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Revisão de Filosofia (Grega, Medieval, Política e Moderna)

Total questions: 10

Worksheet time: 21mins

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1.

(ENEM 2015) "A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e favulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um." -Niestzcshe, Crítica moderna

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a)

O impulso para transformar, mediante justificativas os elementos sensíveis em verdades racionais

b)

A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes

c)

A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real

d)

O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas

e)

A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas

2.

(ENEM 2017) TEXTO I

"Não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da mudança, dispersa e de novo reúne." -Heráclito

TEXTO II

"São muitos sinais de que o ser é ingênito e indestrutível, pois é compacto, inabalável e sem fim ; não foi nem será, pois é agora um todo homogêneo, uno, contínuo. Como poderia o que é perecer? Como poderia gerar-se?"

Os fragmentos do pensamento pré-socrático expõem uma oposição que se insere no campo das

a)

investigações do pensamento sistemático

b)

discussões de base ontológica

c)

verdades do mundo sensível

d)

preocupações do período mitológico

e)

habilidades da retórica sofística

3.

(UNESP 2021) A crítica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à influência dos sofistas, as decisões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos.

De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas dizia respeito

a)

ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento baseava-se no exercício da retórica

b)

ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões da Assembleia acerca dos rumos das cidades-Estado

c)

à defesa de formas tirânicas de exercício do poder desenvolvida pela retórica convincente

d)

à desvalorização da pluralidade de opiniões e de posicionamentos político-ideológicos

e)

ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas virtudes na composição da Assembleia

4.

(UEL 2024) Assim como seu mestre Platão, a visão é valorizada por Aristóteles. Sobre o tema, leia o texto a seguir.

“Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente da sua utilidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. [...] E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimentos do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas. Os animais são naturalmente dotados de sensação; mas em alguns, da sensação não nasce a memória, ao passo que em outros nasce. [...] Nos homens a experiência deriva da memória. De fato, muitas recordações do mesmo objeto chegam a constituir uma experiência única. [...] Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência.”
Sobre o processo de conhecimento em Aristóteles, assinale a alternativa correta.

a)

É possível adquirir a memória antes da experiência e da sensação

b)

A ciência e a arte são conhecimentos particulares e a experiência é conhecimento dos universais

c)

É a partir da sensação que desenvolvemos memória e experiência

d)

A visão é o sentido mais desvalorizado por ser o mais prazeroso

e)

Os animais são dotados de capacidade para desenvolver experiência derivada da sensação

5.

(UNIFOR 2025) “Segundo Aristóteles, as qualidades do caráter podem ser dispostas de modo que identifiquemos os extremos e a justa medida. Por exemplo, entre a covardia e a audácia está a coragem; entre a belicosidade e a bajulação está a amizade; entre a indolência e a ganância está a ambição e etc. É interessante notar a consciência do filósofo ao elaborar a teoria do meio-termo. Conforme ele, aquele que for inconsciente de um dos extremos, sempre acusará o outro de vício. Por exemplo, na política, o liberal é chamado de conservador e radical por aqueles que são radicais e conservadores. Isso porque os extremistas não enxergam o meio-termo. Portanto, seguindo o famoso lema grego “Nada em excesso”, Aristóteles formula a ética da virtude baseada na busca pela felicidade, mas felicidade humana, feita de bens materiais, riquezas que ajudam o homem a se desenvolver e não se tornar mesquinho, bem como bens espirituais, como a ação (política) e a contemplação (a filosofia e a metafísica). ”

Assinale a alternativa que representa a principal ideia proposta pelo filósofo Aristóteles.

a)

Aristóteles propõe que a verdadeira virtude reside na capacidade de equilibrar os extremos, e enfatiza a importância de bens espirituais como a ação e a contemplação

b)

O filósofo defende que a busca pela felicidade deve se concentrar em bens materiais, pois, para ele, a riqueza é o único caminho que ajuda o homem a se desenvolver

c)

Segundo Aristóteles, as pessoas que não reconhecem os extremos de suas ações, frequentemente, evitam qualquer confronto com a ética da virtude

d)

Aristóteles sugere que a ética da virtude se baseia na ideia de que os extremos são igualmente válidos, desde que a pessoa se sinta realizada em suas escolhas pessoais

e)

O filósofo acredita que a coragem é uma qualidade de caráter, que é resultado da contemplação, que, por si só, é um caminho suficiente para se alcançar a ética da virtude.

6.

(ENEM PPL 2017) “Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: “Eu a perdi”, mas sim: “Eu a restituí”. O filho morreu? Foi restituído. A mulher morreu? Foi restituída. “A propriedade me foi subtraída”, então também foi restituída. “Mas quem a subtraiu é mau”. O que te importa por meio de quem aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que ele der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se instalam em uma hospedaria.”

A característica do estoicismo presente nessa citação do filósofo grego Epicteto é

a)

explicar o mundo com números

b)

identificar a felicidade com o prazer

c)

aceitar os sofrimentos com serenidade

d)

questionar o saber científico com veemência

e)

considerar as convenções sociais com desprezo

7.

(UNICENTRO 2019) Do ponto de vista das reflexões filosóficas contemporâneas sobre o que foi a chamada Idade Média, é correto afirmar:

a)

Constituiu-se num período em que o saber não evoluiu, representando uma “longa noite de mil anos”.

b)

Foi um período em que o saber filosófico esteve atrelado ao saber religioso, tendo a filosofia como “serva” da teologia, ou seja, um saber voltado a fundamentar racionalmente os dogmas da fé.

c)

Foi um período em que Santo Tomás de Aquino liderou a Filosofia Patrística e Santo Agostinho liderou a Escolástica.

d)

Foi um período que ficou na média por ter preservado o saber greco-romano da destruição causada pela Santa Inquisição.

e)

Foi uma importante era da história da humanidade em que René Descartes e Galileu Galilei lançaram as bases da ciência moderna, em contraposição ao teocentrismo do pensamento grego.

8.

(ENEM 2019) Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.

ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).

O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre

a)

idealidade e efetividade da moral

b)

nulidade e preservabilidade da liberdade

c)

ilegalidade e legitimidade do governante

d)

verificabilidade e possibilidade da verdade

e)

objetividade e subjetividade do conhecimento

9.

TEXTO I

Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.

"HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983."

TEXTO II

Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.

"ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado)."

Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma

a)

predisposição ao conhecimento

b)

submissão ao transcendente

c)

tradição epistemológica

d)

condição original

e)

objetividade e subjetividade do conhecimento

10.

(ENEM 2013) Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.
"KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado)"

O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana na filosofia.

Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que

a)

assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento

b)

defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo

c)

revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica

d)

apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos

e)

refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant