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Classificações de Estoques

Classificações de Estoques

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ALEXANDRE SILVA

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28 Slides • 0 Questions

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media

A classificação é o processo de aglutinação de materiais por

características

semelhantes.

Grande

parte

do

sucesso

no

gerenciamento de estoques depende fundamentalmente de bem
classificar os materiais da empresa. Assim, o sistema classificatório
pode servir também, dependendo da situação, de processo de seleção
para identificar e decidir prioridades

Classificação de Materiais

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2 . ATRIBUTOS PARA CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS

2.1. Abrangência

Deve tratar de uma gama de características em vez de reunir

apenas materiais para serem classificados.

2.2. Flexibilidade

Deve permitir interfaces entre os diversos tipos de classificação,

de modo que se obtenha ampla visão do gerenciamento de estoques.

2.3. Praticidade

A classificação deve ser direta e simples.

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Tipo de
demanda

Materiais não

de estoque

Materiais
de estoque

Valor do

consumo anual

Importância
operacional

A

B

C

X

Y

Z

Classificação por tipo de demanda

Classificação de Materiais

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3. TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO

Para atender às necessidades de cada empresa, é necessária uma

divisão que norteie as várias formas de classificação. Como existem vários
tipos, a classificação deve ser analisada no todo, em conjunto, visando
propiciar decisões e resultados que contribuam para atenuar o risco de
falta.

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3.1 POR TIPO DE DEMANDA

3.1.1 MATERIAIS DE ESTOQUE

São materiais que devem existir em estoque e para os quais

são

determinados

critérios

eparâmetros

de

ressuprimento

automático, com base na demanda prevista e na importância para a
empresa.

Os critérios de suprimentos fixados para esses materiais

possibilitam a renovação do estoque sem a participação do usuário.

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Os materiais de estoque são classificados:

a. Quanto a aplicação:

a1. Materiais produtivos: Compreendem todo e qualquer material ligado direta ou
indiretamente ao processo de fabricação. Exemplos: matérias- primas, produtos em
fabricação, produtos acabados;

a2.Matérias -primas: materiais básicos e insumos que constituem os itens iniciais e
fazem parte do processo produtivo da empresa;

a3.Produtos

em

fabricação:

também

conhecidos

como

materiais

em

processamento, são os que estão sendo processados ao longo do processo produtivo
da empresa. Não se encontram no almoxarifado porque já não são matérias - primas
iniciais, nem podem estar na expedição porque ainda não são produtos acabados.

a4.Produtos acabados: são os produtos constituintes do estágio final do processo
produtivo; portanto; já prontos.

a5.Materiais de manutenção: materiais de consumo, com utilização repetitiva,
aplicados em manutenção;

a6.Materiais improdutivos : compreende todo e qualquer material não incorporado
às características do produto fabricado. Exemplos: materiais para limpeza, de
escritório etc;

a7.Materiais de consumo geral: Materiais de consumo, com utilização repetitiva,
aplicados em diversos setores da empresa, para fins que não sejam de manutenção;

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b. Quanto ao valor de consumo anual: é fundamental para o sucesso do
processo de gerenciamento de estoques que se separe o essencial do
acessório, voltando nossas atenções para o que realmente é importante
quanto a valor de consumo. Para tanto, conta -se com a ferramenta Curva
ABC ou Curva Pareto, método pelo qual se determina a importância dos
materiais em função do valor expresso pelo próprio consumo em
determinado

período.

Não

érecomendado

analisar

acurva

ABC

isoladamente, devendo - se estabelecer uma interface com a importância
operacional. Assim os materiais são classificados em A,B ou C de acordo
com a curva ABC de consumo anual;

b1. Materiais A : Materiais de grande valor de consumo;

b2. Materiais B: Materiais de médio valor de consumo;

b3. Materiais C: Materiais de baixo valor de consumo. Em virtude da
importância que essa classificação representa, apresentamos adiante no
item 4 a metodologia de cálculo da Curva ABC, bem como suas origens
históricas

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c. Quanto a importância operacional: a maioria dos órgão de gestão baseia
suas análises de ressuprimento e define as quantidades de reposição por meio
de resultados referentes aos consumos históricos e tempos necessários para
recompor os níveis de estoque. Esse tratamento matemático não diferencia os
diversos materiais de estoque e não considera sua individualidade, com
exceção para matérias primas, por terem suas demandas suportadas por
programas de produção e vendas.

