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Aula 03 - Ética Utilitarista

Aula 03 - Ética Utilitarista

Assessment

Presentation

Philosophy

11th Grade

Hard

Created by

Prof. LUIS ROSA

Used 2+ times

FREE Resource

25 Slides • 16 Questions

1

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Ética utilitarista

Filosofia e Sociedade Moderna – 2ae 3aséries

As éticas

Aula 3

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1

6

3

4

Você está aqui!

7

As éticas

Conduta ética e desafios do
mundo contemporâneo.

A ética do dever: a ação moral e a
regra da ação.

Ética e direito.

Mapa do

componente

Conduta ética e
aprendizagem
social.

2

As éticas

5

Ética e responsabilidade
para com o futuro.

3

media

Objetivos da aula

Recursos didáticos

Habilidades

Duração da aula

45 minutos.

Conteúdos

Analisar excertos de textos filosóficos
característicos da ética utilitarista;

Avaliar a possibilidade de resolução de
problemas contemporâneos mobilizando
conceitos da ética utilitarista.

A ética e a utilidade da ação.

Recursos audiovisuais para exibição de
imagens e vídeos, além de internet para
algumas pesquisas que julgarem
pertinentes no decorrer da aula.

(EMIFCHS01) Investigar e analisar
situações-problema envolvendo temas e
processos de natureza histórica, social,
econômica, filosófica, política e/ou cultural,
em âmbito local, regional, nacional e/ou
global, considerando dados e informações
disponíveis em diferentes mídias (SÃO
PAULO, 2020, p. 235).

4

Fill in the Blank

5

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Fonte da imagem

© Freepik

6

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Primeiras
ideias

Puxaria a alavanca, tornando-se responsável pela morte
dessa pessoa?

Tomaria a decisão de intervir na situação, sacrificando uma
vida para salvar outras cinco?

Como você agiria e justificaria sua decisão? Quais seriam as consequências negativas de cada situação possível?

Imagine que você tem o controle da alavanca de uma via ferroviária. O próximo trem perdeu os freios e não poderá parar sem atingir um grupo de cinco pessoas que estão na linha ferroviária. No entanto, se você puxar a alavanca, poderá deslocá-lo para uma via alternativa em que se encontra uma pessoa. Nesta situação, você:

7

8

Open Ended

Qual é o tema abordade no vídeo?

9

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Ponto de
partida

Versões mais complexas do “dilema do trem”.

Seja individualmente ou enquanto sociedade, a necessidade de agir diante de situações concretas impõe decisões complexas cujas alternativas têm, todas, consequências moralmente indesejáveis.

Como orientar a nossa conduta nesses casos?

Assista ao vídeo do próximo slide, buscando reconhecer a complexidade do problema ético do dilema do sacrifício, e o fato de todas as decisões gerarem consequências indesejáveis.

Em seguida, responda às questões propostas no slide seguinte.

Técnica
Lemov

10

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Inserir > Mídia > Vídeo > Vídeos online

Fonte da imagem

11

12

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Ponto de
partida

Versões mais complexas do “dilema do trem”.

O vídeo apresenta uma versão mais complexa do “dilema do trem”, ou seja, uma situação que exige a escolha entre ações alternativas que não estão livres de consequências morais negativas. Considerando os argumentos apresentados no vídeo, realize as tarefas abaixo:

Responda: por que, nessa versão do “dilema do trem”, pode ser insuficiente considerar a quantidade de pessoas prejudicadas a cada alternativa de ação?

Exemplifique uma situação concreta em que a

escassez de recursos impõe decisões alternativas que envolvem consequências morais negativas.

Avalie se alguma das posições filosóficas que

embasam as avaliações éticas retratadas no vídeo é capaz de indicar uma conduta livre de consequências negativas.

Indique qual dessas posições você considera mais

interessante e consistente.

Imagem: Caminhos alternativos.

© Freepik

Técnica
Lemov

13

14

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Construindo
o conceito

Utilitarismo

O utilitarismo é caracterizado pela adoção de uma perspectiva teleológica própria sobre a ética.

Tal como a ética aristotélica, o utilitarismo avalia cada ação ou conduta humana como boa ou má a partir de sua conformidade a um fim, ou seja, a certa ideia de bem geralmente identificada com a felicidade, a qual serve de critério à avaliação moral.

No utilitarismo, esse critério é designado como “utilidade”, ou seja, a possibilidade de
uma ação gerar mais consequências positivas do que negativas.

No entanto, o fundamento da boa ação na ética aristotélica encontra-se na virtude ética, ou seja, no caráter moderado do homem de bons hábitos. No utilitarismo, de forma distinta, o que importa à avaliação ética é o cálculo da utilidade das ações.

De acordo com algumas formulações, o princípio da utilidade, ou princípio da
máxima felicidade, que constitui o fundamento ético do utilitarismo, ordena agir de modo a produzir mais felicidade do que infelicidade.

15

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[...] [A doutrina] que aceita como fundamento da moral o útil ou princípio da máxima felicidade considera que uma ação é correta na medida em que tende a promover a felicidade e errada quando tende a gerar o oposto da felicidade. Por felicidade, entende-se o prazer e a ausência da dor; por infelicidade, dor ou privação do prazer.

