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Aula 03 e 04 - Movimentos juvenis da década de 1960 I

Aula 03 e 04 - Movimentos juvenis da década de 1960 I

Assessment

Presentation

History

11th Grade

Practice Problem

Easy

Created by

Prof. LUIS ROSA

Used 3+ times

FREE Resource

33 Slides • 22 Questions

1

media

Os movimentos juvenis da década de

1960: os direitos civis nos EUA

História

3obimestre – Aula 03
Ensino Médio

2

media


O movimento negro nos EUA.

Compreender o contexto dos
movimentos juvenis da década de 1960
e relacioná-lo a fatos atuais;


Analisar os movimentos de juventude
estadunidense no contexto da luta
contra o racismo, a segregação racial,
bem como pelos direitos civis.

3

​Habilidade: (EM13CHS205) Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

4

Fill in the Blank

5

media

Juventude em ação!

Observe a fotografia ao lado:

Temos algumas crianças e jovens
realizando um gesto popularizado pelo
Partido dos Panteras Negras como um dos símbolos da luta contra o racismo.
Considerando a faixa etária das pessoas da imagem e o contexto estadunidense da década de 1960, discuta com seus colegas:

DE SURPRESA!

De quais formas o Partido dos Panteras Negras poderia atrair e engajar jovens? E como eles contestariam o “mundo dos adultos”?

5 MINUTOS

​Jovens realizam gesto da luta antirracista.

6

Fill in the Blank

7

media

Um pouco da década de 1960 nos Estados Unidos

O Partido dos Panteras Negras foi fundado em 1966,
quando Huey Newton estava em seus 24 anos e Bobby
Seale com 30. Eles, portanto, eram jovens que estavam
insatisfeitos com o “mundo dos adultos” imposto a eles e a outras pessoas negras do país.

Esse mundo era marcado pelos efeitos de um racismo que tinha como aliadas as leis da época. As Leis Jim Crow, vigentes nos EUA de 1877 até os anos 1960, legalizaram o racismo e a segregação racial por mais de 70 anos.

Imagem da novela gráfica de The Black Panther Party: A Graphic

Novel History retrata os líderes do partido Huey P. Newton,
Bobby Seale e Kathleen Cleaver. Marcus Kwame Anderson.

CONTINUA

8

media

O Partido dos Panteras Negras desempenhou um papel importante na mobilização da juventude negra durante os anos de 1960 e 1970. Eles combinavam um discurso forte de reação aos efeitos do racismo e uma identidade visual própria que atraía e engajava jovens.
O grupo proclamava o orgulho racial e, assim, inspirava os jovens a se verem como agentes de mudança, defendendo o direito de estarem “a salvo” dos efeitos do racismo estadunidense.

Estética e o discurso: questionando a imposição do racismo

Além disso, esses jovens organizavam ações comunitárias de saúde, educação e alimentação para a comunidade negra das cidades de Oakland-San Francisco, Nova York, Chicago, Los Angeles, Seattle e Filadélfia.
O uso de boinas negras, jaquetas de couro, calças pretas e óculos de sol, que eram marcas visuais do grupo, criava uma imagem impositiva, o que também atraía os jovens.

Jovens do Partido dos Panteras

Negras enfileirados.

É importante destacar que outros sujeitos

históricos atuavam nesse contexto!

CONTINUA

9

Open Ended

De quais formas o Partido dos Panteras Negras poderia atrair e engajar jovens? E como eles contestariam o “mundo dos adultos”?

10

media

Aos 28 anos, Angela Davis se filiou ao
Partido dos Panteras Negras por um
curto período.

Além da pauta comum, o combate contra
o racismo, sua atuação foi
particularmente marcada por levantar
questões relacionadas à mulher negra
e à configuração do sistema penal do
país.

Adotando uma estratégia e focos
distintos, Davis mostra que os jovens
identificavam problemas diferentes e
optavam por agir de maneiras variadas.

Angela Davis: o espaço da
mulher negra no contexto
estadunidense

CONTINUA

Para conhecer um pouco mais sobre as obras e
trajetória pessoal de Angela Davis, clique no link a
seguir:

Artigo

Blog BOITEMPO. Disponível em:

https://encurtador.com.br/spcO7 Acesso em: 25 jun. 2024.

