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Treinando para a Prova Paraná

Total questions: 20

Worksheet time: 20mins

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1.

Conteúdo: Entrevista

Descritor: 

D15- Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.


Leia o trecho a seguir:

"Eu acho que a literatura fala sobre as emoções humanas. Por isso que Shakespeare é vivo até hoje. Ele não escreveu sobre o tempo dele, mas sobre amor impossível, o ciúme, a cobiça, inveja, traição. Isso sempre existirá."  

A expressão "Por isso" e a palavra "mas" estabelecem, respectivamente, relações de:

a)

Oposição e explicação.

b)

Explicação e oposição. 

c)

Causa e consequência. 

d)

Conclusão e adição. 

e)

Condição e finalidade.

2.

Leia o trecho a seguir:

"Eu tenho um livro que chama-se “Ciúme”, onde uma menina é muito ciumenta e ela sacaneia muito a colega. Só que eu não a puno no fim, ela tem o direito de se arrepender."

A palavra "onde" e a expressão "só que" estabelecem, respectivamente, relações de:

a)

lugar e explicação.

b)

tempo e conclusão.

c)

lugar e oposição.

d)

condição e consequência

e)

causa e finalidade.

3.

Conteúdo: Variação linguística

Descritores:

D04 -  Inferir uma informação implícita em um texto.

D13 - identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. 


 Leia o texto.

Entrevista com os escritores  Ariano Suassuna e João Filho (adaptada)

O que o senhor acha que poderia ser feito para que a cultura brasileira fosse melhor trabalhada nas salas de aula, na educação formal?

Ariano Suassuna – Olhe, não sou muito bom nisso, não. Esse é mais um assunto de educador e de sociólogo, sou um escritor. Por acaso me interesso por esse tipo de coisa, mas não sei exatamente o que se pode fazer. Mas uma coisa eu sei, se os meios de comunicação de massa dessem um pouco mais de audição para a nossa cultura isso ajudaria muito.

João Filho — Eu sou de Bom Jesus da Lapa (interior da Bahia) e também venho dessa tradição. O cordel também está muito vivo em mim, quando começaram a ler meu texto me falaram que ele tinha uma ligação muito forte com rap e eu disse que não. Com o rap não, tem com o repente…

Ariano Suassuna – Achei muito bom você falar nisso, porque outro dia assisti colocarem para uma disputa um rapista com um repentista. Mas esse rapista levou uma pisa, uma surra tão grande, que fiquei com pena dele. Vou dizer uma coisa: os repentistas têm uma presença de espírito tão grande, uma riqueza dentro deles tão grande, que faz a diferença. Já o rap não é uma coisa brasileira, é americana, uma coisa de importação, uma deformação. Eu estou habituado a ver o improvisador, mas sempre me surpreendo.

A cultura popular, e o repente mais especificamente, tem perdido espaço no Nordeste?

Ariano Suassuna – Eu já vi muita gente ir lá para o Nordeste profetizar o fim do repente. E já vi muitos dos que profetizaram irem embora para o outro lado e o repente continuar lá. Agora, evidentemente, com a falta de atenção que se tem aqui no Brasil, é difícil. Mas hoje mesmo existem grandes cantadores por lá, grandes improvisadores, grandes repentistas

João Filho — Tem um poeta de São Paulo, o Glauco Mattoso, que pegou a forma do repente e está fazendo repente de muita qualidade, só que urbano. Mas não perdeu a forma.

Ariano Suassuna – Não tem problema de ser urbano, é a mesma coisa.

Disponível em: https://www.tirodeletra.com.br/entrevistas/ArianoSuassuna.htm. Acesso em: out.2024.

No trecho “Achei muito bom você falar nisso, porque outro dia assisti colocarem para uma disputa um rapista com um repentista. Mas esse rapista levou uma pisa, uma surra tão grande, que fiquei com pena dele.” a expressão destacada é  um exemplo de linguagem

a)

formal.  

b)

urbana.

c)

literária.

d)

científica.

e)

informal.

4.

No trecho “Já o rap não é uma coisa brasileira, é americana, uma coisa de importação, uma deformação. Eu estou habituado a ver o improvisador, mas sempre me surpreendo.” a fala do escritor indica que ele

a)

apoia a cultura do rap na cultura brasileira.

b)

aceita a cultura do rap na cultura brasileira.

c)

consente a cultura o rap na cultura brasileira.

d)

desaprova a cultura do rap na cultura brasileira.

e)

concorda com a cultura do rap na cultura brasileira.

5.

