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Atividade 2 - Revisão para a Prova Paraná - Filosofia - 1° A

Total questions: 25

Worksheet time: 2hrs 5mins

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1.

A mitologia grega, composta por um conjunto de narrativas sobre deuses, heróis e seres mitológicos, representava mais do que simples histórias fantásticas. Esses mitos estavam profundamente enraizados no cotidiano dos gregos antigos e exerciam uma função importante na estruturação da vida social, moral e política da pólis. Considerando o papel da mitologia na Grécia Antiga, é correto afirmar que:

a)

Servia exclusivamente como passatempo para as classes dominantes, sendo transmitida apenas nas festas religiosas e totalmente desprovida de qualquer valor educativo ou moral.

b)

Cumpria uma função reguladora da vida coletiva, orientando comportamentos e justificando instituições sociais por meio de narrativas que explicavam fenômenos naturais e culturais.

c)

Era sistematicamente rejeitada pelos cidadãos livres da pólis, que preferiam explicações científicas e filosóficas desde os primórdios da civilização grega.

d)

Tinha como principal objetivo a promoção da igualdade de gênero e a valorização do pensamento crítico individual, antecipando valores modernos no seio da cultura helênica.

e)

Restringia-se aos rituais privados e não influenciava decisões políticas ou religiosas, uma vez que a religião grega era desvinculada da mitologia tradicional.

2.

As narrativas mitológicas gregas não apenas explicavam a origem do mundo, dos deuses e dos homens, como também refletiam os valores, os conflitos e as contradições da sociedade grega. Em muitos casos, os mitos traziam lições de conduta e retratavam os limites da ação humana diante do sagrado e do destino. Nesse contexto, a função social da mitologia na Grécia Antiga pode ser compreendida como:

a)

Uma forma de alienação imposta pelos líderes religiosos, que utilizavam os mitos para manipular a população e garantir a submissão política da maioria.

b)

Um conjunto de histórias irracionais que servia apenas para confundir o pensamento lógico e dificultar o avanço do conhecimento científico entre os gregos.

c)

Uma tradição oral que reforçava as normas culturais, ajudando a legitimar hierarquias sociais, papéis de gênero e a própria organização política das cidades-estado.

d)

Um sistema dogmático de crenças que impedia qualquer forma de expressão artística ou filosófica na Grécia, limitando a liberdade de pensamento.

e)

Um recurso simbólico importado de civilizações orientais, que não encontrou verdadeira ressonância entre os cidadãos gregos, sendo rapidamente substituído pela filosofia.

3.

Na Grécia Antiga, mitos como o de Prometeu, que desafiou os deuses para beneficiar a humanidade, ou o de Édipo, que buscou conhecer sua origem e enfrentou o destino trágico, mostram como a mitologia grega era utilizada para discutir temas como a moral, a justiça, o poder e o conhecimento. A partir dessa perspectiva, pode-se afirmar que a mitologia grega:

a)

Incentivava o ceticismo religioso entre os cidadãos, promovendo o ateísmo como uma resposta racional às tradições culturais da época.

b)

Atuava como um instrumento de resistência às elites políticas, permitindo que os setores mais pobres da população expressassem suas críticas ao sistema vigente.

c)

Era uma forma de entretenimento desvinculada da vida pública, centrada apenas em práticas ritualísticas e cerimônias privadas.

d)

Oferecia uma linguagem simbólica para que a sociedade grega refletisse sobre suas próprias práticas, valores e dilemas existenciais, contribuindo para a formação ética dos indivíduos.

e)

Substituía totalmente qualquer forma de pensamento filosófico, sendo considerada superior por sua clareza racional e argumentativa.

4.

Os gregos antigos interpretavam o mundo por meio de mitos que explicavam a origem dos elementos da natureza, os ciclos da vida e da morte, além dos comportamentos humanos. Essas histórias eram transmitidas oralmente e ocupavam um lugar central nas festas religiosas, nos rituais e na educação dos jovens.

Diante disso, é correto afirmar que os mitos gregos:

a)

Eram apenas símbolos religiosos vazios de sentido histórico ou social, voltados unicamente à adoração dos deuses nos templos da época.

b)

Cumpriam uma função pedagógica, ao transmitir às novas gerações os modelos de conduta valorizados pela coletividade, bem como as consequências da desobediência ou do excesso.

c)

Tinham como principal função promover o militarismo e o expansionismo, ao justificar a conquista de outros povos sob a proteção dos deuses guerreiros.

d)

Forneciam um sistema fechado de crenças que impedia qualquer mudança cultural ou social na Grécia Antiga, preservando as tradições de forma imutável.

e)

Eram produzidos exclusivamente pelos sacerdotes, que detinham o monopólio do saber mitológico e o transmitiam apenas por escrito aos aristocratas.

