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Quiz de Processos Psicossociais

Total questions: 30

Worksheet time: 30mins

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1.

Muitos jovens da periferia envolvidos em atos infracionais vivem uma realidade em que o

Estado falha em proteger seus direitos básicos. Considerando essa situação, qual das

alternativas abaixo melhor representa as formas de exclusão que eles enfrentam?

a)

Exclusão social devido à falta de oportunidades, mas com presença constante do Estado em

programas sociais e educacionais.

b)

Violência policial e estigmatização social, somadas à negligência do Estado em garantir

condições mínimas de dignidade.

c)

Participação ativa em projetos comunitários que promovem inclusão e reconhecimento

social.

d)

Acompanhamento psicológico, oportunidades de trabalho e proteção institucional.

2.

De que maneira a violência policial contra adolescentes pode contribuir com o ódio e com a

exclusão social entre adolescentes da periferia?

a)

Ao usar a força, reforça a percepção de que a violência é uma forma legítima de resolver

conflitos e problemas, aumentando comportamentos agressivos, sensação de desproteção e redução de confiança na polícia.

b)

A violência policial faz com que os adolescentes da periferia passem a confiar ainda mais

nas autoridades, acreditando que elas sempre vão protegê-los.

c)

Quando há violência policial, os adolescentes acabam se aproximando mais da polícia,

criando uma relação de parceria e respeito mútuo na comunidade.

d)

A violência policial contra adolescentes da periferia contribui para fortalecer o senso de

disciplina e respeito às normas, fazendo com que esses jovens se integrem mais facilmente à sociedade.

3.

Qual das seguintes questões são apontadas como uma dimensão fundamental na construção

da subjetividade de jovens que passam pelo impacto da criminalização da pobreza e da

violência?

a)

A busca por ascensão social através da educação formal.

b)

A influência dos meios de comunicação na percepção da violência.

c)

A vivência da violência e da opressão como parte da construção pessoal.

d)

A participação em atividades recreativas como forma de resistência

4.

Como se caracteriza o início da trajetória infracional de muitos adolescentes da periferia?

a)

Como uma escolha racional baseada em ideologia criminosa.

b)

Como um apelo frustrado de resgate de sentido diante do desamparo.

c)

Como uma consequência inevitável da má influência dos pares.

d)

Como um reflexo natural da agressividade da juventude.

5.

Como os estudos sobre a branquitude influenciam no âmbito das dinâmicas raciais?

a)

Os estudos sobre a branquitude promovem um branqueamento na psicologia social,

servindo apenas para reforçar estereótipos raciais que não são relevantes nas discussões

sociais.

b)

As discussões sobre a branquitude não são necessárias, visto que todos os grupos são alvo

de preconceitos raciais.

c)

Realizar estudos sobre a branquitude implica em retirar o foco das identidades

consideradas de margem com o objetivo de centralizar a atenção para pessoas brancas.

d)

O estudo da branquitude influência nas dinâmicas raciais porque coloca o papel de

privilégio dos brancos em evidência, questiona a visão tradicional e demonstra o problema da superioridade branca ter o poder de maneira histórica e aprofunda as desigualdades.

6.

A teoria da democracia racial, popularizada por Gilberto Freyre, está ancorada na

falácia de que no Brasil as relações entre senhores e escravizados foram mais

harmônicas e menos violentas que em outros países escravocratas. Como este conceito

é visto hoje pelos estudos étnico-raciais?

a)

As manifestações culturais de origem africana no Brasil são suficientes para confirmar a

plena integração racial no país.

b)

É facilmente desmistificada pelas estatísticas sociais brasileiras que revelam a profunda

desigualdade racial no país.

c)

A miscigenação eliminou qualquer forma de preconceito ou desigualdade entre as raças no

Brasil.

d)

A ausência de conflitos raciais explícitos é uma prova concreta da existência de uma

democracia racial.

7.

Assinale de que forma o racismo estrutural deve ser encarado pela sociedade:

a)

O racismo não tem nenhum impacto significativo na saúde mental das pessoas, pois é uma

questão de opinião.

b)

As consequências do racismo podem ser facilmente superadas por força de vontade

individual, sem a necessidade de políticas públicas que visem mudanças profundas no

sistema social.

c)

O racismo afeta profundamente a vida dos indivíduos por ele acometidos, dessa forma, se

reforça a necessidade de políticas públicas que visem reparar os efeitos históricos da exclusão e marginalização social, sendo esse um compromisso de toda a sociedade.

d)

O racismo estrutural é algo enraizado na estrutura da sociedade, dessa forma, é um

fenômeno do passado e, portanto, não possui influência sobre a realidade atual dos grupos

marginalizados.

8.

