WorksheetsSimulado ENEM 2024
Total questions: 40
Worksheet time: 20mins
Pressão, depressão, estresse e crise de ansiedade. Os males da sociedade contemporânea também estão no esporte. A tenista Naomi Osaka, do Japão, jogadora mais bem paga do mundo e que já ocupou o número 2 do ranking, retirou-se do torneio de Roland Garros de 2021 porque não estava conseguindo administrar as crises de ansiedade provocadas pelos grandes eventos, por ser uma estrela aos 23 anos, e pelo peso de parte da imprensa. O tenista australiano Nick Kyrgios, de 25 anos, revelou sua “situação triste e solitária” enquanto lutava contra a depressão causada pelo ritmo avassalador do Circuito Mundial de Tênis. O jogador de basquete americano Kevin Love também tornou público seu quadro de ansiedade e depressão. O mundo do atleta é solitário e distante da família. O que vemos numa partida não reflete a rotina desgastante. A imprensa denomina atletas como heróis, como se aquele corpo fosse indestrutível, mas a mente é o ponto fraco da história.
As causas do desequilíbrio na saúde mental apontadas no texto estão relacionadas às
nacionalidades diversificadas dos praticantes.
modalidades esportivas distintas
faixas etárias aproximadas.
representações heroicas dos atletas.
pressões constantes dos eventos e da mídia
É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do “rasqueado”. O cavaquinho chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense, é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz parte da grande e diversificada família das violas de mão portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX, tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando eles emigraram para o Havaí.
O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os instrumentos mencionados no texto
A refletem a dependência da utilização de matéria-prima europeia
adaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade
comprovam a hegemonia portuguesa na invenção de cordófonos dedilhados.
ilustram processos de dominação cultural, evidenciando situações de choque cultural.
mantêm nomenclatura própria para garantir a fidelidade às formas originais de confecção.
Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura, mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está mais próximo do ensaio literário do que de um programa de ondas curtas, médias ou longas. Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação, os podcasts são uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado. Depois que eles surgiram, lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo sobre bonobos e gorilas. Um táxi pro aeroporto e chego ao embarque PhD em reforma tributária.
Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast
provoca dispersão da atenção em seu público.
funciona por meio de uma frequência de ondas curtas.
propicia divulgação de conhecimento para seus usuários.
tem um formato de interação semelhante ao das redes sociais.
constitui uma evolução na transmissão de informações via rádio.
Evanildo Bechara prepara a sua aposentadoria de pouco em pouco, como se a adiasse ao máximo. Aos 95 anos, o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) alcançou um status de astro pop no mundo da filologia e da gramática. Quando ainda tinha saúde para viagens mais longas, o filólogo lotava plateias em suas palestras na Europa e no Brasil, que não raro terminavam com filas para selfies. A idade acentuou o lado “cientista” e professoral de Bechara, que adota um tom técnico na conversa até mesmo diante das perguntas mais pessoais. — “Qual o seu tipo preferido de leitura?”. — “A minha leitura está dividida em duas partes, a científica e a literária, estabelecendo uma relação de causa e efeito entre elas.” — responde. Ainda adolescente, Bechara descobriu a lexicologia. Um “novo mundo” se abriu para o pernambucano, que se mantém atento às metamorfoses do nosso idioma. Seu colega de ABL, o filólogo Ricardo Cavaliere, se lembra de quando deu carona para o mestre e este encucou com os estrangeirismos do aplicativo de navegação instalado no veículo. — “A vozinha do aplicativo avisou que havia um radar de velocidade ‘reportado’ à frente”, lembra Cavaliere. — “Esse ‘reportado’ é uma importação, né?”, notou Bechara..
Nesse texto, as falas atribuídas a Evanildo Bechara são representativas da variedade linguística
situacional, pois o contexto exige o uso da linguagem formal.
regional, pois ele traz marcas do falar de seu local de nascimento.
sociocultural, pois sua formação pressupõe o uso de linguagem rebuscada.
geracional, pois ele emprega termos característicos de sua faixa etária.
ocupacional, pois ele faz uso de termos específicos de sua área de atuação.
