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Filosofia Política: Platão, Aristóteles, Bossuet e Maquiavel

Total questions: 24

Worksheet time: 28mins

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1.

Qual o nome da forma ideal de governo para Platão?

a)

Democracia

b)

Oligarquia

c)

Sofocracia

d)

Aristocracia

e)

Monarquia

2.

Em Política, Aristóteles se preocupou menos com hipóteses de uma sociedade perfeita e mais em compreender a realidade política de seu tempo, estudando as leis de diferentes cidades e as formas de governo existentes. Para Ele a melhor forma de governo seria:

a)

A Democracia, pois cada cidadão deve participar da vida social.

b)

A monarquia, pois a Deus todo poder pertence.

c)

A ditadura, pois o homem é um animal social e deve, pela força, ser contido para possibilitar a vida social.

d)

Um sistema misto de democracia e aristocracia, chamado politia ou politeia, para evitar os conflitos de interesses entre os ricos e pobres.

e)

Aristóteles defendia a ideia que não deveria existir um governo na cidade.

3.

Com base nos conhecimentos sobre as formas de governo analisadas por Platão, considere as seguintes afirmativas e marque TODAS as corretas:

a)

A democracia é a negação da justiça, pois ela rejeita o princípio da escolha de governantes pelo critério da capacidade específica.

b)

A democracia é uma forma de governo que, ao dar livre curso aos desejos supérfluos e perniciosos dos indivíduos, se degenera em tirania.

c)

A democracia é a mais bela forma de governo, pois privilegia a liberdade que é o mais belo de todos os bens.

d)

Na democracia, cada indivíduo assume a sua função própria dentro da polis.

4.

(ENEM) Observe a charge:


“É evidente, pois, que a cidade faz parte das coisas da natureza, que o homem é naturalmente um animal político, destinado a viver em sociedade, e que aquele que, por instinto, e não porque qualquer circunstância o inibe, deixa de fazer parte de uma cidade, é um ser vil ou superior ao homem [...].” (ARISTÓTELES. A política. Trad. de Nestor Silveira Chaves. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 13.)

Com base no texto de Aristóteles e na charge, é correto afirmar:

a)

A charge apresenta uma interpretação correta do texto de Aristóteles segundo a qual a política é uma atividade nociva à coletividade devendo seus representantes serem afastados do convívio social.

b)

A charge, fazendo alusão à afirmação aristotélica de que o homem é um animal político por natureza, sugere uma crítica a um tipo de político que ignora a coletividade privilegiando interesses particulares e que, por isso, deve ser evitado.

c)

A charge aborda o ponto de vista aristotélico de que a dimensão política do homem independe da convivência com seus semelhantes, uma vez que o homem bastasse a si próprio.

d)

O texto de Aristóteles confirma a ideia exposta pela charge de que a condição humana de ser político é artificial e um obstáculo à liberdade individual.

e)

Tanto a charge quanto o texto de Aristóteles apresentam a ideia de que a vida em sociedade degenera o homem, tornando-o um animal.

5.

(Uenp 2011) Platão foi um dos filósofos que mais influenciaram a cultura ocidental. Para ele, a filosofia tem um fim prático e é capaz de resolver os grandes problemas da vida. Considera a alma humana prisioneira do corpo, vivendo como se fosse um peregrino em busca do caminho de casa. Para tanto, deveria transpor os limites do corpo e contemplar o inteligível. Assinale a alternativa correta.

a)

A teoria das ideias não pode ser considerada uma chave de leitura aplicável a todo pensamento platônico.

b)

Como Sócrates, Platão desenvolveu uma ética racionalista que desconsiderava a vontade como elemento fundamental entre os motivadores da ação. Ele acreditava que o conhecimento do bem era suficiente para motivar a conduta de acordo com essa ideia (agir bem).

c)

Platão propõe um modelo de organização política da sociedade que pode ser considerado estamental e antidemocrático. Para ele, o governo não deveria se pautar pelo princípio da maioria. As almas têm natureza diversa, de acordo com sua composição, isso faz com que os homens devam ser distribuídos de acordo com essa natureza, divididos em grupos encarregados do governo, do controle e do abastecimento da polis.

d)

Platão chamava o conhecimento da verdade de doxa e o contrapõe a uma outra forma de conhecimento (inferior) denominada episteme.

e)

Para Platão, a essência das coisas é dada a partir da análise de suas causas material e final.