(MILL, 2007, p. 118)

16

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Construindo
o conceito

Utilitarismo e hedonismo

Os principais sistematizadores do pensamento ético utilitarista foram os filósofos britânicos Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873).

A posição filosófica desses pensadores pode ser chamada de “utilitarismo hedonista”.

O termo "hedonista" se refere à busca pelo prazer e à redução do desprazer ou da dor. De acordo com essa filosofia, a felicidade é caracterizada pela presença do prazer e pela ausência da dor.

Por isso, o princípio de utilidade, que fundamenta a
ética utilitarista, também é conhecido como “princípio da máxima felicidade”.

Retrato de Jeremy Bentham, por Henry William
Pickersgill, 1829 (detalhe). © National Portrait Gallery,
Londres. (Domínio Público). Disponível em:
https://www.npg.org.uk/collections/search/portrait/m
w00519/Jeremy-Bentham. Acesso em: 23 jun. 2024.

17

Multiple Choice

Explique a teoria ética do utilitarismo.

1

O utilitarismo é uma teoria ética que defende que as ações devem ser avaliadas com base na sua capacidade de produzir a maior quantidade de felicidade ou prazer para o maior número de pessoas.

2

O utilitarismo é uma teoria ética que defende que as ações devem ser avaliadas com base na sua capacidade de produzir realizações práticas.

3

O utilitarismo é uma teoria ética que defende que as ações devem ser avaliadas com base na sua capacidade de produzir a maior quantidade de sofrimento para o maior número de pessoas.

18

Multiple Choice

O que é uma ética teleológica, ou consequencialista?

1

Ignora a importância da liberdade individual, promove a desigualdade social, não considera a diversidade cultural

2

Justifica as ações a partir das finalidades almejadas.

3

Desconsidera a importância dos direitos humanos e promove a desigualdade social.

19

Multiple Choice

Mill considera que na avaliação da felicidade devemos ter em conta...

1

Apenas a quantidade e intensidade dos prazeres.

2

A moralidade das nossas ações.

3

As coisas de que gostamos.

4

Tanto a quantidade como a qualidade dos prazeres.

20

Multiple Choice

Segundo o utilitarismo:

1

Temos o dever de dizer a verdade.

2

Não temos nunca o dever de dizer a verdade.

3

Temos o dever de dizer a verdade se o resultado for benéfico

4

Temos o dever de dizer a verdade para ficar bem vistos.

21

Multiple Choice

O Utilitarismo é uma teoria ética proposta inicialmente por

1

Stuart Mill e divulgada posteriormente por Jeremy Bentham.

2

Immanuel Kant e defendida por Stuart Mill.

3

I. Kant e refutada (combatida, contrariada) por Stuart Mill.

4

Jeremy Bentham e desenvolvida depois por Stuart Mill.

22

Multiple Choice

As éticas utilitaristas são éticas teleológicas porque fazem depender a moralidade de uma ação

1

do cumprimento do "dever".

2

do resultado final dessa mesma ação.

3

das "intenções" do agente.

4

da vontade de respeitar a lei civil (jurídica).

23

Multiple Choice

Para Stuart Mill, o objetivo da ação moral é

1

o bem estar físico do maior número de pessoas.

2

a ausência de dor para o indivíduo que pratica a ação.

3

a maior felicidade para o maior número de pessoas.

4

o cumprimento do dever, independentemente dos resultados.

24

Multiple Choice

Para Stuart Mill, Felicidade significa

1

o intenso e imediato prazer

2

o prazer e a ausência de dor.

3

reconhecer o valor do sacrifício em vez do prazer.

4

aceitar o sacrifício dos outros para o bem estar pessoal.

25

Multiple Choice

Durante a Segunda Guerra Mundial os pescadores holandeses mentiam aos nazis para proteger os judeus, que levavam escondidos, possibilitando que estes acedessem a um país neutral e assim pudessem salvar a vida. De acordo com o utilitarismo, esta ação é:

1

Errada, pois mentir é sempre errado.

2

Errada, pois Deus diz que é errado mentir.

3

Correta, pois mentir pode ser uma ação moral desde que maximize a felicidade ou bem-estar geral.

26

Multiple Choice

Um carro elétrico move-se descontrolado numa linha. No seu caminho estão cinco pessoas a trabalhar e essas pessoas vão certamente morrer. Só que tu, no limite, podes desviar o carro elétrico para uma outra linha onde se encontra apenas uma pessoa. Se fores um utilitarista, o que deves fazer?

1

Não desviar de linha o carro elétrico, pois matar ou colaborar com a morte de alguém é sempre errado.

2

Desviar de linha o carro elétrico, pois promove globalmente mais felicidade do que infelicidade.

3

Não desviar de linha o carro elétrico e deixar morrer cinco pessoas.

27

Multiple Choice

Segundo o utilitarismo:

1

Há normas morais que não admitem exceções.

2

A correção ou incorreção moral de um ato é, em geral, relativa à situação ou às circunstâncias.

3

Devemos realizar as ações por dever.