A Língua da Tabatinga, falada na cidade de Bom Despacho, Minas Gerais, foi por muito tempo estigmatizada devido à sua origem e à própria classe social de seus falantes, pois, segundo uma pesquisadora, era falada por “meninos pobres vindos da Tabatinga ou de Cruz de Monte — ruas da periferia da cidade cujos habitantes sempre foram tidos por marginais”. Conhecida por antigos como a “língua dos engraxates”, pois muitos trabalhadores desse ofício conversavam nessa língua enquanto lustravam sapatos na praça da matriz, a Língua da Tabatinga era utilizada por negros escravizados como uma espécie de “língua secreta”, um código para trocarem informações de como conseguir alimentos, ou para planejar fugas de seus senhores sem risco de serem descobertos por eles. De acordo com um documento do Iphan (2011), os falantes da língua apresentam uma forte consciência de sua relação com a descendência africana e da importância de preservar a “fala que os identifica na região”. Essa mudança de compreensão tangencia aspectos de pertencimento, pois, à medida que o falante da Língua da Tabatinga se identifica com a origem afro-brasileira, ele passa a ver essa língua como um legado recebido e tem o cuidado de transmiti-la para outras gerações. A concentração de falantes dessa língua está na faixa entre 21 e 60 anos de idade.
A Língua da Tabatinga tem sido preservada porque o(a)
seu registro passou da forma oral para a escrita.
classe social de seus usuários ganhou prestígio.
sua função inicial se manteve ao longo dos anos.
sentimento de identidade linguística tem se consolidado.
perfil etário de seus falantes tem se tornado homogêneo
Maranhenses que moram longe matam a saudade da terra natal usando expressões próprias do estado. Se o maranhês impressiona e desperta a curiosidade de quem mora no próprio Maranhão, imagine de quem vem de outros estados e países? A variedade linguística local é enorme e o modo de falar tão próprio e característico dos maranhenses vem conquistando muita gente e inspirando títulos e muito conteúdo digital com a criação de podcasts, blogs, perfis na internet, além de estampar diversos tipos de produtos e serviços de empresas locais. Com saudades do Maranhão, morando há 16 anos no Rio de Janeiro, um fotógrafo maranhense criou um perfil na internet no qual compartilha a culinária, brincadeiras e o ‘dicionário’ maranhês. “A primeira vez que fui a uma padaria no Rio, na inocência, pedi 3 reais de ‘pães misturados’. Quando falei isso, as pessoas pararam e me olharam de uma forma bem engraçada, aí já fiquei ‘encabulado, ó’ e o atendente sorriu e explicou que lá não existia pão misturado e, sim, pão francês e suíço. Depois foi a minha vez de explicar sobre os pães ‘massa grossa e massa fina’”, contou o fotógrafo, com humor.
A vivência relatada no texto evidencia que as variedades linguísticas
impedem o entendimento mútuo.
enaltecem o português do Maranhão
são constitutivas do português brasileiro
exigem a dicionarização dos termos usados.
são restritas a situações coloquiais de comunicação
Uma definição possível para o conceito de arte afro-brasileira pode ser: produção plástica que é feita por negros, mestiços ou brancos a partir de suas experiências sociais com a cultura negra nacional. Exemplos clássicos dessa abordagem são Carybé (1911-1997), Mestre Didi (1917-2013) e Djanira da Motta e Silva (1914-1979), cujas obras emergem e ganham forma em razão do ambiente social no qual habitaram e viveram. Se Didi era um célebre representante da cultura religiosa nagô baiana e brasileira, iniciado desde o ventre no candomblé, Carybé era argentino e, naturalizado brasileiro, envolveu-se de tal modo com essa religião que alguns dos orixás dos quais conhecemos a imagem visual são produções suas.
Sob a perspectiva da multiculturalidade e de acordo com o texto, a produção artística afro-brasileira caracteriza-se pelo(a)
A estranhamento no modo de apropriação da cultura religiosa de matriz africana.
distanciamento entre as raízes de matriz africana e a estética de outras culturas.
visão uniformizadora das religiões de matriz africana expressada nas diferentes produções.
relação complexa entre as vivências pessoais dos artistas e os referenciais estéticos de matriz africana.
padronização da forma de produção e da temática da matriz africana presente nas obras dos artistas citados.
Influenciadores negros têm recorrentemente chamado a atenção para o fato de terem muito menos repercussão em suas postagens e nas entregas do seu conteúdo quando comparados com os influenciadores brancos, mesmo se fotos, contextos e anúncios forem extremamente semelhantes. Segundo o site Negrê, a digital influencer e youtuber criadora do projeto digital Preta Pariu iniciou um experimento em uma plataforma. Após perceber a crescente queda nos índices de alcance digital, a paulista publicou fotografias de modelos brancas em seu perfil e analisou as métricas de engajamento. Surpreendentemente, a ferramenta de estatísticas aferiu um aumento de 6 000% em seu alcance.
A apresentação do dado estatístico ao final desse texto revela a intenção de
demonstrar a repercussão de projetos como o Preta Pariu
informar o quantitativo de postagens da comunidade negra
potencializar o alcance de textos e imagens em sites como o Negrê
exaltar a qualidade das publicações sobre negritude em redes sociais.
comprovar a relação entre o alcance de conteúdos digitais e o viés racial.
