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Design Sustentável e o Antropoceno

Total questions: 74

Worksheet time: 37mins

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1.

Explique como o conceito de “ecotopia” difere das respostas baseadas apenas em inovação incremental no contexto do design sustentável, e discuta como ele pode contribuir para a transformação das práticas de design no Antropoceno.

a)

“Ecotopia” propõe cenários de ação regenerativa, indo além da inovação incremental, ao imaginar e praticar outros mundos possíveis guiados por lógicas ecológicas.

b)

“Ecotopia” é apenas uma forma de greenwashing, focada em pequenas melhorias em produtos existentes.

c)

“Ecotopia” defende a manutenção do status quo, sem propor mudanças profundas nas práticas de design.

d)

“Ecotopia” prioriza exclusivamente a inovação tecnológica, sem considerar aspectos sociais ou ecológicos.

2.

Analise criticamente o papel do designer no contexto do Antropoceno, considerando as discussões sobre práticas a serem abandonadas e formas de evitar a reprodução do modelo insustentável.

a)

O designer deve atuar como agente de transformação, questionando práticas insustentáveis e priorizando lógicas ecológicas para evitar a perpetuação do status quo.

b)

O designer deve focar apenas na estética dos produtos, sem se preocupar com impactos ambientais ou sociais.

c)

O papel do designer é garantir a obsolescência programada para estimular o consumo.

d)

O designer deve seguir estritamente modelos industriais tradicionais, sem considerar mudanças sociais ou ecológicas.

3.

Considerando o debate sobre o Antropoceno e as transições sociotécnicas, elabore uma estratégia para priorizar práticas ecológicas no design, levando em conta mente, relações e ambiente.

a)

Priorizar práticas que promovam bem-estar coletivo, relações sustentáveis e respeito ao ambiente, integrando diferentes dimensões ecológicas no processo de design.

b)

Priorizar apenas a redução de custos de produção, sem considerar impactos ambientais ou sociais.

c)

Focar exclusivamente em tendências de mercado, ignorando questões ecológicas.

d)

Implementar práticas ecológicas apenas quando exigido por legislação, sem planejamento estratégico.

4.

Analise criticamente por que o “design de conversão a qualquer custo” foi alvo de críticas no contexto do design reativo, considerando os impactos sociais e ambientais.

a)

Porque utiliza gatilhos psicológicos para engajamento sem considerar impactos sociais e ambientais.

b)

Porque é sempre sustentável e inovador.

c)

Porque prioriza apenas a estética dos produtos.

d)

Porque elimina completamente a necessidade de inovação.

5.

Explique, com base no texto, como a alienação do designer sob o capitalismo pode afetar sua motivação e capacidade de propor alternativas ao ciclo de produção-consumo.

a)

A alienação reduz o designer a operador de sistemas, levando à falta de propósito e dificuldade de imaginar alternativas.

b)

A alienação aumenta a criatividade do designer.

c)

A alienação faz com que o designer tenha mais autonomia.

d)

A alienação incentiva o designer a seguir apenas tendências de mercado.

6.

Avalie os riscos e potencialidades das ecotopias como alternativas ao modelo industrial, conforme discutido no texto.

a)

Ecotopias são promissoras, mas correm o risco de serem cooptadas pelo mercado e perderem sua potência crítica.

b)

Ecotopias são sempre produtos finais e não processos.

c)

Ecotopias não envolvem comunidades e saberes diversos.

d)

Ecotopias são soluções impostas de cima para baixo.

7.

Utilizando argumentos do texto, proponha como o conceito de “bem viver” pode ser incorporado ao design para superar práticas de consumo artificial.

a)

O “bem viver” pode ser incorporado ao design priorizando equilíbrio, respeito ao lugar e às pessoas, e valorização do que já existe, abandonando o design como motor de consumo.

b)

O “bem viver” deve ser restrito a modismos de saúde física.

c)

O “bem viver” significa criar mais demandas artificiais.

d)

O “bem viver” deve focar apenas em acelerar processos produtivos.

8.

Analise criticamente as diferenças entre ruptura sistêmica e reformismo no contexto do design, considerando os argumentos apresentados no texto. Qual é o papel das mudanças incrementais e das rupturas profundas na transformação de sistemas culturais e políticos?

a)

Mudanças incrementais são suficientes para resolver todos os desafios, enquanto rupturas profundas são desnecessárias.

b)

Rupturas profundas são essenciais para transformação sistêmica, enquanto mudanças incrementais podem abrir fissuras no sistema e criar novas possibilidades culturais e políticas.

c)

Mudanças incrementais não têm impacto algum, e apenas rupturas profundas podem transformar sistemas.

d)

Tanto mudanças incrementais quanto rupturas profundas são igualmente ineficazes para promover transformações.

9.

Considerando o debate sobre o papel do designer, avalie como a responsabilidade do designer pode ir além de ser apenas uma engrenagem do lucro. Quais são as implicações de o designer atuar como mediador entre saberes locais e soluções globais?

a)

O designer deve sempre aceitar todos os projetos para maximizar o lucro.

b)

O designer, como mediador, pode recusar projetos, propor alternativas radicais e desafiar limites impostos pelo mercado e pela cultura do consumo.

c)

O papel do designer é apenas seguir tendências globais sem considerar saberes locais.

d)

O designer não tem responsabilidade sobre as consequências sociais de seus projetos.

