wayground logo

Free Printable Worksheets

Font size

S
M
L
XL
Worksheets

Descartes 1 - Teste da Dúvida

Total questions: 20

Worksheet time: 10mins

Name
Class
Date
1.

Qual é o principal objetivo de Descartes ao aplicar a dúvida metódica?

a)

Demonstrar que os nossos sentidos são a fonte mais fiável de conhecimento

b)

Encontrar um fundamento seguro e indubitável para o conhecimento

c)

Criar uma teoria filosófica em que a matemática é a única verdade exata

d)

Provar que os céticos radicais têm razão e que a verdade é inalcançável

2.

Que crenças são postas em causa pela hipóteses do "génio maligno"?

a)

Apenas as informações que recebemos através dos nossos sentidos

b)

A certeza de que estamos acordados e não a sonhar

c)

A existência do nossos próprio corpo e do mundo físico

d)

As verdades aparentemente evidentes da matemática, como 2 + 2 = 4

3.

O que significa dizer que o cogito ergo sum é uma crença indubitável?

a)

Significa que se baseia em provas empíricas e observações do mundo

b)

Significa que é uma verdade aceite pela maioria das pessoas

c)

Significa que a própria tentativa de duvidar dela acaba por a confirmar

d)

Significa que é uma conclusão lógica derivada de premissas anteriores

4.

O que é que a certeza do cogito não consegue provar?

a)

A minha existência como um ser que pensa

b)

A existência do meu corpo e do mundo exterior

c)

Que o ato de duvidar é uma forma de pensar

d)

Que existo no momento preciso em que estou a pensar

5.

Por que razão Descartes considera que os sentidos podem enganar "sempre", mesmo que na realidade só enganem "às vezes"?

a)

Porque a hipótese do génio maligno torna todas as perceções falsa.

b)

Porque o seu critério para a certeza exige uma fiabilidade absoluta, e qualquer falha, por menor que seja, invalida a fonte como base segura.

c)

Porque ele segue a visão dos céticos, que afirmam que os sentidos nunca são fiáveis.

d)

Porque a experiência de sonhar prova que os sentidos estão sempre a criar uma realidade falsa.

6.

A principal diferença entre o argumento do sonho e o argumento dos sentidos é que o argumento do sonho põe em causa...

a)

a própria realidade do nosso estado presente, incluindo a sensação de ter um corpo.

b)

a validade das operações matemáticas.

c)

a certeza da nossa própria existência como seres pensantes

d)

a fiabilidade das nossas informações sensoriais

7.

A forma como as "Meditações" são apresentadas sugere que a filosofia para Descartes é...

a)

uma disciplina puramente teórica e abstrata, sem aplicação prática ou pessoal

b)

um conjunto de dogmas que devem ser memorizados e aceites sem questionar

c)

uma experiência pessoal e um percurso que cada indivíduo deve refazer por si.

d)

um debate histórico entre diferentes escolas de pensamento, como dogmáticos e céticos

8.

Qual das seguintes opções descreve corretamente a posição dos céticos pirrónicos?

a)

Acreditam que a única verdade certa é "penso logo existo".

b)

Sustentam que a verdade existe, mas que só pode ser alcançada através da dúvida metódica

c)

Defendem que a verdade existe e que temos boas razões para acreditar nela.

d)

Questionam a existência da verdade e a nossa capacidade de a atingir.

9.

A característica "na 1.ª pessoa" do cogito significa que a sua certeza é...

a)

uma verdade objetiva que pode ser verificada por observadores externos

b)

a primeira verdade a ser descoberta na história da filosofia

c)

fundamentada na experiência intransmissível do próprio sujeito pensante

d)

uma verdade que só é válida para uma única pessoa, René Descartes.

10.

No balanço final do teste da dúvida, antes da descoberta do cogito, qual é o estado em que se encontra o conhecimento?

a)

Apenas o conhecimento a posteriori foi abalado, mas a matemática permanece segura.

b)

Um estado de certeza reforçada, pois a dúvida provou a solidez das crenças comuns.

c)

A certeza sobre a existência do corpo é mantida, embora a do mundo exterior seja duvidosa.

d)

Um estado de desmoronamento total, onde todas as crenças foram postas em dúvida.

11.

Qual é o debate filosófico central que motiva Descartes a desenvolver o seu método da dúvida nas "Meditações"?

a)

O debate entre dogmáticos, que afirmam ser possível conhecer a verdade, e céticos, que o negam.

b)

A discussão entre a razão e a fé como fontes de conhecimento.

c)

A questão sobre a existência de Deus e a imortalidade da alma.

d)

O conflito entre conhecimento inato e o conhecimento adquirido pela experiência.

