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Filosofia

Total questions: 35

Worksheet time: 1hrs 8mins

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1.

(Mitologia — características e funções) Em diversas sociedades antigas, o mito não era apenas uma narrativa fantasiosa, mas uma estrutura simbólica capaz de orientar comportamentos, justificar instituições e explicar fenômenos naturais e sociais. A força do mito residia em seu caráter coletivo, transmitido oralmente, e na relação direta entre seus personagens sobrenaturais e os elementos da natureza. Nesse sentido, ao analisar o papel dos mitos na formação cultural dos povos, é correto afirmar que os mitos:

a)

buscavam fornecer explicações lógicas sobre a origem do cosmos, eliminando o uso de elementos sobrenaturais e priorizando análises racionais da realidade.

b)

procuravam interpretar o mundo por meio de narrativas simbólicas que relacionavam fenômenos naturais a seres transcendentais, oferecendo sentido e orientação moral à comunidade.

c)

baseavam-se em métodos científicos rudimentares, com observações empíricas organizadas em relatos orais que antecipavam explicações filosóficas futuras.

d)

apresentavam caráter individual, sendo transmitidos por sábios específicos, com o propósito de romper tradições culturais e contestar normas sociais.

e)

surgiram como forma de romper com tradições religiosas, introduzindo explicações críticas e questionadoras sobre a origem da vida e da sociedade.

2.

(Pensamento mítico em diferentes povos) Ao analisar sociedades antigas — como gregos, egípcios, povos mesopotâmicos e indígenas — percebe-se que as narrativas míticas assumiam funções próprias em cada cultura, refletindo o ambiente natural, a organização social e os valores comunitários. Assim, a relação entre mito e cultura é essencial para entender o modo como cada povo concebia a ordem do mundo. Nesse sentido, pode-se afirmar que o pensamento mítico:

a)

moldava-se de forma uniforme entre diferentes povos, pois todos buscavam explicar o mundo com base na razão e no conhecimento empiricamente demonstrável.

b)

variava significativamente, uma vez que cada cultura estruturava seus mitos a partir de sua realidade específica, atribuindo significados distintos aos fenômenos naturais.

c)

apresentava diferenças mínimas entre sociedades, já que todos utilizavam os mesmos deuses e símbolos, apenas adaptados ao idioma local.

d)

subordinava-se exclusivamente ao poder político, sendo produzido pelas elites como instrumento de dominação social.

e)

restringia-se a temas astronômicos e geográficos, evitando explicações sobre moralidade, legitimidade e relações humanas.

3.

(Transição do mito ao logos) A passagem do pensamento mítico para o pensamento racional na Grécia Antiga não se tratou de uma ruptura abrupta, mas de um processo gradual favorecido por transformações políticas, sociais e econômicas. Com o surgimento das pólis, a expansão do comércio, o uso mais difundido da escrita e o debate público, os gregos passaram a buscar explicações baseadas na razão e não mais em tradições religiosas. Esse movimento marca o nascimento da Filosofia. Assim, pode-se afirmar que esse processo representou:

a)

a substituição total das crenças religiosas por explicações científicas modernas, eliminando completamente o componente mítico da cultura grega.

b)

um avanço na compreensão racional da realidade, em que explicações sobrenaturais foram progressivamente substituídas por argumentos lógicos e investigação crítica.

c)

a retomada de tradições orientais antigas, que já haviam desenvolvido métodos matemáticos idênticos aos gregos e influenciaram diretamente o pensamento filosófico.

d)

a criação de uma doutrina estatal que proibia a circulação de narrativas míticas nas cidades gregas.

e)

um movimento religioso que buscava reformular os mitos para ajustar-se aos novos interesses comerciais e militares.

4.