11

Multiple Choice

Principal mulher ativista sobre o racismo nos E.U.A

1

Angela Davis

2

Olympe de Gouge

3

Marie Corrie

4
Harriet Tubman

12

media

O entendimento de que era necessário agir contra o racismo também em âmbito intelectual e uma abertura nas universidades levaram Davis a proferir discursos importantes em prol da luta em espaços de produção do conhecimento.

Os atletas Tommie Smith e John Carlos,
por sua vez, levaram a causa para o
esporte nas Olimpíadas de 1968. Durante a premiação, eles, com apenas um gesto
simbólico, repercutiram ainda mais o
contexto de luta estadunidense.

Angela Davis, filósofa e ativista pelos direitos das mulheres e
contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos. Na

fotografia, Davis (ao centro, sem óculos) entra no Royce Hall na

UCLA, em outubro de 1969, para dar sua primeira palestra.

Tommie Smith e John Carlos realizam o gesto
dos Panteras Negras após vencerem a prova

de 200 metros nas Olimpíadas de 1968.

13

Draw

Desenhe o símbolo de resistência criado pelo moviento contra o racismo na década de 1960.

14

media

Na década de 1960, Martin Luther King Jr.
e Malcolm X emergiram também como
figuras centrais na luta pelos direitos civis
nos Estados Unidos, com abordagens
distintas, mas complementares.

Martin Luther King Jr. defendia a
resistência não violenta e a desobediência
civil; ele liderou inúmeras marchas e
protestos pacíficos, incluindo a Marcha
sobre Washington, em que proferiu seu
icônico discurso.

Malcolm X destacava a necessidade da
autodefesa e a libertação dos negros “por
qualquer meio necessário”, enfatizando o
orgulho racial e a independência dos afro-
americanos.

Martin Luther King Jr e Malcolm X

Martin Luther King Jr e Malcolm X tinham suas
diferenças. Mas, juntos, suas visões e ações

ajudaram a moldar o movimento pelos direitos civis,

ampliando as estratégias e vozes na luta contra o

racismo e a desigualdade.

15

Multiple Select

Principais líderes americano a lutar pelos direitos civis e contra o racismo na década de 1960

1
Martin Luther King Jr.
2
Nelson Mandela
3
Rosa Parks
4
Malcolm X

16

media

Black Power e o soul music: cultura e antirracismo

O movimento Black Power (Poder Negro) nos
Estados Unidos foi uma resposta firme ao racismo, enfatizando o orgulho racial, a autossuficiência
econômica e a criação de instituições políticas e
culturais negras.
Por ser um discurso mais radical, ele foi
identificado a Malcolm X e ao Partido dos Panteras Negras. O movimento defendia a resistência contra a opressão racial e a violência policial, além de promover a valorização da identidade e da herança afro-americana.
O lema tornou-se um chamado à ação para a
comunidade negra, incentivando-a a lutar por seus direitos e a desafiar o racismo institucionalizado. E essa luta implicava a valorização de aspectos
visuais e musicais dos afro-estadunidenses.

O Soul Music foi outro elemento importante na
década de 1960 nos Estados Unidos. James

Brown, por exemplo, ganhou destaque ao

cantar “Say it Loud – I’m black and I’m proud!
(Traduzido como: “Diga alto – Eu sou negro e

orgulhoso”!).

CONTINUA

17

Multiple Choice

O que foi o movimento Black Power?​

1
O movimento Black Power foi uma organização terrorista
2

Foi um movimento social e político que surgiu nos Estados Unidos na década de 1960, com o objetivo de promover a valorização da identidade e dos direitos civis dos afro-americanos.

3
O movimento Black Power foi uma campanha para suprimir os direitos dos afro-americanos
4
O movimento Black Power foi uma iniciativa para promover a segregação racial

18

media

A partir da metade da década de 1970, o movimento
negro no Brasil foi influenciado pelo movimento Black Power dos Estados Unidos. Os sujeitos históricos citados nesta aula serviram de inspiração para muitos grupos brasileiros.
O sloganBlack Power” foi traduzido de diversas
maneiras durante os anos 1970 e teve um impacto
significativo na forma como os negros brasileiros viam sua própria cultura. Esse lema foi crucial para fomentar um sentimento de orgulho e unidade na comunidade negra do país.

Enquanto isso no Brasil...