5.

A mitologia grega contribuiu para a formação da identidade coletiva da Grécia Antiga ao fornecer explicações para a origem das cidades, a genealogia dos heróis locais e a relação especial entre os deuses e cada pólis. Essas narrativas não apenas justificavam o status político de certas famílias, mas também fortaleciam os laços comunitários.

Nesse sentido, a mitologia grega funcionava como:

a)

Uma doutrina religiosa homogênea, imposta por um clero centralizado e inflexível, que determinava as crenças oficiais de cada cidade.

b)

Um mecanismo de controle espiritual que impedia a formação de vínculos sociais mais amplos entre as diferentes pólis da Grécia.

c)

Um recurso cultural para legitimar práticas sociais, fortalecer vínculos políticos locais e construir uma memória coletiva em torno de tradições e personagens comuns.

d)

Uma forma de arte desvinculada de qualquer função prática, usada apenas como inspiração para a escultura e a arquitetura grega.

e)

Um conjunto de lendas ficcionais utilizadas exclusivamente por aristocratas.

6.

O surgimento da Filosofia na Grécia Antiga, entre os séculos VII e VI a.C., representou uma profunda transformação nas formas de compreender o mundo. Diferente das explicações míticas baseadas em narrativas religiosas e personificadas, o pensamento filosófico passou a buscar explicações fundamentadas na razão, na observação e na argumentação lógica. Esse novo modo de pensar foi possível devido a uma série de transformações no contexto social e político das cidades-estado gregas (pólis), que incluíram o surgimento de uma esfera pública, o uso da linguagem argumentativa e a valorização do debate como prática cotidiana. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor explica o contexto histórico que favoreceu o nascimento da Filosofia na Grécia Antiga.

a)

A centralização política e a autoridade dos reis absolutos nas cidades-estado gregas criaram um ambiente propício ao desenvolvimento de explicações religiosas mais sofisticadas, que foram posteriormente adotadas como base para o pensamento filosófico.

b)

A consolidação do politeísmo grego e o fortalecimento das práticas religiosas nos templos das pólis incentivaram uma postura mais dogmática, eliminando a necessidade de explicações racionais.

c)

O surgimento da democracia, o uso público da razão no debate político e o contato com diferentes culturas por meio do comércio favoreceram uma postura mais crítica diante das explicações míticas e estimularam o desenvolvimento do pensamento racional.

d)

O isolamento das cidades gregas e a ausência de contato com outras culturas mantiveram as tradições míticas intactas, dificultando o surgimento de novas formas de pensamento.

e)

A submissão à autoridade dos sacerdotes e a rigidez dos dogmas religiosos permitiram que o pensamento filosófico florescesse como uma forma de aprimoramento do mito.

7.

A Filosofia grega não surgiu de forma espontânea ou isolada, mas foi resultado de uma complexa rede de influências que incluíram fatores culturais, econômicos, religiosos e geográficos. Entre esses fatores, destaca-se a importância da navegação, do comércio e da colonização grega, que colocaram os gregos em contato com diversos povos e culturas do Mediterrâneo e do Oriente Próximo. Esse intercâmbio contribuiu para a relativização de valores e a percepção de que as crenças e os costumes não eram universais, o que instigou questionamentos sobre a origem das normas, da natureza e da verdade. Considerando o papel do contato intercultural no surgimento da Filosofia, assinale a alternativa correta.

a)

O contato com culturas diferentes reafirmou a superioridade dos mitos gregos, consolidando-os como a única forma legítima de explicação do mundo.

b)

As trocas culturais e comerciais ampliaram o horizonte de reflexão dos gregos, incentivando uma atitude crítica diante das explicações tradicionais e impulsionando o surgimento de uma abordagem racional do conhecimento.

c)

O isolamento geográfico da Grécia favoreceu a pureza de suas crenças e a continuidade dos mitos como única forma de explicação do real.

d)

A Filosofia surgiu como resultado exclusivo do pensamento religioso hebraico, que foi adaptado pelos gregos por meio do comércio com o Egito.

e)

O intercâmbio com outras culturas reforçou o caráter místico do pensamento grego, retardando o surgimento da Filosofia como forma autônoma de reflexão.