10.

Com base nas conclusões do texto, elabore uma análise sobre os desafios enfrentados pelo design diante da crise planetária do Antropoceno. Por que a transformação sistêmica exige mais do que inovação incremental ou novos rótulos?

a)

Porque inovação incremental e novos rótulos são suficientes para enfrentar estruturas de poder.

b)

Porque a transformação sistêmica requer coragem para desafiar o status quo, envolver comunidades e experimentar alternativas inovadoras.

c)

Porque a transformação sistêmica depende apenas de práticas reativas e da lógica do consumo.

d)

Porque abandonar práticas reativas não é necessário para o design contemporâneo.

11.

Explique como a ecotopia é apresentada no texto e discuta o papel do design por vir nesse contexto. Por que o design deve valorizar o suficiente em vez do excesso e agir com ética e propósito?

a)

Porque a ecotopia é uma solução pronta e o design deve apenas segui-la.

b)

Porque o design por vir depende da criação de brechas no cotidiano, valorizando o suficiente e agindo com ética e propósito, sendo facilitador de processos coletivos de imaginação e prática.

c)

Porque o design deve focar apenas em soluções individuais e não coletivas.

d)

Porque agir com ética e propósito não é relevante para o papel do designer.

12.

Analise como o conceito de "Design for the Pluriverse" de Escobar (2018) pode influenciar práticas de design voltadas para a autonomia e a criação de mundos alternativos. Qual seria um exemplo estratégico de aplicação desse conceito em um projeto social?

a)

Implementar um design padronizado para todas as comunidades, sem considerar suas especificidades culturais.

b)

Desenvolver soluções de design colaborativas que respeitem a autonomia e os saberes locais, promovendo múltiplas formas de existência.

c)

Priorizar apenas a eficiência econômica em projetos de design, ignorando aspectos sociais.

d)

Utilizar apenas tecnologias importadas, sem adaptação ao contexto local.

13.

Considerando a obra "Design Futuring: Sustainability, Ethics and New Practice" de Fry (2009), elabore uma estratégia de design que promova a sustentabilidade a longo prazo. Qual abordagem seria mais alinhada com os princípios defendidos por Fry?

a)

Focar apenas na estética do produto, sem considerar seu ciclo de vida.

b)

Planejar produtos descartáveis para estimular o consumo contínuo.

c)

Integrar práticas éticas e sustentáveis, considerando o impacto ambiental e social das soluções propostas.

d)

Ignorar a participação dos usuários no processo de design.

14.

A partir do livro "Onde aterrar? Como se orientar politicamente no Antropoceno" de Latour (2017), proponha uma ação estratégica para orientar projetos de design no contexto do Antropoceno. Qual seria a melhor alternativa?

a)

Ignorar as mudanças ambientais e focar apenas em tendências de mercado.

b)

Desenvolver projetos que considerem as interações entre humanos e não-humanos, reconhecendo a complexidade do Antropoceno.

c)

Priorizar apenas a inovação tecnológica, sem considerar impactos ecológicos.

d)

Rejeitar qualquer influência política no design.

15.

Com base em "Design, When Everybody Designs" de Manzini (2015), como o design social pode ser planejado para promover inovação social? Qual estratégia seria mais eficaz?

a)

Centralizar todas as decisões de design em especialistas, sem participação da comunidade.

b)

Estimular a co-criação e o envolvimento de diferentes atores sociais no processo de design.

c)

Focar apenas em soluções tecnológicas, sem considerar aspectos sociais.

d)

Limitar o design a produtos físicos, excluindo serviços e processos.

16.

Refletindo sobre "Made to Break: Technology and Obsolescence in America" de Slade (2006), como o planejamento estratégico pode evitar a obsolescência programada em produtos de design?

a)

Projetar produtos com vida útil curta para aumentar as vendas.

b)

Desenvolver produtos duráveis e reparáveis, promovendo a sustentabilidade e reduzindo o descarte.

c)

Incentivar o consumo rápido e descartável.

d)

Ignorar a questão da obsolescência no processo de design.

17.

Analise criticamente como o framework de Design para Transições, inspirado pelo Transition Design Framework da School of Design da Carnegie Mellon, propõe uma mudança paradigmática em relação ao papel do design na sociedade. Quais são as principais diferenças entre o design centrado no mercado e o design voltado para práticas que emergem de ações locais?

a)

O design centrado no mercado prioriza a produção industrial, enquanto o design voltado para ações locais valoriza autonomia, justiça ecológica e direitos da natureza.

b)

O design centrado no mercado valoriza apenas a estética, enquanto o design voltado para ações locais prioriza o lucro.

c)

O design centrado no mercado é mais sustentável do que o design voltado para ações locais.

d)

O design voltado para ações locais ignora a justiça ecológica e os direitos da natureza.

18.

Considerando os imaginários do decrescimento (degrowth) e do Buen Vivir, explique como esses conceitos desafiam o design tradicional e propõem novas formas de pensar o desenvolvimento e a ética no design.

a)

Ambos deslocam o foco do mercado para a autonomia, justiça ecológica e direitos da natureza, propondo uma ética relacional e biocêntrica.

b)

Ambos defendem o crescimento econômico como objetivo principal do design.

c)

O decrescimento e o Buen Vivir propõem que o design deve ser exclusivamente tecnológico.

d)

Ambos sugerem que o design deve ignorar saberes locais e priorizar soluções globais.

19.

Com base na revisão da literatura apresentada, avalie como o framework da Carnegie Mellon estrutura o campo do Design para Transições e explique a importância da interdependência entre as quatro áreas destacadas.

a)

O framework estrutura o campo em visão para a transição, teorias da mudança, postura/mindset do designer e novas maneiras de projetar, destacando a interdependência para promover soluções sistêmicas e amplificação do que emerge localmente.

b)

O framework prioriza apenas a visão para a transição, ignorando teorias da mudança e novas maneiras de projetar.

c)

O framework sugere que as áreas devem ser trabalhadas de forma isolada para evitar conflitos.

d)

O framework não considera a postura do designer como relevante para o processo de transição.

20.

Analise criticamente por que alguns participantes consideram insustentável o design guiado pelo mercado e pela economia, e explique como a valorização da comunidade pode contribuir para uma inovação social transformadora.

a)

Porque o design guiado pelo mercado incentiva a inovação social autêntica, enquanto a comunidade limita a criatividade.

b)

Porque o design guiado pelo mercado perpetua o extrativismo desenfreado, enquanto a valorização da comunidade promove múltiplos conhecimentos e conexão com o ambiente, favorecendo a inovação social transformadora.

c)

Porque o design guiado pelo mercado é sempre sustentável, e a comunidade não tem papel relevante na inovação.

d)

Porque o design guiado pelo mercado é neutro, e a comunidade apenas repete práticas tradicionais.

21.

Explique como a mudança do papel do designer de solucionador para facilitador de transformações pode impactar processos de inovação e sustentabilidade, considerando as ferramentas e abordagens mencionadas no texto.

a)

O designer como facilitador ignora a importância da eficiência e da entrega rápida ao cliente.

b)

O designer como facilitador de transformações utiliza pensamento sistêmico, design participativo e escuta ativa, promovendo mudanças sistêmicas e sustentáveis, além de valorizar processos abertos, experimentação e co-criação.

c)

O designer como facilitador apenas repete soluções de mercado sem inovação.

d)

O designer como facilitador prioriza apenas a lógica de mercado e eficiência.

22.

Avalie de que forma a centralidade dos imaginários do Buen Vivir e do decrescimento pode influenciar práticas de design cotidiano, especialmente em relação à justiça socioecológica e à pluralidade cultural.

a)

Ao priorizar o Buen Vivir e o decrescimento, o design cotidiano acelera processos e impõe modelos universais.

b)

O Buen Vivir e o decrescimento incentivam a escuta e integração de saberes locais, desaceleram processos e privilegiam relações de cuidado, colaboração e justiça, promovendo pluralidade cultural e justiça socioecológica.

c)

O Buen Vivir e o decrescimento não têm impacto sobre o design cotidiano.

d)

O Buen Vivir e o decrescimento buscam apenas a eficiência e a entrega rápida ao cliente.

23.

Analise como a aceitação da incerteza e do “não-saber” pode ser utilizada estrategicamente no Design para Transições para promover soluções inovadoras e inclusivas em contextos coletivos.

a)

Ao evitar qualquer tipo de incerteza, garantindo sempre o controle total do processo.

b)

Ao reconhecer a incerteza como obstáculo e buscar eliminá-la antes de iniciar qualquer projeto.

c)

Ao abrir mão do controle, escutar o contexto com humildade e reconhecer que soluções reais emergem de processos coletivos, adaptativos e contínuos.

d)

Ao priorizar apenas soluções individuais, sem considerar a participação coletiva.

24.

Explique de que forma a inovação social de base e a articulação de escalas podem contribuir para a promoção de modos de vida sustentáveis, considerando os desafios de fortalecer redes comunitárias sem perder a pluralidade das vozes envolvidas.

a)

Centralizando todas as decisões em uma única liderança para garantir eficiência.

b)

Fortalecendo iniciativas locais, promovendo autonomia, justiça ecológica e articulando ações do local ao global, sem perder a pluralidade das vozes.

c)

Ignorando as iniciativas locais e focando apenas em soluções globais.

d)

Mantendo as redes comunitárias isoladas para evitar conflitos de interesse.

25.

Avalie os riscos de estratégias de redução de recursos que não consideram a redistribuição de poder e co-criação no contexto do Design para Transições. Como essas estratégias podem impactar as desigualdades sociais?

a)

Podem acentuar desigualdades e reforçar velhas hierarquias, caso não sejam acompanhadas de redistribuição de poder e co-criação.

b)

Sempre reduzem as desigualdades, independentemente de como são implementadas.

c)

Não têm impacto algum sobre as desigualdades sociais.

d)

Garantem automaticamente a inclusão social sem necessidade de ajustes.

26.

Explique como o papel do designer se transforma ao adotar uma abordagem centrada na autonomia, justiça ecológica e pluralidade cultural, e analise os impactos dessa mudança para os processos coletivos de criação.

a)

O designer passa a ser apenas um executor de tarefas técnicas, sem envolvimento com processos coletivos.

b)

O designer se torna um facilitador de processos coletivos, abertos à incerteza e à co-criação, promovendo autonomia e pluralidade.

c)

O designer assume o papel de gestor autoritário, centralizando decisões e reduzindo a participação das comunidades.

d)

O designer foca exclusivamente no crescimento econômico, ignorando aspectos sociais e culturais.