(Contexto histórico da Filosofia na Grécia) O surgimento da Filosofia ocorreu em um período de intensas transformações nas pólis gregas. A vida urbana, o desenvolvimento da democracia, o uso da argumentação nos tribunais e assembleias, além do contato com outros povos pelo comércio marítimo, exigiram novas formas de explicação sobre a realidade. Diante disso, é correto afirmar que o desenvolvimento da Filosofia está relacionado:

a)

ao fortalecimento da vida pública e do debate racional nas pólis, impulsionados por mudanças políticas, sociais e econômicas.

b)

ao isolamento cultural das cidades gregas, que evitavam contatos comerciais e restringiam a circulação de ideias.

c)

à imposição de doutrinas religiosas oficiais que proibiam o uso de argumentos e discussões públicas.

d)

à permanência exclusiva de narrativas míticas como única forma legítima de explicar a realidade.

5.

Características do pensamento filosófico. O pensamento filosófico distingue-se do pensamento mítico por sua busca racional, crítica e sistemática pela verdade. Ele rejeita explicações baseadas exclusivamente na tradição e procura investigar as causas e fundamentos da realidade. Sobre as características da atitude filosófica, assinale a alternativa correta:

a)

fundamenta-se na aceitação irrefutável das tradições culturais e religiosas como fonte única de verdade.

b)

baseia-se no questionamento racional, na argumentação e na análise crítica das crenças, buscando explicações fundamentadas e coerentes.

c)

prioriza narrativas sobrenaturais como método preferencial de compreensão dos fenômenos.

d)

recusa a investigação da realidade empírica, concentrando-se exclusivamente na imaginação e no simbolismo.

e)

mantém a fé religiosa como critério absoluto para determinar o que deve ser aceito como verdadeiro ou falso.

6.

Teoria do conhecimento na Filosofia Clássica. Na Filosofia Clássica, especialmente entre Platão e Aristóteles, desenvolveu-se uma reflexão profunda sobre o que significa conhecer. Essa investigação envolvia diferenciar crenças verdadeiras de opiniões infundadas, bem como estabelecer critérios racionais que permitissem distinguir conhecimento legítimo de percepções enganosas. Com base nisso, é correto afirmar que, na tradição clássica:

a)

o conhecimento verdadeiro resulta de percepções imediatas e subjetivas, dispensando qualquer investigação racional mais aprofundada.

b)

a opinião (doxa) é considerada equivalente ao conhecimento (episteme), já que ambas derivam da observação sensível e são igualmente confiáveis.

c)

o conhecimento exige justificativa racional e estabilidade, distinguindo-se das opiniões por buscar fundamentos sólidos e duradouros.

d)

a doxa é superior à episteme, pois está ligada à experiência concreta, enquanto o conhecimento verdadeiro trabalha apenas com abstrações irreais.

e)

conhecer significa aceitar tradições culturais sem questionamento, pois a sabedoria reside na preservação daquilo que já está estabelecido.

7.

Pré-socráticos e physis. Os filósofos pré-socráticos inauguraram uma nova forma de compreender a natureza (physis), buscando princípios racionais que explicassem sua origem, transformação e estrutura. Ao propor que a realidade possuía um elemento fundamental (arché), esses pensadores romperam com explicações míticas e introduziram argumentos lógicos sobre o cosmos. Assim, pode-se afirmar que os pré-socráticos:

a)

procuravam explicar a realidade por meio de narrativas religiosas que reforçavam tradições culturais e valores comunitários.

b)

defendiam que a natureza era resultado de forças sobrenaturais e imprevisíveis, incapazes de serem analisadas racionalmente.

c)

introduziram explicações racionais para a origem da natureza, buscando identificar princípios naturais que estruturavam a realidade.

d)

acreditavam que o cosmos era fruto de conflitos divinos e mitológicos, sem qualquer relação com a lógica ou a observação.

e)

rejeitaram completamente a ideia de um princípio básico, afirmando que tudo era fruto do acaso e impossibilitando qualquer investigação filosófica.

8.

(Mudança e permanência — Heráclito e Parmênides) Entre os pré-socráticos, Heráclito e Parmênides representam posições filosóficas distintas acerca do movimento. Heráclito defendia que tudo está em constante transformação, enquanto Parmênides afirmava que o ser é uno, imutável e eterno. Essas posições geraram debates que influenciaram profundamente a metafísica posterior. Com base nessa divergência, assinale a alternativa correta:

a)

Heráclito e Parmênides concordavam que a mudança é apenas uma ilusão, pois a verdadeira realidade está além da percepção sensível.

b)

Parmênides afirmava que tudo muda continuamente, enquanto Heráclito defendia a imobilidade absoluta do ser.

c)

Ambos reconheceram a validade do conhecimento sensorial como fonte segura e definitiva para compreender a realidade.

d)

Suas posições antagônicas inauguraram reflexões sobre movimento e essência, fundamentais para o desenvolvimento da metafísica clássica.

e)

Suas teorias rejeitavam qualquer forma de racionalidade, privilegiando apenas mitos como forma de explicação da natureza.

9.

(Sócrates — postura filosófica) Considerado um divisor de águas na Filosofia, Sócrates dedicou-se a investigar questões morais e éticas, valorizando o autoconhecimento e a responsabilidade individual. Sua prática dialógica buscava revelar incoerências e promover a construção de conceitos mais sólidos. A partir de sua postura filosófica, conclui-se que Sócrates:

a)

Acreditava que a sabedoria consistia em aceitar tradições sem questionamento para preservar a ordem social.

b)

Defendia a investigação racional da vida humana e o reconhecimento da própria ignorância como ponto de partida para o verdadeiro conhecimento.

c)

Rejeitava o diálogo como método, preferindo discursos prontos e longos como meio de ensinar a virtude.

d)

Ensinava que a moralidade era irrelevante, pois o conhecimento verdadeiro dependia apenas de habilidades retóricas.

e)

Afirmava que o saber moral vinha exclusivamente da experiência sensível, não envolvendo reflexão racional.

10.

(Sofistas — relativismo e retórica) Os sofistas, professores itinerantes da Grécia Antiga, ensinavam técnicas de argumentação e retórica, defendendo que a verdade é relativa e depende do ponto de vista. Essa posição gerou tensões com Sócrates, que buscava verdades universais. Sobre a atuação dos sofistas, assinale a alternativa correta:

a)

Ensinavam que a verdade era absoluta e que não existiam diferenças entre opiniões humanas.

b)

Defendiam o relativismo e valorizavam a retórica como instrumento para persuadir, não como meio de buscar verdades universais.

c)

Rejeitavam completamente a retórica, afirmando que apenas a matemática poderia produzir discursos persuasivos.

d)

Consideravam a filosofia superior à política e, por isso, afastavam-se dos debates públicos nas pólis.

e)

Acreditavam que o conhecimento verdadeiro só poderia ser alcançado por meio da contemplação mística.

11.

(Sócrates x Sofistas) O confronto intelectual entre Sócrates e os sofistas é um dos pontos mais marcantes do período clássico. Enquanto Sócrates buscava definições universais para virtudes como justiça e coragem, os sofistas ensinavam técnicas persuasivas úteis à vida política. Em relação às diferenças entre ambos, assinale a alternativa correta:

a)

Sócrates defendia verdades universais, enquanto os sofistas priorizavam a relatividade da verdade e a eficácia argumentativa.

b)

Sócrates valorizava a retórica persuasiva, enquanto os sofistas rejeitavam o uso da linguagem como ferramenta política.

c)

Ambos defendiam que não era necessário refletir sobre moralidade, desde que o discurso fosse convincente.

d)

Os sofistas valorizavam o diálogo investigativo, enquanto Sócrates priorizava discursos prontos e longos.

e)

Ambos consideravam que a verdade dependia exclusivamente do sucesso político do indivíduo.

12.

(Método socrático) O método socrático é composto por duas etapas — ironia e maiêutica — que o filósofo utilizava para conduzir seus interlocutores à reflexão ética. Esse método consistia em questionar as certezas aparentes, revelar contradições e estimular a formulação de conceitos mais precisos. Sobre o método socrático, assinale:

a)

baseava-se na exposição de verdades absolutas, que o mestre transmitia ao aluno sem participação ativa deste.

b)

consistia apenas na aplicação de argumentos retóricos, sem qualquer preocupação com a formação moral do indivíduo.

c)

envolvia o questionamento constante e o diálogo crítico, permitindo ao interlocutor reconhecer sua ignorância e construir conhecimento.

d)

rejeitava o diálogo como ferramenta, privilegiando explicações dogmáticas e rígidas.

e)

buscava persuadir o interlocutor mediante discursos longos e elaborados, sem preocupação com conceitos.