8.

Na transição do pensamento mítico para o pensamento racional, que caracteriza o nascimento da Filosofia, é fundamental considerar o papel da linguagem e da tradição oral na cultura grega. Os mitos, transmitidos por poetas como Homero e Hesíodo, cumpriam uma função explicativa e normativa na sociedade, oferecendo respostas sobre a origem do mundo, dos deuses e dos seres humanos. Com o tempo, no entanto, esse modelo explicativo foi sendo questionado, e os primeiros filósofos (os pré-socráticos) começaram a buscar princípios universais (arché) que explicassem a realidade de forma racional e não personalizada.

Com base nesse contexto, é correto afirmar que o surgimento da Filosofia ocorreu quando:

a)

A oralidade e os mitos foram completamente abandonados, sendo substituídos pela escrita e pela ciência moderna.

b)

Os poetas gregos deixaram de ter prestígio social, sendo perseguidos por defenderem crenças contrárias à razão.

c)

Os primeiros filósofos gregos reinterpretaram os mitos por meio de símbolos racionais, mantendo intacta a estrutura religiosa tradicional.

d)

A busca por explicações não baseadas em narrativas mitológicas levou ao surgimento de um pensamento que se sustentava na observação da natureza e na coerência lógica, inaugurando uma nova forma de conhecimento.

e)

A Filosofia foi inicialmente uma forma de reafirmar os valores míticos, mas com uma linguagem mais elaborada e sistemática, sem grandes mudanças conceituais.

9.

A Filosofia, ao surgir na Grécia Antiga, representou uma ruptura parcial com as tradições religiosas e míticas. No entanto, essa ruptura não se deu de forma abrupta ou total, mas foi um processo gradual em que elementos do pensamento mítico ainda estavam presentes nos primeiros filósofos. A passagem do mito ao logos envolveu uma transformação na forma de explicar o mundo, na qual o foco se deslocou da vontade dos deuses para princípios racionais e impessoais, capazes de serem compreendidos pela razão humana. Diante disso, assinale a alternativa que expressa corretamente a transição do mito para o logos no contexto do surgimento da Filosofia.

a)

A Filosofia substituiu totalmente o mito por uma nova religião fundada na razão científica.

b)

Os mitos gregos foram abolidos pelas leis das cidades-estado, forçando os filósofos a criarem novas crenças.

c)

A transição do mito para o logos representou uma mudança progressiva, na qual o pensamento racional passou a buscar explicações universais, sem, contudo, eliminar completamente os resquícios da tradição mítica.

d)

O pensamento filosófico manteve-se subordinado aos mitos, sem apresentar nenhuma inovação na forma de compreender o mundo.

e)

O logos surgiu apenas no período moderno, sendo inadequado falar de pensamento racional na Antiguidade.

10.

O ambiente político das cidades gregas no período arcaico e clássico favoreceu o desenvolvimento da Filosofia. A experiência democrática, sobretudo em Atenas, exigia o uso da palavra no espaço público como meio de persuasão e defesa de ideias. Nesse contexto, surgiram os sofistas, que ensinavam técnicas de argumentação e retórica, e os primeiros filósofos que passaram a refletir criticamente sobre temas como justiça, verdade, natureza e conhecimento. Assim, o surgimento da Filosofia está profundamente ligado à vida política e ao desenvolvimento do logos como instrumento de diálogo e construção do saber.

Com base na relação entre política e Filosofia na Grécia Antiga, assinale a alternativa correta.

a)

A Filosofia se desenvolveu fora da esfera política, concentrando-se apenas em explicações religiosas e metafísicas, sem vínculo com a vida pública.

b)

A ausência de democracia nas pólis impediu a circulação de ideias filosóficas, tornando a Filosofia uma atividade clandestina e marginal.

c)

A vida democrática e a valorização do discurso contribuíram para a formação de um espaço em que o debate racional floresceu, favorecendo o desenvolvimento do pensamento filosófico.

d)

A Filosofia surgiu em resposta à decadência da democracia, como uma crítica aos valores igualitários e à participação política.

e)

O pensamento filosófico foi criado pelos sofistas como uma forma de manipular as massas por meio de argumentos enganosos.

11.