27.

Analise os desafios enfrentados pela inovação social de base ao tentar construir futuros pluriversais e proponha estratégias para superá-los, considerando a articulação de escalas e a transformação de mentalidades.

a)

Os desafios são facilmente superados com tecnologia, sem necessidade de mudanças culturais.

b)

Os desafios incluem transformar mentalidades, articular escalas sem perder pluralidade e evitar desigualdades; estratégias incluem diálogo, co-criação e práticas vividas.

c)

Basta impor modelos prontos de inovação para superar todos os desafios.

d)

A inovação social de base não enfrenta desafios significativos, pois já é plural por natureza.

28.

Avalie o papel da utopia no contexto do Design para Transições e discuta como ela pode servir como horizonte mobilizador para a construção de futuros sustentáveis.

a)

A utopia é vista como uma meta inalcançável e, portanto, não tem utilidade prática.

b)

A utopia serve como horizonte mobilizador, inspirando ações e reinvenções locais, sem ser uma meta inalcançável.

c)

A utopia deve ser evitada, pois desmotiva a busca por soluções reais.

d)

A utopia é apenas um conceito teórico, sem aplicação no design.

29.

Com base no texto, proponha como o futuro do design pode contribuir para a promoção de justiça, autonomia e cuidado em múltiplos mundos em diálogo.

a)

O futuro do design deve focar apenas em soluções técnicas, sem considerar aspectos sociais.

b)

O futuro do design depende da capacidade de escutar, co-criar e sustentar múltiplos mundos em diálogo, promovendo justiça, autonomia e cuidado.

c)

O design deve priorizar o crescimento econômico acima de tudo.

d)

O design deve ser restrito a especialistas, sem envolvimento das comunidades.

30.

Explique como o conceito de “colonialidade do saber” contribui para a marginalização de saberes indígenas, afrodescendentes e populares no campo do design, e proponha uma estratégia para promover a inclusão desses saberes em práticas de design.

a)

O conceito de “colonialidade do saber” impõe epistemologias universais eurocêntricas, excluindo saberes locais; uma estratégia seria criar espaços de diálogo intercultural e valorizar práticas locais no processo de design.

b)

O conceito de “colonialidade do saber” valoriza saberes indígenas e afrodescendentes; uma estratégia seria adotar apenas padrões universais.

c)

O conceito de “colonialidade do saber” não tem impacto no design; uma estratégia seria manter o foco em práticas eurocêntricas.

d)

O conceito de “colonialidade do saber” incentiva a homogeneização cultural; uma estratégia seria eliminar práticas locais do design.

31.

Analise criticamente a proposta do “pluriverso” no contexto do giro decolonial e explique como ela se opõe ao conceito de “design universal”.

a)

O “pluriverso” propõe a coexistência de múltiplos mundos, saberes e práticas, em oposição ao “design universal”, que busca impor padrões únicos e eurocêntricos.

b)

O “pluriverso” defende a padronização global, enquanto o “design universal” valoriza a diversidade cultural.

c)

O “pluriverso” e o “design universal” são conceitos idênticos, ambos promovendo a homogeneização cultural.

d)

O “pluriverso” rejeita qualquer forma de design, enquanto o “design universal” incentiva a exclusão de saberes locais.

32.

Considerando a metodologia do debate descrita no texto, avalie como a participação aberta e o formato virtual podem influenciar a construção coletiva do conhecimento em discussões sobre design decolonial.

a)

A participação aberta e o formato virtual ampliam a diversidade de perspectivas, promovendo a construção coletiva do conhecimento por meio de perguntas, comentários e respostas.

b)

A participação aberta limita a troca de ideias, enquanto o formato virtual impede a colaboração.

c)

A participação aberta e o formato virtual não têm impacto na construção do conhecimento, pois apenas especialistas contribuem.

d)

A participação aberta reduz a qualidade do debate, e o formato virtual dificulta a interação entre os participantes.

33.

Explique como a colonialidade, segundo o texto, vai além do aspecto material e se manifesta simbolicamente nas relações entre colonizador e colonizado.

a)

A colonialidade é apenas uma questão econômica, sem impacto simbólico.

b)

A colonialidade é simbólica, exigindo reafirmação constante da diferença para justificar a superioridade do colonizador.

c)

A colonialidade não influencia as identidades dos envolvidos.

d)

A colonialidade é irrelevante para o design contemporâneo.

34.

Analise criticamente a diferença entre design universal e design pluriversal, destacando os impactos de cada abordagem na valorização da diversidade cultural.

a)

O design universal valoriza todas as culturas igualmente, enquanto o pluriversal exclui estilos populares.

b)

O design universal frequentemente invisibiliza estéticas populares, indígenas e afrodescendentes, enquanto o pluriversal parte dos saberes locais e práticas comunitárias.

c)

O design pluriversal é menos acessível que o universal.

d)

O design universal é sempre mais inovador que o pluriversal.

35.