13.

(Platão — Teoria do Conhecimento) Para Platão, o conhecimento verdadeiro não está no mundo sensível — marcado pela mudança e pela imperfeição — mas no mundo inteligível, onde residem as Ideias eternas e perfeitas. Assim, conhecer é lembrar (anamnese) essas Ideias. Sobre essa concepção:

a)

o conhecimento verdadeiro é resultado exclusivo das sensações, que revelam as essências das coisas.

b)

a opinião (doxa) possui o mesmo valor epistemológico que a episteme, pois ambas lidam com o mundo sensível.

c)

conhecer significa elevar-se do sensível ao inteligível, alcançando as Ideias perfeitas e universais.

d)

as Ideias são produzidas pelos sentidos e variam conforme a experiência individual de cada pessoa.

e)

a realidade sensível é superior ao mundo das Ideias, pois é nela que reside o conhecimento verdadeiro.

14.

(Platão — Dualismo) O dualismo platônico estabelece uma diferença fundamental entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Essa divisão sustenta sua teoria da alma, da moral e do conhecimento. Com base nesse dualismo:

a)

o sensível é considerado superior ao inteligível por ser mais estável e perfeito.

b)

a alma pertence ao mundo inteligível e apenas temporariamente ocupa o corpo, que está preso ao mundo sensível.

c)

o corpo e a alma têm a mesma natureza, compartilhando as mesmas características metafísicas.

d)

o mundo inteligível depende totalmente das percepções sensoriais para ser conhecido.

e)

o mundo sensível é fonte de conhecimento mais seguro do que o mundo das Ideias.

15.

(Alegoria da Caverna) Na Alegoria da Caverna, Platão descreve prisioneiros acorrentados que veem apenas sombras projetadas na parede, tomando-as por realidade. Quando um deles é libertado e conhece o mundo exterior, percebe que as sombras eram meras aparências. Essa narrativa simboliza o processo de ascensão ao conhecimento verdadeiro. Assim:

a)

a caverna representa o mundo inteligível e as sombras representam as Ideias perfeitas.

b)

o prisioneiro liberto simboliza o filósofo que, ao abandonar as aparências sensíveis, alcança o conhecimento verdadeiro.

c)

as sombras são imagens perfeitas da realidade e constituem a base da episteme.

d)

a libertação consiste em aprofundar-se nas percepções sensoriais, visto que elas revelam a essência do real.

e)

a luz do sol simboliza a ilusão e a ignorância, sendo o retorno à caverna o verdadeiro caminho para o conhecimento.

16.

As quatro causas aristotélicas explicam não apenas do que algo é feito, mas sua forma, sua origem e sua finalidade. Sobre esse modelo:

a)

a causa material explica o propósito final da coisa; a causa formal corresponde ao agente que produz; a causa eficiente é a matéria; e a causa final é a forma.

b)

as quatro causas são distintas, mas complementares, permitindo compreender o ser em sua totalidade.

c)

a causa eficiente é sempre irrelevante, pois a origem de algo não interfere em sua essência.

d)

a causa final refere-se unicamente ao material de que a coisa é feita.

e)

a forma não possui qualquer relação com a essência da coisa analisada.

17.

Diferentemente de Platão, Aristóteles valorizou o papel dos sentidos na formação do conhecimento. Para ele, é a partir da experiência que a mente abstrai as essências e constrói conhecimentos universais. Assim, o conhecimento aristotélico:

a)

rejeita totalmente a experiência sensível, considerando-a irrelevante para a ciência.

b)

considera os sentidos como ponto inicial da compreensão, mas depende da razão para organizar e universalizar o conhecimento.

c)

afirma que a experiência sensível produz conhecimento definitivo, dispensando qualquer atividade racional posterior.

d)

sustenta que as essências existem separadas das coisas, sendo acessíveis apenas pela intuição mística.

e)

defende que o conhecimento verdadeiro é puramente inato, independentemente da experiência.

18.

René Descartes propôs que o conhecimento seguro deve basear-se na razão e não nos sentidos, já que estes podem enganar. A dúvida metódica, as ideias inatas e o método matemático são elementos centrais de sua filosofia. Assim, o racionalismo cartesiano afirma que:

a)

a experiência sensível é a única fonte confiável de conhecimento, sendo superior à razão.

b)

a dúvida é um obstáculo ao conhecimento e deve ser evitada para se alcançar certezas.

c)

a verdade deve ser encontrada por meio da razão, que produz ideias claras e distintas, independentes dos sentidos.

d)

o conhecimento depende exclusivamente das sensações, sendo impossível conhecer algo pela reflexão interna.

e)

não existem ideias inatas, pois todo conhecimento deriva da experiência posterior ao nascimento.

19.

John Locke defendia que a mente humana nasce como uma “tábula rasa”, sendo preenchida apenas pelas experiências sensoriais e pela reflexão posterior sobre elas. Sua teoria estabelece limites claros para o conhecimento humano. Dessa forma:

a)

o conhecimento humano é inato, pois deriva de estruturas mentais que precedem qualquer experiência.

b)

a mente humana nasce repleta de ideias, que precisam apenas ser despertadas pela reflexão.

c)

todo conhecimento origina-se da experiência, seja externa (sensações), seja interna (reflexão).

d)

as ideias inatas são superiores às experiências, pois revelam verdades absolutas e universais.

e)

a experiência é irrelevante para o conhecimento, já que este depende apenas da razão pura.

20.

David Hume radicaliza o empirismo ao afirmar que todo conhecimento deriva de impressões sensíveis. Para ele, a causalidade não é uma verdade demonstrável, mas um hábito da mente que associa eventos pela repetição. Assim, segundo Hume:

a)

a causalidade pode ser demonstrada racionalmente, pois deriva de princípios lógicos universais.

b)

podemos conhecer relações necessárias entre eventos, mesmo que não tenhamos experiência direta delas.

c)

o conhecimento é limitado às percepções sensíveis, sendo a causalidade apenas um costume formado pela repetição.

d)

a razão é capaz de ir além das percepções sensoriais e demonstrar a existência de causas invisíveis.

e)

a mente possui ideias inatas que garantem a certeza das leis naturais.

21.

Para Francis Bacon, a ciência deve oferecer um saber prático ao indivíduo e dar-lhe poder sobre a natureza, o conhecimento seria a:

a)

Fonte do progresso natural e avanço da ciência.

b)

Fonte do progresso da ciência e avanço humano.

c)

Fonte do progresso humano e avanço da tecnologia.

d)

Fonte do progresso humano e avanço do conhecimento.

22.

Buscando verdades irrefutáveis, o filósofo moderno René Descartes (1596-1650) estabelece o método cartesiano, que consiste em quatro regras:

a)

Evidências

b)

Análise

c)

Ordem

d)

Enumeração

1)
2)
3)
4)
23.

Francis Bacon (1561-1626) acreditava que a ciência deve oferecer um saber prático ao indivíduo e dar-lhe poder sobre a natureza. A ele também é dado a origem do:

(a)  

24.

Sobre Arte e Cultura:

a)

É todo tipo de construção humana.

1.

Cultura

b)

Procura a desestabilidade, tem a intenção de incomodar o status e o que é cômodo.

2.

Arte

c)

Utilizamos para intermediar nossa relação com o mundo.

3.

Cultura

d)

Não tem necessariamente uma utilidade prática, apenas a satisfação da experiência estética.

4.

Arte

25.

Para Platão, a realidade está dividida em duas partes, ​ (a)   e mundo das ​ (b)   , onde um corresponde à matéria e outro às formas imutáveis.

Choose from the below words
mundo sensível
mundo racional
idéias
percepções
26.

Mito (do grego mythós) é uma narrativa fantástica que possui o objetivo de explicar a origem de tudo aquilo que existe e é considerado importante para um determinado povo. A reunião dessas narrativas forma um conjunto de explicações sobre o mundo chamada de mitologia.