Todavia,

existem

materiais

que,

independentemente

de

fraco

consumo, poderão, caso venham a faltar, prejudicar seriamente a continuidade
de produção de uma empresa ou ainda, por exemplo, trazer sérios riscos de
poluição ambiental e segurança industrial, tornando o custo da falta mais
oneroso do que o custo do investimento em estoque. Dessa forma, adota -se a
classificação

da

importância

operacional,

visando

identificar

materiais

imprescindíveis ao funcionamento da empresa;

c1. Materiais X: materiais de aplicação não importante, com possibilidade de
uso similar existente na empresa;

c2. Materiais Y: materiais de importância média, com ou sem similar na
empresa;

c3. Materiais Z: materiais de importância vital sem similar na empresa, cuja
falta acarreta a paralisação de uma ou mais fases operativas.

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3.1.2 MATERIAIS DE NÃO ESTOQUE

São materiais de demanda imprevisível para os quais não são

definidos parâmetros para o ressuprimento automático.

A inexistência de regularidade de consumo faz com que a aquisição

desses materiais somente seja efetuada por solicitação direta do usuário, na
oportunidade em que se constate a necessidade deles.

Os materiais não de estoque devem ser comprados para utilização

imediata e são debitados no centro de custo de aplicação. Poderão ser
comprados para utilização posterior, em período determinado pelo usuário,
ficando, nesses casos, estocados temporariamente no almoxarifado

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3.2 MATERIAIS CRÍTICOS

Classificação pertinente a empresas industriais. São materiais de

reposição específica de um equipamento ou de um grupo de equipamentos
iguais , cuja demanda não é previsível e cuja decisão de estocar é tomada
com base na análise de risco que a empresa corre, caso esses materiais não
estejam disponíveis quando necessário. Utilizando linguagem comum,
material critico é como seguro de vida: todos têm mas não querem utiliza -
lo. Por serem sobressalentes vitais de equipamentos produtivos, devem
permanecer estocados até sua utilização, não estando, portanto, sujeitos ao
controle de obsolescência. O próprio conceito induz que deve haver
pouquíssimos materiais críticos cadastrados. Como identifica - los ,então?

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Material importado
Existência de um único fornecedor
Escassez no mercado
Material estratégico
De difícil fabricação ou obtenção
Material de elevado valor
Material com elevado custo de armazenagem
Material com elevado custo de transporte
Material perecível
Material de alta periculosidade
Material de elevado peso
Material de grandes dimensões
Material com utilização de difícil previsão
Material de reposição de alto custo
Material para equipamento vital da produção

Por problemas de obtenção

Por razões econômicas

Por problemas de armazenagem
e transporte

Por problemas de previsão

Por razões de segurança

Razões para a existência de materiais críticos.

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Classificação de Materiais

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3.3 PERECIBILIDADE

O

critério

de

classificação

pela

probabilidae

ou

não

de

perecimento não exprime o sentido único

e exclusivo etimológico do

vocábulo, qual seja, extinguir o desaparecimento das propriedades físico -
químicas do material. Muitas vezes, o fator tempo influencia na
classificação;assim, a empresa adquire determinado material para ser
utilizado em data oportuna, e, se porventura não houver consumo, sua
utilização poderá não ser mais necessária, o que inviabiliza a estocagem
por longos períodos.

Existem recomendações quanto a preservação dos materiais e sua

adequada embalagem para proteção à umidade, oxidação, poeira, choques
mecânicos, pressão etc.

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A adoção de classificação por perecimento permite, entre

outras, as seguintes medidas:

a.

Determinar lotes de compra mais racionais, em função do

tempo de armazenagem permitido;

b. Programar revisões periódicas para detectar falhas de

estocagem, visando corrigi - las e baixar materiais sem condições de
utilização;

c.

Selecionar

adequadamente

os

locais

de

estocagem,

utilizando técnicas adequadas de manuseio e transporte de materiais;
bem como transmitir orientações aos funcionários envolvidos quanto
aos cuidados a serem observados.