6.

Para Platão, quem é o melhor governante?

a)

O Rei, pois tem sangue nobre.

b)

O filósofo, pois é o único que conhece a verdade e a sabedoria.

c)

O tirano, pois o povo precisa de leis fortes e rígidas.

d)

A Aristocracia, pois sabem o que é melhor par todos.

e)

O povo, que sabe o que é melhor para si.

7.

Em O Príncipe, Nicolau Maquiavel reflete acerca dos desafios da conquista e manutenção do poder. De acordo com Maquiavel, a cidade seria:

a)

uma comunidade política e que deveria ser constituída para o bem comum e a justiça.

b)

um espaço de lutas internas e que estaria originalmente dividido por dois desejos opostos.

c)

um lugar da força e que deveria ser transformada pela lógica do bem comum em polos opostos.

d)

uma comunidade homogênea e que estaria sempre voltada para o bem comum.

8.

As ideias de que a sociedade não pode ser vista como uma comunidade homogênea voltada para o bem comum e que a finalidade da política seria a tomada e a conservação do poder são concepções de:

a)

Aristóteles

b)

Platão

c)

Maquiavel

d)

Thomas Hobbes

9.

“Toda cidade [polis], portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as primeiras comunidades; aquela é o estágio final destas, pois a natureza de uma coisa é seu estágio final. (...) Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por natureza, e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria acima da humanidade.” (ARISTÓTELES. Política. 3. ed. Trad. De Mário da Gama Kuri. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997. p. 15.)

De acordo com o texto de Aristóteles, é correto afirmar que a polis:

a)

É instituída por uma convenção entre os homens.

b)

Existe por natureza e é da natureza humana buscar a vida em sociedade.

c)

Passa a existir por um ato de vontade dos deuses, alheia à vontade humana.

d)

É estabelecida pela vontade arbitrária de um déspota.

e)

É fundada na razão, que estabelece as leis que a ordenam.

10.

Maquiavel esteve empenhado na renovação da política em um período ainda dominado pela teologia cristã com os seus valores que atribuíam ao poder divino a responsabilidade sobre os propósitos humanos. Em sua obra mestra, O príncipe, escreveu: “Deus não quer fazer tudo, para não nos tolher o livre arbítrio e parte da glória que nos cabe”.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. Tradução Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção Os Pensadores. p. 108.


Assinale a alternativa que fundamenta essa afirmação de Maquiavel.

a)

Deus faz o mais importante, conduz o príncipe até o trono, garantindo-lhe a conquista e a posse. Depois, cabe ao soberano fazer um bom governo submetendo-se aos dogmas da fé.

b)

A conquista e a posse do poder político não é uma dádiva de Deus. É preciso que o príncipe saiba agir, valendo-se das oportunidades que lhe são favoráveis, e com firmeza alcance a sua finalidade.

c)

Os milagres de Deus sempre socorreram os homens piedosos. Para ser digno do auxílio divino e alcançar a glória terrena é preciso ser obediente à fé cristã e submeter-se à autoridade do papa.

d)

Nem Deus, nem o soberano são capazes de conquistar o Estado. Tudo que ocorre na História é obra do capricho, do acaso cego, que não distingue nem o cristão nem o gentio.

e)

A governança do estado é uma dádiva divina e é concedida ao príncipe de direito que deve usar este magistério para o bem do povo.

11.

(Enem/2010 ) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.


No século XVI, Maquiavel escreveu "O Príncipe", reflexão sobre a Monarquia e a função do governante.

A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

a)

Inércia de julgamentos de crimes polêmicos.

b)

O príncipe deve demonstrar bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

c)

O príncipe deve mostrar compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

d)

O príncipe deve mostrar neutralidade diante da condenação dos servos.

e)

O príncipe deve buscar uma conveniência entre ser um tirano e ser respeitado.

12.

(PUC-SP) "O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..."

(Jacques Bossuet)

Essas afirmações de Bossuet referem-se ao contexto

a)

do século XII, na França, no qual ocorria uma profunda ruptura entre Igreja e Estado pelo fato de o Papa almejar o exercício do poder monárquico por ser representante de Deus.

b)

do século X, na Inglaterra, no qual a Igreja Católica atuava em total acordo com a nobreza feudal.

c)

do século XVIII, na Inglaterra, no qual foi desenvolvida a concepção iluminista de governo, como está exposta.

d)

do século XVII, na França, no qual se consolidavam as monarquias nacionais.

e)

do século XVI, na Espanha, no momento da união dos tronos de Aragão e Castela.