Conteúdo: Relato histórico

Descritor:

D05: Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,  quadrinhos, fotos, etc.)


Leia o texto para responder à questão.

De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.

Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.

A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:

a)

Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.

b)

Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.

c)

Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.

d)

Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.

e)

Criticar o modo de vida dos povos originários para evidenciar a ausência de trabalho.

6.

Leia o texto.


Senhor:

Nesta cidade de Porto Seguro, da vossa Ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.

Senhor, posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que agora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que — para o bem contar e falar — o saiba pior que todos fazer. [...] A terra, senhor, é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por causa das águas que tem!

[...] Esta terra, Senhor, me parece que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, deva andar por mais de vinte ou vinte e cinco léguas. É toda praia, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender por ela olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos — que nos parecia muito longo.

[...] Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém, a terra em si é de muitos bons ares, frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá.


A principal finalidade da carta de Pero Vaz de Caminha ao descrever as características da nova terra foi

a)

Convencer o rei de Portugal a estabelecer uma colônia permanente na nova terra.

b)

Relatar ao rei as condições naturais e o potencial da terra descoberta.

c)

Pedir ao rei mais recursos para explorar a terra recém-descoberta.

d)

Informar sobre os costumes e tradições dos habitantes da nova terra.

e)

Solicitar ao rei que financie novas expedições para o território.

7.

Leia o texto.

Senhor:

Nesta cidade de Porto Seguro, da vossa Ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.

Senhor, posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que agora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que — para o bem contar e falar — o saiba pior que todos fazer. [...] A terra, senhor, é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por causa das águas que tem!

[...] Esta terra, Senhor, me parece que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, deva andar por mais de vinte ou vinte e cinco léguas. É toda praia, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender por ela olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos — que nos parecia muito longo.

[...] Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém, a terra em si é de muitos bons ares, frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá.

No fragmento acima percebe-se que a carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita com a finalidade de

a)

registrar um relato detalhado da descoberta da nova terra para ser usado em livros de história.

b)

documentar o encontro dos navegadores portugueses com os povos nativos e suas tradições.

c)

relatar ao rei as riquezas minerais encontradas na nova terra.

d)

esclarecer ao rei as dificuldades enfrentadas pela tripulação na viagem.

e)

informar o rei sobre as condições e características da terra, destacando seu valor potencial.

8.

Conteúdo: Modalizadores

Descritores:

D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. 

D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por  conjunções, advérbios, etc.



Leia o texto.

Cabeza de Vaca e a utopia plausível (Eduardo Bueno)


Nesta marcha épica, que Cabeza de Vaca iria parcialmente refazer, Aleixo Garcia fora acompanhado por várias dezenas de guaranis e usara o caminho milenar feito por estes índios, o Peabiru (ou "o caminho cujo percurso se iniciou"), que mais tarde os jesuítas do Brasil e do Paraguai denominariam de caminho de São Tomé. A trilha partia de Cananéia, mas podia ser atingida tanto a partir de São Vicente quanto do norte de Santa Catarina, seguindo depois por mais de duzentas léguas até o Peru, sempre com oito palmos de largura e cercada de ambos os lados por determinada erva "que crescia quase meia vara de altura, e mesmo que se queimassem aqueles campos, sempre nascia a erva e do mesmo modo. [...]


8- A expedição de Aleixo Garcia, descrita no texto, teve como um de seus pontos cruciais a utilização do caminho Peabiru. Qual das alternativas abaixo apresenta a relação de causa e consequência que explica a importância desse caminho para a expedição?

a)

Causa: A necessidade de Aleixo Garcia chegar rapidamente ao Peru. Consequência: A escolha do caminho mais curto, o Peabiru, que cortava o continente.

b)

Causa: O conhecimento prévio do caminho Peabiru pelos indígenas guaranis. Consequência: A facilidade de Aleixo Garcia em obter informações e apoio logístico para a expedição.

c)

Causa: A grande extensão do caminho Peabiru, com mais de duzentas léguas. Consequência: A dificuldade da expedição em percorrer todo o trajeto, levando ao seu fracasso.

d)

Causa: A largura de oito palmos do caminho Peabiru. Consequência: A possibilidade de passagem de animais e equipamentos, facilitando a comunicação com os indígenas.

e)

Causa: A presença da erva que crescia ao longo do caminho Peabiru. Consequência: A proteção contra animais selvagens e a garantia de alimento para a expedição.

9.

Leia o texto.

