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GEOGRAFIA FÍSICA - ENEM

Total questions: 20

Worksheet time: 3600secs

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1.

Em Goiás e Mato Grosso, as modificações dependeram fundamentalmente de novos manejos aplicados às terras. Acima de tudo, porém, o desenvolvimento regional deveu-se a uma articulada transformação dos meios urbanos e rurais, a serviço da produção tanto de alimentos básicos, como o arroz, por exemplo, quanto de grãos para consumo interno e exportação, como a soja.

AB’SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2003.

A realidade descrita no texto se estabelece sobre qual domínio morfoclimático?

a)

A) Pradaria.

b)

B) Cerrado.

c)

C) Caatinga.

d)

D) Araucária.

e)

E)

Atlântico.

2.

Na América Latina, cerca de 40 milhões de pessoas, ou seja, 7% da população, não possuem água segura para o consumo humano, enquanto mais de 6% da população da região ainda praticam a defecação ao ar livre, com graves consequências sociais e ambientais. Essa problemática é mais frequente e mais complexa, como seria de se esperar, nas áreas semiáridas e desérticas, mas também se faz presente em regiões mais favorecidas em termos hidrológicos: a relação entre a disponibilidade natural de água e a satisfação das necessidades vitais da população não é de maneira alguma mecânica ou direta. CASTRO, J. E.; HELLER, L.; MORAIS, M. P. O direito à água como política pública na América Latina: uma exploração teórica e empírica. Brasília: Ipea, 2015 (adaptado). A política pública capaz de solucionar o problema apresentado é:

Alternativas

a)

A) Subsidiar a saúde privada.

b)

B) Tratar os efluentes industriais.

c)

C)Proteger os mananciais de rios.

d)

D) Promover a oferta de empregos.

e)

E)

Democratizar o saneamento básico.

3.

Os canais meândricos são encontrados, com frequência, nas áreas úmidas cobertas por vegetação ciliar, descrevem curvas sinuosas harmoniosas e semelhantes entre si. Várias são as condições essenciais para o desenvolvimento dos meandros: camadas de detritos de granulação móvel, coerentes, firmes e não soltas; gradientes moderadamente baixos; fluxos contínuos e regulares; cargas em suspensão e de fundo em quantidades mais ou menos equivalentes.

GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.

A drenagem fluvial apresentada desenvolve-se em qual ambiente topográfico?

Alternativas

a)

A)Vales encaixados.

b)

B)Escarpas íngremes.

c)

C)Depressões absolutas.

d)

D)Planícies sedimentares.

e)

E)

Cordilheiras montanhosas

4.

Com base no mapa, a área com maior suscetibilidade natural à ocorrência de erosão no Brasil é o(a)

Alternativas

a)

A) interior da Região Norte.

b)

B) depressão do Pantanal.

c)

C)extremo oeste amazônico.

d)

D)faixa litorânea do Sudeste.

e)

E)

região da Mata dos Cocais

5.

Os fundamentos da meteorologia tropical, como mostrou Richard Grove, foram estabelecidos durante o grande El Niño de 1790-91, que, além de levar a seca e a fome a Madras e Bengala, desmantelou a agricultura em várias colônias caribenhas da Inglaterra. Pela primeira vez, medições meteorológicas simultâneas, milhares de milhas distantes entre si, sugeriram que aquelas condições de tempo extremo talvez estivessem associadas em todos os trópicos — uma ideia que só seria completamente desenvolvida durante a seca global de 1876-78.

DAVIS, M. Holocaustos coloniais: clima, fome e imperialismo na formação do Terceiro Mundo. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 2002

O fenômeno climático citado ocorre periodicamente e tem como causa o aumento da

a)

atuação da Massa Equatorial Continental.

b)

velocidade dos ventos no Hemisfério Sul.

c)

atividade vulcânica no Círculo do Fogo.

d)

temperatura das águas do Pacífico.

e)

liquefação das geleiras no Ártico

6.

As cidades de Puebla, no México, e Legazpi, nas Filipinas, não têm quase nada em comum. Estão muito longe uma da outra e são habitadas por povos muito diferentes. O que as une é um trágico detalhe de sua geografia. Elas foram erguidas na vizinhança de alguns rios vulcões mais perigosos do mundo: o mexicano Popocatepéti e o filipino Mayon. Seus habitantes precisam estar prontos para correr a qualquer hora. Eles fazem parte dos 550 milhões de indivíduos que moram em zonas de risco vulcânico no mundo. Ao contrário do que seria sensato, continuam-ali, indiferentes ao perigo que os espreita. ANGELO C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 24 out. 2015 (adaptado) A característica física que justifica a fixação do homem nos locais apresentados no texto é a ocorrência de

a)

A)solo fértil.

b)

B) encosta íngreme.

c)

C) vegetação diversificada.

d)

D) drenagem eficiente.

e)

E)

clima ameno

7.

