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Descartes

Total questions: 24

Worksheet time: 48mins

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1.

Considere os seguintes enunciados relativos ao estatuto do cogito, no sistema de Descartes.

O cogito é

1. o primeiro princípio do sistema do conhecimento.

2. uma verdade que se deduz de outras verdades.

3. uma verdade descoberta com o apoio dos sentidos.

4. uma verdade puramente racional.

Deve afirmar-se que

a)

2 é correto; 1, 3 e 4 são incorretos.

b)

2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.

c)

1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto.

d)

1 e 4 são corretos; 2 e 3 são incorretos.

2.

Identifique o par de termos que permite completar adequadamente a afirmação seguinte.

A dúvida cartesiana é _______; por isso, Descartes não é um filósofo _______.

a)

metódica … cético

b)

cética … empirista

c)

metódica … racionalista

d)

hiperbólica … empirista

3.

1. Os racionalistas defendem que

a)

os sentidos são a única fonte do conhecimento universal e necessário.

b)

o conhecimento se fundamenta a posteriori.

c)

não há conhecimento a priori.

d)

a razão é a única fonte do conhecimento universal e necessário.

4.

Descartes considera que o cogito é um conhecimento especialmente seguro, porque é

a)

obtido por um processo a priori.

b)

imune ao próprio processo de dúvida.

c)

confirmado pela experiência.

d)

o fundamento do conhecimento

5.

A principal finalidade do método proposto por Descartes é

a)

descobrir quais são as ideias claras e distintas.

b)

estabelecer os fundamentos do conhecimento.

c)

provar que os sentidos nos enganam.

d)

mostrar que existe um ser perfeito.

6.

A dúvida cartesiana também se aplica às crenças a priori. O argumento que permite pôr em causa as crenças a priori é o argumento

a)

das ilusões dos sentidos.

b)

do sonho.

c)

do génio maligno.

d)

da existência de Deus.

7.

Imagine que Descartes era forçado a concluir que, afinal, Deus pode ser enganador; nesse caso, para ser coerente, ele teria de aceitar que

a)

apenas as sensações corporais podem ser falsas.

b)

as ideias claras e distintas podem ser falsas.

c)

é falsa a ideia de que ele próprio existe enquanto pensa.

d)

os sentidos são mais importantes do que a razão.

8.

1. Imagine que decide submeter as suas ideias ao teste da dúvida proposto por Descartes. Qual das ideias seguintes seria a mais resistente à dúvida?

a)

Ao longe, uma ave cruza o céu.

b)

Toco com as mãos numa folha.

c)

Não estou a flutuar no espaço.

d)

O quadrado tem quatro lados.

9.

Para Descartes, os sentidos são uma fonte fiável de justificação. Esta afirmação é:

a)

Verdadeira, pois a razão poderá, por si só justificar crenças.

b)

Falsa, pois as crenças fundadas nos sentidos não são confiáveis.

c)

Verdadeira, pois os sentidos enganam-nos algumas vezes.

d)

Falsa, pois enganam-nos sempre em todos os casos.

10.

Para Descartes, a clareza e distinção:

a)

É um critério empírico de verdade.

b)

É um método racional de verdade.

c)

É um critério racional de verdade.

d)

É um método empírico de verdade.

11.

Por que ordem encontra Descartes os seus primeiros princípios claros e distintos?

a)

O mundo existe; eu existo; Deus existe.

b)

Deus existe; eu existo; o mundo existe.

c)

Eu existo; o mundo existe; Deus existe.

d)

Eu existo; Deus existe; o mundo existe.

12.

Para Descartes, a ideia de pensamento é uma ideia ________, pois ________:

a)

Adventícia; já vem connosco de nascença.

b)

Inata; limitou-se a descobri-la em si.

c)

Factícia; tem origem nas impressões.

d)

inata; foi criada pela sua mente.

13.

A dúvida cartesiana é ________:

a)

Cética, pois Descartes estabelece a desconfiança como método.

b)

Universal, pois não há nada de indubitável que resista à dúvida.

c)

Hiperbólica, pois Descartes conclui que existe um génio maligno.

d)

Provisória, pois Descartes parte da dúvida, mas não permanece nela.