Holy War Oh, so we can hate each other and fear each other We can build these walls between each other Baby, blow by blow and brick by brick Keep yourself locked in, yourself locked in […] Oh, maybe we should love somebody Oh, maybe we could care a little more So maybe we should love somebody Instead of polishing the bombs of holy war.
Nessa letra de canção, que aborda um contexto de ódio e intolerância, o marcador “instead of ” introduz a ideia de
mudança de comportamento.
panorama de conflitos
rotina de isolamento.
perspectiva bélica.
cenário religioso.
As reações à sétima temporada foram o ápice do último estágio em Game of Thrones. De forma alguma, este que vos fala seria capaz de argumentar que a série é perfeita, mas os defeitos que existem aqui sempre existiram, de uma forma ou de outra, durante os sete anos em que ela esteve no ar. Os dois roteiristas foram brilhantes em traduzir os personagens intrincados e conflituosos da obra de George R. R. Martin, mas nunca souberam exatamente como fazer jus a eles (e especialmente a elas, as mulheres da trama). A verdade é que, com tudo isso e mais Ramin Djawadi evocando sentimentos e ambientes improváveis com sua trilha sonora magistral, a série não conseguiria ser ruim nem se tentasse, mas continua sendo uma pena que, ao buscar o seu final com tanta sede e tanta celeridade, Benioff e Weiss tenham tirado sua qualidade mais preciosa: o fôlego, a paciência e o detalhismo que faziam suas palavras se levantarem do papel e ganharem vida.
Ainda que faça uma avaliação positiva da série, nessa resenha, o autor aponta aspectos negativos da obra ao utilizar
marcas de impessoalidade que disfarçam a opinião do especialista.
expressões adversativas para fazer ressalvas às afirmações elogiosas.
interlocução com o leitor para corroborar opiniões contrárias à adaptação.
eufemismos que minimizam as críticas feitas à construção das personagens.
antíteses que opõem a fragilidade do roteiro à beleza da trilha sonora da série
— Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma! Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? — perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.
Nesse fragmento, a discussão dos personagens traz à cena um debate acerca da escrita que
diferencia a produção artística do registro padrão da língua
aproxima a literatura de dialetos sociais de pouco prestígio.
defende a relação entre a fala e o estilo literário de um autor.
contrapõe o preciosismo linguístico a situações de coloquialidade.
associa o uso da norma culta à ocorrência de desentendimentos pessoais.
Eliseu D’Angelo Visconti (1866-1944) desenvolveu diversas obras no Brasil, com grande influência das escolas europeias. Em sua pintura Três meninas no jardim, há
A culto à fluidez e ao progresso, nos moldes do ideário futurista.
valorização de formas decompostas, a exemplo do estilo cubista.
efeitos fugazes de luz e movimento, que remetem à estética impressionista.
expressão do sonho e do inconsciente, que dialoga com a proposta surrealista.
tematização de elementos cotidianos, que resgata modelos de representação da arte realista.
Por trás do universo “masculino” das lutas, é cada vez mais notório o aumento da participação de mulheres nessa prática corporal. Algumas situações reforçam esse fenômeno de ocupação em ambientes de lutas: a inclusão de mulheres em combates de artes marciais mistas, ou MMA, a transmissão televisiva de lutas de mulheres e a criação de horários específicos para elas em academias que ensinam lutas. Uma pesquisa científica mostrou menor participação e mobilização das meninas em comparação com os meninos nas aulas de Educação Física. Entre as justificativas discentes para essa situação está o fato de que eles relacionam a luta como uma expressão corporal masculina e, por consequência, não adequada aos interesses femininos. Dessa forma, o ensino de lutas nas aulas de Educação Física é atravessado por tensões relacionadas às questões de gênero e sexualidade, o que, por sua vez, pode favorecer a sua exclusão do conteúdo próprio da disciplina.
Segundo o texto, apesar do aumento da participação de mulheres em lutas, a realidade na escola ainda é diferente em razão do(a)
esportivização desse conteúdo.
masculinização dessa modalidade.
enfoque desses eventos pela mídia.
trato pedagógico dessa manifestação.
marginalização desse tema pela Educação Física
Volta e meia recebo cartinhas de fãs, e alguns são bem jovens, contando como meu trabalho com a música mudou a vida deles. Fico no céu lendo essas coisas e me emociono quando escrevem que não são aceitos pelos pais por serem diferentes, e como minhas músicas são uma companhia e os libertam nessas horas de solidão. Sinto que é mais complicado ser jovem hoje, já que nunca tivemos essa superpopulação no planeta: haja competitividade, culto à beleza, ter filho ou não, estudar, ralar para arranjar trabalho, ser mal remunerado, ser bombardeado com trocentas informações, lavagens cerebrais... Queria dar beijinhos e carinhos sem ter fim nessa moçada e dizer a ela que a barra é pesada mesmo, mas que a juventude está a seu favor e, de repente, a maré de tempestade muda. Diria também um monte de clichê: que vale a pena estudar mais, pesquisar mais, ler mais. Diria que não é sinal de saúde estar bem-adaptado a uma sociedade doente, que o que é normal para uma aranha é o caos para uma mosca. Meninada, sintam-se beijados pela vovó Rita.