Cabeza de Vaca e a utopia plausível (Eduardo Bueno)


Nesta marcha épica, que Cabeza de Vaca iria parcialmente refazer, Aleixo Garcia fora acompanhado por várias dezenas de guaranis e usara o caminho milenar feito por estes índios, o Peabiru (ou "o caminho cujo percurso se iniciou"), que mais tarde os jesuítas do Brasil e do Paraguai denominariam de caminho de São Tomé. A trilha partia de Cananéia, mas podia ser atingida tanto a partir de São Vicente quanto do norte de Santa Catarina, seguindo depois por mais de duzentas léguas até o Peru, sempre com oito palmos de largura e cercada de ambos os lados por determinada erva "que crescia quase meia vara de altura, e mesmo que se queimassem aqueles campos, sempre nascia a erva e do mesmo modo. [...]

O texto descreve a expedição de Aleixo Garcia, acompanhado por indígenas guaranis, utilizando o caminho Peabiru. Qual das alternativas abaixo apresenta a relação de causa e consequência CORRETA presente no texto?

a)

Causa: A presença de ervas altas ao longo do caminho Peabiru. Consequência: A dificuldade de locomoção dos expedicionários, que precisavam abrir caminho na mata.

b)

Causa: A escolha do caminho Peabiru por Aleixo Garcia. Consequência: A necessidade de refazer parcialmente a marcha de Cabeza de Vaca.

c)

Causa: A largura de oito palmos do caminho Peabiru. Consequência: A facilidade de acesso ao Peru, mesmo com a grande distância a ser percorrida.

d)

Causa: A parceria entre Aleixo Garcia e os indígenas guaranis. Consequência: A utilização do caminho Peabiru, já conhecido e utilizado por eles.

e)

Causa: A denominação do caminho Peabiru como caminho de São Tomé pelos jesuítas. Consequência: A maior divulgação do caminho entre os europeus.

10.

Leia o texto para responder às questões.


Fé Na Luta (Gabriel o Pensador -  feat. Taís Alvarenga)

Hoje eu vim pra te mostrar que o bem é mais forte que o mal

Que o sim é mais forte que o não em tudo nessa vida

Vim te dizer que tem vitória no final

Pode acreditar que sim e duvidar de quem duvida

Vou te mostrar que o bem é mais forte que o mal

Que o sim é mais forte que o não em tudo nessa vida

Vim só pra te ver com a vitória no final

Pode crer que sim e duvidar de quem duvida, de quem duvida

Hoje eu me vi sorridente escovando os dentes na frente do espelho

E a minha imagem me disse hoje é dia de luta, escuta o conselho

Entra com foco no ringue, não perde o swing, protege a cabeça [...]



No verso "Hoje eu vim pra te mostrar que o bem é mais forte que o mal. Que o sim é mais forte que o não em tudo nessa vida", a relação lógico-discursiva entre os elementos “sim” e “não” e entre “bem” e “mal” é marcada por

a)

comparação para enfatizar igualdade

entre as ideias.                                              

b)

oposição para contrastar valores e escolhas de vida.

c)

explicação para justificar as atitudes do eu lírico.

d)

causa e consequência para mostrar os resultados de ações.   

e)

Enumeração para destacar diferentes aspectos da vida cotidiana.

11.

No verso "Pode acreditar que sim e duvidar de quem duvida", a relação lógico-discursiva entre "acreditar" e "duvidar" expressa:

a)

uma comparação, evidenciando semelhanças entre as ações.

b)

uma explicação, justificando a importância da fé.

c)

uma causa e consequência, mostrando os efeitos da dúvida.

d)

uma enumeração, listando diferentes formas de pensamento.

e)

uma oposição, contrastando confiança e desconfiança.

12.

Conteúdo: Poema

Descritor:

D03 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão


Leia o texto.


Cidadezinha qualquer


Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.


No verso “Eta vida besta, meu Deus.”, a expressão "vida besta" sugere:

a)

uma vida tranquila e feliz.


b)

uma rotina simples e sem grandes emoções.

c)

uma vida cheia de aventuras inesperadas.

d)

um dia agitado e confuso.

e)

um momento de reflexão profunda e positiva.

13.

Leia o texto.


Cidadezinha qualquer


Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

No poema "Cidadezinha Qualquer" de Carlos Drummond de Andrade, qual das afirmações abaixo revela uma informação implícita sobre a vida na

cidade retratada pelo autor?

a)

A vida na cidadezinha é marcada por simplicidade e rotina, evidenciada pela repetição de ações lentas.

b)

As pessoas na cidadezinha têm um ritmo de vida acelerado e agitado.

c)

A presença de bananeiras e laranjeiras indica que a cidadezinha é altamente industrializada.

d)

A cidadezinha tem um ambiente urbano complexo com uma infraestrutura sofisticada.

e)

A cidadezinha é um centro de intensa atividade cultural e artística.