Toni Tornado é um artista importante e que
ganhou espaço no contexto da década de

1960 no Brasil.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a juventude negra foi influenciada pelo soul, movimento que ficou conhecido como Black Rio. Durante esse período, a comunidade negra no Brasil foi incentivada a adotar uma postura ativa e resistente em relação às questões culturais, sociais e políticas (DOMINGUES, 2007; PEREIRA, 2010).

CONTINUA

19

media

Os esforços incansáveis dos diferentes
atores históricos envolvidos na luta
antirracista nos Estados Unidos resultaram
na aprovação da Lei dos Direitos Civis em
1964, derrubando, do ponto de vista
jurídico/legal, a discriminação racial
sistematizada.
Este, com certeza, foi um marco significativo
para a comunidade afro-americana.
No entanto, apesar das conquistas legais, a
discriminação e o preconceito contra os
negros persistem até os dias de hoje.

Retornando para a luta
antirracista nos Estados Unidos

Lyndon Johnson assina a Lei dos Direitos Civis, em 2

de julho de 1964.

CONTINUA

20

Multiple Choice

O que a Lei dos direitos civis de 1964 nos E.U.A. defendia?

1
Igualdade de direitos civis para todos os cidadãos.
2
Manutenção da discriminação racial
3
Restrição dos direitos civis para minorias
4
Aumento da segregação racial

21

media

Precisamos situar o movimento negro nos Estados Unidos em uma conjectura que produziu
outros movimentos em todo o mundo. O movimento hippie, estudantil e o feminista são
exemplos que questionavam também a configuração dos padrões de aspectos políticos, culturais e sociais. Esses movimentos, assim como o Partido dos Panteras Negras, visavam não apenas a mudanças nas instituições políticas, mas também a uma transformação sobre como o sujeito entende o mundo, ou seja, encarando o racismo e os seus efeitos como algo inaceitável ou não natural. A estratégia adotada por muitos desses movimentos globais incluía ações provocativas e desobediência civil, como as ocupações de espaços públicos e os protestos sit-in do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos (HOLTEY, 2014).

Os movimentos juvenis nos Estados Unidos: outras pautas

CONTINUA

Festival de Woodstock, o cantor e guitarrista Jimmy Hendrix, movimento hippie e protestos contra a
Guerra do Vietnã, nos EUA.

22

Multiple Choice

O que o movimento Hippie nos E.U.A. questionava?

1
Questionava a guerra do Vietnã, o consumismo, o racismo e a repressão social.
2
Questionava a industrialização, a globalização e a democracia representativa
3
Questionava a educação pública, a liberdade de expressão e a igualdade de gênero
4
Questionava a tecnologia avançada, a economia de mercado e a liberdade individual

23

media

A luta continua: mobilização e racismo hoje nos Estados Unidos

O Partido dos Panteras Negras, Angela Davis, Luther
King e Malcolm X abriram espaço para questionarmos a estrutura racista dos Estados Unidos, mas não significou o seu fim.
Em 2020, o movimento contemporâneo Black Lives
Matter mobilizou pessoas contra a injustiça no sistema de justiça criminal e a discriminação sistêmica, que afetava diretamente o cotidiano dos negros no país.
Esse movimento foi iniciado após a morte de George
Floyd durante uma ação policial. Desde então, o Black Lives Matter se espalhou por todo o mundo.

Jovem ergue uma arte com os dizeres “Vidas

negras importam”, das manifestações do

movimento em 2020.

Importante notar que esse movimento levantou questões semelhantes às das do Partido dos Panteras Negras, Luther King, Davis e Malcolm X.

24

Multiple Choice

Qual é o objetivo do moviemento Black Lives
Matter?

1
Aumentar a desigualdade racial
2
Combater o racismo sistêmico e a violência policial contra pessoas negras
3
Defender a segregação racial
4
Promover a supremacia branca

25

media

Considere a citação ao lado, observando os trechos em destaque.

Pobreza, discriminação, segregação, linchamento
e violência policial – tudo isso caracterizava a vida
dos negros dos Estados Unidos nos anos 1950.
Aproveitando as mensagens de liberdade e
prosperidade do discurso oficial e apoiados por
seus aliados brancos, negros de todo o país, tanto
dos estados outrora escravistas do sul quanto dos
do norte, construíram o mais importante
movimento da história dos Estados Unidos, o
'Movimento por Direitos Civis’.

