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Aula 2 - juventude e música brasileira

Aula 2 - juventude e música brasileira

Assessment

Presentation

Philosophy

11th Grade

Practice Problem

Easy

Created by

Prof. LUIS ROSA

Used 3+ times

FREE Resource

22 Slides • 7 Questions

1

media

Juventudes e a música brasileira

a partir de 1968

História

3obimestre – Aula 02
Ensino Médio

2

media


Juventudes e ditadura civil-militar;


Movimentos de resistência
estudantil.


Analisar e compreender o período
da ditadura militar e os movimentos
culturais juvenis de contracultura
desse período a partir do cenário
musical brasileiro.

3

Habilidade: (EM13CHS205) Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

4

Fill in the Blank

Qual é o principal tema da aula de hoje?

5

media

Você gosta de música? Há alguma
canção que considere um “protesto”
contra algo na sociedade que discorde?

Existe alguma música que explicite seu posicionamento político e suas
demandas, tendo em vista a concepção de mundo que acredita?

Qual seria essa música? Exponha e
apresente aos colegas seus argumentos!

“A vida não se resume em festivais”, disse

Geraldo Vandré no palco do Maracanãzinho, diante de 20 mil pessoas que vaiavam a

decisão do júri.

Geraldo Vandré no III Festival Internacional da

Canção, de 1968. Imagem: Jornal da USP

VIREM E

CONVERSEM

5 MINUTOS

6

Open Ended

Escreva nome de músicas que você gosta:

7

media

A música sempre esteve muito ligada à
juventude. Ela pode representar insatisfação política, amores, alegria e mesmo rebeldia.
Na década de 1960, isso tornou-se muito
evidente, já que existiam diversos estilos
musicais que refletiam o que eram aqueles anos e quais eram seus desafios.
Em abril de 1965 foi realizado o primeiro
festival de música popular brasileira

transmitido pela TV Excelsior. Os festivais
reuniam milhares de jovens que entoavam as canções competidoras e lutavam por elas, considerando-as um reflexo e uma reflexão acerca da sociedade em que viviam. Esses jovens, tinham “urgência de Revolução, da liberdade, urgência de realidade e de ação”.

A música e os anos de 1960

Cynara e Cybele, entre Tom Jobim e Chico

Buarque, interpretam a música Sabiá, vencedora
do III Festival Internacional da Canção – Foto: AE

CONTINUA

8

Multiple Choice

Em que ano foi realizado o primeiro festival de música popular brasilera?

1
1970
2
1980
3
1965
4
1950

9

Multiple Choice

Qual era o objetivo dos festivais de músca popular brasileira?

1
O objetivo dos festivais de música popular brasileira era promover a música nacional, incentivar novas composições, revelar talentos e servir como forma de protesto e resistência cultural.
2
Os festivais de música popular brasileira tinham como objetivo principal promover artistas internacionais
3
O objetivo dos festivais de música popular brasileira era apenas entretenimento, sem nenhum propósito cultural
4
Os festivais de música popular brasileira visavam exclusivamente lucrar com a venda de ingressos

10

media

O Golpe de 1964, que depôs o
presidente João Goulart, marcou o fim de um período democrático na história da República brasileira.

Convocados pelos interesses dos
grandes grupos econômicos e pela
influência dos principais meios de
comunicação, os líderes militares, com respaldo direto do governo dos Estados Unidos, violaram a constituição e mergulharam o Brasil em 21 anos de opressão e esistência, os anos da ditadura civil-militar (1964 – 1985).

O Golpe

Caça ao estudante na Cinelândia, Sexta-feira
Sangrenta, Rio de Janeiro, jun.1968. Fotografia

Evandro Teixeira.

CONTINUA

11

Multiple Choice

Qual é o nome do presitente brasileiro deposto pela ditadura militar em 1964

1
Fernando Henrique Cardoso
2
Juscelino Kubitschek
3
Getúlio Vargas
4
João Goulart

12

media

Discurso de Vladimir Palmeira na Passeata

dos Cem Mil.

Disponível em:

https://memorialdademocracia.com.br/ajax_audio_extra_i

tem/609 Acesso em: 5 maio 2024.

Vladimir Palmeira discursando durante a

passeata dos Cem Mil.

Acervo CPDoc. Jornal do Brasil.

A gente precisa ficar sabendo de uma vez por todas que eles sempre vão apelar para a violência. E ai de nós se nós não nos prepararmos para essa violência.”

