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Quiz de Estudo

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Assessment

Presentation

Philosophy

7th Grade

Practice Problem

Medium

Created by

Clara Raimundo

Used 3+ times

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25 Slides • 20 Questions

1

Quiz de Estudo

Filosofia - Prof. Clara

Atividade Avaliativa 1 - 2º Trimestre

2

Afetos

Os gregos antigos utilizavam o termo pathos, que em sua origem significa “aguentar”, “suportar”, para designar todas as sensações, sentimentos e emoções. Pathos seria tudo aquilo que atinge as pessoas de forma a alterar seu estado íntimo, aquilo que as afeta. Há, portanto, uma relação de passividade nessa ideia, isto é, as pessoas são atingidas por seus sentimentos e sensações de forma incontrolável, eles agem sobre elas. Sob o conceito de pathos, é possível designar diversos aspectos humanos, conforme apresentado a seguir.

3

Sensações

Esse termo se refere aos sentidos biológicos (visão, audição, paladar, olfato e tato), isto é, à forma como os seres humanos recebem os estímulos que vêm dos objetos exteriores. As sensações afetam os indivíduos independentemente da vontade deles: quando se pega em uma panela recém-saída do fogo, por exemplo, a sensação de calor nas mãos não é uma escolha. Por isso, pode-se dizer que são reações involuntárias.

Exemplos: Trata-se do frio sentido quando se encosta em algo gelado; das cores que se percebe em uma pintura; do cheiro que se sente quando um bolo está assando no forno; da música que se ouve quando se vai a um show; do gosto amargo que se sente ao tomar um gole de café.

4

Multiple Choice

O que são as sensações?

1

Processos racionais de interpretação dos sentidos.

2

Emoções que surgem diante de situações específicas.

3

Respostas voluntárias a estímulos externos.

4

Reações involuntárias aos estímulos captados pelos sentidos.

5

Multiple Choice

Qual das opções abaixo não é um sentido biológico?

1

Tato

2

Razão

3

Visão

4

Audição

5

Paladar

6

Emoções

Representa as diversas reações que as pessoas manifestam diante de algum acontecimento externo ou mesmo de um pensamento íntimo. Seriam interferências significativas no estado dos seres humanos, uma resposta instintiva a algum evento. Alguns exemplos de emoção são a raiva, a alegria, a surpresa, a tristeza, o medo. É comum, por exemplo, sentir raiva quando se é provocado por alguém de forma pejorativa; se surpreender quando um colega se comporta de uma forma inusitada ou chorar ao ver um filme trágico. Ainda que em muitos desses casos seja possível, por meio do controle das próprias ações, não manifestar externamente a emoção sentida, internamente, não é possível optar por senti-la ou não. Quando se está em um cinema, por exemplo, e um acontecimento triste gera uma emoção interna, pode-se conseguir segurar o choro (embora nem sempre seja possível), mas não se controla o sentimento interno de tristeza. As emoções se caracterizam como aspectos transitórios, isto é, não são permanentes e imutáveis.

7

Multiple Choice

O que caracteriza uma emoção?

1

Uma decisão racional diante de uma situação.

2

Uma sensação física provocada por estímulos externos.

3

Uma reação instintiva a um evento externo ou interno.

4

Uma experiência permanente que define a personalidade.

8

Multiple Choice

Como é possível controlar as emoções?

1

Deixando de sentir raiva, medo ou tristeza sempre que quiser.

2

Evitando qualquer tipo de reação diante de estímulos emocionais.

3

Impedindo que a emoção interna aconteça.

4

Controlando as manifestações externas, mas não o sentimento interno.

9

Sentimentos

Algumas emoções humanas possuem uma duração maior do que o contato com o objeto ou a pessoa que desperta essa emoção, não sendo apenas imediatas ou respostas a um estímulo. É o que pode ser chamado de sentimento. Assim, o amor ou a gratidão que alguém sente por uma pessoa não são coisas passageiras, como seriam a raiva ou a alegria provocada por um acontecimento, mas sim sentimentos que permanecem ainda na ausência física do objeto que os suscitaram. O amor que alguém sente pela família, por exemplo, não é sentido apenas quando os familiares estão por perto, mas percebido em qualquer momento. Os sentimentos também podem ser entendidos como algo mais profundo, interno, e estão ligados ao valor dado a cada coisa ou pessoa.

10

Multiple Choice

O que diferencia um sentimento de uma emoção?

1

O sentimento permanece mesmo após o fim do estímulo que o gerou.

2

O sentimento é menos intenso que a emoção.

3

A emoção dura mais tempo que o sentimento.

4

O sentimento tem curta duração e é imediato.

11

Multiple Choice

Os sentimentos estão ligados a:

1

Reações involuntárias provocadas por estímulos sensoriais.

2

Valores atribuídos às pessoas ou coisas.

3

Situações passageiras e intensas.

4

Ações físicas causadas por impulsos emocionais.

12

Vale ressaltar que essas definições não são iguais em todas as teorias: ao longo da história da humanidade, tais termos receberam diversos significados e usos, sendo apropriados de formas diferentes por cada filósofo. É importante notar que os conceitos de sensação, emoção e sentimento, em geral, contrapõem-se ao aspecto puramente racional da natureza humana, incluindo uma diversidade de fenômenos que afetam as pessoas sem que elas tenham necessariamente controle sobre eles. As capacidades de perceber os objetos exteriores (sensação), de reagir imediatamente a um estímulo externo (emoção) e de apreciar as experiências e os con-tatos pessoais (sentimentos) podem ser reunidas no conceito de afetividade, isto é, aquilo que afeta, move e altera o estado da pessoa, tal como pode ser entendida a noção geral de pathos.

13

O amor

14



Ao longo dos anos, diversos filósofos debateram sobre o que seria o amor, quais são suas causas e quais são os tipos de amor existentes.


Na Grécia Antiga, o amor poderia ser dito de três formas diferentes: filia, ágape e eros, cada uma com suas peculiaridades.

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Filia (philia, no grego) é o sentimento mútuo que existe entre os membros de uma família ou de uma comunidade que os faz querer permanecer próximos e em contato. O termo também pode ser traduzido por amizade, o amor nutrido pelas pessoas a quem se quer bem e entre as quais há afinidades, aquelas cuja companhia traz prazer. A generosidade, a relação mútua (reciprocidade) e o bem-querer são características dessa forma de amor.

Amor entre os próximos

Amor filia

16

Multiple Choice

O que caracteriza o amor filia?

1

Um amor romântico e passional.

2

Um sentimento unilateral e individual.

3

Um amor baseado em reciprocidade e afinidade.

4

Um sentimento passageiro e impulsivo.

17

Multiple Choice

Em qual das situações abaixo podemos identificar a presença de filia?

1

A amizade entre pessoas que gostam de estar juntas e cuidam umas das outras.

2

O amor intenso entre dois apaixonados que se conhecem há pouco tempo.

3

A relação entre colegas que competem por um prêmio e evitam contato.

4

O respeito formal entre dois chefes de empresas concorrentes.

18

“Ágape” é um termo que se refere à benevolência universal, isto é, seria a expressão de um sentimento do ser humano por seus semelhantes sem que haja a necessidade de qualquer relação próxima entre eles. O amor-ágape seria aquele que motiva as pessoas a agirem quando veem alguém em necessidade, ainda que se trate de alguém com quem não tenham qualquer relação; nesse caso, não seria preciso sequer conhecê-lo. Nessa forma de amor, não interessa o caráter ou a índole do outro, pois apenas o sentimento de semelhança com ele leva ao bem-querer.

Amor divino, amor humano

Amor-ágape

19

Ágape é um sentimento que não pressupõe admiração ou reciprocidade, ou seja, não é uma relação de mão dupla. É possível sentir o amor-ágape por um semelhante, ainda que este seja uma pessoa de caráter ruim ou que não nutra os mesmos sentimentos em retribuição. Pode-se dizer que é um amor incondicional, como o que os pais sentem pelos seus filhos, desejando, independentemente de qualquer coisa, seu crescimento e sua felicidade.

