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Atividade avaliativa de filosofia 2ºano 2ºbom

Total questions: 13

Worksheet time: 26mins

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1.

O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII e VII a.C., constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade foi plenamente sentida pelos gregos, manifestando-se no

surgimento da filosofia.

VERNANT, J.-P As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Ditei, 2004 (adaptado).


Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi resultado do(a)

a)

constituição do regime democrático

b)

contato dos gregos com outros povos

c)

desenvolvimento no campo das navegações.

d)

advento da pólis enquanto sociedade regida por leis

2.

Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo – terra, água, ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não

poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se

umas às outras, nem fazer bem ou mal umas às outras,

nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal

ou qualquer outra coisa vir à existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações,

de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra,

retomando sempre a mesma coisa.

DIÓGENES. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 1967.


O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores, denominados pré-socráticos. Para eles, a principal

preocupação filosófica era de ordem

a)

cosmológica, buscando a origem última de todas as coisas.

b)

política, discutindo as formas de organização da pó-

lis ao estabelecer as regras da democracia.

c)

ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos que tem a felicidade como o bem maior

d)

cosmogônica, procurando investigar a aparência dos entes sensíveis.

3.

A figura do inquilino ao qual a personagem da tirinha se

refere é o(a)

a)

constrangimento por olhares de reprovação

b)

costume imposto aos filhos por coação

c)

consciência da obrigação moral.

d)

temor de possível castigo.

4.

Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: "Este objeto que estou vendo agora tem tendência para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.

PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril CULTURAL, 1972.


Na epistemologia platônica, conhecer um determinado

objeto implica

a)

estabelecer semelhanças entre o que é observado

em momentos distintos

b)

comparar o objeto observado com uma descrição

detalhada dele

c)

descrever corretamente as características do objeto

observado

d)

buscar a relação entre aquilo que se observa e o

seu ser.

5.

Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte,

porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes

de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.


Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como

a)

uma prática orientada exclusivamente pela razão.

b)

capacidade de escolher de acordo com padrões científicos

c)

conhecimento das coisas importantes para a vida do

homem

d)

técnica que tem como resultado a produção de boas

ações

6.

Ser ou não ser – eis a questão. Morrer – dormir – Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! / Os sonhos que hão de vir no sono da morte / Quando tivermos escapado ao tumulto vital / Nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão / Que dá à desventura uma vida tão longa.

SHAKESPEARE, W. Hamlet. Porto Alegre: L&PM, 2007.


Este solilóquio pode ser considerado um precursor do

existencialismo ao enfatizar a tensão entre

a)

consciência de si e angústia humana

b)

inevitabilidade do destino e incerteza moral.

c)

tragicidade da personagem e ordem do mundo.

d)

racionalidade argumentativa e loucura iminente

7.

Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou

uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães,

nada deixando ao arbítrio dos sentidos.

LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.


O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por

a)

desprezar quaisquer convenções e obrigações da

sociedade.

b)

atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim

da vida feliz.

c)

suspender o julgamento entre o verdadeiro e o falso.

d)

aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperan-

ça transcendente.

8.

A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos.

São Paulo: Nova Cultural. 1999


O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a)

O impulso para transformar, mediante justificativas,

os elementos sensíveis em verdades racionais.

b)

O desejo de explicar, usando metáforas, a origem

dos seres e das coisas

c)

O desejo de se alcançar racionalmente, a origem última de todas as coisas.

d)

A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas

9.

Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e

montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um

cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a

virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano.

São Paulo: Abril Cultural, 1995.


Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

a)

o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível

b)

as ideias fracas resultam de experiências sensoriais

determinadas pelo acaso.

c)

os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na memória.

d)

os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na

sensação

10.

Panayiotis Zavos “quebrou” o último tabu da clonagem humana – transferiu embriões para o útero de mulheres, que os gerariam. Esse procedimento é crime em inúmeros países. Aparentemente, o médico possuía um laboratório secreto, no qual fazia seus experimentos. “Não tenho nenhuma dúvida de que uma criança clonada irá aparecer em breve. Posso não ser eu o médico que irá criá-la, mas vai

acontecer”, declarou Zavos. “Se nos esforçarmos, podemos ter um bebê clonado daqui a um ano, ou dois,

mas não sei se é o caso. Não sofremos pressão para entregar um bebê clonado ao mundo. Sofremos pressão

para entregar um bebê clonado saudável ao mundo.”

CONNOR, S. Disponível em: www.independent.co.uk.

Acesso em: 14 ago. 2012 (adaptado).


A clonagem humana é um importante assunto de reflexão no campo da bioética que, entre outras questões,

dedica-se a

a)

incentivar uma reflexão ética sobre a vida e os valores existentes na sociedade.

b)

legitimar o predomínio da espécie humana sobre as

demais espécies animais no planeta.

c)

relativizar, no caso da clonagem humana, o uso dos

valores de certo e errado, de bem e mal

d)

legalizar, pelo uso das técnicas de clonagem, os processos de reprodução humana e animal.

11.

Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.

KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994 (adaptado).


O trecho em questão é uma referência ao que ficou

conhecido como revolução copernicana da filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que

a)

defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo.

b)

revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica.

c)

assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento

d)

apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia,

na primazia das ideias em relação aos objetos.

12.

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.

ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.


Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como

a)

busca por bens materiais e títulos de nobreza

b)

finalidade das ações e condutas humanas.

c)

plenitude espiritual e ascese pessoal.

d)

conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.

13.

Podemos definir uma causa como um objeto, seguido de outro, tal que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos semelhantes ao segundo. Ou, em outras palavras, tal que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo jamais teria existido. O aparecimento de uma causa sempre conduz a mente, por uma transição habitual, à ideia do efeito; disso também temos experiência. Em conformidade com essa experiência, podemos, portanto, formular uma outra definição de causa e chamá-la um objeto seguido de outro, e cujo aparecimento sempre conduz o pensamento àquele outro. Mas, não temos ideia dessa conexão, nem sequer uma noção distinta do que é que desejamos saber quando tentamos concebê-las.

Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: UNESP, 2004. p.115.


Com base no texto e nos conhecimentos acerca das

noções de causa e efeito em David Hume, assinale a alternativa correta.

a)

As noções de causa e efeito fazem parte da realidade e, por isso, os fenômenos do mundo são explicados através da indicação da causa.

b)

A presença do efeito revela a causa nele envolvida,

o que garante a explicação de determinado acontecimento.

c)

A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela, são apreendidas.

d)

A causa e o efeito são conhecidos objetivamente pela mente, e não por hábitos formados pela percepção do mundo.