento. Assim, Bentinho resolve mandar Capitu e Ezequiel para a Europa, de forma a manter as aparências."
Veja mais sobre "Dom Casmurro" em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/dom-casmurro.htm
Questão: Em "Dom Casmurro", de Machado de Assis, qual é o narrador da história?
Bentinho
Escobar
Capitu
José Dias
Qual dos seguintes gêneros textuais é caracterizado pela defesa de um ponto de vista sobre um tema polêmico?
Crônica
Reportagem
Editorial
Conto
Quem é o autor da obra "Grande Sertão: Veredas"?
Guimarães Rosa
Machado de Assis
Clarice Lispector
Eça de Queirós
Leia o trecho a seguir: "No final do século XIX, o Brasil passava por um período de grandes transformações sociais e culturais. Nesse contexto, destacava-se a chegada da fotografia ao país, uma novidade que causava grande curiosidade entre a população. As primeiras câmeras fotográficas foram trazidas por viajantes e estrangeiros, e logo se popularizaram em estúdios fotográficos nas principais cidades do país. Com a disseminação da fotografia, surgia também a profissão do fotógrafo, responsável por registrar momentos importantes da vida das pessoas, como casamentos, aniversários e retratos de família. Além disso, a fotografia passou a ser utilizada para documentar eventos históricos, paisagens, personagens famosos e até mesmo os hábitos e costumes da época. A popularização da fotografia trouxe consigo mudanças significativas na forma como as pessoas se enxergavam e eram representadas visualmente. A imagem fotográfica proporcionava uma representação mais fiel da realidade do que as pinturas e desenhos, e isso influenciou a maneira como as pessoas se percebiam e como desejavam ser retratadas. Com o passar dos anos, a tecnologia fotográfica evoluiu e se tornou mais acessível, permitindo que cada vez mais pessoas pudessem registrar seus próprios momentos e experiências. Atualmente, com os smartphones e as redes sociais, a fotografia se tornou uma forma de expressão e comunicação instantânea, compartilhando instantaneamente momentos com amigos e familiares." Com base no texto, qual das seguintes afirmações é uma informação explícita?
A fotografia surgiu no Brasil no século XIX.
A disseminação da fotografia trouxe mudanças significativas na sociedade brasileira.
A primeira câmera fotográfica foi inventada por um estrangeiro.
A tecnologia fotográfica evoluiu e se tornou mais acessível com o tempo.
Texto: A chuva POEMA DE ARNALDO ANTUNES A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o para-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
Questão: Com base no poema "A Chuva", como a chuva é retratada pelo autor?
A chuva é retratada como uma força destrutiva.
A chuva é vista como uma bênção revitalizante.
A chuva é descrita como um fenômeno raro.
A chuva é apresentada como um evento cotidiano sem importância.
De acordo com o poema, qual é o cenário descrito durante a chuva?
Um céu estrelado e sereno.
Um céu nublado e sombrio.
Um céu iluminado pela lua.
Um céu com nuvens coloridas.
Texto: "O doutor Simão Bacamarte, “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas”, depois de estudar em Coimbra e Pádua, regressa ao Brasil após completar 34 anos de idade. Assim, vai morar em Itaguaí e se dedicar totalmente à ciência. Com 40 anos, se casa com uma viúva de 25 chamada Evarista.
A escolha de Bacamarte, no entanto, nada tem de romântica — é totalmente racional, pois a mulher “reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes”.
Porém, ele estava enganado, já que a esposa nunca lhe daria um filho sequer. E isso só faz o médico se dedicar mais e mais ao estudo da medicina. Uma área em particular acaba por chamar a sua atenção: “o recanto psíquico, o exame de patologia cerebral”. Assim, pede licença à Câmara para construir um hospício — a Casa Verde:
Era na Rua Nova, a mais bela rua de Itaguaí naquele tempo; tinha cinquenta janelas por lado, um pátio no centro, e numerosos cubículos para os hóspedes. Como fosse grande arabista, achou no Corão que Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração de que Alá lhes tira o juízo para que não pequem. A ideia pareceu-lhe bonita e profunda, e ele a fez gravar no frontispício da casa; mas, como tinha medo ao vigário, e por tabela ao bispo, atribuiu o pensamento a Benedito VIII, merecendo com essa fraude aliás pia, que o Padre Lopes lhe contasse, ao almoço, a vida daquele pontífice eminente.
Quatro meses depois, a Casa Verde já está cheia de loucos, e é preciso “anexar uma galeria de mais trinta e sete” cubículos ao hospício. A partir daí, todos da vila ficam sujeitos ao julgamento médico de Bacamarte: “[...], nada o consternava fora da ciência; [...], se ele deixava correr pela multidão um olhar inquieto e policial, não era outra coisa mais do que a ideia de que algum demente podia achar-se ali misturado com a gente de juízo”.
Bacamarte usa a ciência para justificar a repressão.
O terror se instala em Itaguaí quando Simão Bacamarte começa a internar, na Casa Verde, todos aqueles e aquelas que, segundo ele, não são guiados pela razão:
Um “certo Costa”: depois de receber uma herança, “entrou a dividi-la em empréstimos, sem usura, mil cruzados a um, dois mil a outro, trezentos a este, oitocentos àquele, a tal ponto que, no fim de cinco anos, estava sem nada”.