Amor divino, amor humano

Amor-ágape

20

Multiple Choice

O que caracteriza o amor-ágape?

1

A busca por afinidade e prazer na companhia do outro.

2

Um sentimento recíproco entre pessoas que se admiram.

3

A expressão de um amor incondicional por qualquer ser humano.

4

Um vínculo afetivo exclusivo entre familiares.

21

Multiple Choice

Por que se pode dizer que o amor-ágape é incondicional?

1

Porque ele depende da convivência com o outro.

2

Porque ocorre apenas entre pais e filhos.

3

Porque não depende do caráter ou da retribuição do outro.

4

Porque surge em situações de prazer e afinidade.

22

Amor-eros

O amor que enlouquece

Eros é o amor comumente representado em filmes, livros e novelas de romance, em histórias de casais apaixonados e de personagens que vivem grandes experiências de amor (algumas trágicas, outras felizes). O amor-eros caracteriza-se pela entrega total à pessoa amada, em que nem mesmo a morte é capaz de separar um casal que se ama. É um amor que exige dedicação, compreensão e diálogo. Eros é uma forma de amor que deseja reciprocidade: quando uma pessoa está apaixonada por outra, quer ter o seu amor correspondido, embora seja possível encontrar, na literatura, histórias de amor em que o apaixonado deseja antes de mais nada a felicidade do amado, ainda que não seja junto a ele.

23

Multiple Choice

Qual das alternativas melhor define o amor-eros?

1

Um amor racional, sem envolvimento emocional.

2

Um amor passional, que busca reciprocidade e entrega total.

3

Um sentimento de compaixão por desconhecidos.

4

Um amor distante, baseado apenas em admiração intelectual.

24

Multiple Choice

Sobre o amor-eros, é correto afirmar que:

1

Ele dispensa reciprocidade, sendo sempre unilateral.

2

Ele é movido por dever e obrigação, não por desejo.

3

Ele é frequentemente retratado na literatura e busca envolvimento afetivo profundo.

4

Ele só ocorre em relações familiares e fraternas.

25

O Banquete de Platão

26

O Banquete

Na história da Filosofia, um dos textos mais importantes sobre o amor é O Banquete (ou O Simpósio), escrito por Platão. As obras platônicas são escritas no formato de diálogos, isto é, de conversas entre pessoas acerca de determinado tema (a justiça, o amor, o conhecimento, a inspiração, etc.). Nessa obra, as personagens se reúnem em um simpósio, como eram conhecidos os banquetes gregos, e decidem fazer algo diferente: vão, cada um a sua vez, fazer um elogio ao deus Eros. Dessa forma, cada um, à sua maneira e de acordo com a sua profissão e ocupação na cidade, faz um discurso em homenagem a Eros.

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O discurso de Aristófanes

A busca pela cara-metade

Aristófanes narra a origem mitológica dos desejos amorosos entre os seres humanos, refletindo sobre o porquê de as pessoas estarem em busca de alguém que as ame e complete.

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O discurso de Aristófanes

Aristófanes narra a origem mitológica dos desejos amorosos entre os seres humanos, refletindo sobre o porquê de as pessoas estarem em busca de alguém que as ame e complete.

Leia o texto "O Banquete" em sua apostila, disponível nas páginas 52 e 53 para responder as perguntas a seguir.

29

O discurso de Aristófanes

Como é possível notar ao final do trecho apresentado, a divisão dos seres humanos os torna desesperados, levando-os à procura de suas metades para reestabelecerem a integralidade, a unidade que possuíam antes. Essa é uma ideia muito difundida, a de procurar a própria metade, e é comumente representada por meio das expressões “almas gêmeas” e “cara metade”. O mito de Aristófanes traz duas ideias muito importantes sobre Eros. A primeira é a de que o amor-eros é capaz de completar as pessoas. Ele seria a resposta para o sentimento que as pessoas têm de solidão, de incompletude. Dessa forma, o amor seria a força que leva alguém a buscar sua origem primitiva, a própria metade faltante para que se sinta inteiro. O amor-eros adquire novamente aquele significado de força que une tudo no universo, que leva as pessoas a uma perfeição maior ao reintegrá-las com o outro.