Qual o conceito de racismo institucional?

a)

Consiste em elementos e comportamentos discriminatórios, muitas das vezes sendo

expressos de maneira indetectável e camuflada, os quais abrem caminhos de atuação

facilmente para pessoas brancas e criam barreiras para pessoas negras em instituições como escolas, hospitais, empresas e órgãos do governo.

b)

Refere-se a um sistema de discriminação racial que está enraizado na estrutura da

sociedade, manifestando-se em práticas, normas e instituições que, mesmo sem intenção

direta, perpetuam a desigualdade racial.

c)

Consiste apenas em atos individuais e explícitos de discriminação racial, como insultos ou

violência física, sem qualquer relação com estruturas sociais ou políticas institucionalizadas.

d)

Trata-se de um conceito ultrapassado, que não se aplica às sociedades modernas, já que as

instituições atuais são neutras e baseadas exclusivamente no mérito individual, sem qualquer viés racial.

9.

O que significa atuar de forma “territorializada” na psicologia?

a)

Ter um consultório próprio em alguma localização.

b)

Adaptar-se às condições do local sem analisar contexto.

c)

Compreender as dinâmicas locais e trabalhar a partir delas.

d)

Realizar somente atendimentos em grupo.

10.

Por que o psicólogo deve atuar em rede no contexto de acolhimento institucional?

a)

Para repassar responsabilidades.

b)

Porque é obrigado por lei.

c)

Para garantir a complexidade das intervenções e proteção integral.

d)

Para ser auxiliar da equipe técnica.

11.

Qual é o papel do território na atuação do psicólogo no contexto das políticas públicas?

a)

Atua para identificar a moradia da pessoa.

b)

Compreender dinâmicas sociais e subjetivas daquele espaço.

c)

Realizar visitas domiciliares.

d)

Definir a abordagem clínica do psicólogo.

12.

Como o território influencia as práticas de saúde?

a)

O território não tem impacto nas práticas de saúde.

b)

O território determina os recursos disponíveis e as necessidades da população.

c)

O território é irrelevante para a abordagem da saúde mental.

d)

O território apenas limita as intervenções dos profissionais de saúde.

13.

Sobre a atuação da Psicologia frente às diversidades sexuais e de gênero, é correto afirmar que:

a)

As identidades não cisgêneras devem ser tratadas como transtornos mentais que demandam intervenção psicológica.

b)

A Psicologia pode propor terapias para conversão de orientação sexual desde que com o

consentimento da pessoa.

c)

O sofrimento psíquico relacionado à identidade de gênero deve ser analisado no campo intrapsíquico do sujeito.

d)

A Psicologia deve reconhecer a legitimidade das expressões de gênero e sexualidade, sem patologizá-las.

14.

De acordo com as perspectivas despatologizantes adotadas pela Psicologia, o sofrimento psíquico de pessoas LGBTQIA+ deve ser compreendido como:

a)

Um transtorno ligado à identidade de gênero ou orientação sexual.

b)

Consequência direta de conflitos internos irresolvidos.

c)

Resultado de fatores sociais, culturais e políticos como a LGBTQIA+fobia estrutural.

d)

Prova de que a orientação sexual pode e deve ser reorientada por profissionais.

15.

Segundo as diretrizes estabelecidas pelas resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP), é correto afirmar que:

a)

A Psicologia pode emitir pareceres públicos que reforcem visões morais sobre orientações sexuais

não hegemônicas.

b)

É dever da(o) profissional de Psicologia acolher pessoas LGBTQIA+ com base em princípios éticos, sem reforçar discursos patologizantes.

c)

As resoluções do CFP permitem terapias reparativas desde que fundamentadas na religião da pessoa atendida.

d)

A atuação da Psicologia deve ignorar aspectos como raça, classe, deficiência ou território, pois o foco é apenas a sexualidade.

16.

De que forma a lógica hegemônica atual contribui para a exclusão de identidades dissidentes?

a)

Ao reconhecer igualmente todas as formas de existência e promover direitos universais.

b)

Ao garantir que cada grupo social possa expressar livremente sua espiritualidade e afetividade.

c)

Ao se afirmar como única e verdadeira, deslegitimando outras formas de viver, amar e existir.

d)

Ao promover políticas públicas que asseguram o acesso igualitário aos espaços religiosos e sociais.

17.

Qual é uma das críticas feministas às práticas de saúde da atenção básica do SUS?

a)

O SUS favorece igualmente todos os gêneros

b)

As práticas de saúde priorizam os homens cisgênero jovens

c)

Há uma centralização da saúde da mulher na reprodução, ignorando outras

demandas

d)

A atenção básica promove ativamente a desconstrução do binarismo de gênero

18.