Compare os conceitos de descolonização e decolonialidade, explicando como cada um propõe a superação das estruturas coloniais.

a)

Descolonização é um processo contínuo de dissociação epistemológica, enquanto decolonialidade é apenas política.

b)

Descolonização refere-se à retirada política do colonizador, enquanto decolonialidade é um processo contínuo de transformação epistemológica e cultural.

c)

Ambos os conceitos são sinônimos e não apresentam distinções relevantes.

d)

Decolonialidade é um conceito ultrapassado, sem aplicação prática.

36.

Avalie por que, segundo o texto, os resquícios da colonialidade tendem a persistir mesmo após processos de descolonização na América Latina.

a)

Porque a colonialidade é superficial e facilmente removida.

b)

Porque a colonialidade está profundamente enraizada nas estruturas sociais e culturais.

c)

Porque a descolonização elimina todas as formas de colonialidade.

d)

Porque a América Latina não passou por processos coloniais.

37.

Explique como a valorização de práticas pluriversais no design pode contribuir para romper com a colonialidade do poder, considerando os desafios apontados no texto.

a)

Ao adotar práticas pluriversais, o design passa a priorizar o impacto social, restauração ecológica e autonomia comunitária, questionando a existência do “universal” e promovendo instâncias de troca e aprendizado contínuos.

b)

A valorização de práticas pluriversais no design mantém o foco em modelos universais, reforçando a lógica eurocêntrica e a exclusão de saberes subalternizados.

c)

Práticas pluriversais no design buscam apenas a padronização de métricas de sucesso, sem considerar impactos sociais ou ecológicos.

d)

O design pluriversal propõe a eliminação de todas as práticas locais em favor de uma abordagem global homogênea.

38.

Analise os riscos do “isolamento epistemológico” mencionados no texto e proponha estratégias para evitá-lo no contexto do design pluriversal.

a)

O isolamento epistemológico pode ser evitado promovendo o diálogo e a combinação de diferentes perspectivas, além de adotar abordagens transgeracionais e transdisciplinares para efetivar mudanças reais.

b)

Para evitar o isolamento epistemológico, basta adotar exclusivamente a epistemologia europeia e rejeitar outras formas de conhecimento.

c)

O isolamento epistemológico é inevitável no design pluriversal, pois a diversidade de perspectivas dificulta a comunicação.

d)

Estratégias para evitar o isolamento epistemológico incluem a padronização de práticas e a exclusão de saberes locais.

39.

Com base nas conclusões do texto, avalie como a transição para um design pluriversal pode impactar a produção de conhecimento, estética e soluções para problemas contemporâneos.

a)

A transição para um design pluriversal torna a pluralidade central na produção de conhecimento, estética e soluções, exigindo transformação profunda das epistemologias e práticas cotidianas.

b)

O design pluriversal limita a produção de conhecimento ao restringir a diversidade de perspectivas e práticas.

c)

A transição para o design pluriversal não afeta a produção de soluções, pois mantém as mesmas métricas de sucesso do modelo universal.

d)

O impacto do design pluriversal é apenas estético, sem influenciar a produção de conhecimento ou soluções para problemas contemporâneos.

40.

Analise como a obra de Aníbal Quijano sobre “colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina” pode contribuir para a compreensão das dinâmicas sociais contemporâneas na América Latina. Considere os conceitos de colonialidade e eurocentrismo em sua resposta.

a)

A obra de Quijano propõe que a colonialidade é um fenômeno exclusivamente histórico, sem impacto nas dinâmicas sociais atuais.

b)

Quijano argumenta que a colonialidade do poder e o eurocentrismo ainda estruturam as relações sociais, econômicas e políticas na América Latina, influenciando a produção de conhecimento e as desigualdades.

c)

Segundo Quijano, o eurocentrismo foi superado após a independência dos países latino-americanos.

d)

A análise de Quijano sugere que a América Latina nunca foi afetada pelo eurocentrismo.

41.

Explique de que maneira Walter Mignolo, em “Delinking: The rhetoric of modernity, the logic of coloniality and the grammar of de-coloniality”, propõe a superação da colonialidade do saber. Relacione sua resposta com a ideia de “delinking”.

a)

Mignolo defende a manutenção das estruturas coloniais para garantir a modernidade.

b)

O autor propõe o “delinking” como uma ruptura com a lógica eurocêntrica, promovendo alternativas epistêmicas e valorizando saberes locais e plurais.

c)

Mignolo sugere que a colonialidade do saber é irrelevante para o contexto atual.

d)

O “delinking” é apresentado como um processo de assimilação cultural ao modelo europeu.

42.

Considerando a obra de Maldonado-Torres sobre a colonialidade do ser, discuta como o conceito contribui para a compreensão das relações de poder e identidade em sociedades pós-coloniais.

a)

O conceito de colonialidade do ser é irrelevante para a análise das identidades pós-coloniais.

b)

Maldonado-Torres argumenta que a colonialidade do ser aprofunda a compreensão das hierarquias sociais e das formas de desumanização impostas pelo colonialismo, influenciando identidades e relações de poder.

c)

O autor defende que a colonialidade do ser só existiu durante o período colonial.

d)

A colonialidade do ser é um conceito exclusivamente econômico, sem relação com identidade.

43.

