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Aula 1 DPAABM CFHP BM 25 T2

Aula 1 DPAABM CFHP BM 25 T2

Assessment

Presentation

Professional Development

Vocational training

Hard

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joão Marconio

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19 Slides • 14 Questions

1

Da Aplicação da Lei Penal Militar...

2

Multiple Choice

O Sargento "Gadanho", em seu período de folga e trajado civilmente, encontra-se no shopping center Grêmio quando recebe uma ligação telefônica de seu Comandante de Companhia, o Capitão "É Lona". O Capitão ordena que o Sargento se desloque imediatamente até a residência do oficial para buscar alguns documentos pessoais e entregá-los na lavanderia. O Sargento, alegando estar em seu momento de lazer e que a tarefa não possui relação com as atividades da caserna, recusa-se a cumprir a determinação.

Com base nas disposições do Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.001/1969) sobre a hierarquia, disciplina e princípios, assinale a alternativa correta:

1

O Sargento Gadanho está correto por atipicidade baseado no Princípio da Anterioridade

2

O Sargento Gadanho está correto por atipicidade baseado no Princípio da Reserva Legal

3

O Sargento Gadanho está correto por atipicidade baseado no Princípio da Taxatividade

4

O Sargento Gadanho está correto por atipicidade baseado no Princípio da Legalidade

3

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4

Multiple Choice

Qual é o princípio adotado pelo Código Penal Militar em relação à aplicação da lei penal no tempo?

1

Irretroatividade da lei penal mais gravosa e retroatividade da lei penal mais benéfica

2

Retroatividade da lei penal mais gravosa e irretroatividade da lei penal mais benéfica

3

Apenas irretroatividade da lei penal

4

Apenas retroatividade da lei penal

5

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6

Multiple Choice

Ano: 2012 Banca: CESPE No que concerne aos princípios, direitos e garantias fundamentais, estabelecidos na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir. A lei penal pode retroagir para beneficiar e prejudicar o réu.

1

Certo

2

Errado

7

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8

Multiple Choice

Durante grave inundação, o Governo Federal criou lei excepcional tornando crime especular preços de alimentos básicos em áreas de calamidade (pena: 2 a 4 anos). A lei vigoraria apenas enquanto durasse o estado de calamidade. Tício, comerciante, praticou o ato durante as cheias. Seis meses depois, já encerrado o decreto e revogada a lei, foi denunciado pelo Ministério Público. Com base na aplicação da lei penal no tempo, assinale a alternativa correta.

1

Tício não será condenado, pois houve abolitio criminis: a lei excepcional já não vigora.

2

Tício poderá ser condenado, pois as leis excepcionais e temporárias possuem a característica da ultratividade.

3

A condenação de Tício só seria possível se a lei excepcional tivesse sido convertida em lei permanente.

4

O juiz deverá aplicar a pena da lei nova mais benéfica que rege crimes contra a economia popular, retroagindo para favorecer o réu.

9

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10

Multiple Select

Segundo o art. 9º do Código Penal Militar, quais situações podem caracterizar um crime militar em tempo de paz?

1

Quando um militar da ativa pratica crime contra militar da reserva durante manobras ou exercício.

2

Quando um militar da ativa pratica crime contra civil em qualquer situação.

3

Quando um militar da ativa pratica crime contra patrimônio sob administração militar.

4

Quando um militar da ativa pratica crime previsto na legislação penal comum nas situações descritas no art. 9º.

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12

​DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA

​ARREPENDIMENTO EFICAZ

​O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução.

​O agente de impede que o resultado se produza.

ITER CRIMINIS - CAMINHO DO CRIME

COGITAÇÃO - É a elaboração mental do crime. Quando o agente inicia, na sua mentalidade, a formulação da empreitada criminosa. Nesse momento, o pensamento criminoso do agente não possui relevância para o Direito Penal Militar.
PREPARAÇÃO - Quando o agente começa a desenvolver o plano. Nesse momento, em regra, não há que se falar em punição. Os atos preparatórios só são puníveis, de forma excepcional, quando o legislador resolve antecipar a tutela penal, como ocorre através da Lei Antiterrorismo (que pune os atos preparatórios para o terrorismo) e, também, o crime do artigo 34 da Lei 11343/06.
EXECUÇÃO - É quando o agente põe em prática o crime que havia planejado. Por exemplo, efetua os disparos de arma de fogo contra a vítima.
CONSUMAÇÃO - Ocorre com a reunião de todos os elementos da definição legal do crime. Ex. a morte da vítima.

13

Multiple Choice

Quais são as principais diferenças entre crime consumado e crime tentado segundo o Código Penal Militar?

1

Consumado quando todos os elementos do tipo penal são realizados. Tentado não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

2

Crime consumado ocorre apenas em crimes dolosos, enquanto crime tentado ocorre em crimes culposos.

3

Crime consumado depende da confissão do agente, enquanto crime tentado depende de testemunhas.

4

Crime consumado só existe em crimes militares, enquanto crime tentado só existe em crimes civis.