13.

(Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis, pois que "os fins justificam os meios." Professou suas ideias na famosa obra:

a)

Leviatã

b)

Do Direito da Paz e da Guerra

c)

O Príncipe

d)

República

e)

Política Segundo as Sagradas Escrituras

14.

(IFRS/2015) O pensador francês Jacques Bossuet (1627-1704) acreditava que a monarquia era algo sagrado. Na sua visão, os reis cristãos eram instrumentos de Cristo, os representantes diretos do próprio Deus na Terra, eleitos diretamente por Ele para reinarem.

Essa maneira de Bossuet pensar a política, de uma perspectiva religiosa, satisfazia principalmente aos interesses

a)

das monarquias absolutistas.

b)

da democracia das cidades italianas.

c)

das nobrezas feudais.

d)

do teocentrismo medieval.

e)

dos camponeses supersticiosos.

15.

(UNIFOR CE/2000) Bossuet destacou-se como um dos principais teóricos do absolutismo. Em seu livro procurou:

a)

fundamentar suas explicações sobre o absolutismo em princípios racionais, sem interferência religiosa.

b)

defender a ideia de que somente a autoridade do monarca, limitada pelo legislativo, poderia manter a ordem interna de uma nação.

c)

demonstrar que o alcance da plenitude política e do poder absoluto dependia da virtude e da fortuna dos reis.

d)

justificar o absolutismo monárquico sob o ponto de vista religioso, elaborando a teoria do direito divino dos reis.

e)

definir o absolutismo como um poder centralizado na pessoa do rei com auxílio de ministros, escolhidos pelo parlamento.

16.

ENEM 2013 – Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.

MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.


A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas. Maquiavel define o homem como um ser

a)

munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.

b)

possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.

c)

guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.

d)

naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais.

e)

sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.

17.

ENEM 2012 – Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979


Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao

a)

valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.

b)

rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.

c)

afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.

d)

romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.

e)

redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

18.

(UEL) – Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da relação entre poder e moral, é correto afirmar:

a)

Maquiavel se preocupa em analisar a ação política considerando tão somente as qualidades morais do Príncipe que determinam a ordem objetiva do Estado.

b)

O sentido da ação política, segundo Maquiavel, tem por fundamento originário e, portanto, anterior, a ordem divina, refletida na harmonia da Cidade.

c)

Para Maquiavel, a busca da ordem e da harmonia, em face do desequilíbrio e do caos, só se realiza com a conquista da justiça e do bem comum.

d)

Na reflexão política de Maquiavel, o fim que deve orientar as ações de um Príncipe é a ordem e a manutenção do poder.

e)

A análise de Maquiavel, com base nos valores espirituais superiores aos políticos, repudia como ilegítimo o emprego da força coercitiva do Estado.

19.

Quem disse a frase; "O homem é um animal político"?

a)

Socrátes

b)

Aristóteles

c)

Platão

d)

Aristócrates

20.

Qual é a função do Estado segundo Aristóteles?

a)

Procurar o bem do governante

b)

garantir o bem comum dos seus habitantes.

c)

Colocar a maior quantidade possível de regras para manter a ordem

d)

Garantir que os filósofos mantenham o poder

21.

Segundo Maquiavel quando o Príncipe não pode ser amado e temido ao mesmo tempo, o melhor seria que fosse...

a)

Amado

b)

Respeitado

c)

Odiado

d)

Temido

22.

Quem é o homem para Maquiavel?

a)

Um ser por natureza bom

b)

Um ser por natureza perverso e egoísta

c)

Um ser por natureza medíocre

d)

Um ser por natureza racional

23.

O que tem que fazer o príncipe para chegar ao um Estado forte?

a)

Recorrer a justiça e a ordem

b)

Recorrer às relações públicas e democráticas.

c)

Recorrer a a astucia, ao engano e se necessário a crueldade.

d)

Recorrer aos conselhos dos sábios

24.

Qual frase representa melhor o filosofo da imagem?

a)

Penso, logo existo

b)

Se liga, bico de luz!

c)

O homem é um caniço pensante

d)

Cochece-te a ti mesmo