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Para aprimorar o gerenciamento, pode-se classificar os materiais

perecíveis como segue:

a. Pela ação higroscópica: materiais que possuem grande afinidade com o vapor
de água e podem ser retirados da atmosfera. Exemplos: sal marinho, cal virgem
etc.

b. Pela limitação do tempo: materiais com prazo de validade claramente definido.
Exemplos: remédios, alimentos etc.

c. Instáveis: produtos químicos que se decompõem ou se polimerizam
espontaneamente ou têm outro tipo de reação na presença de algum material
catalítico ou puro. Exemplos: peróxido de éter, óxido de etileno etc.

d. Voláteis: produtos que se reduzem a gás ou vapor, evaporando naturalmente e
perdendo -se na atmosfera. Exemplo: amoníaco.

e. Por contaminação pela água: materiais que se desagradam pela adição direta
de água. Exemplo: óleo para transformadores.

f. Por contaminação por partículas sólidas: materiais que, em contato com
partículas sólidas, como areias e poeiras, poderão perder parte de suas
características físicas e químicas. Exemplo: graxas.

g. Pela ação da gravidade: materiais que, estocados deforma incorreta, podem
sofrer deformações: Exemplos: eixos de grande comprimento:

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h. Por queda, colisão ou vibração: engloba os materiais de grande
fragilidade ou sensibilidade. Exemplos: cristais, vidros, instrumentos de
medição etc.

i. Pela mudança de temperatura: materiais que perdem suas características
para aplicação, se mantidos em temperatura diferente da requerida.
Exemplos: selantes para vedação, anéis de vedação em borracha etc.

j. Pela ação da luz: materiais que desagradam por incidência direta da luz.
Exemplo: filmes fotográficos;

k. Por ação da atmosfera agressiva: materiais que sofrem corrosão quando
em contato com atmosfera com grande concentração de gases ou vapores. A
corrosão atmosférica pode ocorrer principalmente por vapores de água e
ácidos, como sulfúrico, fosfórico, nítrico, sais, cloro, flúor etc.

l. Pela ação de animais: materiais sujeitos ao ataque de insetos e outros
animais, durante a estocagem. Exemplos: grãos, madeiras, pele de animais
etc.

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3.4 PERICULOSIDADE

A adoção

dessa

classificação

visa

aidentificação

de

materiais, como, por exemplo, produtos químicos e gases, que, por
suas características físico - químicas, possuam incompatibilidade com
outros, oferecendo riscos à segurança.

A adoção dessa classificação será de muita utilidade quando

do manuseio, transporte e armazenagem de materiais ai incluídos.

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3.5 POSSIBILIDADE DE FAZER OU COMPRAR

Esta classificação visa determinar quais os materiais que poderão

ser recondicionados, fabricados internamente ou comprados.

O material é considerado recondiconável quando, após a utilização

pode ser beneficiado e novamente utilizado sem diminuição de suas
qualidades.

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Deve-se entender que a recuperação de uma material deve ter custo inferior
ao da compra de um novo item.

a) Fazer internamente: são materiais que são fabricados na empresa;

b) Comprar: são materiais que devem ser adquiridos no mercado,para os
quais há possibilidade de fabricação na empresa;

c) Decidir por fazer ou comprar: são materiais que estão sujeitos a análise
de fazer internamente ou comprar, por ocasião do ressuprimento;

d)Recondicionar: são materiais passíveis de recuperação que devem ser
recondicionador após desgaste e uso, não devendo ser comprados ou
fabricados internamente.

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3.6 TIPOS DE ESTOCAGEM

a . Estocagem permanente: materiais para os quais foram

aprovados

níveis

de

estoque

com

parâmetros

de

ressuprimento

estabelecidos para renovação automática do estoque, devendo sempre
existir saldo no almoxarifado.

b . Estocagem temporária: materiais que não sejam de estoque,

que necessitam ficar estocados no almoxarifado durante determinado
tempo até sua utilização.

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3.7 DIFICULDADE DE AQUISIÇÃO

Para efeito desta classificação, deve-se considerar apenas as

características intrínsecas da obtenção difícil, deixando -se de lado as
extrínsecas, como excesso de burocracia, pobreza de especificações,
recursos humanos não qualificados ou falta de poder de decisão do
órgão

de

compras,

os

quais

refletem

problemas

internos

de

organização da empresa

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media

Assim as dificuldades intrínsecas na obtenção de materiais

podem provir de:

a.Fabricação

especial:

envolve

encomendas

especiais

com

cronogramas de fabricação longos, acompanhamento e inspeções nas
diversas fases da fabricação, fabricações pioneiras, materiais de pesquisa
etc;

b . Escassez no mercado: os materiais, em razão da pouca oferta, podem
colocar em risco o processo industrial;

c . Sazonalidade: a oferta sofre alterações em diversas épocas do ano;

d . Monopólio ou tecnologia exclusiva: existe a dependência de um
único fornecedor;

e . Logística sofisticada: os materiais necessitam de transporte especial
ou os locais de retirada ou entrega são de difícil acesso;

f . Importações: algumas vezes, independentemente dos entraves
burocráticos, os materiais a serem importados dependem de liberação de
verbas ou financiamento externos.