14.

O exercício da dúvida conduz Descartes à conclusão de que:

a)

Está a ser enganado.

b)

Não possui um corpo.

c)

É uma coisa pensante.

d)

Está a sonhar.

15.

1. Ao exercer a dúvida metódica Descartes ______ que um génio maligno está a enganá-lo:

a)

Supõe.

b)

Conclui.

c)

Contesta.

d)

Acredita.

16.

Considera os seguintes enunciados sobre racionalismo cartesiano:

1. Para Descartes, as ideias claras e distintas jamais nos conduzem ao erro.

2. Descartes utiliza um argumento a priori para provar a existência de Deus.

3. O cogito é, segundo Descartes, a prova da não existência de um génio maligno.

4. Descartes descobre por esta ordem a sua existência, a do seu corpo e a de Deus.

a)

2 e 4 são corretas; 1 e 3 são incorretas.

b)

2 e 3 são corretas; 1 e 4 são incorretas.

c)

1 e 4 são corretas; 2 e 3 são incorretas.

d)

1 e 2 são corretas; 3 e 4 são incorretas.

17.

Qual dos seguintes argumentos é equivalente ao argumento cartesiano «Penso, logo existo»?

a)

Eu corro, logo corro.

b)

Eu corro, logo existo.

c)

Eu penso que corro, logo existo.

d)

Eu penso que corro, logo corro.

18.

Podemos estar certos de que as nossas perceções sensíveis representam objetos físicos reais porque:

a)

Se não representassem, Deus seria enganador, e Deus não é enganador.

b)

Cada um de nós pode estar seguro das suas ideias adventícias.

c)

Cada um de nós pode estar seguro das suas ideias factícias.

d)

Se não representassem, eu estaria a sonhar, e não estou.

19.

De acordo com a crítica do círculo cartesiano, Descartes comete o erro de tentar:

1. Justificar a proposição de que Deus existe a partir do seu critério de verdade.

2. Provar a existência de Deus a partir da sua natureza sumamente perfeita.

3. Provar a natureza sumamente perfeita de Deus a partir da sua existência.

4. Justificar o seu critério de verdade a partir da proposição de que Deus existe.

a)

2 e 4 são corretas; 1 e 3 são incorretas.

b)

1 e 2 são corretas; 3 e 4 são incorretas.

c)

2 e 3 são corretas; 1 e 4 são incorretas.

d)

1 e 4 são corretas; 2 e 3 são incorretas.

20.

Considera os seguintes enunciados relativos à dúvida cartesiana:

1. A dúvida deve ser exercida de forma universal, mas não exagerada.

2. Proposições como «dois mais dois é igual a quatro» não escapam à dúvida.

3. O argumento dos sonhos mostra que as nossas crenças não são confiáveis.

4. Existe um génio maligno que nos engana sistematicamente.

a)

3 e 4 são corretos; 1 e 2 são incorretos.

b)

2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.

c)

2 é correto; 1, 3 e 4 são incorretos.

d)

1 é correto; 2, 3 e 4 são incorretos.

21.

1. Qual das seguintes afirmações não seria partilhada por Descartes?

a)

As ideias adventícias devem ser consideradas duvidosas.

b)

A existência do mundo físico pode ser justificada racionalmente.

c)

Os sentidos enganam-nos sempre e em todos os casos.

d)

A crença nas verdades racionais pode ser falsa.

22.

O ato de duvidar conduz Descartes:

a)

À conclusão de que existe um deus enganador ou génio maligno.

b)

À convicção de que o mundo físico em seu redor não existe.

c)

À indubitabilidade da existência do sujeito pensante.

d)

Ao ceticismo moderado ou mitigado.

23.

1. Para Descartes, as ideias de unicórnio e de fada são:

a)

Ideias inatas.

b)

Ideias factícias.

c)

Ideias adventícias.

d)

Ideias complexas.

24.

1. Para Descartes, as ideias de perfeição e de verdade são:

a)

Ideias inatas.

b)

Ideias factícias.

c)

Ideias adventícias.

d)

Ideias complexas