Como estratégia para se aproximar de seu leitor, a autora usa uma postura de empatia explicitada em
“Volta e meia recebo cartinhas de fãs, e alguns são bem jovens”.
“Fico no céu lendo essas coisas”.
Sinto que é mais complicado ser jovem hoje
“Queria dar beijinhos e carinhos sem ter fim nessa moçada
Diria que não é sinal de saúde estar bem-adaptado a uma sociedade doente”.
Meu irmão é filho adotivo. Há uma tecnicidade no termo, f ilho adotivo, que contribui para sua aceitação social. Há uma novidade que por um átimo o absolve das mazelas do passado, que parece limpá-lo de seus sentidos indesejáveis. Digo que meu irmão é filho adotivo e as pessoas tendem a assentir com solenidade, disfarçando qualquer pesar, baixando os olhos como se não sentissem nenhuma ânsia de perguntar mais nada. Talvez compartilhem da minha inquietude, talvez de fato se esqueçam do assunto no próximo gole ou na próxima garfada. Se a inquietude continua a reverberar em mim, é porque ouço a frase também de maneira parcial — meu irmão é filho — e é difícil aceitar que ela não termine com a verdade tautológica habitual: meu irmão é filho dos meus pais. Estou entoando que meu irmão é filho e uma interrogação sempre me salta aos lábios: filho de quem?
Das reflexões do narrador, apreende-se uma perspectiva que associa a adoção
a representações sociais estigmatizadas da parentalidade
à necessidade de aprovação por parte de desconhecido
ao julgamento velado de membros do núcleo familiar.
ao conflito entre o termo técnico e o vínculo afetivo.
E a inquietações próprias das relações entre irmãos.
Cap. XLVIII / Terpsícore Ao contrário do que ficou dito atrás, Flora não se aborreceu na ilha. Conjeturei mal, emendo-me a tempo. Podia aborrecer-se pelas razões que lá ficam, e ainda outras que poupei ao leitor apressado; mas, em verdade, passou bem a noite. A novidade da festa, a vizinhança do mar, os navios perdidos na sombra, a cidade defronte com os seus lampiões de gás, embaixo e em cima, na praia e nos outeiros, eis aí aspectos novos que a encantaram durante aquelas horas rápidas. Não lhe faltavam pares, nem conversação, nem alegria alheia e própria. Toda ela compartia da felicidade dos outros. Via, ouvia, sorria, esquecia-se do resto para se meter consigo. Também invejava a princesa imperial, que viria a ser imperatriz um dia, com o absoluto poder de despedir ministros e damas, visitas e requerentes, e ficar só, no mais recôndito do paço, fartando-se de contemplação ou de música. Era assim que Flora definia o ofício de governar. Tais ideias passavam e tornavam. De uma vez alguém lhe disse, como para lhe dar força: “Toda alma livre é imperatriz!”
Convidada para o último baile do Império, na Ilha Fiscal, localizada no Rio de Janeiro, Flora devaneia sobre aspectos daquele contexto, no qual o narrador ironiza a
promessa de esperança com o futuro regime.
alienação da elite em relação ao fim da monarquia.
perspectiva da contemplação distanciada da capital.
animosidade entre população e membros da nobreza.
fantasia de amor e de casamento da mulher burguesa
Tomo café em golinhos para não queimar meus lábios ressequidos. Como pão em pedacinhos para não engasgar com um farelo mais duro. Marília come também, mas olha o tempo todo para baixo. Parece que tem um acanhamento novo entre a gente. Termino. Olho mais uma vez pela janela. O dia está bom. Quero caminhar pelo pátio. Marília levanta, pega o andador e põe ao lado da cama. Ela sabe que eu quero levantar sozinha, e levanto. O lance de escadas, apesar de pequeno, ainda me causa problemas, mas não quero um elevador na casa e não vou tolerar descer uma rampa de cadeira de rodas. Marília abre a porta e saímos para a manhã. O dia está mais fresco do que eu imaginava. Ela pega uma manta de tricô que temos desde não sei quando e põe sobre as minhas costas. Ela aperta meus ombros com muita força, porque mesmo depois de todos esses anos, não descobriu a medida certa do carinho. Eu gosto. Porque entendo que naquele ato, naquela força está o nosso carinho.