Vladimir Palmeira

Ouça:

CONTINUA

13

Multiple Choice

gente precisa ficar sabendo de uma vez por todas que eles sempre vão apelar para a violência. E ai de nós se nós não nos prepararmos para essa violência.”. Essa frase foi feita na passeata:

1
Caras Pintadas
2

Cem mil

3
Fora Collor
4
Diretas Já

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media

No plano cultural, os anos de 1960
foram marcados por movimentos de
renovação cultural e artística, com a
emergência do Teatro de Arena, do
Cinema Novo e do Tropicalismo, que
influenciaram não só a produção
cultural brasileira, mas também
projetaram a cena internacional.

Jovens se mobilizaram contra a
ditadura militar, participando de
movimentos estudantis, sindicais e populares.

Houve uma série de manifestações e
protestos contra o regime que foram
severamente reprimidos com violência
pelas autoridades.
A banda Os Mutantes, formada por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Fotografia

de 1969. Arquivo Nacional.

CONTINUA

16

media

Assista ao vídeo do Maracanãzinho quando foi entoada a música “Para não dizer que não falei das flores”, escrita pelo cantor e compositor brasileiro Geraldo Vandré.
Depois disso, reflita sobre os jovens, a música e a
relação com o governo autoritário e responda:


Qual é o tema principal da música? Por que, à época,
a música de Geraldo Vandré, “Pra não dizer que não
falei das flores”, tornou-se um hino da juventude?
Qual é a relação com a ditadura civil-militar no Brasil?

Assista!

Geraldo Vandré (ao vivo no Maracanãzinho) –

“Para não dizer que não falei das flores”.

10 MINUTOS

DE SURPRESA

Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=wkEGNgib2Yw

Acesso em: 20 jun. 2024.

Em dupla, assista ao vídeo e analise o texto no slide a seguir:

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18

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TEXTO I – A cena musical na ditadura brasileira

‘A vida não se resume em festivais’, disse Geraldo Vandré no palco do Maracanãzinho,
diante de 20 mil pessoas que vaiavam a decisão do júri. A multidão estava inconformada com a derrota de sua canção Caminhando (Para não dizer que não falei das flores) para a bela Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim, interpretada por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. [...] Mas o ano de 1968 tinha urgências, inclusive urgências musicais.
Tinha urgência da Revolução, urgência da liberdade, urgência da juventude, urgência de realidade e de ação. As canções daquele ano também tinham que ser urgentes [...]. Não podiam ficar limitadas a cantar o futuro, cantar para esperar o futuro, cantar enquanto o futuro não chega. [...] Precisava de uma canção urgente que anunciasse que “o dia de glória (revolucionária) chegou” [...]. Efetivamente, o ano de 1968 esticou ao máximo o fio ilusório de continuidade histórica, numa tensão máxima entre sonhos utópicos e realidades massacrantes [...] o AI-5 no Brasil acabou com a ‘Primavera da Juventude’ e suas utopias revolucionárias no auge das mobilizações.

NAPOLITANO, 2018. JORNAL DA USP

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Muitos jovens ligados aos movimentos estudantis, críticos ao regime ditatorial, viam nas canções a materialização de utopias, de um presente diverso do vivido, como um hino, uma voz; nesse sentido, a música de Geraldo Vandré revelava a urgência que a geração almejava – “esperar não é saber”. “Caminhando e cantando”, remete diretamente a imagzm de uma passeata ou um protesto público e, esperar o futuro, como sugere a melancólica “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim, canção vencedora, não era o almejado. Assim sendo, os festivais de música propiciaram às juventudes daquele período um “ato de rebeldia” com o intuito de promover rupturas, contestando o regime.
Nesse contexto da ditadura civil-militar, no qual os festivais foram realizados, os jovens sentiam-se representados pela música e pelos artistas que traziam protestos e engajamentos políticos em suas canções, ainda que limitados após a instituição do Ato Institucional Nº 5, citado pelo texto.

Correção


Qual é o tema principal da música? A que ela faz referência? Por que, à época, a música de Geraldo Vandré, “Pra não dizer que não falei das flores”, tornou-se um hino da juventude? Qual é a relação com a ditadura civil-militar no Brasil?

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media

Sincrético e inovador, o tropicalismo foi
uma mistura aberta e incorporadora que
combinou elementos de rock, bossa nova,
samba, rumba, bolero e baião.
Sua influência quebrou as rígidas barreiras
culturais que persistiam no país,
desafiando dicotomias como pop versus
folclore, alta cultura versus cultura de
massa e tradição versus vanguarda.
Essa abordagem estratégica aprofundou o
contato com formas populares de
expressão, ao mesmo tempo que adotou
posturas experimentais consideradas
arrojadas para a época.