A partir da obra “Pele negra, máscaras brancas” de Frantz Fanon, avalie como o autor aborda as consequências psicológicas do racismo e da colonização para os sujeitos colonizados.

a)

Fanon ignora os efeitos psicológicos do racismo, focando apenas em questões econômicas.

b)

Fanon analisa como o racismo e a colonização produzem alienação, conflitos de identidade e sofrimento psíquico nos sujeitos colonizados.

c)

O autor defende que o racismo não tem impacto sobre a subjetividade dos colonizados.

d)

Fanon acredita que a colonização fortalece a autoestima dos colonizados.

44.

Com base no texto de Boaventura de Sousa Santos sobre o “pensamento abissal”, explique como o autor propõe superar as linhas globais que separam saberes e experiências sociais.

a)

Santos propõe a manutenção das linhas abissais para preservar a ordem social.

b)

O autor sugere uma ecologia de saberes, promovendo o diálogo e a valorização de diferentes formas de conhecimento para superar as divisões impostas pelo pensamento abissal.

c)

Santos defende que apenas o saber científico deve ser valorizado.

d)

O pensamento abissal, segundo Santos, não pode ser superado.

45.

Analise criticamente como o design pode atuar como agente de transformação social e cultural na periferia global, evitando tanto a resignação quanto a reprodução de discursos críticos esvaziados de prática.

a)

O design deve apenas seguir tendências de mercado para garantir sua relevância.

b)

O design pode atuar como agente de transformação ao articular saberes locais e propor alternativas ao modelo dominante, sem cair no cinismo projetual.

c)

O design deve se limitar à função estética, sem envolver questões sociais ou culturais.

d)

O design deve adotar práticas eurocêntricas para garantir sua legitimidade.

46.

Explique como a colonialidade do saber influencia a subordinação do design a modelos eurocêntricos, segundo os autores discutidos no texto.

a)

A colonialidade do saber promove a valorização de saberes locais e práticas insurgentes.

b)

A colonialidade do saber subordina epistemologias periféricas a modelos eurocêntricos, reduzindo o design a uma função mercadológica.

c)

A colonialidade do saber incentiva a autonomia dos modos de vida indígenas.

d)

A colonialidade do saber não tem impacto sobre o design contemporâneo.

47.

Avalie a importância de práticas como “sentipensar” e “correspondência” para a construção de um design ético e transformador, conforme apresentado na revisão da literatura.

a)

Essas práticas são irrelevantes para o design, pois não contribuem para o mercado.

b)

“Sentipensar” e “correspondência” promovem a valorização de saberes ancestrais e modos de vida autônomos, fortalecendo um design ético e transformador.

c)

Essas práticas apenas reforçam a lógica mercadológica do design.

d)

“Sentipensar” e “correspondência” são práticas exclusivas do design thinking tradicional.

48.

Planeje uma estratégia de debate que permita a construção coletiva de argumentos sobre fissuras no sistema de design, evitando o cinismo projetual, conforme a metodologia apresentada.

a)

Realizar debates apenas entre especialistas do mercado, sem considerar outras experiências.

b)

Estruturar o debate em torno de uma pergunta central, promovendo a participação de pessoas com diferentes formações e experiências, utilizando textos teóricos, exemplos práticos e provocações críticas.

c)

Limitar o debate a apresentações expositivas, sem espaço para comentários ou réplicas.

d)

Focar apenas em acordos prévios, sem espaço para construção coletiva de argumentos.

49.

Analise como a crise pode ser vista como uma oportunidade para a periferia no contexto do design, e discuta os desafios envolvidos na responsabilidade do designer em reverter cenários de dependência de modelos globais.

a)

A crise permite à periferia criar soluções originais, mas o designer sozinho não pode reverter cenários complexos sem alianças institucionais e coletivas.

b)

A crise impede qualquer inovação na periferia, tornando o designer irrelevante.

c)

O designer tem total controle sobre a reversão de cenários, independentemente de alianças.

d)

A crise só beneficia os centros globais, não a periferia.

50.

Explique o conceito de “cinismo projetual” e proponha estratégias para que o design evite cair nesse risco, considerando práticas cotidianas e consensos.

a)

O cinismo projetual ocorre quando a crítica não gera transformação, e o design deve adotar práticas de resistência e reinvenção, mesmo que pequenas e localizadas.

b)

O cinismo projetual é positivo, pois mantém o status quo e evita mudanças desnecessárias.

c)

O design deve sempre esperar por consensos totalizantes antes de agir.

d)

O cinismo projetual só ocorre em grandes projetos internacionais.

51.

Avalie a importância de entender o design como prática emancipatória e explique como o conceito de “sentipensar” pode contribuir para soluções mais significativas.

a)

O design emancipatório valoriza saberes locais e integra razão e emoção, ética e afeto, promovendo soluções relevantes para a vida real.

b)

O design emancipatório ignora saberes locais e foca apenas na técnica.

c)

“Sentipensar” significa separar razão e emoção no processo projetual.

d)

O design emancipatório é apenas uma tendência estética sem impacto social.

52.

Discuta como a ideia de pluriversalidade pode contribuir para a descolonização do design e a criação de soluções mais inclusivas e sustentáveis.

a)

A pluriversalidade permite a valorização de múltiplos contextos e realidades, rompendo com o epistemicídio e a hierarquização de saberes.

b)

A pluriversalidade busca impor um futuro único e universal para todos.

c)

A descolonização do design ignora a importância do “lugar de fala”.

d)

Soluções inclusivas só podem ser criadas a partir de contextos homogêneos.