Aristóteles desenvolveu uma teoria explicativa da realidade fundamentada em quatro tipos de causas, cuja finalidade era compreender não apenas o que as coisas são, mas por que e como elas existem. Segundo o filósofo, para que um ente seja plenamente compreendido, é necessário considerar sua causa material (do que é feito), causa formal (sua forma ou essência), causa eficiente (o agente que o produziu) e causa final (o propósito ou finalidade). Essa concepção integra a metafísica aristotélica e se opõe a explicações puramente mecanicistas ou reducionistas.

 Com base nessa teoria, analise a seguinte situação hipotética:

Um escultor esculpe uma estátua de mármore representando a deusa Atena para ser exposta em um templo dedicado aos deuses gregos. 

Com base no exemplo e nos fundamentos aristotélicos, assinale a alternativa que apresenta corretamente as quatro causas da estátua:

a)

Causa material: a deusa Atena;

Causa formal: a arte do escultor;

Causa eficiente: o templo grego;

Causa final: o mármore esculpido.

b)

Causa material: o mármore;

Causa formal: a forma da deusa Atena;

Causa eficiente: o escultor;

Causa final: ser um objeto de arte decorativo.

c)

Causa material: o mármore;

Causa formal: a técnica escultórica;

Causa eficiente: a própria deusa;

Causa final: ser utilizado como moeda de troca.

d)

Causa material: o mármore;

Causa formal: a representação simbólica do panteão grego;

Causa eficiente: os deuses do Olimpo;

Causa final: a glorificação do escultor.

e)

Causa material: a pedra;

Causa formal: o templo grego;

Causa eficiente: o escultor;

Causa final: a sobrevivência do ofício artesanal.

12.

Aristóteles propôs que o conhecimento da realidade não pode ser reduzido a causas unicamente materiais ou mecânicas. Para ele, é preciso investigar o fim das coisas — a causa final — pois tudo na natureza tende à realização de sua própria finalidade intrínseca. Esse conceito é central em sua concepção de natureza (physis), pois, para Aristóteles, o mundo natural é teleológico, ou seja, orientado por fins. 

Considerando esse aspecto, qual das alternativas abaixo expressa corretamente a concepção aristotélica de causa final no contexto do mundo natural?

a)

A causa final é sempre externa ao ser, determinada por fatores sociais e culturais, e por isso só pode ser compreendida no âmbito da política e da ética.

b)

A causa final corresponde ao movimento aleatório das partículas que compõem os entes naturais, conforme a teoria atomista dos pré-socráticos.

c)

A causa final representa o propósito último de cada ser, aquilo que ele tende a realizar por sua própria natureza, como a semente que busca tornar-se árvore.

d)

A causa final, segundo Aristóteles, deve ser rejeitada em favor de causas mais objetivas e mensuráveis, como a material e a eficiente, sendo incompatível com a investigação científica.

e)

A causa final é uma abstração criada pelos seres humanos para justificar a existência de fenômenos inexplicáveis, não possuindo validade filosófica no pensamento aristotélico.

13.

A Teoria das Quatro Causas de Aristóteles marcou uma ruptura significativa em relação ao pensamento platônico, pois deslocou o foco do conhecimento do mundo das ideias para o mundo sensível, buscando compreender a realidade por meio da observação e da análise das coisas concretas. Nesse sentido, Aristóteles inaugura uma nova abordagem filosófica, que posteriormente influenciará profundamente o desenvolvimento das ciências. 

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre a Teoria das Quatro Causas e a crítica aristotélica à teoria das ideias de Platão:

a)

Aristóteles concorda com Platão que o conhecimento verdadeiro só pode ser alcançado por meio da razão, mas rejeita a existência das ideias como realidades separadas dos objetos sensíveis.

b)

A Teoria das Quatro Causas reafirma a existência do mundo das ideias platônicas, sendo a causa formal equivalente à ideia eterna e imutável presente em cada ente.

c)

A causa eficiente, para Aristóteles, substitui completamente a ideia do Bem de Platão, sendo o único princípio válido para explicar a origem do ser.

d)

Aristóteles utiliza a noção de causa final para demonstrar que o mundo sensível é ilusório e que só as formas inteligíveis possuem realidade efetiva.

e)

A causa material é o único ponto de contato entre Platão e Aristóteles, já que ambos consideram a matéria como origem de todo conhecimento verdadeiro.

14.