Nesse trecho, o drama do declínio físico da narradora transmite uma sensibilidade lírica centrada na
necessidade de fazer adaptações na casa.
atmosfera de afeto fortalecido pelo convívio.
condição de dependência de outras pessoas.
determinação de manter a regularidade da rotina.
aceitação das restrições de mobilidade da personagem.
Se você é feito de música, este texto é pra você Às vezes, no silêncio da noite, eu fico imaginando: que graça teria a vida sem música? Sem ela não há paz, não há beleza. Nos dias de festa e nas madrugadas de pranto, nas trilhas dos filmes e nas corridas no parque, o que seria de nós sem as canções que enfeitam o cotidiano com ritmo e verso? Quem nunca curou uma dor de cotovelo dançando lambada ou terminou de se afundar ouvindo sertanejo sofrência? Quantos já criticaram funk e fecharam a noite descendo até o chão? Tudo bem... Raul nos ensinou que é preferível ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Já somos castigados com o peso das tragédias, o barulho das buzinas, os ruídos dos conflitos. É pau, é pedra, é o fim do caminho. Há uma nuvem de lágrimas sobre os olhos, você está na lanterna dos afogados, o coração despedaçado. Mas, como um sopro, da janela do vizinho, entra o samba que reanima a mente. Floresce do fundo do nosso quintal a batida que ressuscita o ânimo, sintoniza a alegria e equaliza o fôlego. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima.
Defendendo a importância da música para o bem-estar e o equilíbrio emocional das pessoas, a autora usa, como recurso persuasivo, a
contradição, ao associar o coração despedaçado à alegria.
metáfora, ao citar a imagem da metamorfose ambulante
intertextualidade, ao resgatar versos de letras de canções.
enumeração, ao mencionar diferentes ritmos musicais.
hipérbole, ao falar em “sofrência”, “tragédias” e “afogados”.
O festival folclórico de Parintins, no Amazonas, anunciou que o Boi Caprichoso levou, em 2018, seu 23º título — contra 31 do adversário Boi Garantido. Desde o fim do evento que não paro de cantar duas músicas que aprendi no Bumbódromo (arena onde ocorre o espetáculo). Revezo entre “meu amor, eu sou feliz, ééé azul o meu país”, obviamente do boi azul, o Caprichoso; e “vermelhou o curral, a ideologia avermelhou”, do boi vermelho, o Garantido. Esse revezamento seria proibido em Parintins, cidade tão dividida entre as torcidas dos bois. Em Parintins, você tem de ter um lado. Há aqueles que tentam fugir e dizem que são “garanchoso”, com os quais me identifiquei, mas esses são vistos com certo desdém.
A apropriação de elementos como rivalidade, competitividade, torcida e gritos de guerra pelo festival de Parintins evidencia a
escolha de um local específico para a festa.
importância atribuída pelos turistas aos bois.
interação social estabelecida após o evento.
aproximação da manifestação folclórica com o esporte.
composição de enredos musicais pelos “garanchosos”.
O Brasil somou cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama até o final de 2019, número que corresponde a 25% de todos os diagnósticos da condição registrados no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar de o Outubro Rosa ser o mês de conscientização sobre a questão voltada para as mulheres, é muito importante lembrar que um dos grandes mitos da medicina é o de que o câncer de mama não afeta o sexo masculino. Fatores importantes para detectar o câncer de mama masculino:
1. Genética: se houver casos na família, as chances são um pouco mais elevadas. 2. Hormônios: homens podem desenvolver tecido real das glândulas mamárias por tomarem certos medicamentos ou apresentarem níveis hormonais anormais. 3. Caroços: é necessário que os médicos se atentem a alguns sintomas suspeitos, como um caroço na área do tórax. 4. Retração na pele: em situações mais graves do câncer de mama masculino, é possível também ocorrer uma retração do mamilo.
As informações dessa reportagem auxiliam no combate ao câncer de mama masculino por apresentarem um alerta sobre o(s)
sinais indicadores da doença.
índice de crescimento de casos.
exames para diagnóstico do tumor
mitos a respeito da herança genética.
período de campanhas de conscientização
Os Jogos Olímpicos já não são mais os mesmos. E isso não é nem uma crítica, nem um elogio. É uma constatação. Esse movimento começou com o vôlei de praia tornando-se esporte olímpico em 1996, passou pela chegada do BMX Racing como primeiro “radical” a entrar no programa em 2008, e agora atinge seu momento mais insólito com a inclusão do break dance como modalidade dos Jogos de Paris, em 2024. Para os mais tradicionalistas, o cruzamento da linha que delimitava o que é esporte e o que é cultura e arte é uma afronta ao espírito dos Jogos Olímpicos. Skate e surfe, que há anos têm competições na televisão, pareciam estar na divisa entre esses dois mundos, o limite do aceitável pelos puristas. O break dance estaria do lado de “lá” dessa fronteira. Para o Comitê Olímpico Internacional, a decisão faz parte de uma estratégia de se comunicar com jovens urbanos que se exercitam e se entretêm de uma maneira muito diferente da dos seus avós..