53.

Analise os limites e possibilidades do design em provocar mudanças no sistema dominante, considerando a importância de reconhecer contradições e evitar a cooptação do discurso crítico.

a)

O design pode abrir brechas e provocar ruídos, mas deve ser transparente quanto aos limites e contradições para evitar a cooptação do discurso crítico.

b)

O design tem o poder de mudar completamente o sistema dominante sem limitações.

c)

Reconhecer contradições enfraquece o papel do design na sociedade.

d)

O discurso crítico deve ser sempre cooptado para garantir mudanças.

54.

Analise o exemplo prático apresentado no texto: como a criatividade e a autonomia podem emergir em contextos adversos, como o caso do jovem de periferia citado?

a)

Apenas por meio de acesso facilitado à tecnologia.

b)

Pela repetição de soluções já existentes no mercado.

c)

A partir da utilização de materiais locais e da busca por soluções originais diante de desafios.

d)

Por meio da dependência de instituições internacionais.

55.

De acordo com as conclusões do texto, qual é uma postura fundamental para criar fissuras no sistema sem cair no cinismo projetual?

a)

Adotar uma postura passiva e esperar por mudanças externas.

b)

Manter-se fiel apenas à lógica do mercado.

c)

Ter uma postura ativa, ética e situada do design.

d)

Ignorar saberes locais e priorizar soluções universais.

56.

O texto sugere que valorizar saberes locais e práticas comunitárias implica em:

a)

Romantizar e mercantilizar esses saberes.

b)

Reduzir práticas autônomas à lógica de mercado.

c)

Reconhecer sua importância sem romantizá-los ou reduzi-los à mercadoria.

d)

Substituir práticas locais por soluções eurocêntricas.

57.

Segundo o texto, qual é o papel do design na transformação social, cultural e ambiental?

a)

Ser um mero adereço do sistema.

b)

Tornar-se agente de transformação, contribuindo para mundos mais justos, habitáveis e plurais.

c)

Reforçar soluções universais e eurocêntricas.

d)

Limitar-se à reprodução de práticas tradicionais.

58.

Como o texto propõe integrar crítica e prática no processo projetual?

a)

Separando razão e afeto, teoria e ação.

b)

Integrando razão e afeto, teoria e ação no processo projetual.

c)

Focando apenas na teoria.

d)

Ignorando a prática em favor da crítica.

59.

De acordo com o texto, por que o design é considerado importante para catalisar transições sociais de longo prazo rumo a futuros mais resilientes e sustentáveis?

a)

Porque o design é uma prática exclusivamente técnica e universal.

b)

Porque o design pode contribuir para a gestão de desafios complexos, dinâmicos e interconectados, exigindo abordagens adaptativas, colaborativas e críticas.

c)

Porque o design sempre segue métodos rígidos e padronizados.

d)

Porque o design ignora a ética e a prática projetual.

60.

Segundo a revisão da literatura apresentada, qual é uma das principais críticas à mercadologização do “design thinking”?

a)

A valorização excessiva da experimentação.

b)

A simplificação e esvaziamento conceitual, reduzindo o design a uma metodologia genérica, descolada da complexidade real dos problemas.

c)

A inclusão de múltiplas vozes e perspectivas.

d)

A ênfase em abordagens científicas.

61.

Como a literatura recente sugere que a formação projetual em design deve ser estruturada para enfrentar problemas indomáveis?

a)

Focando apenas em métodos científicos tradicionais.

b)

Desenvolvendo competências sistêmicas, éticas e adaptativas, além de valorizar a modelagem, experimentação e mediação de saberes.

c)

Ignorando a mediação de saberes e a experimentação.

d)

Priorizando apenas abordagens artísticas.

62.

Por que o debate sobre o design socialmente consciente, segundo Manzini (2015), é considerado relevante no contexto dos problemas indomáveis?

a)

Porque ignora as consequências das intervenções projetuais.

b)

Porque reforça o imperativo ético de considerar as consequências das intervenções projetuais e promover a inclusão de múltiplas vozes e perspectivas.

c)

Porque se baseia apenas em abordagens técnicas.

d)

Porque exclui a participação de diferentes agentes sociais.

63.

Analise criticamente por que os problemas indomáveis exigem abordagens adaptativas e colaborativas, em vez de métodos lineares e rígidos.

a)

Porque são compostos por partes incongruentes e contraditórias, mudando conforme novas perspectivas emergem.

b)

Porque são sempre problemas simples e diretos.

c)

Porque podem ser resolvidos apenas com criatividade individual.

d)

Porque não envolvem múltiplas camadas de complexidade.

64.

Explique, com base no texto, por que o papel do designer como integrador, mediador e facilitador é considerado mais adequado do que o de mero solucionador de problemas.

a)

Porque o designer deve criar ambientes de partilha e diálogo, promovendo sínteses éticas e respeitando a integridade das partes envolvidas.

b)

Porque o designer deve apenas aplicar métodos rígidos para resolver problemas.

c)

Porque o designer não precisa ouvir as partes envolvidas.

d)

Porque o designer deve evitar processos colaborativos.

65.