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media

Quanto a dificuldade de aquisição, os materiais também podem

ser classificados em:

a . F- fácil aquisição

b . D- difícil aquisição.

Alguns benefícios proporcionados pela classificação “dificuldade

de aquisição”:

a . Dimensionar os níveis de estoque;

b . Subsidiar aos gestores de estoque para a seleção do método a

ser adotado para o ressuprimento;

c. propiciar maior experiência aos compradores em materiais

com maior grau de dificuldade;

d . Propiciar maior experiência aos diligenciadores, pois tais

materiais necessitam de ações ágeis e prioritárias.

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3.8 MERCADO FORNECEDOR

Esta

classificação

está

muito

ligada

àanterior

a

complementa - a assim, temos:

a . Mercado nacional: materiais fabricados no próprio país;

b . Mercado estrangeiro: materiais fabricados fora do país, mesmo
que o fornecedor esteja aqui sediado;

c. Materiais em processo de nacionalização: materiais para os quais
se estão desenvolvendo fornecedores nacionais.

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QUADRO SINÓPTICO DOS TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO

Classificação

Objetivo

Vantagem

Desvantagem

Aplicações

Valor de consumo

Materiais de maior
consumo (valor)
Método ABC.

Demonstra os mate-
riais de grande in-

vestimento no

estoque.

Não fornece análise
da importância ope-
racional do material.

Fundamental.Deve
ser utilizada em com-
junto com “impor-
tância operacional”.

Importância
operacional

Importância dos
materiais para o
funcionamento da

empresa

Demonstra os mate-

riais vitais para a

empresa.

Não fornece análise

econômica dos

estoques.

Fundamental. Deve
ser utilizada em con-
junto com “valor de

consumo”.

Perecibilidade

Se o material é
perecível ou não

Identifica os materiais

sujeitos à perda por

perecimento, facilitando

armazenamento e

movimentação

Básica. Deve ser utilizada
com a classificação de

“periculosidade”.

Periculosidade

Grau de periculosidade

do material.

Determina incompatibilidade

com outros

materiais, facilitando

armazenamento e

movimentação

Básica. Deve ser utilizada

com a classificação de

“perecibilidade”.

Possibilidade de
Fazer ou comprar

Se o material deve ser
comprado, fabricado

internamente ou
recondicionado.

Facilita a organização da

programação e planejamento

de compras.

Complementar para os

procedimentos de compra.

Dificuldade de aquisição

Materiais de fácil e
difícil aquisição.

Agiliza a reposição

dos estoques

Complementar para os

procedimentos de compra.

Complementar para os

procedimentos de compra.

Mercado fornecedor

Origem dos materiais
(nacional ou importado)

Auxilia a elaboração

dos programas de

importação.

Figura 2.5 Quadro sinóptico dos tipos de classificação

27

media

C
L
A
S
S
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O

Quanto ao tipo de

demanda

Quanto a

perecibilidade

Quanto a

periculosidade

Quanto a

possibilidade de lazer

ou compras

Quanto ao tipo de

estocagem

Quanto a dificuldade

de aquisição

Quanto ao mercado

fornecedor

Materiais
de estoque

Materiais

não de estoque

Quanto a
aplicação

Quanto ao valor
do consumo anual

Materiais críticos

Materiais
produtivos

Materiais

improdutivos

Matérias primas

Produtos em fabricação

Produtos acabados

Materiais de manutenção

Materiais de
consumo geral

Materiais A

Materiais C

Materiais B

Quanto a importância

operacional

Materiais Y

Materiais X

Materiais Z

Fazer

internamente

Comprar

Decidir por lazer

ou compras

Recondicionar

Estocagem
permanente

Estocagem
temporária
Figura 2.6 Hierarquia dos tipos de classificação

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A classificação é o processo de aglutinação de materiais por

características

semelhantes.

Grande

parte

do

sucesso

no

gerenciamento de estoques depende fundamentalmente de bem
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pode servir também, dependendo da situação, de processo de seleção
para identificar e decidir prioridades

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