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1. Termos Essenciais da oração

Total questions: 18

Worksheet time: 9mins

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1.
(Enem) Leia o texto a seguir. A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânico Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias. Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Líbano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu. As esculturas do Museu Atlântico ficam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote. Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte. Além de apresentar ao público a obra A balsa de Lampedusa, essa reportagem cumpre, paralelamente, a função de chamar a atenção para:
a)
a ilha de Lanzarote, localizada no arquipélago das Canárias, com vocação para o turismo
b)
as muitas vidas perdidas nas travessias marítimas em embarcações precárias ao longo dos séculos.
c)
a inovação relativa à construção de um museu no fundo do mar, que só pode ser visitado por mergulhadores.
d)
a construção do museu submarino como um memorial para as centenas de imigrantes mortos nas travessias pelo mar.
e)
a arte como perpetuadora de episódios marcantes da humanidade que têm de ser relembrados para que não tornem a acontecer.
2.
Procurando o equilíbrio Resumo: Neste texto discuto a questão “até que ponto precisamos tratar o hipertexto de forma diferente do texto no que diz respeito aos fatores de textualidade”. Defendo que todo texto é um hipertexto e que toda leitura é um processo hipertextual. Acredito que se o texto estiver bem escrito, ou seja, estiver adequado ao leitor, e o leitor for bom, a leitura irá gerar resultados satisfatórios. Textos mal escritos e leitores pouco hábeis vão gerar um resultado muito ruim independente do formato de apresentação do texto (impresso ou hipertextual). Precisamos, portanto, ensinar nossos alunos a lidar com textos variados, de gêneros diversificados, em todos os ambientes, inclusive o digital. Apresento um levantamento dos elementos dos ambientes digitais que aparecem em livros didáticos de Língua Portuguesa, a fim de verificar como esses materiais contribuem para o letramento digital dos alunos. COSCARELLI, Carla Vianna. Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio. Linguagem em (Dis)curso. Palhoça, v. 9, n. 3, p. 549, set./dez. 2009. Disponível em: www.scielo.br/j/ld/a/BQKxvxwpBQPTDpynwmRnZkH/?lang=pt &format=pdf. Acesso em: 28 fev. 2022 Leia o resumo do artigo publicado por Carla Coscarelli, para responder às questões. O resumo de um artigo científico objetiva apresentar, de modo sintético, o tema principal a ser tratado, marcando a perspectiva adotada pelo investigador. Qual aspecto foge da posição distintiva defendida pela autora do texto?
a)
“... precisamos tratar o hipertexto de forma diferente do texto...”
b)
“... todo texto é um hipertexto e que toda leitura é um processo hipertextual.”
c)
“... se o texto estiver bem escrito [...] e o leitor for bom, a leitura irá gerar resultados satisfatórios...”
d)
“Textos mal escritos e leitores pouco hábeis vão gerar um resultado muito ruim...”
e)
“Precisamos, portanto, ensinar nossos alunos a lidar com textos variados...”
3.
A solução para a problematização do artigo se relaciona diretamente com
a)
a discussão sobre os fatores de textualidade.
b)
a defesa de que todo texto é um hipertexto.
c)
a adequação do texto didático ao leitor.
d)
o levantamento dos elementos dos ambientes digitais.
e)
o letramento geral e digital dos alunos.
4.
Leia o período a seguir e responda à questão: “Defendo que todo texto é um hipertexto e que toda leitura é um processo hipertextual.” Assinale a alternativa correta quanto à identificação e classificação dos sujeitos de cada oração do período acima.
a)
1ª oração: sujeito oculto (eu); 2ª oração: sujeito simples (todo texto); 3ª oração: sujeito simples (toda leitura).
b)
1ª oração: sujeito indeterminado; 2ª oração: sujeito simples (hipertexto); 3ª oração: sujeito composto (toda leitura e todo texto).
c)
1ª oração: sujeito simples (eu); 2ª oração: sujeito composto (todo texto e toda leitura); 3ª oração: sujeito inexistente.
d)
1ª oração: sujeito oculto (ele); 2ª oração: sujeito inexistente; 3ª oração: sujeito simples (processo hipertextual).
5.