Conferindo à palavra 'liberdade' um novo
sentido de igualdade e reconhecimento de direitos
e oportunidades, conseguiram mudar as relações
raciais, políticas e sociais nos Estados Unidos,
inspirando outros americanos a lutar pelos
seus direitos.”

PURDY, 2008.

(Grifos nossos).

TODO MUNDO

ESCREVE

10 MINUTOS

Como podemos relacionar “liberdade”, as formas de expressão e os discursos apresentados na aula de hoje e a “mudança nas relações raciais, políticas e sociais nos Estados Unidos?

26

media

A luta pela liberdade tem sido central na história dos Estados Unidos, especialmente no contexto da década de 1960. Aqui, “liberdade” significava libertar-se da opressão racial e alcançar igualdade legal, culminando em mudanças significativas, como a Lei dos Direitos Civis de 1964 e a Lei dos Direitos de Voto de 1965.
Além disso, a noção de liberdade impulsionou movimentos culturais e sociais, como o Black Power, que visavam à emancipação cultural e econômica da comunidade negra.
A música tornou-se um meio poderoso de expressão e resistência, com gêneros como o soul e o hip-hop articulando demandas por justiça e igualdade. Portanto, a ideia de liberdade está intrinsecamente ligada à transformação das relações raciais, políticas e sociais nos Estados Unidos, refletindo um contínuo esforço para construir uma sociedade mais justa e igualitária. Ou seja, a luta se dava por meios políticos e culturais.

Correção

Como podemos relacionar “liberdade”, as formas de expressão e os discursos
apresentados na aula de hoje e a “mudança nas relações raciais, políticas e sociais nos Estados Unidos?

27

media

Na imagem ao lado, temos Vinicius Júnior,
jogador da seleção brasileira e do Real Madrid, de 23 anos.
Considerando o contexto histórico em que esse gesto era oriundo e no qual Vinicius Júnior o realiza, discuta com os seus colegas:

Os jovens ainda se engajam em causas sociais? Qual é a importância da mobilização de Vini Jr.?

15 MINUTOS

Vinícius Júnior comemorou gol diante do
Valencia com gesto antirracista (Foto:
Jose Jordan / AFP).

DISCUSSÃO

DISCIPLINADA

28

Multiple Choice

Em que década surgiu o Partido dos Panteras Negras nos Estados Unidos?

1

1950

2

1960

3

1970

4

1980

29

Multiple Choice

Quem foram os fundadores do Partido dos Panteras Negras?

1

Huey Newton e Bobby Seale

2

Martin Luther King Jr. e Malcolm X

3

Frantz Fanon e Che Guevara

4

John F. Kennedy e Lyndon Johnson

30

Multiple Choice

Qual era um dos principais objetivos dos Panteras Negras?

1

Apoiar a segregação racial

2

Promover a autodefesa armada contra a violência policial

3

Apoiar a Ku Klux Klan

4

Defender a supremacia branca

31

Multiple Choice

Qual era um dos principais objetivos dos Panteras Negras?

1

Apoiar a segregação racial

2

Promover a autodefesa armada contra a violência policial

3

Apoiar a Ku Klux Klan

4

Defender a supremacia branca

32

Multiple Choice

Qual era o símbolo adotado pelos Panteras Negras em concordância com o 'black power'?

1

Um punho erguido

2

Uma estrela

3

Uma águia

4

Uma bandeira

33

Multiple Choice

Qual era um dos pontos do 'Programa de Dez Pontos' dos Panteras Negras?

1

Apoiar a segregação racial

2

Isenção do serviço militar para homens negros

3

Promover a supremacia branca

4

Apoiar a violência policial

34

Multiple Choice

Qual foi uma das ações sociais realizadas pelos Panteras Negras?

1

Distribuição de armas

2

Apoio à Ku Klux Klan

3

Distribuição de alimentos para crianças

4

Promoção da segregação racial

35

media

Os movimentos juvenis da década de

1960 – 2aparte

História

3obimestre – Aula 04
Ensino Médio

36

media


Manifestações contra a Guerra do
Vietnã;


A Primavera de Praga na
Tchecoslováquia;


Maio de 1968 na França.


Contextualizar os eventos de 1968
relacionados aos movimentos de
juventude;


Compreender as demandas, os valores
e as demais dimensões das culturas
juvenis no período.