Em sua obra Metafísica, Aristóteles argumenta que todo ser é composto de ato e potência, e que sua explicação exige uma análise completa das quatro causas. A aplicação dessa teoria ultrapassa a filosofia e encontra ressonância em outras áreas do saber, como a biologia, a arte e a técnica. Com isso, Aristóteles fundamenta um modelo explicativo que busca articular a totalidade das dimensões do real. 

Diante disso, considere a seguinte situação:

Um engenheiro projeta uma ponte para suportar o trânsito urbano e utiliza concreto e aço em sua construção. A ponte, ao ser finalizada, cumpre sua função de conectar duas margens de um rio.

Assinale a alternativa que melhor expressa a aplicação da Teoria das Quatro Causas nesse contexto:

a)

Causa material: concreto e aço;

Causa formal: a ponte projetada;

Causa eficiente: o engenheiro e os trabalhadores;

Causa final: permitir a travessia sobre o rio.

b)

Causa material: o projeto arquitetônico;

Causa formal: o engenheiro civil;

Causa eficiente: os veículos que passarão sobre a ponte;

Causa final: a matéria utilizada na construção.

c)

Causa material: o rio a ser transposto;

Causa formal: os trabalhadores da obra;

Causa eficiente: a natureza;

Causa final: o desenvolvimento urbano sustentável.

d)

Causa material: o terreno;

Causa formal: os cálculos matemáticos;

Causa eficiente: o trânsito urbano;

Causa final: a resistência dos materiais.

e)

Causa material: a estrutura metálica;

Causa formal: o projeto técnico;

Causa eficiente: o poder público;

Causa final: o aprimoramento da técnica construtiva.

15.

A visão de mundo aristotélica exerceu profunda influência sobre o pensamento medieval, especialmente na filosofia escolástica, em que autores como Tomás de Aquino reinterpretaram Aristóteles à luz da teologia cristã. Nesse contexto, a causa final passou a ser relacionada à ideia de um Deus criador e providente, reforçando a noção de que todos os seres possuem um fim último dado por sua natureza ou por designação divina.

Com base nessa articulação entre filosofia e teologia, assinale a alternativa que expressa corretamente a apropriação da Teoria das Quatro Causas no pensamento escolástico medieval:

a)

A causa eficiente passa a ser considerada irrelevante, uma vez que Deus é o único agente responsável por todas as ações no mundo.

b)

A causa final é reinterpretada como a salvação da alma e a realização da vontade divina, tornando-se o princípio mais elevado da existência.

c)

A causa formal é rejeitada, pois a doutrina cristã considera a essência das coisas uma criação arbitrária de Deus, sem necessidade de explicação filosófica.

d)

A causa material é negada em favor de uma explicação puramente espiritualista da realidade, de acordo com a visão agostiniana.

e)

A causa final é descartada no cristianismo, pois não se aplica aos conceitos de criação e transcendência defendidos pelos teólogos medievais.

16.

René Descartes, filósofo racionalista do século XVII, buscou estabelecer um fundamento sólido e indubitável para o conhecimento. Em sua obra Meditações Metafísicas, propôs um método baseado na dúvida radical, no qual todo conhecimento que pudesse ser posto em questão deveria ser temporariamente suspenso. A partir dessa estratégia, Descartes chegou a uma certeza fundamental: a existência do próprio sujeito pensante.

Considerando esse contexto, a certeza cartesiana expressa pela máxima “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”) representa:

a)

A aceitação da experiência sensível como base segura do conhecimento, desde que submetida à crítica filosófica.

b)

A constatação de que a dúvida conduz ao ceticismo absoluto, impossibilitando qualquer forma de conhecimento verdadeiro.

c)

A descoberta de uma verdade auto evidente que subsiste mesmo quando todos os demais saberes são colocados em dúvida.

d)

A valorização do pensamento coletivo como fundamento da verdade, superando a subjetividade individual.

e)

A negação do papel da razão, em favor da intuição mística como via de acesso ao real.

17.

Na busca por um conhecimento verdadeiro e seguro, Descartes lança mão do que denomina “dúvida metódica”, uma estratégia filosófica que visa examinar criticamente todas as crenças, rejeitando-as enquanto houver qualquer possibilidade de erro. Por meio desse método, o filósofo demonstra que até mesmo as verdades matemáticas e os dados sensoriais podem ser iludidos, seja por falhas humanas, seja por um eventual “gênio maligno”.

Com base no método cartesiano, assinale a alternativa que expressa adequadamente o papel da dúvida na construção do conhecimento:

a)

A dúvida é uma postura emocional que deve ser evitada, pois compromete a estabilidade do saber tradicional.

b)

A dúvida é utilizada como fim em si mesma, perpetuando a insegurança epistemológica típica do ceticismo antigo.

c)

A dúvida é um ponto de partida provisório e metódico, cujo objetivo é eliminar crenças infundadas até alcançar uma certeza indubitável.

d)

A dúvida deve ser aplicada apenas aos conhecimentos científicos empíricos, não às ideias inatas ou religiosas.

e)

A dúvida é desnecessária ao pensamento racional, pois a fé e a tradição fornecem fundamentos suficientes para o saber.

18.

Ao duvidar de tudo o que é sensível, corporal e até mesmo lógico-matemático, Descartes percebe que há algo que resiste a toda forma de questionamento: o ato de duvidar. Esse ato exige um sujeito que pense, mesmo que esteja sendo enganado. Dessa forma, o filósofo afirma que o próprio pensamento — enquanto atividade reflexiva — é a base de uma certeza inabalável: a existência do eu pensante.

Essa descoberta permite a Descartes afirmar que:

a)

A existência é garantida pela experiência sensível, sendo o pensamento apenas um fenômeno secundário.

b)

O corpo é a prova da existência, pois somente ele pode ser percebido com certeza por meio dos sentidos.

c)

O conhecimento das coisas exteriores é mais evidente do que o conhecimento de si mesmo.

d)

Mesmo enganado, quem pensa necessariamente existe enquanto sujeito que pensa.

e)

A dúvida radical conduz à negação de qualquer forma de existência, inclusive da própria consciência.

19.

A célebre afirmação “penso, logo existo” inaugura, em Descartes, uma nova maneira de conceber o sujeito e o conhecimento. Diferentemente dos pensadores medievais, que subordinavam o saber à fé e à autoridade teológica, o filósofo moderno coloca a razão individual como ponto de partida e critério de validade para o conhecimento. A existência do eu pensante não depende de nenhuma mediação externa — trata-se de uma intuição intelectual imediata.

Essa mudança marca o surgimento de um novo paradigma na filosofia ocidental, caracterizado:

a)

Pela valorização do saber empírico, subordinado à tradição eclesiástica e às verdades reveladas.

b)

Pela centralidade da razão autônoma como fundamento do conhecimento e da subjetividade moderna.

c)

Pela defesa de um conhecimento intuitivo e emocional, contrário à razão científica.

d)

Pela retomada da metafísica aristotélica como modelo de verdade e de investigação filosófica.

e)

Pela recusa da subjetividade em favor de uma verdade universal revelada e imutável.

20.

No percurso filosófico de Descartes, o pensamento é concebido como aquilo que define essencialmente o ser humano. Por meio da dúvida metódica, ele busca depurar o conhecimento até alcançar uma evidência que não possa ser posta em dúvida. Essa evidência é o “cogito”, que revela não apenas a existência de um sujeito pensante, mas também inaugura uma concepção dualista de ser humano, dividida entre mente (res cogitans) e corpo (res extensa).

Assinale a alternativa que expressa corretamente a implicação filosófica do “cogito” na antropologia cartesiana:

a)

A natureza humana é composta exclusivamente por elementos materiais, sendo o pensamento um produto do corpo.

b)

O ser humano é essencialmente razão, e o corpo deve ser desprezado como fonte de erro e engano.

c)

A mente é uma substância independente, cujo pensamento garante a existência e o conhecimento, distinta do corpo como substância extensa.

d)

O corpo e a mente formam uma unidade indivisível, não havendo distinção ontológica entre eles.

e)

A alma humana depende da experiência corporal para alcançar qualquer forma de conhecimento verdadeiro.

21.

Explique com suas palavras o que é um mito (narrativas mitológicas) e quais eram suas funções na antiguidade.

4 lines
22.

De que forma a Filosofia iniciou o seu desenvolvimento na Grécia antiga? Descrever as características.

4 lines
23.

Explique a teoria das 4 causas de Aristóteles.

4 lines
24.

Explique a primeira certeza de René Descartes: Penso, logo existo.

4 lines
25.

Qual é a função da Filosofia na substituição das narrativas mitológicas?

4 lines