O que significa dizer que "gênero" é uma construção social?

a)

Que homens e mulheres são diferentes por causa da biologia

b)

Que o gênero de uma pessoa é algo fixo desde o nascimento

c)

Que a forma como a sociedade trata homens, mulheres e outras identidades muda

com o tempo e a cultura

d)

Que só o corpo da pessoa define se ela é homem ou mulher

19.

O que significa incorporar uma perspectiva de gênero nas práticas de saúde da

atenção básica do SUS?

a)

Reduzir o número de atendimentos masculinos para priorizar as mulheres.

b)

Promover ações que reconheçam e enfrentam desigualdades de gênero na atenção à saúde.

c)

Implementar programas exclusivamente voltados à saúde reprodutiva.

d)

Garantir que todos os profissionais de saúde sejam do sexo feminino.

20.

O que é envelhecimento ativo?

a)

Processo de envelhecer isoladamente e com limitações físicas

b)

Envelhecer com acesso apenas a serviços de saúde

c)

Viver a velhice com saúde, participando da vida social e se sentindo valorizado

d)

Envelhecer apenas com apoio financeiro do governo

21.

Quais são os três pilares do envelhecimento ativo?

a)

Lazer, trabalho e educação

b)

Saúde, participação e segurança

c)

Moradia, alimentação e transporte

d)

Cultura, recreação e apoio familiar

22.

Qual a diferença entre prevenção e promoção da saúde no envelhecimento?

a)

Prevenção cuida do bem-estar e promoção evita doenças

b)

Prevenção é responsabilidade da família, promoção do governo

c)

Prevenção foca em doenças, promoção amplia o bem-estar e a autonomia

d)

Prevenção é para idosos, promoção para jovens

23.

A Psicologia Social Crítica emergiu na América Latina nos anos 1970 em um cenário que demandava:

a)

A solidificação de modelos psicológicos importados do norte global.

b)

Uma ciência comprometida com a adaptação individual às normas sociais.

c)

Uma abordagem que ignorasse o contexto político para manter a neutralidade.

d)

Uma ciência comprometida com a transformação social.

24.

A "inclusão/inserção social perversa" refere-se à ideia de que:

a)

A sociedade exclui para incluir precariamente.

b)

Todos os indivíduos estão inseridos na sociedade de forma digna e equitativa.

c)

A exclusão é um problema marginal que afeta apenas uma pequena parcela da população

d)

A inclusão é um processo linear e sempre benéfico para todos os envolvidos.

25.

Segundo Robert Castel, "desafiliação" significa:

a)

A ascensão social e o fortalecimento de vínculos comunitários.

b)

Uma ruptura de pertencimento e de vínculo societal.

c)

A capacidade de adaptação individual a ambientes adversos.

d)

A criação de novas redes de apoio social, independentemente da sociedade

26.

Sobre a relação entre pobreza e exclusão:

a)

Pobreza e exclusão são conceitos sinônimos e intercambiáveis.

b)

A pobreza é apenas a ausência de renda, sem relação com a exclusão.

c)

A pobreza não significa necessariamente exclusão, embora possa a ela conduzir.

d)

A exclusão é um fenômeno que sempre precede e causa a pobreza.

27.

O conceito de exclusão é descrito como:

a)

Um fenômeno unicamente subjetivo, focado nos sentimentos individuais de privação.

b)

Um processo complexo, sócio-histórico, configurado por recalcamentos em todas as esferas da vida social.

c)

Uma falha isolada do sistema social, sem grandes repercussões.

d)

Apenas uma condição de desigualdade econômica, sem outras dimensões.

28.

Quais dessas é uma das estratégias de desinstitucionalização do movimento antimanicomial?

a)

Comunidades terapêuticas

b)

Economia solidária

c)

Instituições de longa permanência

d)

Internação compulsória

29.

Quais são as três dimensões da exclusão apresentadas nos slides?

a)

Dimensão educacional, dimensão de saúde e dimensão de segurança.

b)

Dimensão biológica, dimensão psicológica e dimensão espiritual.

c)

Dimensão econômica, dimensão política e dimensão cultural.

d)

Dimensão objetiva (desigualdade social), dimensão ética (injustiça) e dimensão subjetiva (sofrimento).

30.

A Psicologia Comunitária emergiu no Brasil na década de 1970 em um contexto específico. Qual foi um dos principais fatores que impulsionaram seu surgimento?

a)

A ausência de desigualdades sociais no país, o que permitiu o desenvolvimento de novas abordagens.

b)

A saturação do mercado de trabalho tradicional para psicólogos e a insuficiência teórica para lidar com problemas coletivos.

c)

A forte aceitação do modelo liberal da psicologia clínica e sua eficácia em lidar com problemas coletivos.

d)

A influência exclusiva de psicólogos estrangeiros, sem participação de profissionais brasileiros.