37

media

A partir das imagens, observe e reflita para responder ao que se pede.

VIREM E

CONVERSEM

Quais são as semelhanças e diferenças entre as duas imagens?

O que é possível inferir pela observação das imagens?

Como é possível relacionar as duas imagens?

Imagem 1. Estudantes confrontam policiais em Paris, em 1968. Fotografia AFP.

Imagem 2. A jovem estadunidense, Jan Rose Kasmir, confronta a Guarda Nacional fora do Pentágono durante a marcha

contrária a guerra do Vietnã de 1967. Washington, D.C., EUA, 1967. Foto Marc Riboud/ Magnum Photos.

5 MINUTOS

38

Multiple Choice

O que os movimetnos estudantis de 1968 questionavam?

1

Falta de diversidade cultural, falta de elementos sobre a presença da arte

2

Falta de recursos naturais, falta de materia prima

3

Falta de tecnologia avançada, falta de oposição

4
Autoridade, repressão política, desigualdade social e falta de liberdade de expressão

39

media

Os movimentos juvenis da década de 1960
foram caracterizados pela quebra dos
padrões de valores estabelecidos.
A ideia era romper com limites existentes,
criando novos paradigmas*. O movimento
negou os valores estabelecidos,
aventurando-se na afirmação de novos,
influenciando o mundo por representar um
momento de questionamentos – os
denominados movimentos de contracultura,
expressos nas críticas à Guerra do Vietnã,
na mobilização pelos direitos civis dos
negros nos Estados Unidos, na luta contra o
colonialismo e no desejo por mudanças
sociais e políticas.

Paradigma: padrão já estabelecido; norma, modelo,
exemplo.

A geração dos anos de 1960

Jovens em Praga colocaram uma bandeira da Tchecoslováquia num
tanque soviético.
Fotografia: picture-alliance/dpa/CTK/ L. Hajsky.

A Tchecoslováquia comunista, no ano de 1968,

teve reformas profundas na política com o

denominado “socialismo com rosto humano” que
durou pouco mais de sete meses, uma tentativa

de liberalização do Estado soviético.

CONTINUA

40

Multiple Choice

O que as geraçõe dos anos de 1960 reivindicavam?

1
Aumento de impostos
2
Privatização de empresas públicas
3
Restrição de liberdades individuais
4
Direitos civis, igualdade racial, igualdade de gênero, liberdade de expressão, paz e oposição à Guerra do Vietnã

41

Multiple Choice

O que é paradigma?

1

Um paradigma é um modelo

2
Um paradigma é um estilo de música
3
Um paradigma é um objeto de decoração
4
Um paradigma é um tipo de fruta

42

media

Características:

Negação da prática de partidos tradicionais;

Ex-membros dos partidos formavam novas
organizações;

Os jovens formavam novas organizações
políticas e manifestações em massa;

Sem vinculação partidária e posicionando-se
fora da esfera de poder e organização;

Marca da “cultura-revolta”.

CONTINUA

Comitê de Mobilização Nacional para Acabar com a Guerra
na marcha do Vietnã no Pentágono, 21 de outubro de 1967.
Biblioteca Lyndon B. Johnson.

43

media

Região colonizada
pela França durante o
período imperialista
do século XIX.

FINAL DO
SÉCULO XIX

Ocupada pelos
japoneses, após a
França tentar retomar
seu poder, mas o
movimento de
emancipação já
ocorria.

SEGUNDA
GUERRA MUNDIAL

Tentativa de retomada do
poder pelos franceses. Apoio
dos Estados Unidos
sofrendo uma derrota.
Guerra Fria: região norte do
país era influenciada pelo
comunismo, e a do sul, pelo
capitalismo. O Vietnã do
Norte, o Vietnã do Sul e os
vietcongues (resistência
socialista no Sul).

GUERRA FRIA
(A partir de 1954)

Acordos para a retirada das
tropas armadas dos
Estados Unidos. Tropas do
Vietnã do Norte ocuparam
Saigon, que foi renomeada
como Ho Chi Minh
reunificação como um país
socialista.

A Guerra do Vietnã, um processo de “descolonização”

GUERRA FRIA
1973-1975

CONTINUA

44

media

Gastos militares absurdos na manutenção do conflito
levaram a cortes em programas sociais internos, o que
provocou uma grande insatisfação popular.