Quais as diferenças entre Mito e Filosofia?

a)
Mito é uma narrativa simbólica que explica fenômenos; filosofia é uma investigação racional de questões fundamentais.
b)

Mito e filosofia são sinônimos e têm o mesmo significado, ou seja, uma investigação racional de questões fundamentais.

c)

Mito é uma explicação científica, e filosofia é uma crença popular, fundada em uma investigação racional de questões fundamentais.

d)

Mito é uma forma de arte, enquanto filosofia é uma ciência exata, sendo uma narrativa simbólica que explica fenômenos

27.

A mitologia grega reunia os mitos que eram narrados de geração para geração na Grécia Antiga. Esses mitos gregos explicavam fenômenos da natureza, características de sua sociedade e origem de seus deuses. Eram transmitidos oralmente, mas também foram registrados pela escrita e manifestados por meio das artes.

Quais são as características gerais do Mito Grego?

a)

Os mitos gregos são apenas histórias de guerra e explicações sobre fenômenos naturais, e não têm personagens divinos

b)

Os mitos gregos não têm relação com a cultura, têm explicações sobre fenômenos naturais, e não têm personagens divinos

c)

Os mitos gregos são exclusivamente explicações sobre fenômenos naturais, e não têm personagens divinos

d)
Os mitos gregos explicam fenômenos naturais, têm personagens divinos e heróis, refletem valores culturais e utilizam simbolismo.
28.

Diversas transformações no âmbito da cultura grega contribuíram para o surgimento do pensamento filosófico, tais como: a redescoberta da escrita, o surgimento da moeda, a formulação da lei escrita, a consolidação da democracia, entre outras.

Quais foram os fatores ou acontecimentos históricos que contribuíram para o surgimento e desenvolvimento da Filosofia na Grécia?

a)

A influência da filosofia romana na Grécia, com o surgimento das cidades-estado, a valorização da razão e a busca por explicações naturais.

b)

A unificação da Grécia sob um único governo, com o surgimento das cidades-estado, a valorização da razão e a busca por explicações naturais.

c)

O desenvolvimento da arte romana, com o surgimento das cidades-estado, a valorização da razão e a busca por explicações naturais.

d)
A transição de uma sociedade mítica para uma racional, o contato com culturas orientais, o surgimento das cidades-estado, a valorização da razão e a busca por explicações naturais.
29.

A Filosofia é uma forma do pensamento se desdobrar sobre si mesmo. De maneira conceitual e abstrata, a Filosofia preza, muitas vezes, por um rigor metodológico parecido com o rigor científico. Outras vezes, utiliza-se de novas perspectivas próprias de cada pensador e de cada trabalho filosófico desenvolvido. As principais características da filosofia incluem a busca pela verdade, o questionamento constante, o uso da razão e da argumentação lógica, a reflexão crítica, a abertura para novas ideias e pontos de vista, e a capacidade de pensar de forma independente e criativa.

Quais as características gerais da Filosofia Grega?

a)

Foco na mitologia e tradições religiosas, investigação sobre a natureza do ser, reflexão ética e política.

b)
Busca da razão, valorização do pensamento crítico, investigação sobre a natureza do ser, reflexão ética e política.
c)

Rejeição do pensamento crítico, investigação sobre a natureza do ser, reflexão ética e política.

d)

Apoio incondicional à autoridade política, investigação sobre a natureza do ser, reflexão ética e estética.

30.

A filosofia, como expoente do conhecimento racional pensado de maneira sistemática e surge da necessidade que os gregos tinham de explicar o mundo, os acontecimentos naturais e a relação entre os humanos e a natureza a partir do uso ordenado e sistemático da racionalidade.

Onde surgiu a Filosofia, em que século e quem foi o primeiro filósofo?

a)
Grécia, século III a.C., Platão
b)
Grécia, século VI a.C., Tales de Mileto
c)
Egito, século V a.C., Sócrates
d)
Roma, século IV d.C., Aristóteles
31.