No litoral sudeste, especialmente na região de Cabo Frio (RJ), ocorre, por vezes, um fenômeno interessante, que abaixa a temperatura da água do mar a até 14 °C, nos meses de janeiro e fevereiro. Isso acontece devido ao vento, que, no verão, sopra constantemente da direção nordeste. Assim, esse vento constante empurra as águas da superfície, que haviam sofrido insolação e, portanto, estavam aquecidas (em torno de 26 °C), para o oceano aberto. Origina-se, então, uma lacuna de água junto à costa, que é preenchida por águas profundas, bem mais frias, que sobem e atingem a superfície. A ascensão das águas frias é chamada de ressurgência. VIEIRA, A. C. M.; ALVES, D. S. C.; MATSCHINSKE, E. G. Influência das correntes oceânicas no clima do Brasil. Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 10 out. 2015. Uma importância econômica do fenômeno apresentado reside no fato de que ele favorece o surgimento de

a)

A) recifes de corais, atraindo o turismo.

b)

B) áreas de cardumes, beneficiando a pesca.

c)

C) zonas de calmaria, facilitando a navegação.

d)

D) locais de águas límpidas, favorecendo o mergulho.

e)

E)

campos de sedimentos orgânicos, formando o petróleo.

8.

As águas das precipitações atmosféricas sobre os continentes nas regiões não geladas podem tomar três caminhos: evaporação imediata, infiltração ou escoamento. A relação entre essas três possibilidades, assim como das suas respectivas intensidades quando ocorrem em conjunto, o que é mais frequente, depende de vários fatores, tais como clima, morfologia do terreno, cobertura vegetal e constituição litológica. LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado). A preservação da cobertura vegetal interfere no processo mencionado contribuindo para a

a)

A) decomposição do relevo.

b)

B) redução da evapotranspiração.

c)

C) contenção do processo de erosão.

d)

D) desaceleração do intemperismo químico.

e)

E)

deposição de sedimentos no solo.

9.

A topografia predominante no Planalto Central é a de uma região horizontal, chata, que me fez recordar muito do Planalto Central da África do Sul: o mesmo horizonte circular, a mesma vegetação baixa e rala, que permite à vista varrer extensões infinitas. WEIBEL, L. Capítulos de geografia tropical e do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1979. Quais formações vegetais pertencem às paisagens apresentadas?

a)

A) Os cerrados e as savanas.

b)

B) Os garrigues e as pradarias.

c)

C) As caatingas e os maquis.

d)

D) As coníferas e as estepes.

e)

E)

As restingas e os chaparrais.

10.

Particularmente nos dias de inverno, pode ocorrer um rápido resfriamento do solo ou um rápido aquecimento das camadas atmosféricas superiores. O ar quente fica por cima da camada de ar frio, passando a funcionar como um bloqueio, o que impede a formação de correntes de ar (vento). Dessa forma, o ar frio próximo ao solo não sobe porque é o mais denso, e o ar quente que lhe está por cima não desce porque é o menos denso. Nas grandes cidades, esse fenômeno tende a se agravar, uma vez que a expressiva concentração de indústrias e automóveis intensifica o lançamento de poluentes e material particulado na atmosfera, o que torna o ar mais impuro e, por conseguinte, contribui para o aumento de casos de irritação nos olhos e doenças respiratórias. AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996 (adaptado). Agravado pela ação antrópica, o fenômeno atmosférico descrito no texto é o(a)

Alternativas

a)

A) efeito estufa.

b)

B)ilha de calor.

c)

C) inversão térmica.

d)

D) ciclone tropical.

e)

E)

chuva orográfica

11.

No Hemisfério Sul, a sequência latitudinal dos desertos representada na imagem sofre uma interrupção no Brasil devido à seguinte razão:

Alternativas

a)

A) Existência de superfícies de intensa refletividade.

b)

B)Preponderância de altas pressões atmosféricas.

c)

C)Influência de umidade das áreas florestais.

d)

D)Predomínio de correntes marinhas frias.

e)

E)

Ausência de massas de ar continentais.

12.

A geração de imagens por meio da tecnologia ilustrada depende da variação do(a):

a)

A) Albedo dos corpos físicos.

b)

B) Profundidade do lençol freático.

c)

C) Campo de magnetismo terrestre.

d)

D) Qualidade dos recursos minerais.

e)

E) Movimento de translação planetária

13.

A causa da formação do curso-d’água encachoeirado, tal como ilustrado na imagem, é a

.

a)

A) deposição de fragmentos rochosos.

b)

B) circulação das águas em redemoinho.

c)

C )quantidade de material sólido transportado.

d)

D) escavação de caldeirões pelo turbilhonamento.

e)

E)

diferente resistência à erosão oferecida pelas rochas

14.

Os antigos filósofos, observando o grande volume de água de rios como o Nilo, Reno e outros, imaginavam que as chuvas eram insuficientes para alimentar tão consideráveis massas de água. Foi no século XVIII que Pierre Pernault mediu a quantidade de chuva durante três anos na cabeceira do rio Sena. Também mediu o volume de água do referido rio e chegou à conclusão de que apenas a sexta parte se escoava e o restante era evaporado.

LEINZ, V. Geologia geral. São Paulo: Editora Nacional, 1989 (adaptado).