Leia o período a seguir e responda à questão: “Acredito que se o texto estiver bem escrito, ou seja, estiver adequado ao leitor, e o leitor for bom, a leitura irá gerar resultados satisfatórios.” Assinale a alternativa correta quanto à identificação e classificação dos predicados das orações destacadas.
a)
a) Predicado da 1ª oração: estiver bem escrito – predicado nominal / Predicado da 2ª oração: for bom – predicado nominal / Predicado da 3ª oração: irá gerar resultados satisfatórios – predicado verbal.
b)
b) Predicado da 1ª oração: estiver bem escrito – predicado verbal / Predicado da 2ª oração: for bom – predicado verbal / Predicado da 3ª oração: irá gerar resultados satisfatórios – predicado nominal.
c)
c) Predicado da 1ª oração: estiver bem escrito – predicado verbo-nominal / Predicado da 2ª oração: for bom – predicado nominal / Predicado da 3ª oração: irá gerar resultados satisfatórios – predicado verbo-nominal.
d)
d) Predicado da 1ª oração: estiver bem escrito – predicado nominal / Predicado da 2ª oração: for bom – predicado verbo-nominal / Predicado da 3ª oração: irá gerar resultados satisfatórios – predicado nominal.
6.
(Fuvest-SP) Leia o trecho extraído de uma notícia veiculada na internet: O carro furou o pneu e bateu no meio fio, então eles foram obrigados a parar. O refém conseguiu acionar a população, que depois pegou dois dos três indivíduos e tentaram linchar eles. O outro conseguiu fugir, mas foi preso momentos depois por uma viatura do 5o BPM, afirmou o major. Disponível em: www.gp1.com.br. No português do Brasil, a função sintática do sujeito não possui, necessariamente, uma natureza de agente, ainda que o verbo esteja na voz ativa, tal como encontrado em:
a)
“O carro furou o pneu”
b)
“e bateu no meio fio”.
c)
“O refém conseguiu acionar a população”.
d)
“tentaram linchar eles”.
e)
“afirmou o major”.
7.
(FMP-RJ) Leia o texto a seguir. Há dois tipos de conversa muito bons. O primeiro é o franco e direto, diálogo vivo que inclua seu eu mais profundo com alguém que você ama e em quem confia. Como é bom falar de temas densos, de questões biográficas e estruturais! É libertador abrir-se sem medo. As horas voam e você não percebe. Caso você tenha alguém assim, aproveite muito. Conversa íntima é vacina contra a insanidade. O outro tipo de boa conversa pode ou não estar contido no modelo anterior. Trata-se da conversa inteligente. Você enuncia uma ideia e sua companhia complementa, redargui, aprofunda, exemplifica, ouve e se faz ouvir com bons argumentos. Um diálogo inteligente é sedutor, quase erótico, um jogo gostoso como as gavinhas de uma hera que sobe pela parede do cérebro com elegância. Dois momentos intensos de felicidade dialógica: aquela que atrai a confiança e a que seduz o intelecto. Se você tem na mesma pessoa confiança e inteligência, entrega e criatividade, quase mais nada será sentido como falta na sua biografia. Conversar é uma arte; calar é sabedoria pura. Em tempos em que ninguém cala e jamais escuta o outro, conversar bem, calar e ouvir viram um tripé inovador. Adaptado de “A arte da conversa”, de Leandro Karnal, publicado no caderno DOC do jornal Zero Hora de 8 e 9 de setembro de 2018. p. 23. Atente para as afirmativas a seguir relativamente ao texto: I. O sujeito da primeira oração do quarto parágrafo é “conversar”. II. A primeira oração do primeiro parágrafo é oração sem sujeito. III. O sujeito da última oração do segundo parágrafo é “hera”. Está(ão) correta(s):
a)
apenas I e II.
b)
apenas II e III.
c)
I, II e III.
d)
apenas I e III.
e)
apenas III.
8.
(IFBA) Leia a anedota de Ziraldo e indique a opção que corresponde aos tipos de predicado presentes na fala atribuída à professora, obedecendo à ordem em que eles aparecem no texto. A inspetora da escola visitando todas as turmas quando o Juquinha levou um tombo no corredor e berrou todos os palavrões que conhecia. Escandalizada, a inspetora perguntou: – Onde essa criança aprendeu tanto palavrão? E a professora, muito sem graça: – Aprendeu nada! Isso é dom natural. Fonte: ZIRALDO, Mais anedotinhas do Bichinho da Maçã. 10. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1993. p. 10-11.
a)
nominal e verbal.
b)
verbal e nominal.
c)
verbal e verbonominal.
d)
verbonominal e verbal.
e)
verbonominal e nominal.
9.
(Enem) Leia o texto a seguir. A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 1960 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios. Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado. CHAVES, Débora. Disponível em: www.veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010. Na reportagem sobre os 50 anos de Brasília, de Débora Chaves, com a reprodução fotográfica de cadeiras e poltronas de Sérgio Rodrigues, verifica-se que os elementos da estética brasiliense
a)
aparecem definidos nas linhas retas dos objetos.
b)
expressam o desenho rebuscado por meio das linhas.
c)
mostram a expressão assimétrica das linhas curvas suaves.
d)
apontam a unidade de matéria-prima utilizada em sua fabricação.
e)
surgem na simplificação das informações visuais de cada composição.