A mudança no programa olímpico mencionada no texto mostra que o esporte está se
aproximando da aventura.
mantendo em sua forma padrão.
tornando uma forma de dança.
afastando de elementos culturais.
adaptando às demandas do seu tempo.
O rompimento da barragem de Fundão levou muito consigo. A lama soterrou sonhos e modificou de forma permanente centenas de vidas nascidas e criadas em Bento Rodrigues e Paracatu, em Mariana (MG). Mas não somente. Ao se estender ao longo do rio, outras famílias e histórias foram atingidas de formas diferentes. Ao fugirem dos rejeitos que rapidamente tomaram as localidades, deixaram para trás os resquícios da vida que tiveram até o 5 de novembro de 2015. Nada jamais seria igual.
Conforme o texto, o evento gerou o seguinte impacto na relação entre as pessoas e o seu espaço vivido:
Flexibilização de parâmetros ambientais.
Consolidação de identidades regionais.
Fragilização de vínculos afetivos.
Supressão de práticas exploratórias.
Recuperação de tradições ancestrais.
Com a proximidade do final do século XIX, amplificam-se as expectativas com relação ao século seguinte. Se muitas eram as utopias, talvez uma das mais evidentes tenha se concentrado nas potencialidades da nova ciência, com suas invenções e projetos. Não é por mera coincidência que a agenda do país tenha sido tomada pela introdução de uma série de inventos. De forma acelerada, entraram no Brasil a luz elétrica e, com ela, o telégrafo, o telefone, o cinematógrafo. Na área dos transportes, o trem a vapor é substituído pelo elétrico, que assiste à entrada do automóvel e até do aeroplano.
No Brasil, os eventos descritos ganharam conotação política ao serem vinculados à
expansão estratégica do imperialismo
ascensão gradual do mercantilismo.
laicidade da educação.
retomada do absolutismo.
visão republicana de nação.
O bispo Bartolomeu de Las Casas é o homem mais odiado da América, o anti-Cristo dos senhores, o açoite destas terras. Por sua culpa, o imperador promulgou novas leis que despojam de escravos índios os filhos dos conquistadores. O que será deles sem os braços que os sustentam nas minas e nas lavouras? As novas leis estão arrancando a comida de suas bocas. Las Casas é o homem mais amado da América. Voz dos mudos, teimoso defensor dos que recebem pior tratamento que o esterco das praças, denunciador de quem por cobiça converte Jesus Cristo no mais cruel dos deuses e o rei em lobo faminto de carne humana.
Os diferentes pontos de vista presentes no texto expressam que o bispo era, ao mesmo tempo
execrado pelos reis e reverenciado pelos religiosos do local
detestado pelos colonizadores e respeitado pelos povos do lugar.
menosprezado pela colônia e idolatrado pelos governantes da região.
desrespeitado pela metrópole e adorado pelos invasores da Espanha.
desacatado pelos excluídos e valorizado pelos negociantes de negros
A valsa vienense é a mais antiga das danças de salão tradicional. É dançada desde a Idade Média, quando os pares davam voltas pelo salão realizando giros em torno de si mesmos em postura fechada. Pelo fato de ser dançada aos pares em contato íntimo, a valsa encantava a sociedade medieval, como também sofria proibições por infringir os “bons costumes”. Originária das danças campestres e folclóricas, no século XVI, a aristocracia francesa abandonou a valsa por sua estreita relação com a cultura plebeia, retomando-a posteriormente
. A expressão cultural descrita no texto foi rejeitada no início da Idade Moderna por congregar
A traços advindos da feitiçaria nórdica.
práticas inspiradas em rituais pagãos. s.
regras decorrentes do período renascentista.
compassos produzidos em territórios colonizados.
elementos provenientes de segmentos populares.
O Black Lives Matter vai para além do nacionalismo estreito que pode prevalecer no seio das comunidades negras, que se limita a apelar aos negros a amar os negros, viver como os negros e comprar produtos dos negros, e mantém à frente do movimento homens negros heterossexuais. Black Lives Matter estima as vidas dos negros e negras homossexuais e transexuais, pessoas incapacitadas, negros sem documentos ou com antecedentes criminais, mulheres e as vidas de todos os negros de todo o espectro de gêneros.
A reivindicação do movimento norte-americano apresentada no texto consiste na necessidade de
A manter a conquista de direitos sociais.
integrar a diversidade do grupo identitário.
priorizar a preservação de culturas africanas. .
defender a adoção de valores supremacistas.
permitir a permanência do modelo androcêntrico.