12.

Qual é o objetivo principal de Descartes ao usar a dúvida "hiperbólica" ou exagerada?

a)

Provar que o ceticismo radical é a única posição filosófica defensável.

b)

Mostrar que a realidade que percebemos é apenas um sonho ou uma ilusão.

c)

Demonstrar que a matemática é a única forma de conhecimento verdadeiro.

d)

Encontrar um fundamento para o conhecimento que seja absolutamente seguro e imune à dúvida.

13.

Por que razão as verdades matemáticas como "2 + 2 = 4" são postas em causa?

a)

Porque diferentes culturas podem ter sistemas matemáticos diferentes e contraditórios.

b)

Porque os nossos sentidos podem enganar-nos ao fazer cálculos.

c)

Porque durante os sonhos as leis da matemática não se aplicam.

d)

Através da hipótese extrema de um génio maligno que nos poderia enganar sistematicamente.

14.

Qual é a primeira certeza indubitável que resiste a todos o processo da dúvida cartesiana?

a)

A existência de Deus, que não permitiria que fôssemos enganados.

b)

A minha própria existência como um ser que pensa (cogito).

c)

A existência do mundo exterior, pois algo tem de causar as minhas sensações.

d)

A certeza do meu próprio corpo, pois sinto-o diretamente.

15.

O que é que o cogito ergo sum não prova?

a)

Que existe pelo menos uma verdade indubitável.

b)

Que eu tenho um corpo e que o mundo exterior é real.

c)

Que eu existo enquanto estou a pensar.

d)

Que a dúvida é uma forma de pensamento.

16.

Qual é a ordem dos níveis de dúvida que Descartes aplica?

a)

Dúvida do corpo, dúvida da matemática, dúvida dos sentidos.

b)

Dúvida dos sentidos, dúvida da vigília/sonho, dúvida da matemática

c)

Dúvida da matemática, dúvida dos sentidos, dúvida da vigília/sonho

d)

Dúvida da vigília/sonho, dúvida dos sentidos, dúvida da matemática

17.

Um aluno de filosofia afirma que ele ainda consegue ter a certeza de que "Agora está acordado e sentado", mas admite que os sentidos o enganam em miragens. Em que passo da dúvida ele parou?

a)

Parou antes do 1.º passo (os sentidos).

b)

Parou entre o 1.º passo (sentidos) e o 2.º (sonho).

c)

Parou no 3.º passo (matemática).

d)

Ele alcançou o cogito.

18.

O balanço do teste da dúvida indica que "sentidos, corpo, estado de vigília e até verdades matemáticas" ficaram em dúvida. Que consequência traz para o sucesso da dúvida hiperbólica?

a)

A dúvida falhou completamente, pois não encontrou nada de seguro.

b)

A dúvida foi bem-sucedida em destruir tudo o que era considerado certo, preparando o terreno para a descoberta do cogito.

c)

A dúvida provou que Descartes é, na verdade, um cético, uma vez que não restou nada.

d)

Implica que apenas os sentidos enganam, e não o génio maligno.

19.

Descartes nas "Meditações" convida o leitor a refazer o percurso por conta própria, como num exercício espiritual guiado. Que conclusão podemos tirar sobre o seu objetivo pedagógico e filosófico?

a)

Que o cogito é uma crença que deve ser aceite pela autoridade de Descartes, sem necessidade de experiência pessoal.

b)

Que a certeza da verdade só pode ser alcançada se o leitor submeter ativamente as suas próprias crenças à dúvida hiperbólica.

c)

Que o leitor deve contentar-se com as conclusões provisórias sobre os sentidos e o corpo, sem prosseguir para a matemática.

d)

Que Descartes está, na verdade, a defender o ponto de vista cético.

20.

Descartes, ao usar a dúvida metódica, opõe-se a que corrente filosófica?

a)

Os céticos (pirrónicos), pois ele tenta provar que a verdade é atingível e existe, contrariando a dúvida cética.

b)

Os dogmáticos, pois ele nega a possibilidade de ter quaisquer crenças verdadeiras.

c)

Os racionalistas, pois ele valoriza a experiência sensível em detrimento da razão.

d)

Os adeptos dos livros interativos, pois o leitor é obrigado a refazer o percurso por si.