10.
Leia a seguir a manchete e a conclusão de uma matéria da coluna de Flávia Lima, em que ela comenta uma reportagem que trata de fato relacionado à política nacional atual. Flávia Lima é repórter especializada em Economia, formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e em Direito pelo Mackenzie. Foi ombudsman do jornal paulistano Folha de S.Paulo de 2019 a 2021. No meio do caminho, um ‘acha que’ Quando um verbo jornalisticamente fraco desvia a atenção de um bom texto É trabalho da imprensa mostrar isso sem deixar que, no meio do caminho, um verbo desvie a atenção de um belo esforço de reportagem. LIMA, Flavia. No meio do caminho “um acha que”. Folha de S.Paulo, 13 out. 2019. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-lima-ombudsman/2019/10/no-meio-do-caminho-um-acha-que.shtml. Acesso em: 28 fev. 2022. Os elementos apresentados se relacionam a uma característica fundamental do gênero textual “reportagem”. Assinale-a.
a)
Tratamento detalhado e profundo de tema atual.
b)
Assinatura de jornalista experiente e especializado.
c)
Polifonia, a partir da contribuição de muitas vozes.
d)
Abrangência temática: análise de várias perspectivas.
e)
Caráter híbrido pelo uso de diversos recursos textuais.
11.
Leia outro excerto do artigo de Carla Coscarelli para responder às questões. Uma pesquisa que realizamos mais recentemente sobre a leitura de hipertextos [...] nos permitiu dizer que a leitura da versão hipertextual (texto digital subdividido em pequenas partes com links e menu para navegação) não gera melhores resultados que a leitura do mesmo texto em formato contínuo (texto “corrido” em que todas as partes são apresentadas em parágrafos consecutivos). Apenas no caso da localização de informação explícita há uma pequena vantagem para o formato de apresentação hipertextual. Ou seja, essa pesquisa nos mostrou que, quando os sujeitos são leitores maduros e familiarizados com a tecnologia, a leitura em formato hipertextual não gera uma compreensão do texto qualitativamente diferente daquela que resulta da leitura do mesmo texto em formato contínuo. Outros experimentos como os descritos em Rouet et al. (1996) apontam também para essa pouca discrepância entre resultados encontrados nos dois formatos de apresentação de textos. Acredito que isso se justifique pelo fato de que todo texto seja um hipertexto e que toda leitura seja um processo hipertextual. Esses experimentos indicam que o texto estando bem escrito, ou seja, respeitando regras de textualidade do seu gênero e estando adequado ao leitor, e o leitor sendo bom leitor, a leitura vai gerar resultados satisfatórios. Textos mal escritos e leitores pouco hábeis vão gerar um resultado muito ruim. Essas conclusões não são consideradas pacíficas, pois há autores [...] que defendem a leitura de hipertextos como sendo diferente da leitura de textos contínuos, uma vez que, para eles, textos e hipertextos seriam essencialmente diferentes. Nesses estudos, o hipertexto é visto como um texto não linear que não tem eixo organizacional, nem centro. Além disso, esses autores argumentam que hipertextos requerem um leitor mais ativo, que deve ser um construtor de significado autônomo e independente. O leitor será também um coautor, uma vez que pode adicionar informações ao texto. Afinal, o que há de novo no hipertexto? Acredito que seja bom ponderar e não colocar o pêndulo nem de um lado nem de outro, mas equilibradamente no centro COSCARELLI, Carla Vianna. Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio. Linguagem em (Dis)curso. Palhoça, v. 9, n. 3, p. 551, set./dez. 2009. Disponível em: www.scielo.br/j/ld/a/BQKxvxwpBQPTDpynwmRnZkH/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 28 fev. 2022. De acordo com o texto, pesquisa mostra que a leitura em formato hipertextual não gera compreensão qualitativamente diferente da leitura do texto em formato contínuo, porque
a)
textos e hipertextos são essencialmente diferentes.
b)
textos mal escritos e leitores pouco hábeis vão gerar resultado ruim.
c)
todo texto é um hipertexto e toda leitura é um processo hipertextual.
d)
há pequena vantagem do formato hipertextual para a localização de informação explícita.
e)
os hipertextos requerem um leitor mais ativo, autônomo e independente.
12.