A desproporção de velocidade e tempo de duração nos tipos de inundação destacados é condicionada pela
variabilidade solar anual.
temperatura média mensal
declividade do relevo local.
dinâmica tectônica regional.
gradação da turbidez fluvial
Os grupos dominantes são beneficiados em termos de credibilidade e podem, com isso, controlar falas de membros de outros grupos, descredibilizando seus testemunhos com base em concepções compartilhadas de preconceito de identidade (gênero e raça). Algumas formas de preconceito tornam as declarações das pessoas menos importantes devido ao seu pertencimento a determinado grupo social. Assim, um falante recebe menos credibilidade devido ao preconceito do ouvinte.
Com base na reflexão suscitada no texto, o preconceito de identidade é responsável por um tipo de injustiça
estética, que normatiza os padrões corporais.
sensorial, que privilegia as habilidades visuais.
afetiva, que impede as expressões emocionais.
epistêmica, que prejudica as trocas informacionais
econômica, que perpetua as desigualdades materiais
A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar: escapa para ver as coisas através da janela dos meus olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer. Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado, virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso, castrado, arredondado como uma bolha de sabão.
Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que remete a um
A pressuposto lógico.
pensamento dicotômico.
contemplação da natureza.
raciocínio argumentativo.
crítica à individualidade.
No primeiro dia, foi colocada uma panela de barro no centro do barracão, a qual representava o espírito do morto presente na sala. Aqueles que dançavam depositavam moedas ao passarem junto dela e, ao seu redor, milho branco, mel, água, acaçás, cachaça. No segundo dia, os ogãs, antes de iniciar a cerimônia, caminharam pelo corredor formado pelas casas, batendo com longas varas de bambus nos seus beirais, até alcançarem o portão de entrada. No terceiro dia, quatro pessoas, as mais influentes do culto, carregaram um lençol, que aparentemente continha um corpo em seu interior. No entanto, esse corpo era formado por folhas verdes de plantas, que foram derramadas sobre uma pessoa.
O ritual brasileiro apresentado no texto representa, para seus adeptos, a
A manutenção de uma memória coletiva.
contestação de uma identidade étnica.
imolação de uma divindade africana.
legitimação de uma prática pagã.
promissão de uma revolta social.
Espaços públicos não são produtos dados e acabados, uma instituição que, uma vez estabelecida, traria a paz da consensualidade e a perfeita igualdade. São os lugares em que os problemas aparecem e se transformam em debates, em diálogo e em possibilidade de ajuste e compromissos. Por isso, não anulam os conflitos, ao contrário, são canais de comunicação e de visibilidade de oposições.
As características descritas no texto exibem a importância dos espaços públicos para a
A prática do lazer.
vigilância da sociedade.
erradicação da violência.
construção da democracia.
diversificação do trabalho.
As instituições que a Idade Média nos legou são de um valor maior e mais imperecível do que suas catedrais. E a universidade é nitidamente uma instituição medieval — tanto quanto a monarquia constitucional, ou os parlamentos, ou o julgamento por meio do júri. As universidades e os produtos imediatos das suas atividades constituem a grande realização da Idade Média na esfera intelectual.
De acordo com o texto, o legado das universidades medievais torna-se um relevante patrimônio histórico-cultural por
adotar currículo e método padronizado.
rejeitar ideologias e costumes orientais.
possuir organização e função mercantil.
transmitir técnicas e valores ecumênicos.
agregar tradição e conhecimento científico.
Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural da natureza que são movimentos emblemáticos, como a dos seringueiros no Brasil, que da luta sindical para a comercialização da borracha chegaram a inventar o conceito de reserva extrativista e estão avançando para um novo modo de produção, uma nova racionalidade produtiva, mostrando que é possível viver bem, e não apenas sobreviver, em harmonia com a natureza que habitam. O novo planeta que podemos imaginar é feito desses territórios produtivos que não são apenas economias de autossubsistência mas economias que potencializam a produtividade ecológica de seus territórios. O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na
A integração de mercados regidos por pressões regionais.
conexão de valores fundamentados por decisões locais.
unificação de preços delimitados por demandas nacionais.
normatização de regras construídas por instituições mundiais.
valorização de tradições orientadas por determinações globais
Eu sentia falta do futuro. É claro que eu sabia, muito mesmo antes da recorrência dele, que nunca envelheceria. Era muito provável que eu nunca mais fosse ver o oceano de uma altura de trinta mil pés de novo, uma distância tão grande que não dá nem para distinguir as ondas, nem nenhum barco, de um jeito que faz o oceano parecer um enorme e infinito monólito. Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele. Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.