Tropicália: o movimento que

marcou a cultura nacional

Agência Brasil (Adaptado).

Tropicália ou Panis et Circencis é um álbum de estúdio
lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil,
Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé em julho de 1968.

CONTINUA

21

media

A performance das músicas “Alegria, Alegria” e “Domingo
no Parque”, em 21 de outubro de 1967, durante a final do
III Festival Record, marcou o início de uma série de
experimentações que abriram caminho para uma nova
compreensão da música brasileira.
Essas inovações estéticas foram desenvolvidas nos
álbuns subsequentes dos músicos Gilberto Gil e Caetano
Veloso, assim como na obra coletiva Tropicália ou Panis
Et Circencis, o manifesto fonográfico lançado no ano
seguinte às apresentações no Festival da Record.
O clima tropicalista tomou conta do Brasil e a agitação
continuou até dezembro de 1968, quando Caetano e Gil
foram presos e, meses depois, forçados ao exílio.

Agência Brasil (Adaptado).

Caetano Veloso no III Festival da Música Popular

Brasileira, 1967. Gilberto Gil nos anos 1960.

Arquivo Nacional.

CONTINUA

22

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Assista!

Esse período marcou o início da fase
mais repressiva da ditadura militar (1964-
1985), com a implantação do Ato
Institucional (AI-5).

A repressão não poupou os trabalhos
dos tropicalistas, que naquela época
alcançavam seu ápice com um programa
semanal na TV Tupi, emissora que
encerrou suas atividades em 1980.

Na época do surgimento do movimento
tropicalista, o cenário musical do país era
dominado pelas canções politizadas e de
protesto da chamada Música Popular
Brasileira (MPB).

Tropicália 50 anos. Agência Brasil.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8rUaGwUqdmI

Acesso em: 20 jun. 2024.

Agência Brasil (Adaptado).

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Para saber mais

Projeto Tropicália (Por Ana de Oliveira).

Disponível em: http://tropicalia.com.br/?s= Acesso em: 20

jun. 2024.

Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=W0dTR

irXEtU Acesso em: 20 jun. 2024

Disponível em

https://www.youtube.com/watch?v=JlxDwgx8Lds&t=2

69s Acesso em: 20 jun. 2024.

Analise as letras das canções!

Trailer: Uma noite em 67.
Documentário. Direção: Ricardo
Calil, Renato Terra. Brasil, 2010.

Conheça!

Assista!

Memorial da Democracia. 21 anos de

resistência e luta.

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Como as músicas e, consequentemente os valores
difundidos por elas, ajudaram a
promover transformações políticas e de comportamento da sociedade no contexto da jdécada de 1960, almejados pelas uventudes? Hoje isso ainda é possível?

DISCUSSÃO

DISCIPLINADA

NAPOLITANO, 2022.

Leia o fragmento de texto e discuta com seus colegas:

Lembrando: Contracultura foi um movimento

das juventudes de questionamento e

negação da cultura vigente, que buscava

quebrar tabus e contrariar normas e padrões

culturais que dominavam a sociedade.

Ao longo da década de 1960, à medida que se intensificava a influência da contracultura no Brasil, os elementos de crítica sugeridos pelo tropicalismo se aprofundaram e se estenderam de forma a abranger diferentes setores sociais, especialmente por meio da indústria cultural, que tinha como principais veículos de difusão a televisão, o cinema, o rádio e as revistas periódicas. Temas, até então considerados tabu ou mesmo proibidos, passaram a ser amplamente discutidos, tais como igualdade entre os sexos, a liberação feminina entre outros [...]. Ser “jovem” foi a grande invenção dessa geração”.

28

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Refletimos sobre o papel dos
jovens em movimentos políticos;


Exploramos os eventos que
marcaram o início da ditadura militar;


Estudamos os movimentos
culturais juvenis da contracultura nos anos 1960 no cenário musical brasileiro;


Discutimos o papel da música no movimento de politização da cultura.

Finalistas do Festival da Record, 1967.

Revista Manchete n° 811 - 4/11/1967. Foto: José Castro.

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Quais foram os temas abordados na aula de hoje?

media

Juventudes e a música brasileira

a partir de 1968

História

3obimestre – Aula 02
Ensino Médio

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