A prima do Costa: é supersticiosa e acredita em pragas.
Mateus: gosta de admirar a própria casa “durante uma longa hora”.
Martim Brito: dado à oratória, afirma que “Deus, [...], depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa), Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista”.
José Borges do Couto Leme, Chico das cambraias, o escrivão Fabrício, o Coelho e outros, como o Gil Bernardes, que “teve medo quando lhe disseram um dia que o alienista o trazia de olho; na madrugada seguinte fugiu da vila, mas foi logo apanhado e conduzido à Casa Verde”.
Uma rebelião contra o tirano doutor Simão Bacamarte é liderada pelo barbeiro Porfírio, cujo apelido é Canjica. Assim, o levante fica conhecido como a Revolta dos Canjicas. Porém, depois que dissolve a Câmara e assume o poder, Porfírio, surpreendentemente, apoia o médico.
Entretanto, com medo de um golpe empreendido pelo barbeiro João Pina, Porfírio decreta o fim da Casa Verde e o desterro do alienista. Em vão, pois João Pina sobe ao poder. Até que a vila é tomada pela “força mandada pelo vice-rei” para restabelecer a ordem, e Simão Bacamarte coloca Porfírio e outros “cinquenta e tantos indivíduos” no hospício, além de Sebastião Freitas, Crispim Soares e o presidente da Câmara restituída.
A partir daí, “foi uma coleta desenfreada. Um homem não podia dar nascença ou curso à mais simples mentira do mundo, ainda daquelas que aproveitam ao inventor ou divulgador, que não fosse logo metido na Casa Verde. Tudo era loucura”. Assim, o alienista acaba internando a própria esposa, diagnosticada com “mania santuária”.
Por fim, ele decide colocar todos os loucos na rua, pois “resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto”.
Agora, os motivos da reclusão no hospício são outros: “Os alienados foram alojados por classes. Fez-se uma galeria de modestos; isto é, os loucos em quem predominava esta perfeição moral; outra de tolerantes, outra de verídicos, outra de símplices, outra de leais, outra de magnânimos, outra de sagazes, outra de sinceros, etc.”.
Mais tarde, curados esses loucos, “Simão Bacamarte achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto”. E, portanto, “recolheu-se à Casa Verde”."
Veja mais sobre "O alienista — análise literária" em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-alienista.htm
Questão: Com base no texto, qual é o objetivo inicial do médico Simão Bacamarte ao criar o hospício em Itaguaí?
Estudar e classificar a loucura humana.
Internar pessoas sãs na cidade.
Fazer uma sátira à ciência da época.
Provar que ele próprio era insano.
Leia o trecho a seguir: "A Revolução Industrial, que teve início no século XVIII na Inglaterra, trouxe profundas transformações na sociedade. Com a mecanização da produção e o surgimento das fábricas, as cidades cresceram rapidamente, e a urbanização se intensificou. Milhares de pessoas migraram do campo para as cidades em busca de trabalho nas indústrias. Esse período foi marcado por condições de trabalho precárias, jornadas exaustivas e baixos salários. As crianças eram frequentemente empregadas em fábricas, o que levou à discussão sobre os direitos trabalhistas e a necessidade de proteção aos trabalhadores. Apesar das condições adversas, a Revolução Industrial também trouxe avanços tecnológicos e melhorias na qualidade de vida de parte da população. A produção em larga escala possibilitou"
Texto: Leia o trecho a seguir: "A Revolução Industrial, que teve início no século XVIII na Inglaterra, trouxe profundas transformações na sociedade. Com a mecanização da produção e o surgimento das fábricas, as cidades cresceram rapidamente, e a urbanização se intensificou. Milhares de pessoas migraram do campo para as cidades em busca de trabalho nas indústrias. Esse período foi marcado por condições de trabalho precárias, jornadas exaustivas e baixos salários. As crianças eram frequentemente empregadas em fábricas, o que levou à discussão sobre os direitos trabalhistas e a necessidade de proteção aos trabalhadores. Apesar das condições adversas, a Revolução Industrial também trouxe avanços tecnológicos e melhorias na qualidade de vida de parte da população. A produção em larga escala possibilitou"
Questão: Com base no texto, quais foram as consequências da Revolução Industrial?
Melhorias na qualidade de vida e avanços tecnológicos.
Condições de trabalho precárias e baixos salários.
Urbanização intensificada e migração do campo para as cidades.
Todas as alternativas anteriores estão corretas.
Com base no texto, o que torna a narrativa de "Dom Casmurro" ambígua e repleta de interpretações possíveis?
A relação entre Bentinho e Capitu.
O relato íntimo e subjetivo de Bentinho.
A complexidade da mente humana.
Todas as alternativas anteriores estão corretas.
Texto: Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Questão: Com base no texto, identifique o tema central do poema 'Canção do Exílio', de Gonçalves Dias.
Saudade da pátria
Amor romântico
Conflito social
Aventura e exploração
Texto: Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Questão: Com base no texto, o que simboliza a saudade da terra natal?
A saudade da terra natal.
A beleza das paisagens exuberantes.
A brasilidade e a identidade nacional.
O amor à terra de origem.