O texto apresenta uma reflexão da personagem acerca de um problema característico da filosofia contemporânea, que trata da(s)
implicações éticas.
finitude humana.
limitações da linguagem.
pressuposição existencial.
objetividade do conhecimento.
Como conclusão provisória, parece então que a globalização tem, sim, o efeito de contestar e deslocar as identidades centradas e “fechadas” de uma cultura nacional. Ela tem um efeito pluralizante sobre as identidades, produzindo uma variedade de possibilidades e novas posições de identificação, e tornando as identidades mais posicionais, mais políticas, mais plurais e diversas; menos fixas, unificadas ou trans-históricas. De acordo com o texto, o processo apresentado contribuiu para
elevar a renda da população.
abandonar os valores morais.
estabelecer a igualdade racial.
fortalecer as pautas das minorias.
inverter os fluxos das migrações.
Em 1960, a primeira pílula anticoncepcional foi comercializada nos EUA, e, em poucos anos, o método contraceptivo se difundiu pelo mundo, inclusive no Brasil. Em nosso país, a chegada das pílulas anticoncepcionais foi simultânea às discussões neomalthusianas sobre a crise demográfica, à aceleração dos processos de modernização e ao boom da indústria farmacêutica multinacional.
Qual foi o efeito social resultante do avanço tecnológico mencionado no texto?
O afastamento da autoridade médica na regulação da fecundidade.
A superação do discurso da moralidade pela ação da mídia estatal.
A ampliação do debate público sobre o planejamento familiar.
A centralização da pesquisa científica pelo sistema privado de saúde.
O enrijecimento das doutrinas religiosas sobre a organização da vida doméstica
A internet fortalece o engajamento e a visibilidade de populações tradicionais e indígenas por meio de redes sociais, rádios e veículos de mídia digital. Ela também promove a criação e o fortalecimento de mercados e a inovação nos sistemas de financiamento, integrando pequenos agricultores e produtores da comunidade florestal a cadeias de abastecimento maiores. Como a tecnologia pode ser uma aliada na conservação ambiental. Nexo Jornal, 14 ago. 2021. A adoção da tecnologia mencionada amplia a rentabilidade das comunidades citadas, ao possibilitar o(a)
Valorização da economia local.
Elaboração de projetos culturais.
Estabelecimento de regras comerciais.
Incremento da infraestrutura educacional.
Homogeneização da qualificação profissional
Atribuo a causa desse florescimento estéril a um sistema de educação falso, extraído de livros sobre o assunto escrito por homens que, ao considerar as mulheres mais como fêmeas do que como criaturas humanas, estão mais ansiosos em torná-las damas sedutoras do que esposas afetuosas e mães racionais. O entendimento do sexo feminino tem sido tão distorcido por essa homenagem ilusória de que as mulheres civilizadas de nosso século, com raras exceções, anseiam apenas inspirar amor, quando deveriam nutrir uma ambição mais nobre e exigir respeito por suas capacidades e virtudes. Nesse texto, escrito no século XVIII, a autora reivindica para as mulheres a
A recuperação de sua participação política.
equiparação de ganhos salariais.
valorização de seu papel social.
distinção de padrões biológicos.
ocupação de cargos públicos.
Cada objeto é, em si mesmo, um sistema funcionando sistemicamente. Um grande supermercado ou shopping center seria incapaz de existir se não fossem servidos por vias rápidas, estacionamentos adequados e acessíveis, sistemas de transportes públicos com horários regulares e conhecidos e se, no seu próprio interior, as atividades não estivessem subordinadas a uma coordenação. Esse é o caso dos armazéns, dos silos etc. Os portos, a rede rodoviária de um país e, sobretudo, a rede ferroviária são exemplos de objetos complexos e sistêmicos.
De acordo com o texto, o território torna-se cada vez mais dotado de objetos com a finalidade de intensificar a
desindustrialização da economia.
desregulamentação do mercado.
concentração da produção.
distribuição de renda.
dinamização dos fluxos
A pessoa com deficiência de qualquer modalidade — seja visual, auditiva, física ou mental — encontra-se em uma posição de grande vulnerabilidade em relação às pessoas sem deficiência, sendo frequentemente marcante a assimetria das relações de poder na interação entre ambas. Tal assimetria de relação hierárquica é multiplicada conforme a severidade de cada caso, sendo ampliada se a pessoa com necessidades especiais pertencer a um outro grupo de risco, por exemplo, se for mulher ou criança.
A realidade abordada no texto indica a necessidade de se promover uma ética interpessoal centrada no
cuidado, proteção e valorização dos indivíduos
entendimento, perdão e tolerância dos responsáveis.
cerceamento, arregimentação e controle de entidades.
regramento, legislação e responsabilização de culpado
