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RAP 57

RAP 57

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10th Grade

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9 Slides • 3 Questions

1

​AULA 57
ROMANCE
Vidas secas (1938)
Graciliano Ramos

RECOMPOSIÇÃO DE APRENDIZAGEM
MATEUS e ANTONIO

2

OBJETIVO

HD 05 Reconhecer no texto literário representações culturais, políticas e sociais.

3

Multiple Choice

RELEIA E RESPONDA: “Por que não haveriam de ser gente, possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira? Fabiano franziu a testa: lá vinham os despropósitos. Sinha Vitória insistiu e dominou-o. Por que haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos? Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias. Podiam viver escondidos, como bichos? Fabiano respondeu que não podiam.”


1. Nesse trecho do romance uma representação social é evidenciada. Qual alternativa melhor expressa essa representação?

1

A valorização da cultura sertaneja e o orgulho que os personagens sentem de sua condição de vida.

2

A aceitação plena da vida no campo como uma escolha consciente e desejada pelos personagens.

3

A resistência dos personagens à modernização das estruturas sociais do sertão nordestino.

4

A crítica à exclusão social e à desumanização de pessoas em situação de pobreza extrema.

4

Leia o texto e responda

Mudança

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

5

Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

— Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.

6

Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. 

A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos. 
— Anda, excomungado.


7

​ O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário — e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.

8

Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinha Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.

9

media

E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.

10

Multiple Choice

Question image

2. No trecho MUDANÇA de Vidas Secas, Fabiano, Sinhá Vitória e os filhos enfrentam uma longa jornada sob o sol do sertão, exaustos e famintos. A atitude de Fabiano diante da criança doente e do ambiente hostil revela uma importante representação social. Assinale a alternativa que melhor expressa essa representação.

1

O desejo da família de abandonar o sertão e buscar melhores condições de vida nas cidades.

2

A persistência da fé religiosa como forma de enfrentar as dificuldades da seca.

3

A fragilidade das relações familiares no sertão nordestino.

4

O sofrimento dos retirantes como reflexo do abandono social e da ausência de políticas públicas.

11

Multiple Choice

Question image

3. No trecho, o autor descreve a caminhada da família em meio à paisagem desolada da caatinga, repleta de ossadas e urubus. Qual alternativa melhor representa o contexto cultural, político e social evidenciado nessa descrição?

1

O cenário serve apenas como pano de fundo para a ação dos personagens.

2

A paisagem simboliza a força da natureza sobre os homens e seu caráter sagrado.

3

O ambiente reforça a crítica ao abandono das populações do sertão, vítimas da seca e da miséria.

4

A presença dos urubus indica o papel da natureza como aliada dos sertanejos.

12

Retomada

1. Reconhecemos no texto literário representações culturais, políticas e sociais. (HD05)

2. Interpretamos um trecho do romance Vidas secas de Graciliano Ramos.

​AULA 57
ROMANCE
Vidas secas (1938)
Graciliano Ramos

RECOMPOSIÇÃO DE APRENDIZAGEM
MATEUS e ANTONIO

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