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IGTI - 1ª Aula Interativa

IGTI - 1ª Aula Interativa

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Tiago Sizenando

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15 Slides • 7 Questions

1

IGTI - 1ª Aula Interativa

Prevendo o comportamento humano

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2

Experimento #1

Hotéis gostariam que os hóspedes reutilizassem suas toalhas com mais frequência. Um deles, optou por elaborar duas mensagens diferentes para alcançar este objetivo:


1) “Reutilize sua toalha e ajude a preservar o meio-ambiente.”

2) “75% dos hóspedes deste hotel reutilizam suas toalhas.”


Qual mensagem foi mais efetiva para aumentar a reutilização das toalhas?

3

Multiple Choice

1) “Reutilize sua toalha e ajude a preservar o meio-ambiente.”

2) “75% dos hóspedes deste hotel reutilizam suas toalhas.”


Qual mensagem foi mais efetiva para aumentar a reutilização das toalhas?

1

A) Mensagem 1 foi 30% mais efetiva.

2

B) Mensagem 1 foi 10% mais efetiva.

3

C) Mensagem 2 foi 10% mais efetiva.

4

D) Mensagem 2 foi 30% mais efetiva.

4

Lição aprendida

Por que os hóspedes do hotel reutilizaram suas toalhas mais quando viram a mensagem focando no que as outras pessoas estavam fazendo? Nós geralmente nos sentimos inseguros sobre a maneira correta de agir em determinada situação. Consequentemente, quando ficamos sabendo sobre o que outras pessoas fazem na mesma situação, somos mais propensos de agir da mesma maneira. Além disso, se há uma norma que é baseada no comportamento de pessoas similares a nós (amigos, pessoas no nosso grupo de referência, ou simplesmente pessoas como nós), nós somos ainda mais propensos a segui-los. Este tipo de mentalidade de manada se mostrou influente em votações, coleta de lixo, economia de energia elétrica e outros comportamentos.


Fonte: Goldstein, N., Cialdini, R., & Griskevicius, V. (2008) “A room with a viewpoint: Using social norms to motivate environmental conservation in hotels.” Journal of Consumer Research, 35, 472-482.

5

Experimento #2

As creches em Israel fecham às 16 horas e precisam que os pais busquem os filhos até este horário para que os cuidadores não façam hora extra em função de poucas crianças. Por conta do atraso de alguns pais, algumas creches instituíram uma pequena multa para pais que chegassem com mais de 10 minutos de atraso.


O que aconteceu?

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6

Multiple Choice

O que aconteceu?

1

A) O número de pais atrasados aumentou 100%.

2

B) O número de pais atrasados não foi alterado.

3

C) O número de pais atrasados reduziu 50%.

4

D) O número de pais atrasados reduziu drasticamente.

7

Lição aprendida

Antes os pais tentavam não se atrasar por um conjunto de incentivos não-financeiros, como evitar o sentimento de culpa pela hora extra de trabalho das cuidadoras. Assim que a multa foi instituída, o jogo mudou. É como se a creche dissesse que o custo do atraso era o valor da pequena multa e não havia mais o sentimento de culpa pelo atraso.


Fonte: Gneezy, U. and A. Rustichini. “A Fine is a Price.” The Journal of Legal Studies, Vol. 29, No. 1 (Jan., 2000), 1-17.

8

Experimento #3

Experimentadores pediram para que estudantes universitários medissem o próprio nível de solidão. Então, metade deles foi aleatoriamente selecionada para postar no Facebook com mais frequência do que normalmente faziam por uma semana. A outra metade postou com a mesma frequência de antes.


Como postar mais no Facebook impactou a avaliação de solidão dos alunos?

9

Multiple Choice

Como postar mais no Facebook impactou a avaliação de solidão dos alunos?

1

A) Eles se sentiram menos solitários porque receberam mais "curtidas" e comentários do que o usual.

2

B) Eles se sentiram menos solitários mesmo quando ninguém "curtia" ou comentava as postagens deles.

3

C) Eles se sentiram mais solitários porque perceberam que a comunicação online era superficial.

4

Ele se sentiram mais solitários mesmo quando várias pessoas "curtiram" e comentaram nas postagens deles.