Ativismo contra a guerra alimentado por desejo de mudança
social, críticas ao militarismo, defesa de direitos civis e liberdade
de expressão.

Efeitos para os Estados Unidos da Guerra
do Vietnã

CONTINUA

Bombardeiro estadunidense B-52, em
1972; Fuzileiro naval com suspeito de
ser vietcongues, 1965; Manifestação em
Washington, em junho de 1968, pelos
direitos civis e contra a guerra do Vietnã.

45

Multiple Choice

Em que ano ocorreu a guerra do Vietenã?

1
A guerra do Vietnã ocorreu entre 1940 e 1950.
2
A guerra do Vietnã ocorreu entre 1965 e 1985.
3
A guerra do Vietnã ocorreu entre 1970 e 1980.
4
A guerra do Vietnã ocorreu entre 1955 e 1975.

46

media

O movimento estudantil em maio
de 1968 na França

O movimento começou como uma série de
protestos estudantis organizados por
estudantes universitários franceses.
Inicialmente, as manifestações eram contra a
falta de liberdade acadêmica, as condições de
vida nas residências estudantis e as políticas
conservadoras do governo.
No entanto, o movimento rapidamente se
expandiu e ganhou o apoio de outros grupos,
como trabalhadores, sindicatos e intelectuais.
Os manifestantes de maio de 1968 também
expressaram descontentamento com a
Guerra do Vietnã, o autoritarismo e a
opressão em geral.

CONTINUA

As ruas do Quartier Latin, bairro onde se localizam

inúmeras escolas e universidades, como a Sorbonne,
viraram palco de confronto entre estudantes e policiais,

Paris, 1968.

47

media

Características:

Confrontos violentos com a polícia;

Barricadas nas ruas;

Greves e ocupações de universidades
e fábricas;

Cidade de Paris fica paralisada;

Estado de emergência na França;

Ruptura das convenções e expressão
da insatisfação da juventude.

As frases marcantes de Maio de 68.

RFI Brasil, 2018.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-

NzD9e7K0iU. Acesso em: 13 jun. 2024.

CONTINUA

48

49

media

[...] Se, em movimentos contestadores de outros países, a Guerra do Vietnã foi um dos
aspectos presentes, nos EUA ela se constituiu no aspecto central. A ela estiveram ligados
eventos marcantes de 1968, como os distúrbios e protestos radicais dos negros e de
outras minorias, a revolta dos estudantes e a emergência da contracultura. Nos Estados
Unidos, 1968 representou os estertores** de movimentos sociais anteriores, como o dos
direitos civis [...]. Por outro lado, 1968 anunciou movimentos que se desenvolveriam nos
anos seguintes, como os das mulheres, dos homossexuais, do meio ambiente etc. [...] A
contracultura era particularmente difundida nos meios universitários, caso de Columbia
em Nova York e Berkeley na Califórnia. [...] 1968 não foi o ápice do movimento estudantil
nos EUA, apenas um momento significativo das lutas que se articulavam em torno do
combate à Guerra no Vietnã e ao serviço militar obrigatório, mobilizando os jovens muito
além da minoria mais identificada com a contracultura
. Mas eles jamais conseguiram
romper o isolamento dos campi universitários, tendo sido sempre vistos à distância e com
desconfiança pelo restante da população.”
RIDENTI, 2005.

TEXTO I. A Guerra do Vietnã e o ano de 1968

**Estertor: “ruídos” de quem agoniza.

CONTINUA

50

media

Se é legítimo dizer que houve um movimento social mais destacado no ano de 1968, sem
dúvida foi o dos estudantes, que se mobilizaram em todos os cantos do globo [...]. Os
movimentos estudantis tiveram suas especificidades, pois ocorreram em países
diferentes, cada um dos quais com sua própria organização social e educacional,
passando por diversas conjunturas políticas. Todavia, eles também apresentaram
significativos pontos de identidade, na medida em que havia vários aspectos históricos
comuns aos vários Estados onde houve agitação estudantil. [...] foi o que se descobriu em
maio de 1968, quando o país entrou em ebulição a partir da mobilização estudantil. [...] Os
estudantes franceses conseguiram o que queriam: solidariedade e ação conjunta com os
trabalhadores,
cuja atividade política já não era controlada por qualquer organização. [...]
Nos meios operários e estudantis, misturavam-se os propósitos, que variavam desde o
desejo de melhorias salariais e trabalhistas, passando pela contestação radical da
sociedade do bem-estar e do consumo, até as propostas revolucionárias anticapitalistas.

