
Literatura brasileira
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Other
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9th - 12th Grade
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Practice Problem
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Hard
Gabriel Camelo
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48 Slides • 12 Questions
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UFSM) A Carta de Pero Vaz de Caminha é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Ali, percebe-se não apenas a curiosidade do europeu pelo nativo, mas também seu pasmo diante da exuberância da natureza da nova terra, que, hoje em dia, já se encontra degradada em muitos dos locais avistados por Caminha. Tendo isso em vista, leia o fragmento a seguir.
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, algumas vermelhas, outras brancas; e a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque a estender d’olhos não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porém, a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem.
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Multiple Choice
Esse fragmento apresenta-se como um texto:
Descritivo, uma vez que Caminha ocupa-se em dar um retrato objetivo da terra descoberta, abordando suas características físicas e potencialidades de exploração.
Narrativo, pois a "Carta" é, basicamente, uma narração da viagem de Pedro Álvares Cabral e sua frota até o Brasil, relatando, numa sucessão de eventos, tudo o que ocorreu desde a chegada dos portugueses até sua partida.
Argumentativo, pois Caminha está preocupado em apresentar elementos que justifiquem a exploração da terra descoberta, os quais se pautam pela confiabilidade e abrangência de suas observações.
Lírico, uma vez que a apresentação hiperbólica da terra por Caminha mostra a subjetividade de seu relato, carregado de emotividade, o que confere à "Carta" seu caráter especificamente literário.
Narrativo-argumentativo, pois a apresentação sequencial dos elementos físicos da terra descoberta serve para dar suporte à ideia defendida por Caminha de exploração do novo território.
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(UNIFESP) Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes.
Meus males, com que tudo degenera! (Obras, 1996.)
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Multiple Choice
No soneto, o eu lírico expressa-se de forma:
Eufórica, reconhecendo a necessidade de mudança.
Contida, descortinando as impressões auspiciosas do cenário.
Introspectiva, valendo-se da idealização da natureza.
Racional, mostrando-se indiferente às mudanças.
Reflexiva, explorando ambiguidades existenciais.
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(UFJF-MG) Leia o fragmento abaixo do poema “I Juca-Pirama”, de Gonçalves Dias, para responder à questão.
Tu choraste em presença da morte?
Em presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés.
Possas tu, isolado na terra,
Sem arrimo e sem pátria vagando,
Rejeitado da morte na guerra,
Rejeitado dos homens na paz,
Ser das gentes o espectro execrado;
Não encontres amor nas mulheres,
Teus amigos, se amigos tiveres,
Tenham alma inconstante e falaz!
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Multiple Choice
O trecho do poema “I-Juca-Pirama” refere-se ao momento em que o filho guerreiro volta para a sua tribo e se encontra com seu pai após ter pedido ao líder da tribo inimiga, pela qual havia sido capturado, que o poupasse da morte para que pudesse cuidar de seu pai amado, muito velho, até este morrer. Pensando nos valores defendidos pelo Indianismo romântico no Brasil, pode-se dizer que a reação do pai ocorre porque o filho:
Considerou-o um velho incapaz, evidenciando que não o amava de forma digna.
Demonstrou fraqueza diante da morte, o que representava falta de dignidade.
Usou-o como desculpa para escapar da morte, ou seja, não possuía nobreza de sentimento.
Havia sido capturado pelos inimigos, tornando-se incapaz de continuar a ser um guerreiro.
Era, na verdade, descendente de outra tribo, o que o tornava impuro para conviver entre eles.
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(ENEM) Pobre Isaura! Sempre e em toda parte esta contínua importunação de senhores e de escravos, que não a deixam sossegar um só momento! Como não devia viver aflito e atribulado aquele coração! Dentro de casa contava ela quatro inimigos, cada qual mais porfiado em roubar-lhe a paz da alma, e torturar-lhe o coração: três amantes, Leôncio, Belchior, e André, e uma êmula terrível e desapiedada, Rosa. Fácil lhe fora repelir as importunações e insolências dos escravos e criados; mas que seria dela, quando viesse o senhor?!...
GUIMARÃES, B. A escrava Isaura. São Paulo: Ática, 1995. (Adaptado).
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Multiple Choice
A personagem Isaura, como afirma o título do romance, era uma escrava. No trecho apresentado, os sofrimentos por que passa a protagonista:
Assemelham-se aos das demais escravas do país, o que indica o estilo realista da abordagem do tema da escravidão pelo autor do romance.
Demonstram que, historicamente, os problemas vividos pelas escravas brasileiras, como Isaura, eram mais de ordem sentimental do que física.
Diferem dos que atormentavam as demais escravas do Brasil do século XIX, o que revela o caráter idealista da abordagem do tema pelo autor do romance.
Indicam que, quando o assunto era o amor, as escravas brasileiras, de acordo com a abordagem lírica do tema pelo autor, eram tratadas como as demais mulheres da sociedade.
