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Q-Hume

Total questions: 20

Worksheet time: 10mins

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1.

Segundo Hume, qual é a origem de todas as ideias na nossa mente?

a)

Derivam da razão, como as verdades matemáticas.

b)

Têm necessariamente de provir de uma impressão.

c)

Nascem do hábito que projetamos sobre o mundo.

d)

São inatas e existem na mente antes de qualquer experiência.

2.

Qual é a crítica levantada ao princípio da cópia de Hume?

a)

O princípio da cópia não pode ser aplicado à matemática.

b)

O próprio Hume admitiu uma exceção a essa regra, o tom de azul ausente.

c)

O princípio da cópia ignora totalmente o papel da razão na formação do conhecimento.

d)

É uma regra que se aplica às questões de facto, mas não às relações de ideias.

3.

Como foi a reação de Hume à falha encontrada no seu princípio da cópia?

a)

Abandonou imediatamente o princípio da cópia por considerá-lo insustentável.

b)

Defendeu que a falha era apenas um detalhe académico.

c)

Disse que era um caso tão singular e insignificante que não valia a pena abandonar a regra por causa dele.

d)

Argumentou que a imaginação é uma forma de impressão.

4.

A que mecanismo fundamental deve-se, segundo Hume, o nosso conhecimento do mundo?

a)

À intuição moral.

b)

À fé religiosa.

c)

Ao hábito.

d)

À dedução racional e lógica.

5.

Qual o problema em relação às previsões (futuro)?

a)

A matemática pode ser contraditória.

b)

Não temos uma justificação racional que demonstre que o futuro será igual ao passado.

c)

A experiência ser limitada.

d)

As relações de ideias serem inúteis para a ciência.

6.

Porque razão acusaram Hume de irracionalismo?

a)

Porque ele rejeitou a existência de Deus.

b)

Porque ele defendia que a filosofia deve guiar-se pelos sentimentos e não pela razão.

c)

Porque afirmou que a base da ciência era uma impressão interna, o hábito.

d)

Porque ele negou a possibilidade de qualquer tipo de conhecimento.

7.

Uma crítica a Hume é que ele torna difícil distinguir o quê?

a)

A arte da filosofia

b)

A ciência de uma simples crença como a superstição.

c)

O empírico do racional.

d)

O indivíduo do universal.

8.

De acordo com Hume, se uma pessoa acabou de chegar ao mundo (como o Adão inexperiente), como é que ela poderia saber que a água afoga ou que o fogo queima?

a)

Poderia deduzi-lo logicamente, pois são verdades necessárias.

b)

Não haveria outra opção senão experimentar essas coisas.

c)

Poderia saber através da razão.

d)

Seria um conhecimento inato.

9.

Para Hume, o que é que a experiência nos mostra quando observamos uma suposta relação causal (como no exemplo das bolas de bilhar)?

a)

Vemos a ligação em si, a força invisível que as une.

b)

Vemos apenas uma sucessão de eventos.

c)

Vemos a lei da natureza escrita no mundo.

d)

Vemos um cálculo racional a ser executado.

10.

Hume argumenta que a ideia de foça ou conexão necessária entre dois eventos (causa e efeito) é, na verdade, uma...

a)

verdade matemática.

b)

ilusão, pois essa conexão não existe.

c)

descoberta empírica comprovada em laboratório.

d)

relação de ideias.

11.

Para Hume, a causalidade não está no mundo, mas sim na nossa cabeça. A que se deve essa sensação de conexão?

a)

A uma capacidade racional inata.

b)

À mente projetar uma expetativa sobre o mundo, nascida do hábito.

c)

A uma força física detectável.

d)

Ao princípio da não contradição.

12.

Quando dizemos que a chama causa calor, segundo Hume, o que estamos a dizer?

a)

Uma verdade necessária sobre o mundo.

b)

Há uma intervenção divina.

c)

O passado leva-nos a supor, pelo hábito, que o futuro será igual.

d)

Um princípio lógico deduzido a priori.

13.

A conjunção constante de Hume foi criticada por Thomas Reid usando o exemplo do dia e da noite. Qual era o objetivo da crítica?

a)

Mostrar que o dia causa a noite.

b)

Mostrar que a noite causa o dia.

c)

Mostrar que a causalidade não é uma mera sucessão de eventos.

d)

Mostrar que as leis da natureza são inconstantes.

14.

Qual é a falha da conjunção constante de Hume para explicar eventos único e irrepetíveis, como o Big Bang?

a)

O Big Bang é uma exceção à lei da gravidade.

b)

A conjunção depende da repetição (hábito) para criar a ideia de causa.

c)

Os eventos únicos são sempre causados pela razão pura.

d)

O Big Bang prova que a indução é sempre válida.

15.

Qual é o nome da crítica que se foca na forma como Hume divide e organiza o conhecimento?

a)

O princípio da indução.

b)

A lâmina de Ockham.

c)

O dilema do pão.

d)

A bifurcação humeana.

16.

Na bifurcação humeana, que tipo de conhecimento se encontra nas relações de ideias?

a)

Verdades descobertas pela experiência (ex. O céu é azul.).

b)

Verdades que podem ser imaginadas de forma contrária sem contradição lógica.

c)

Verdades da matemática e da lógica.

d)

O conhecimento científico atual.

17.

Qual o problema que os críticos veem na bifurcação humeana, exemplificado pelo conhecimento científico atual?

a)

O conhecimento científico é apenas uma questão de facto e pode mudar a qualquer momento.

b)

O conhecimento científico é puramente lógico, sem base empírica.

c)

A ciência cria uma verdade necessária sobre o mundo, mas descoberta empiricamente.

d)

As realações de ideias são inúteis para a ciência.

18.

Hume ao levar o empirismo às suas implicações mais extremas, acabou por concluir que...

a)

não há justificação racional para o conhecimento.

b)

o racionalismo tinha razão.

c)

o ceticismo estava errado.

d)

o empirismo era autocontraditório.

19.

A que conclusão chegou Hume ao testar o poder da razão para deduzir as leis da natureza?

a)

Que só a razão/a lógica pode prever o futuro.

b)

Que a razão não pode, só por si, deduzir as leis da natureza.

c)

Que a experiência é irrelevante.

d)

Que o hábito é uma forma de razão.

20.

Apesar das críticas a Hume, por que razão ele continua a ser considerado um filósofo importante?

a)

Porque as suas conclusões sobre a causalidade são irrefutáveis.

b)

Porque ele provou que o futuro será sempre igual ao passado.

c)

Porque as suas perguntas são ainda hoje importantes.

d)

Porque ele provou a existência de forças causais invisíveis no mundo.