30

Multiple Choice

Question image

Segundo o mito narrado por Aristófanes em O Banquete, qual é a origem do amor?

1

O amor é um dom concedido pelos deuses para recompensar os mortais virtuosos.

2

O amor nasce do desejo de reencontro com a nossa metade perdida, da qual fomos separados.

3

O amor é um castigo imposto pelos deuses para gerar sofrimento entre os homens.

4

O amor surge da admiração pela beleza, como defende Sócrates no mesmo diálogo.

31

Multiple Choice

Como era a forma física dos primeiros seres humanos antes de serem divididos?

1

Semelhante à dos humanos atuais, porém mais altos e fortes.

2

Compostos por duas metades simétricas, com quatro braços e quatro pernas.

3

Com asas e caudas, semelhantes a criaturas mitológicas.

4

Com aparência indefinida, moldada apenas pela vontade dos deuses.

32

O discurso de Sócrates

Eros não é um deus

Em seguida, quem toma a palavra é Sócrates, que acusa a todos de não dizerem a verdade sobre o amor em seus discursos e toma uma posição completamente diferente das demais. Em primeiro lugar, usa seu método para demonstrar, inicialmente, que Eros não poderia ser um deus. Sua posição pode ser representada por meio da seguinte sequência de argumentos:

33

media

34

O discurso de Sócrates

Eros não é um deus

Eros, então, diz Sócrates, não é um deus, mas um daemon (do grego, daímôn, termo que significa entidade, espírito), uma espécie de gênio que seria um intermediário entre os deuses imortais e as criaturas mortais. Ele teria sido concebido no dia do nascimento da deusa Afrodite (deusa da beleza, do amor e da sexualidade), motivo pelo qual Eros busca sempre a beleza. Seus pais seriam o Recurso e a Pobreza. De sua mãe, teria herdado a falta, a necessidade, o desejo; e do pai, a coragem, o ímpeto, o dom de ser caçador incansável.

35

Multiple Choice

Segundo Sócrates, qual é a verdadeira natureza de Eros?

1

Um deus imortal que governa o amor e a beleza.

2

Um mortal que busca a felicidade por meio do amor.

3

Um espírito maligno que causa sofrimento.

4

Um daemon, intermediário entre deuses e mortais.

36

Multiple Choice

Por que Sócrates afirma que Eros não poderia ser um deus?

1

Porque Eros é mortal e sujeito à morte.

2

Porque os deuses não possuem desejos ou necessidades, e Eros é movido por falta e desejo.

3

Porque Eros não tem poder suficiente para ser considerado um deus.

4

Porque Eros não foi criado pelos deuses principais do Olimpo.

37

O discurso de Diotima

Amor: o desejo de ser imortal

Dita a origem e a natureza do amor, a parteira Diotima conta a Sócrates, em O Banquete, como ele se manifesta entre os seres humanos. Tal como Eros, os seres humanos buscam o bem, a beleza e a sabedoria dos deuses, além de desejarem a sua imortalidade. Todos os seres humanos estão fadados a não permanecer para sempre neste mundo, já que uma das certezas da vida é a morte. A ideia de que a passagem por esse mundo se apague por completo é terrivelmente assustadora. De alguma forma, as pessoas querem saber que o que fizeram neste mundo tem significado, querem deixar um legado. O amor seria, então, um caminho pelo qual se busca deixar a própria marca no mundo, ser imortal.

38

O discurso de Diotima

Diotima apresenta dois caminhos possíveis que, por meio do amor, levariam as pessoas à imortalidade. O primeiro deles é por intermédio da reprodução: os seres humanos procuram uma pessoa amada para que, juntos, possam gerar filhos que ficarão neste mundo e que, por sua vez, gerarão seus filhos e assim por diante. Dessa forma, ao deixar seus descendentes, de alguma forma as pessoas permaneceriam no mundo. O amor é, nessa concepção, o desejo de se unir a alguém para criar junto, para gerar.