10

Lição aprendida

Postar um pouco mais no Facebook fez as pessoas se sentirem menos solitárias. E, curiosamente, não importou se alguém respondia às postagens. O simples ato de postar mais foi suficiente para mudar as emoções das pessoas.

E por quê? Os experimentadores levantaram a hipótese que postar no Facebook nos faz compartilhar detalhes de nós mesmos, gerando um sentimento de intimidade e conexão com os outros. Outra possibilidade é que postar no Facebook é um tipo de "aperitivo social" - um comportamento simbólico que nos ajuda a recordar das conexões que já temos.

A conclusão mais ampla é que mesmo quando o ambiente não permite ter o tipo de conexão que queremos, podemos criar atalhos que simulam a sensação daquela experiência (neste caso, se conectar a outros) sem nem mesmo precisar experimentar de fato aquela experiência para se beneficiar.


Fonte: große Deters, F., & Mehl, M. R. (2012). Does posting Facebook status updates increase or decrease loneliness? An online social networking experiment. Social Psychological and Personality Science, 4(5), 579-586.

11

Experimento #4

Perguntou-se a estudantes universitários sobre as principais características para se selecionar estágios para estudantes. Para os participantes do Grupo 1, foi dito que os pesquisadores estavam coletando a opinião de uma grande número de estudantes. Para os participantes do Grupo 2, foi dito que eles eram os únicos perguntados sobre o assunto. Além disso, metade dos participantes de cada grupo sabia que eles seriam contatados posteriormente para explicar como chegaram às características apresentadas.


Qual foi o nível de esforço individual em cada grupo?

12

Multiple Choice

Qual foi o nível de esforço individual em cada grupo?

1

A) Indivíduos em todos os grupos mostraram o mesmo nível de esforço.

2

B) Indivíduos com responsabilidade compartilhada (Grupo 1) se esforçaram mais do que aqueles que trabalharam individualmente (Grupo 2).

3

C) Indivíduos com responsabilidade compartilhada (Grupo 1) que tiveram que explicar posteriormente as próprias decisões, trabalharam tanto quanto aqueles que trabalharam individualmente (Grupo 2).

4

D) Quando os indivíduos sabiam que teriam que explicar as próprias decisões, eles se esforçaram muito mais.

13

Lição aprendida

Este estudo demonstra o efeito negativo da responsabilidade compartilhada. Indivíduos em um grupo tendem a colocar menos esforço em uma tarefa quando o esforço é espalhado em comparação a uma tarefa na qual eles possuem responsabilidade individual.

Os resultados também mostram que adicionar responsabilidades individuais em um grupo desencoraja os "caroneiros" e as pessoas colocam o mesmo esforço que colocariam se estivessem trabalhando individualmente.


Fonte: Weldon, E., Gargano, G. (1988). Cognitive loafing: The effects of accountability and shared responsibility in cognitive effort. Personality and Social Psychology Bulletin, 14(1), 159-171.

14

Experimento #6

Em um experimento, é dada uma soma de dinheiro ao jogador A que deve dividi-la com o jogador B. O jogador A pode dividi-la da forma que quiser e o jogador B deve aceitar ou rejeitar a divisão proposta. Se o jogador B aceitar, o dinheiro é dividido como proposto e o jogo se encerra. Se o jogador B rejeitar, o dinheiro volta ao experimentador e os jogadores saem de mãos vazias.


Na média dos experimentos, qual é a divisão proposta pelo jogador A?

15

Multiple Choice

Na média dos experimentos, qual é a divisão proposta pelo jogador A?

1

A) Jogador A fica com 90% e jogador B fica com 10%.

2

B) Jogador A fica com 50% e jogador B fica com 10%.

3

C) Jogador A fica com 35% e jogador B fica com 65%.

4

D) Jogador A fica com 60% e jogador B fica com 40%.

16

Lição aprendida

A estratégia racional neste jogo é que o jogador A ofereça o mínimo possível para o jogador B, pois para o jogador B vale a pena aceitar qualquer quantia maior do que zero.

O que acontece é que ofertas muito “injustas” feitas pelo jogador A são rejeitadas pelo jogador B como uma forma de punição. Ao entender isso, o jogador A faz propostas mais justas com mais chances de serem aceitas.


Fonte: Oosterbeek, H., Sloof, R., & van de Kuilen, G. (2013). “Cultural differences in ultimatum game experiments: Evidence from a meta-analysis.” Experimental Economics, 7, 171-188.