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15

Quanto à forma da conduta

Leva em conta a forma da conduta, se positiva ou negativa, separando os crimes em comissivos e omissivos.

Crime comissivo: é aquele que é praticado por um comportamento positivo do agente, isto é, um fazer. São comissivos os crimes de furto e de infanticídio.

Crime omissivo: é aquele que é praticado por meio de um comportamento negativo, uma abstenção, um não fazer.

16

Os crimes omissivos se subdividem em:
Omissivos próprios: é aquele previsto em um tipo mandamental, ou seja, um tipo que já descreve um comportamento negativo no seu núcleo. O dever jurídico de agir, naquela situação, decorre do próprio tipo penal, que é chamado, então, de mandamental, por tornar criminosa uma abstenção (ou omissão) em determinadas circunstâncias. O agente, no caso, não tem o dever de evitar um resultado, mas simplesmente o dever de agir para não incorrer na prática do crime. Exemplo é o crime de omissão de socorro (“Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública”), em que a própria descrição do tipo penal é um não fazer (deixar de prestar assistência ou não pedir o socorro da autoridade pública). É também do caso dos crimes do artigo 168-A, caput, e do artigo 359-F, ambos do CP.
Omissivos impróprios: também chamado de comissivo por omissão, é aquele cujo dever jurídico de agir decorre de uma cláusula geral, que, no Código Penal Brasileiro, está previsto em seu artigo 13, parágrafo segundo. O dever jurídico abrange determinadas situações jurídicas e se refere a qualquer crime comissivo. O sujeito tem o dever de evitar o resultado naturalístico. Por isso, tais delitos são chamados comissivos por omissão. A doutrina aponta que só abrange crimes materiais, já que o agente deve ter o dever de evitar o resultado. São crimes naturalmente comissivos (praticados por um comportamento positivo, uma ação), como é o caso do homicídio, mas que podem ser praticados por uma conduta omissiva, no caso de o sujeito ter o dever jurídico de agir previsto na cláusula geral.

17

Os crimes omissivos impróprios possuem as seguintes modalidades:
Por dever legal: aquele que tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância. É o caso dos pais em relação aos filhos menores. Se deixarem de alimentá-los, podem responder pelo homicídio, um delito, no caso, omissivo impróprio.
Por dever de garantidor: é o sujeito que, de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. É o salva-vidas de um clube, que, por vínculo de trabalho, se obriga a salvar uma criança que se afoga e pode responder pelo resultado morte, caso se abstenha de agir.
Por ingerência na norma: é aquele que, com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. O sujeito que pôs fogo na mata, que se alastrou e não avisa os seus empregados rurais, que podem ser atingidos pelo fogo, responderá por sua abstenção, no caso de sofrerem lesão corporal.

18

Multiple Choice

No contexto do Direito Penal Militar brasileiro, a classificação dos crimes quanto à conduta do agente (ação ou omissão) é fundamental. Assinale a alternativa CORRETA que distingue, adequadamente, as modalidades de crimes comissivos, omissivos próprios e omissivos impróprios (comissivos por omissão) de acordo com o Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.001/1969).

1

Crimes comissivos cabem a civis; omissivos, a militares. Os omissivos impróprios exigem resultado naturalístico, e o dever de agir do militar decorre apenas do CP.

2

Omissivos próprios ocorrem quando o tipo penal descreve uma abstenção (inércia), sendo a simples omissão do dever militar a consumação do delito, independentemente da superveniência de um resultado naturalístico. O dever de agir do militar já está previsto na própria norma incriminadora.

3

Crimes omissivos impróprios, ou comissivos por omissão, punem a inércia do agente sem exigir resultado. O dever de impedir é genérico e vale para qualquer pessoa, seja militar ou civil.

4

Nos crimes comissivos por omissão (omissivos impróprios) no âmbito militar, o agente, por lei ou regulamento, tem a obrigação de cuidado, proteção ou vigilância (posição de garantidor), mas a sua omissão não pode ser equiparada à ação, pois o CPM não adota a teoria da equivalência das condições.

19

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20

​Na esfera militar, coação "moral" irresistível e obediência hierárquica são causas de exclusão da culpabilidade (ou excludentes de ilicitude/culpabilidade, dependendo da teoria), isentando o militar que comete um ato ilícito sob forte pressão ou em cumprimento de ordem de superior, desde que a ordem não seja manifestamente ilegal e a coação seja moral e irresistível, transferindo a responsabilidade para quem ordenou ou coagiu, conforme previsto no Código Penal Militar (CPM), embora haja exceções para crimes contra o dever militar.

Exceções (Art. 38, § 2º, CPM): Se a ordem for manifestamente criminosa ou houver excesso, o subordinado também é punível.

Coação física ou material

        Art. 40. Nos crimes em que há violação do dever militar [deserção (abandono de posto sem permissão), insubmissão (recusa de ordem), abandono de posto, desobediência, negligência funcional (informações sigilosas, ameaças), embriaguez em serviço, e atos contra a autoridade, disciplina e honra militar)] o agente não pode invocar coação irresistível senão quando física ou material.