O idealismo platônico é o que há de mais marcante em sua obra. Com base na noção de que o conhecimento das Ideias ou Formas puras, imutáveis e perfeitas é o único conhecimento verdadeiro (obtido pelo intelecto), o filósofo afirmou que o nosso conhecimento sobre a matéria (obtido pelos sentidos) é enganoso.

Quais são as características gerais da Filosofia do filósofo Platão?

a)

A filosofia de Platão se concentra na análise do comportamento animal e defendia a ideia de que a matéria é a única realidade.

b)
A filosofia de Platão é caracterizada pela teoria das ideias, a busca pela justiça, a alegoria da caverna, a imortalidade da alma e a busca pelo bem supremo.
c)

A filosofia de Platão é baseada na teoria da relatividade e defendia a ideia de que a matéria é a única realidade.

d)

Platão defendia a ideia de que a matéria é a única realidade e é baseada na teoria da relatividade

32.

Uma das contribuições mais importantes que encontramos em República é a doutrina da tripartição da alma. Nesse argumento, a alma é dividida em três partes: racional (λογιστικόν), irascível (θυμοειδής) e apetitiva (ἐπιθυμητικόν). Platão argumenta que o logistikon seria a menor parte da alma (como os governantes seriam a menor população da República), mas que, no entanto, uma alma só pode ser declarada justa se todas as três partes concordarem que o logistikon deva reger.

Quais as características gerais da teoria da alma tripartite do filósofo Platão?

a)
A alma é dividida em duas partes: racional e irracional.
b)
A alma é imortal e não possui divisões.
c)
A alma é dividida em três partes: racional, irascível e apetitiva.
d)
A alma é composta apenas pela parte racional.
33.

Platão propôs uma teoria segundo a qual todas as coisas que apreendemos por meio dos sentidos são cópias de Ideias perfeitas e imutáveis que existem em outro plano de existência: o Mundo das Ideias; o problema do ser: o ser de uma coisa é a essência dessa coisa, e encontra-se no Mundo das Ideias.

Que relação Platão fazia entre o MUNDO DAS IDEIAS e o MUNDO NATURAL?

a)

Platão defendia que o Mundo Natural e o Mundo das Ideias eram idênticos. Porém, o Mundo Natural era uma cópia perfeita do Mundo das Ideias.

b)

O Mundo das Ideias era considerado por Platão como uma ilusão sem importância. Já o Mundo Natural era perfeita e real.

c)
Platão via o Mundo das Ideias como a verdadeira realidade, enquanto o Mundo Natural era uma cópia imperfeita dessas Ideias.
d)

Platão acreditava que o Mundo Natural era superior ao Mundo das Ideias. O Mundo Natural era uma cópia perfeita dessas Ideias.

34.

Platão acreditava que a essência da realidade não se encontra nas experiências do dia a dia. Já Aristóteles acreditava que o mundo cotidiano era mais autêntico em comparação com o mundo das ideias proposto por Platão. Aristóteles baseava o seu trabalho filosófico nos seus conhecimentos morais.

Qual a diferença entre as teorias de Platão e de Aristóteles?

a)
Platão foca na observação empírica, enquanto Aristóteles na abstração.
b)
Aristóteles ignora a realidade concreta em suas teorias.
c)
Platão enfatiza o mundo das ideias, enquanto Aristóteles foca na realidade concreta.
d)
Platão e Aristóteles concordam sobre a natureza das ideias.
35.

Para Aristóteles, todo conhecimento principia com os sentidos ou as sensações (aisthesis), de maneira que não há “nada no intelecto que não estivesse antes nos sentidos”: a sensação, portanto, não é o engano ou a mentira, como dizia Platão.

Como Aristóteles explicava a produção e aquisição do conhecimento racional?

a)
Aristóteles acreditava que o conhecimento racional é adquirido através da experiência sensorial e da razão.
b)
Aristóteles afirmava que a razão é irrelevante para a aquisição do conhecimento.
c)
Ele acreditava que o conhecimento racional é adquirido apenas através da leitura de textos.
d)
Aristóteles defendia que o conhecimento é inato e não depende da experiência.