17

Experimento #6

Os participantes receberam três longos textos contendo erros gramaticais e foram solicitados para corrigir os trabalhos dentro de três semanas. O ritmo de entrega dos trabalhos poderia ser um dos seguintes:

entrega fixa de um trabalho por semana; entrega de todos os trabalhos ao final do prazo de três semanas OU; uma data de entrega auto-imposta no primeiro dia, respeitando o intervalo de três semanas.


Qual grupo de participantes você acha que se saiu melhor e qual se saiu pior na entrega dos trabalhos?

18

Multiple Choice

1) entrega fixa de um trabalho por semana;

2) entrega de todos os trabalhos ao final do prazo de três semanas OU;

3) uma data de entrega auto-imposta no primeiro dia, respeitando o intervalo de três semanas.


Qual grupo de participantes você acha que se saiu melhor e qual se saiu pior na entrega dos trabalhos?

1

A) Entrega fixa (1) se saiu melhor e data auto-imposta (3) se saiu pior.

2

B) Entrega ao final (2) se saiu melhor e entrega fixa (1) se saiu pior.

3

C) Data auto-imposta (3) se saiu melhor e entrega fixa se saiu pior (1).

4

D) Entrega fixa (1) se saiu melhor e entrega ao final (2) se saiu pior.

19

Lição aprendida

Se as pessoas fossem ótimas tomadoras de decisão, não haveria procrastinação, e mais flexibilidade em termos de prazos de entrega sempre dariam melhores resultados. Na realidade, procrastinação é parte da vida e a flexibilidade nem sempre ajuda.

O que é interessante sobre este estudo é que ele mostra que temos noção dos nossos problemas de procrastinação, e que nós estamos dispostos a nos impor prazos de entrega não-flexíveis para nos ajudar a vencer a procrastinação.

A pesquisa ainda mostrou que datas de entrega auto-impostas são de fato efetivas para conter a procrastinação, mas que não são tão efetivas quanto prazos de entrega fixos e igualmente espaçados no tempo.


Fonte: Ariely, D., & Wertenbroch, K. (2002). Procrastination, deadlines, and performance: Self-control by precommitment. Psychological Science, 13(3), 219-224.

20

Experimento #7

Participantes foram solicitados a lerem um artigo e fazerem um pequeno teste para avaliar o quanto haviam absorvido do conteúdo. Para metade dos participantes foi pedido para que também escrevessem e refletissem sobre um momento em que sentiram uma emoção particularmente forte (excitação, medo, raiva, desconforto, orgulho ou culpa). Finalmente, todos os participantes avaliaram quanto eles sentiram que aprenderam com o artigo.


Como escrever e refletir sobre uma emoção poderosa influenciou o aprendizado?

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Multiple Choice

Como escrever e refletir sobre uma emoção poderosa influenciou o aprendizado?

1

A) Participantes que refletiram sobre a emoção acharam que aprenderam menos, e de fato tiveram pior desempenho no teste avaliativo.

2

B) Participantes que refletiram sobre a emoção acharam que aprenderam menos, mas na verdade tiveram um desempenho semelhante aos demais.

3

C) Participantes que refletiram sobre a emoção acharam que aprenderam mais, mas na verdade tiveram um desempenho semelhante aos demais.

4

D) Participantes que refletiram sobre a emoção acharam que aprenderam menos, mas na verdade aprenderam mais que os demais.

22

Lição aprendida

Este estudo demonstra que emoções podem criar uma "ilusão de aprendizado": pessoas associam emoções com maior aprendizado, independente se de fato aprenderam mais.

Os pesquisadores levantaram a hipótese que inferimos que estamos aprendendo algo quando sentimos fortes emoções, e acabamos por atribuir erroneamente a 'deixa' emocional com o aprendizado.

Esse tipo de confusão é particularmente negativa em situações em que as pessoas precisam avaliar objetivamente o próprio nível de conhecimento (Ex.: "mergulhei e foi maravilhoso, logo me sinto confortável para um mergulho noturno.").


Fonte: Baumeister, R. F., Alquist, J. L., & Vohs, K. D. (2015). Illusions of learning: Irrelevant emotions inflate judgments of learning. Journal of Behavioral Decision Making, 28, 149-158.

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