21

Multiple Choice

Sobre a coação irresistível e a obediência hierárquica e seu tratamento no Código Penal Militar, assinale a alternativa correta.

1

É culpado quem comete o crime em estrita obediência à ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços.

2

Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, não é punível também o inferior.

3

Se na ordem do superior há excesso nos atos ou na forma da execução, não é punível também o inferior.

4

Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem.

5

É culpado quem comete o crime sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade.

22

Multiple Select

Sobre a obediência hierárquica no meio militar, assinale as alternativas corretas:

1

A obediência hierárquica exclui a culpabilidade do inferior hierárquico que cumpre ordem não manifestamente ilegal de superior.

2

O inferior hierárquico é punível se cumprir ordem manifestamente criminosa.

3

A obediência hierárquica é absoluta, devendo sempre ser cumprida.

4

O autor da ordem criminosa também responde pelo crime.

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24

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25

Multiple Choice

Quais são as principais excludentes de ilicitude previstas no Direito Penal Militar e por que é importante que os bombeiros militares as conheçam?

1

Estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal, exercício regular de direito e excludente específica militar. É importante para que saibam agir corretamente em situações de risco.

2

Apenas legítima defesa e estado de necessidade. É importante para evitar punições.

3

Apenas excludente específica militar. É importante para situações de comando.

4

Nenhuma excludente é prevista. Não é importante para bombeiros militares.

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27

Multiple Choice

De acordo com o Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.001/1969) e as alterações legislativas recentes, assinale a alternativa correta sobre a imputabilidade:

1

O CPM adota o critério puramente biológico para a doença mental, sendo o agente isento de pena bastando a comprovação da patologia por perícia médica, independentemente de sua capacidade de entendimento.

2

São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, critério este fundamentado no sistema biológico, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial (ECA), conforme a convergência atual do ordenamento jurídico.

3

A embriaguez, quando proveniente de caso fortuito ou força maior, jamais exclui a imputabilidade no Direito Militar, dada a rigidez da disciplina e hierarquia das Forças Armadas.

4

O critério de inimputabilidade por doença mental no art. 48 do CPM é psicológico, ignora a enfermidade e foca no desejo do agente no crime.

5

Se a doença mental não suprime, mas diminui consideravelmente a capacidade de entendimento do militar, o juiz deve obrigatoriamente absolvê-lo, não havendo previsão para redução de pena no CPM.

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29

 

Quem concede

De que forma

Natureza

Efeito

Exceção

Como funciona





Extingue o crime e seus efeitos (primários e secundários), não gera reincidência





















Extingue a punibilidade os efeitos secundários permanecem como reincidência, quanto a multa, se não for declarada no Decreto, permanece.

Depende de provocação (pedido do condenado MP, etc)









Geralmente concedido de ofício (sem pedido) como Política criminal)

30

Multiple Select

De acordo com o Código Penal Militar, quais são as causas de extinção da punibilidade? Selecione todas as alternativas corretas.

1

Morte do agente, Anistia, graça ou indulto

2

Pela retroatividade de Lei que não mais considera o fato como criminoso.

3

Prescrição, pelo Perdão judicial nos casos previstos em Lei

4

Condenação anterior

5

Pelo ressarcimento do dano no peculato culposo (Art. 303, § 4º)

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Multiple Select

Quais são os principais princípios abordados na Parte Geral do Código Penal Militar em relação à aplicação da lei penal no tempo e no espaço?

1

Princípio da legalidade e princípio da irretroatividade

2

Princípio da retroatividade e princípio da individualização da pena

3

Princípio da territorialidade e princípio da insignificância

4

Princípio da legalidade e princípio da territorialidade

33

Multiple Choice

Considere as normas que regem o Direito Penal Militar e assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação do Princípio da Legalidade (Reserva Legal) e da Anterioridade:

1

No Direito Penal Militar, em razão da necessidade de manutenção da hierarquia e disciplina, é admitida a criação de crimes e cominação de penas por meio de regulamentos disciplinares internos.

2

O princípio da legalidade no CPM permite que uma lei penal militar retroaja para alcançar fatos anteriores à sua vigência, desde que o agente seja militar de carreira e o crime seja classificado como propriamente militar.

3

Diferentemente do Código Penal comum, o Código Penal Militar admite a aplicação da analogia in malam partem (para prejudicar o réu) a fim de suprir lacunas legislativas em crimes contra a autoridade militar.

4

A Constituição Federal de 1988 não se aplica ao Direito Penal Militar no que tange ao princípio da legalidade, prevalecendo a discricionariedade do Comando Militar para definir condutas típicas em tempo de guerra.

5

O Código Penal Militar prevê que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal, aplicando-se o princípio da anterioridade de forma absoluta, salvo para beneficiar o réu em casos de lei nova.

Da Aplicação da Lei Penal Militar...

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