Revelam a condição degradante das mulheres escravas no Brasil, que, como Isaura, de acordo com a denúncia feita pelo autor, eram importunadas e torturadas fisicamente pelos seus senhores.
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(UEPB) Sobre O Cortiço de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:
I. Romance cujo enredo traz à tona questões de ordem pessoal (de determinadas personagens) e coletiva (há personagens cujas tensões vividas remetem o leitor para questões de ordem mais geral, centradas num coletivo). As questões problematizadas numa perspectiva coletiva podem ser visualizadas em episódios como aquele em que os moradores do Carapicus e do Cabeça-de-gato se enfrentam e a tensão criada denuncia uma demanda coletiva e não apenas individual.
II. Romance cujo enredo aponta, embora timidamente, para a resolução de conflitos coletivos, visando uma melhoria do espaço urbano em que se assentam os cortiços Carapicus e Cabeça-de-gato, principalmente no que diz respeito ao projeto de saneamento básico e do fornecimento de energia elétrica, projetos que davam início à modernização dos centros urbanos do País no final do século XIX.
III. Romance cujo enredo problematiza muito mais as questões do pré-modernismo brasileiro, com a construção de um pensamento sanitarista e de modernização do espaço urbano do Rio de Janeiro do início do século XX, do que a proposta naturalista que insistia nas tensões particulares de suas personagens, demanda da “escola naturalista” cujas narrativas são as melhores representantes, no Brasil, dessa época.
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Multiple Choice
Sobre "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:
Apenas III está correta.
Apenas II está correta.
Apenas I está correta.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas I e III estão corretas
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(INSPER) Leia o poema abaixo, de Alphonsus de Guimaraens:
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
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Multiple Choice
No primeiro verso do poema,
"Quando Ismália enlouqueceu"
o conector expressa circunstância de:
Condição
Tempo
Concessão
Causa
Efeito
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(PUCRS) Leia o fragmento que segue.
“A travessia foi penosamente feita. O terreno inconsistente e móvel fugia sob os passos aos caminhantes; remorava a tração das carretas absorvendo as rodas até ao meio dos raios; opunha, salteadamente, flexíveis barreiras de espinheirais, que era forçoso destramar a facão; e reduplicava, no reverberar intenso das areias, a adustão da canícula. De sorte que ao chegar à tarde, à “Serra Branca”, a tropa estava exausta. Exausta e sequiosa. Caminhara oito horas sem parar, em pleno arder do sol bravio do verão.”
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Multiple Choice
O fragmento pertence ao livro "Os sertões", de Euclides da Cunha, que relata a Guerra de Canudos, travada no Nordeste brasileiro entre os homens liderados por Antônio Conselheiro e as tropas militares republicanas. Neste trecho da obra,
I. alternam-se a linguagem coloquial e a inconformidade com a exploração do homem pelo homem.
II. a complexidade vocabular e o predomínio da descrição constituem características marcantes.
III. a reiteração de expressões regionais e a preocupação com a condição humana permeiam o ponto de vista do narrador.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
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(ESPM-SP) Verifique o texto:
Beiramarávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem sol. Losangos tênues de ouro bandeira nacionalizavam o verde dos montes interiores.
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Multiple Choice
Esse fragmento da obra Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade, revela influência de uma corrente de vanguarda europeia do Modernismo. Marque-a:
Futurismo, pela exaltação à velocidade e à tecnologia automotiva.
Surrealismo, pois as imagens insólitas apresentadas parecem ter sido extraídas do sonho ou do inconsciente do narrador.
Cubismo, já que somente partes dos objetos e da paisagem são descritas, a imagem é fragmentária.
Expressionismo, pela caricaturização, pela deformação da imagem através do exagero.
Dadaísmo, pois o significado do texto é nenhum, já que as ideias estão misturadas ao acaso.
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(ENEM) No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena:
Não se conformou: devia haver engano. (...) Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria? O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.
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Multiple Choice
No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:
"Não se conformou: devia haver engano"
"e Fabiano perdeu os estribos"
"Passar a vida inteira assim no toco"
"entregando o que era dele de mão beijada!"
"Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou"
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Multiple Choice
Temas relacionados com o universo nordestino foi explorado por diversos autores na segunda fase do modernismo no Brasil. Das alternativas abaixo, o romance que não apresenta essa temática é:
Vidas secas, de Graciliano Ramos
A bagaceira, de José Américo de Almeida
O quinze, de Rachel de Queiroz
Menino do engenho, de José Lins do Rego
O tempo e o vento, de Érico Veríssimo
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(ESPCEX) Leia o trecho abaixo, de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto, e responda às próximas duas questões.
"— Severino retirante,
deixa agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
(…)
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,"
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Multiple Choice
Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o fragmento lido é:
Narrativo, que conta em prosa histórias do sertão nordestino.
Uma peça teatral, desprovido de lirismo e com linguagem rústica.
Bastante poético e marcado por rimas, sem metrificação.
Uma epopeia, que traduz o desencanto pela vida dura do sertão.
Dramático, que encena conflitos internos do ser humano.
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