No trecho: Apenas no caso da localização de informação explícita há uma pequena vantagem para o formato de apresentação hipertextual.
a)
Sujeito: Informação explícita; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: há; Classificação: Predicado nominal.
b)
Sujeito: Vantagem; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: é; Classificação: Predicado verbo-nominal.
c)
Sujeito: O formato de apresentação hipertextual; Classificação: Sujeito composto; Núcleo do predicado: tem; Classificação: Predicado verbal.
d)
Sujeito: Não há sujeito; Classificação: Sujeito inexistente; Núcleo do predicado: há; Classificação: Predicado verbal.
13.
No trecho: Ou seja, essa pesquisa nos mostrou...
a)
Sujeito: Nos; Classificação: Sujeito oculto; Núcleo do predicado: mostrou; Classificação: Predicado nominal.
b)
Sujeito: Essa pesquisa; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: mostrou; Classificação: Predicado verbal.
c)
Sujeito: Há sujeito indeterminado; Classificação: Sujeito inexistente; Núcleo do predicado: mostrou; Classificação: Predicado nominal.
d)
Sujeito: Essa pesquisa; Classificação: Sujeito composto; Núcleo do predicado: foi mostrada; Classificação: Predicado verbo-nominal.
14.
No trecho: que, quando os sujeitos são leitores maduros e familiarizados com a tecnologia...
a)
Sujeito: Os sujeitos; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: leitores; Classificação: Predicado nominal.
b)
Sujeito: Leitores maduros; Classificação: Sujeito composto; Núcleo do predicado: são; Classificação: Predicado verbal.
c)
Sujeito: A tecnologia; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: familiarizados; Classificação: Predicado verbo-nominal.
d)
Sujeito: Não há sujeito; Classificação: Sujeito inexistente; Núcleo do predicado: são; Classificação: Predicado verbal.
15.
No trecho: a leitura em formato hipertextual não gera uma compreensão do texto qualitativamente diferente daquela...
a)
Sujeito: O texto; Classificação: Sujeito composto; Núcleo do predicado: gera; Classificação: Predicado nominal.
b)
Sujeito: A compreensão; Classificação: Sujeito oculto; Núcleo do predicado: gera; Classificação: Predicado verbo-nominal.
c)
Sujeito: A leitura em formato hipertextual; Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: gera; Classificação: Predicado verbal.
d)
Sujeito: Não há sujeito; Classificação: Sujeito inexistente; Núcleo do predicado: gera; Classificação: Predicado nominal.
16.
No trecho: que resulta da leitura do mesmo texto em formato contínuo.
a)
Sujeito: Aquela compreensão (que); Classificação: Sujeito simples; Núcleo do predicado: resulta; Classificação: Predicado verbal.
b)
Sujeito: O texto; Classificação: Sujeito composto; Núcleo do predicado: resulta; Classificação: Predicado nominal.
c)
Sujeito: A leitura; Classificação: Sujeito oculto; Núcleo do predicado: resulta; Classificação: Predicado verbo-nominal.
d)
Sujeito: Não há sujeito; Classificação: Sujeito inexistente; Núcleo do predicado: resulta; Classificação: Predicado nominal.
17.
(Famerp-SP) Leia um trecho do ensaio de Antonio Candido. Na extraordinária obra-prima Grande sertão: veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado. Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício; mas em cada aspecto aparecerá o traço fundamental do autor: a absoluta confiança na liberdade de inventar. Numa literatura de imaginação vasqueira, onde a maioria costeia o documento bruto, é deslumbrante essa navegação no mar alto, esse jorro de imaginação criadora na linguagem, na composição, no enredo, na psicologia. Antonio Candido. Tese e antítese, 1971. Em “mas em cada aspecto aparecerá o traço fundamental do autor” (1.° parágrafo), a expressão em destaque exerce a mesma função sintática da expressão destacada em:
a)
“nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado” (1.° parágrafo).
b)
“Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício” (1.° parágrafo).
c)
“Na extraordinária obra-prima Grande Sertão: Veredas há de tudo para quem souber ler” (1.° parágrafo).
d)
“Na extraordinária obra-prima Grande Sertão: Veredas há de tudo para quem souber ler” (1.° parágrafo).
e)
“onde a maioria costeia o documento bruto” (2.° parágrafo).
18.
(Unesp) Leia o texto a seguir. A invasão A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador, e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão e num embrulho para presente. O computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível. Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores. O Estado de S. Paulo, 31.05.2015. Os termos “o uso do papel” e “um manual de instrução” (primeiro parágrafo) se identificam sintaticamente por exercerem nas respectivas orações a função de
a)
objeto direto.
b)
predicativo do sujeito.
c)
objeto indireto.
d)
complemento nominal.
e)
sujeito.