A investigação feita por Pierre Pernault contribuiu diretamente para a explicação científica sobre

.

a)

A) intemperismo químico.

b)

B) rede de drenagem.

c)

C) degelo de altitude.

d)

D) erosão pluvial.

e)

E) ciclo hidrológico

15.

Uma pesquisa realizada por Carolina Levis, especialista em ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e publicada na revista Science, demonstra que as espécies vegetais domesticadas pelas civilizações pré-colombianas são as mais dominantes. “A domesticação de plantas na floresta começou há mais de 8 000 anos. Primeiro eram selecionadas as plantas com características que poderiam ser úteis ao homem e em um segundo momento era feita a propagação dessas espécies. Começaram a cultivá-las em pátios e jardins, por meio de um processo quase intuitivo de seleção”.

OLIVEIRA, J. Indígenas foram os primeiros a alterar o ecossistema da Amazônia. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 11 dez. 2017 (adaptado).

O texto apresenta um novo olhar sobre a configuração da Floresta Amazônica por romper com a ideia de

Alternativas

a)

A) primazia de saberes locais.

b)

B) ausência de ação antrópica.

c)

C) insuficiência de recursos naturais.

d)

D) necessidade de manejo ambiental.

e)

E) predominância de práticas agropecuárias

16.

Qual característica do meio físico é condição necessária para a distribuição espacial do fenômeno representado?

a)

A) Cobertura vegetal com porte arbóreo.

b)

B) Barreiras orográficas com altitudes elevadas.

c)

C) Pressão atmosférica com diferença acentuada.

d)

D) Superfície continental com refletividade intensa.

e)

E)

Correntes marinhas com direções convergentes.

17.

De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto reprová-los por terem começado dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus descendentes, e com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início do século XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição. SAINT-HILAIRE, A. Viagem às nascentes do rio S. Francisco [1847]. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1975 (adaptado). No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do Brasil. Segundo a análise apresentada, os portugueses

a)

A) evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada.

b)

B) consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias.

c)

C) concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente.

d)

D) entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX.

e)

E)

relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra.

18.

Os solos tropicais são naturalmente ácidos, em razão da pobreza do material de origem ou devido aos processos de gênese. Além disso, o manejo das áreas agrícolas pode conduzir os solos à acidificação.

SOUZA, H. A. et al. Calagem e adubação boratada na produção de feijoeiro. Revista Ciência Agronômica, v. 42, n. 2, abr.-jun. 2011.

Em solos ácidos como os brasileiros, o método mais indicado, com o elemento utilizado para a correção do problema descrito no texto é o(a)

a)

A) descanso do solo a partir da técnica de pousio.

b)

B) uso da calagem pela introdução de calcário no solo.

c)

C) aração do solo para realizar a sua descompactação.

d)

D) plantio direto para diversificar as culturas.

e)

E)

rotação de culturas para manter os nutrientes no solo.

19.

Estima-se que cerca de 80% da área cultivada do estado de São Paulo esteja sofrendo processo erosivo, causando uma perda de mais de 200 milhões de toneladas de solo por ano. 70% desse solo chegam aos mananciais, causando assoreamento e poluição.

ZOCCAL, J. C. Adequação de erosões: causas, consequências e controle da erosão rural. Soluções cadernos de estudos em conservação do solo e água. Presidente Prudente: Codasp, v. 1, n. 1, maio 2007 (adaptado).

Como São Paulo, todo o Brasil sofre com o problema da deflagração e aceleração da erosão hídrica em áreas cultivadas, sendo que a perda de solos por esse tipo de erosão caracteriza-se por ser

a)

A) mais intensa em solos onde se utiliza a técnica de associação de culturas, em comparação com cultivos que deixam a maior parte do solo exposto às intempéries.

b)

B) menos intensa em solos que, revolvidos, ficam expostos às chuvas, em comparação àqueles onde são aplicadas técnicas de plantio direto.

c)

C) mais intensa nos solos onde são realizados cultivos temporários, em comparação àqueles sobre os quais as coberturas de mata são preservadas.

d)

D) mais intensa em solos expostos a chuvas bem distribuídas, em comparação àqueles sobre os quais a quantidade de chuvas é concentrada ao longo do ano.

e)

E)

menos intensa nos solos cujos alinhamentos dos cultivos seguem as linhas de maior inclinação, em comparação àqueles onde são aplicadas técnicas de terraceamento.

20.

Cientistas do país estudam interação entre a

Antártica e a Amazônia

É difícil imaginar que a Antártica possa interferir no clima de um país tropical como o Brasil, mas a verdade é que o continente gelado influencia e é influenciado especialmente pelo que acontece na América do Sul, inclusive na Amazônia, causando secas na região e recebendo a poluição gerada ali.

Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 8 dez. 2017 (adaptado).

As interações citadas são efeito de um processo atmosférico marcado por

Alternativas

a)

A)equidade entre índices de refletividade superficial.

b)

B)bloqueios de elevadas barreiras orográficas.

c)

C) preponderância de correntes marinhas frias.

d)

D)fluxos entre faixas de latitudes distintas.

e)

E)

alternância da pressão do ar equatorial.