39

O discurso de Diotima

A segunda forma para ser imortal é dita mais bela e melhor. Essa outra forma de permanecer no mundo, de deixar a marca, se dá pela busca da sabedoria, pela criação de uma obra, por um conhecimento que permaneça no mundo através das pessoas. Nesse sentido, filosofar é amar: é buscar ardentemente o conhecimento para deixá-lo para toda a humanidade que virá depois. O elogio de Sócrates ao amor é também à Filosofia: enquanto busca pelo conhecimento, pela ética, pela beleza, a Filosofia é uma for-ma de gerar, de deixar algo no mundo, e assim se tornar imortal.

40

Multiple Choice

Segundo Diotima, qual é o principal motivo pelo qual os seres humanos buscam o amor?

1

Para evitar a solidão e o isolamento social.

2

Para satisfazer apenas desejos físicos e imediatos.

3

Para deixar uma marca e alcançar a imortalidade, seja por meio da reprodução ou do conhecimento.

4

Para obter poder e controle sobre outras pessoas.

41

Multiple Choice

Qual é, segundo Diotima, a forma "mais bela e melhor" de alcançar a imortalidade pelo amor?

1

A criação de filhos que continuarão a vida.

2

A busca pela sabedoria e pela criação de um legado intelectual.

3

A acumulação de riquezas e bens materiais.

4

O poder político e social conquistado em vida.

42

O amor racional

Retomando uma visão mais racionalista após a exposição das concepções platônicas sobre o amor, cabe aqui remontar à ética kantiana. Apesar de propor a busca de um princípio racional para julgar se uma ação é boa ou não, Kant concebe um grande papel para o amor nesse exercício. Conforme já apresentado, a ética kantiana visa criar juízos universais, isto é, que seriam válidos em todas as situações, chamados de imperativos categóricos: leis que dizem o que podemos ou não fazer. E o que amor tem a ver com isso? Para Kant, ainda que se siga um determinado imperativo categórico, uma ação pode não ser moral, dependendo do motivo que a originou. O que garante que determinada ação seja moralmente boa é realizá-la por amor à lei que a determinou.

43

O amor racional

No entanto, esse amor ao qual Kant se refere, diferentemente da concepção platônica, não é um sentimento ou uma emoção, no sentido do termo pathos, mas sim uma forma de respeito racional, uma admiração que é suscitada pela razão, a partir do bem que a lei promove. Essa forma de amor não é uma emoção que gera uma inclinação ou uma tendência a determinado comportamento, pois pode ser comandada, dirigida para a lei moral correta. Mesmo o sentimento de amor, como querer bem o próximo, deve ser realizado por amor à lei que diz que todos os seres humanos merecem ser bem tratados. Esse sentido de amor se aproxima da noção de ágape, de amor a toda a humanidade. Esse amor, que não é uma inclinação ou um desejo, que ordena que devemos respeitar a todos, mesmo as pessoas de quem não gostamos, é um dever humano. Kant diferencia esse amor, que ele chama de amor prático, do sentimento, Eros, que é amor passional, movido não pela razão, mas pela sensibilidade, pela paixão. O amor prático é um dever ético dos seres humanos, ao passo que o amor-eros é ape-nas uma emoção que não possui discernimento moral.

44

Multiple Choice

Segundo a ética kantiana, o que torna uma ação moralmente boa?

1

Que ela seja realizada por amor passional (Eros).

2

Que seja motivada pelo desejo pessoal do agente.

3

Que seja realizada por amor à lei moral, ou seja, por respeito racional à lei.

4

Que resulte em benefícios para o agente e para a sociedade.

45

Multiple Choice

Como Kant diferencia o amor prático do amor-eros?

1

O amor prático é um sentimento passional, enquanto o amor-eros é um dever racional.

2

Ambos são formas de amor baseadas no desejo e na emoção.

3

O amor-eros é um conceito moral superior ao amor prático.

4

O amor prático é um dever ético baseado na razão, enquanto o amor-eros é uma emoção movida pela paixão e sensibilidade.

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Filosofia - Prof. Clara

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