RIDENTI, 2005.

TEXTO II. O Maio de 1968 na França

51

Open Ended

Como que a Guerra do Vietnã influenciou a mobilização juvenil nos E.U.A? Qual foi a outra classe que se juntou aos jovens da Fancça? Responda!

52

media

A rebelião Tchecoslovaca, dentro do bloco
da URSS, se insere no movimento de
revoltas da década de 1960. O estopim foi
uma crise econômica gerada pelos
métodos burocráticos alinhados aos
soviéticos.

O grupo reformador pensava em aumentar
o papel do mercado e direcionar a
produção para a demanda externa.

A União Soviética, temendo que as
reformas desestabilizassem o sistema
comunista, enviou tropas em 1968 para
acabar com a revolta. Essa intervenção
restaurou o controle autoritário do país.

Primavera de Praga –
Tchecoslováquia (1968)

A Primavera de Praga evidenciou as contradições

apresentadas pelas tendências burocratas à

restauração capitalista e das massas a se rebelarem

contra a ordem stalinista.

Multidão de manifestantes cercando tanques soviéticos durante

os primeiros dias da invasão.

53

media

Não apenas nos países capitalistas ocorreram manifestações em 1968. Também em
sociedades ditas socialistas – como Polônia, Iugoslávia e Tchecoslováquia – estudantes e
outros setores sociais ganharam as ruas para expressar sua crítica ao regime autoritário,
com raízes stalinistas, muito distantes da tradição de pensamento marxista, inclusive da
experiência dos primórdios da revolução soviética. Um dos eventos mais significativos de
1968 foi a Primavera de Praga [...]. A luta contra as velhas estruturas ganhou a adesão
sobretudo dos jovens, afinados com a onda juvenil libertária internacional. Sentindo-se
ameaçadas pelos ventos liberalizantes, as burocracias no poder trataram de reprimir o mau
exemplo: tropas do Pacto de Varsóvia – lideradas pelas forças armadas da União Soviética
– invadiram a Tchecoslováquia para recolocar no poder gente de sua confiança. Houve
protestos que deixaram mortos e feridos ao longo da ocupação de um mês.

Contudo, predominou a resistência passiva, estampada, por exemplo, em frases criativas
pichadas nos muros de Praga, com espírito irônico próximo daquele de maio de 68 em
Paris: ‘circo russo na cidade: não alimentem os animais’; ‘grande exposição de armas
soviéticas na praça Venceslau: entrada franca, saída difícil’.

RIDENTI, 2005. Adaptado.

TEXTO. A Primavera de Praga

54

media

Uma das principais marcas dos protestos de estudantes e operários na França, em 1968,
foi o uso de slogans, espalhados por Paris. Eles estavam escritos nos muros e cartazes
por toda a cidade. Irreverentes e provocadores, de forte teor surrealista, as mensagens
eram dirigidas não só ao poder, aos patrões e à polícia, mas também aos próprios
estudantes e às instituições. Sendo assim, escolha dois slogans citados nos boxes abaixo
e discuta com seus colegas seu sentido no contexto da época.

DISCUSSÃO

DISCIPLINADA

A revolução
deve ser feita
nos homens,
antes de ser

feita nas
coisas.”

Abaixo a

sociedade de

consumo.”

O agressor não
é aquele que se

revolta, mas
aquele que
reprime.”

Não nos

prendamos ao
espetáculo da

contestação, mas

passemos à

contestação do

espetáculo.


Em grupos, analisem os slogans e, depois, discutam!

55

media


Analisamos e compreendemos as demandas e o
contexto dos movimentos juvenis da década de 1960,
em especial o Maio de 1968 na França, as
manifestações contra a Guerra do Vietnã nos EUA e
a Primavera de Praga na Tchecoslováquia.

Cartazes do movimento estudantil fixados nos muros e paredes de Paris,
maio 1968.

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Os movimentos juvenis da década de

1960: os direitos civis nos EUA

História

3obimestre – Aula 03
Ensino Médio

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