14.

Conteúdo: Poema narrativo

Descritor:

D04 - Inferir uma informação implícita em um texto.


Leia o texto a seguir.


Canção do exílio


Um dia segui viagem

sem olhar sobre o meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


José Paulo Paes


Pela leitura do poema, qual das alternativas abaixo pode representar melhor o eu lírico?

a)

Um soldado de guerra.

b)

Um peregrino.

c)

Um poeta.

d)

Um aventureiro de esporte.

15.

Canção do exílio


Um dia segui viagem

sem olhar sobre o meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


José Paulo Paes

A expressão usada pelo eu lírico "sem olhar sobre o meu ombro" significa que ele

a)

desejava sorte a qualquer custo durante sua viagem.

b)

desejava voltar para sua casa assim que fosse possível.

c)

estava orgulhoso e desprezava o que estava a sua volta.

d)

permanecia com medo, pois tudo parecia novo para ele.

16.

Conteúdo: Carta pessoal

Descritor:

D12 - Identificar a finalidade de diferentes gêneros.

Leia o texto a seguir.


“Meu caro amigo”

Meu caro amigo, me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate Sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

(BUARQUE, Chico)


Com base no trecho da canção, qual é a principal finalidade do texto?

a)

Relatar situações do cotidiano com um tom de crítica e desabafo.

b)

Divulgar informações sobre esportes e música.

c)

Propor uma reflexão sobre a importância do futebol e do samba.

d)

Anunciar uma visita futura ao destinatário.

e)

Solicitar ajuda para melhorar as condições de vida.

17.

No verso “Muita mutreta pra levar a situação”, a expressão “mutreta” pode ser entendida como:

a)

Algo relacionado ao futebol.

b)

Uma gíria para indicar complicações.

c)

Uma referência a festividades e celebrações.

d)

Um elogio à música brasileira.

e)

Uma expressão de saudade.

18.

Conteúdo: Texto dramático

Descritor:

D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.


Leia o trecho do poema "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto.

— Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
neste latifúndio.
— Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.


Com base no trecho, assinale a alternativa que melhor descreve o papel do espaço na construção do sentido do poema:

a)

O espaço da cova representa a realização de um desejo do defunto, que sempre quis ter um lugar próprio para descansar.

b)

A cova, apesar de pequena, simboliza a única conquista do defunto em vida, que foi ter um pedaço de terra para si.

c)

O espaço da cova contrasta com o latifúndio, evidenciando a desigualdade social e a falta de acesso à terra em vida.

d)

A cova é descrita como um espaço amplo e confortável, refletindo a melhoria das condições de vida após a morte.

e)

O espaço da cova representa a liberdade que o defunto não teve em vida, mas que finalmente alcança após a morte.

19.

Leia o trecho do poema "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto.

— Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
neste latifúndio.
— Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.

Com base no trecho, assinale a alternativa que melhor interpreta a crítica social presente no poema:

a)

O poema critica a falta de espaço nos cemitérios públicos, que não conseguem atender à demanda por sepultamentos.

b)

O trecho faz uma crítica à desigualdade social, mostrando que, mesmo na morte, o pobre recebe apenas uma pequena parcela de terra, em contraste com os latifúndios dos ricos.

c)

O poema denuncia a má distribuição de terras para o cultivo, mas não estabelece uma relação direta com a condição social do defunto.

d)

O texto critica a forma como os funerais são realizados, destacando a falta de respeito pelos mortos nas comunidades pobres.

e)

O trecho faz uma crítica à exploração dos trabalhadores rurais, que, mesmo após a morte, continuam a servir aos donos de terras.

20.

Com base no trecho, assinale a alternativa que melhor interpreta a crítica social presente no poema:

a)

O poema critica a falta de espaço nos cemitérios públicos, que não conseguem atender à demanda por sepultamentos.

b)

O trecho faz uma crítica à desigualdade social, mostrando que, mesmo na morte, o pobre recebe apenas uma pequena parcela de terra, em contraste com os latifúndios dos ricos.

c)

O poema denuncia a má distribuição de terras para o cultivo, mas não estabelece uma relação direta com a condição social do defunto.

d)

O texto critica a forma como os funerais são realizados, destacando a falta de respeito pelos mortos nas comunidades pobres.

e)

O trecho faz uma crítica à exploração dos trabalhadores rurais, que, mesmo após a morte, continuam a servir aos donos de terras.