Avalie criticamente as limitações do design thinking quando mercantilizado, segundo os argumentos apresentados no texto.

a)

O design thinking, quando mercantilizado, torna-se uma ferramenta genérica, descolada da profundidade e experiência necessárias para lidar com problemas reais.

b)

O design thinking mercantilizado é sempre suficiente para resolver qualquer problema complexo.

c)

A mercantilização do design thinking aumenta sua eficácia em problemas indomáveis.

d)

A mercantilização do design thinking não afeta sua aplicação prática.

66.

Analise como a dimensão ética influencia a atuação do designer diante de consequências imprevistas e explique por que é importante incorporar etapas de reflexão sobre impactos nas metodologias projetuais.

a)

Porque evita a negligência projetual e promove soluções mais responsáveis.

b)

Porque acelera o processo criativo e reduz custos.

c)

Porque garante que todas as soluções sejam tecnicamente perfeitas.

d)

Porque elimina completamente os riscos de falhas técnicas.

67.

Explique de que forma a formação do designer contribui para a gestão de problemas indomáveis, considerando a importância da colaboração e da valorização de saberes diversos.

a)

Ao desenvolver competências sistêmicas, adaptativas e críticas, promovendo colaboração e rompendo com o egocentrismo projetual.

b)

Ao focar apenas em habilidades técnicas e individuais, sem necessidade de colaboração.

c)

Ao priorizar métodos universais e padronizados, desconsiderando saberes diversos.

d)

Ao evitar a experimentação e a convivência com o inacabado.

68.

Avalie o papel do design como mediador de futuros possíveis e catalisador de ecossistemas sociais, em vez de solucionador individual de problemas. Por que essa abordagem é considerada mais eficaz para mudanças sistêmicas?

a)

Porque permite articular múltiplos saberes, promover resiliência e pequenas transições locais que geram mudanças sistêmicas.

b)

Porque foca apenas em soluções finais e rápidas para problemas imediatos.

c)

Porque ignora a colaboração e prioriza a autonomia do designer.

d)

Porque limita o design a processos técnicos e repetitivos.

69.

Com base nas conclusões do texto, justifique por que o designer deve ser visto como agente de transição e facilitador de processos coletivos diante de problemas indomáveis.

a)

Porque sua principal competência é lidar com a incerteza, a ambiguidade e o inacabado, mediando saberes e promovendo abordagens colaborativas.

b)

Porque deve impor métodos universais e soluções padronizadas para todos os contextos.

c)

Porque deve evitar a participação de outros atores sociais nos processos de design.

d)

Porque sua função é apenas executar tarefas técnicas sem envolvimento crítico.

70.

Explique como a formação projetual pode contribuir para a criação de futuros mais resilientes e sustentáveis, considerando o papel das competências sistêmicas, éticas e adaptativas.

a)

Priorizando apenas a eficiência técnica dos projetos.

b)

Focando exclusivamente em resultados financeiros imediatos.

c)

Desenvolvendo competências sistêmicas, éticas e adaptativas, promovendo escuta ativa, experimentação e colaboração interdisciplinar.

d)

Ignorando a participação de múltiplas vozes e perspectivas.

71.

Analise os riscos associados à mercantilização do design thinking e à negligência projetual, e explique por que é importante considerar as consequências das intervenções e promover a inclusão de múltiplas vozes e perspectivas.

a)

Porque isso garante apenas o sucesso comercial do projeto.

b)

Porque evita a necessidade de planejamento estratégico.

c)

Porque reforça o imperativo ético de considerar consequências e promove a inclusão de diferentes perspectivas, tornando as soluções mais justas e eficazes.

d)

Porque facilita a padronização de processos criativos.

72.

Analise criticamente como a implementação do metaprojeto pode enfrentar desafios multifacetados em ambientes organizacionais tradicionais, considerando as barreiras culturais, estruturais e operacionais mencionadas no texto.

a)

O metaprojeto é facilmente implementado em qualquer organização, pois não depende de fatores culturais ou estruturais.

b)

A implementação do metaprojeto enfrenta desafios multifacetados devido à presença de barreiras culturais, estruturais e operacionais, especialmente em organizações que valorizam previsibilidade e controle.

c)

O metaprojeto não encontra dificuldades em ambientes tradicionais, pois sua abordagem é sempre bem aceita.

d)

Barreiras culturais e operacionais não influenciam a adoção do metaprojeto em organizações tradicionais.

73.

Explique de que forma o metaprojeto, segundo a literatura apresentada, contribui para a emergência de soluções inovadoras dentro do processo de design organizacional.

a)

O metaprojeto limita a criatividade ao impor processos rígidos e lineares.

b)

O metaprojeto promove a emergência de soluções inovadoras ao valorizar a colaboração, co-criação e integração de múltiplos saberes.

c)

O metaprojeto impede a integração de diferentes áreas do conhecimento.

d)

O metaprojeto é apenas uma etapa preliminar sem impacto na inovação.

74.

Considerando a metodologia do debate descrita no texto, avalie a importância do anonimato dos participantes para a qualidade da análise dos argumentos.

a)

O anonimato dos participantes não tem impacto na qualidade da análise dos argumentos.

b)

O anonimato dos participantes é fundamental para garantir a confidencialidade e o foco na análise dos argumentos, evitando vieses pessoais.

c)

O anonimato prejudica a análise, pois impede a identificação dos participantes mais experientes.

d)

O anonimato só é importante em debates presenciais, não em ambientes virtuais.