4

Devemos realizar as ações que promovam o maior bem para o maior número de pessoas nossas amigas.

28

Multiple Choice

Segundo o utilitarismo de Mill roubar:

1

É um ato que nunca está de acordo com o princípio de utilidade.

2

É a infração de um dever absoluto.

3

É um ato errado em si mesmo.

4

É um ato que em alguns casos pode ser justificado.

29

Multiple Choice

Segundo Mill, o que interessa não é apenas quantidade de prazer, mas a sua qualidade. Esta afirmação é:

1

Falsa porque como o prazer é o único critério de avaliação moral de uma ação não podemos hierarquizar os prazeres a não ser do ponto de vista da quantidade.

2

Verdadeira porque se fosse apenas a quantidade, a felicidade do ser humano não iria diferir da felicidade de um gato.

3

Falsa porque não há diferença de natureza entre os prazeres.

4

Verdadeira porque o que importa é a felicidade geral.

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Construindo
o conceito

De acordo com a posição hedonista do utilitarismo clássico, é preciso avaliar as ações e condutas humanas e suas consequências em termos de prazer e de dor. Considera-se benéfica uma ação que tende a levar à maior felicidade possível.

Portanto, uma ação eticamente correta é aquela cujas consequências tendem a produzir mais prazer e menos dor em comparação com outras possibilidades de ação.

No entanto, como avaliar qual ação é a mais útil?

© Getty Images

31

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Vamos
fazer um
quiz

Utilitarismo e hedonismo

Pessoas infelizes não

são éticas.

A ética exige calcular as

consequências das ações.

A conduta ética deve

gerar felicidade.

A felicidade é marcada por

um estado de prazer.

Três dos quatro elementos abaixo caracterizam o
hedonismo utilitarista. Assinale a alternativa incorreta:

Técnica
Lemov

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Vamos
fazer um
quiz

Utilitarismo e hedonismo

Três dos quatro elementos abaixo caracterizam o
hedonismo utilitarista. Assinale a alternativa incorreta:

Pessoas infelizes não

são éticas.

A ética exige calcular as

consequências das ações.

A conduta ética deve

gerar felicidade.

A felicidade é marcada por

um estado de prazer.

Técnica
Lemov

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Construindo
o conceito

Bentham propôs um método designado “cálculo utilitarista”. Esse procedimento consiste em analisar as consequências de cada ação possível de acordo com certos critérios de avaliação. Tais critérios permitiriam estimar com maior precisão a utilidade de cada ação, ou seja, sua conformidade ao princípio de busca da máxima felicidade possível. Para isso, é preciso avaliar cada possibilidade de ação em termos de prazer e dor dela resultante.

O cálculo utilitarista

© Getty Images

34

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35

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Construindo
o conceito

Intensidade

Quão intensos são os prazeres e as dores gerados?

Duração

Qual é a duração desses prazeres e/ou dores?

Certeza

Quão provável é a ocorrência
de prazeres e/ou dores?

5

6

7

Fecundidade

Prazeres e/ou dores podem ser seguidos por outros efeitos do mesmo tipo?

Prazeres e/ou dores podem desencadear efeitos de tipo contrário?

Extensão

Quantas pessoas serão
afetadas?

1

2

3

O cálculo utilitarista estima as consequências de cada ação em termos de prazer e
dor levando em consideração sete elementos.

4
Proximidade

Quando cada prazer e/ou dor deverá acontecer?

​Pureza

36

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Taxação de ultraprocessados

Devemos sobretaxar produtos alimentares ultraprocessados?

Ser
sempre +

Salgadinhos, refrigerantes, biscoitos industrializados, margarina... Grande parte dos alimentos que consumimos na contemporaneidade são classificados como
“ultraprocessados”.

Essa categoria, proposta há pouco mais de uma década pelo cientista brasileiro Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, contempla produtos alimentícios elaborados a partir de compostos químicos extraídos, parcialmente, de certos alimentos.

Muitos consumidores preferem tais produtos aos alimentos in natura ou pouco
processados pela indústria. As razões dessa preferência são as mais diversas,
incluindo preço mais baixo, facilidade de consumo, apelos comerciais e atratividade de sabor e aparência, resultante do uso de aditivos artificiais.

Técnica
Lemov

37

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Ser
sempre +

Atualmente, diversos países debatem se os ultraprocessados devem ou não ser sobretaxados, isto é, se deve ser aplicada uma tributação mais elevada do que aquela incidente sobre outras categorias de alimentos.
Há quem defenda que essa tributação seletiva não deve existir, entre outras razões, porque tais alimentos também são uma fonte relativamente acessível de nutrientes, e porque não seria correto interferir nas preferências dos consumidores, induzindo suas escolhas.
Por outro lado, os defensores da incidência do imposto seletivo sobre os
ultraprocessados argumentam que os efeitos adversos desses produtos na saúde dos consumidores justificaria a imposição de sobretaxas.

Fonte: O'GOMES, 2023.

Após assistir ao vídeo explicativo sobre alimentos ultraprocessados no slide a seguir, responda à questão:

Devemos sobretaxar produtos alimentares ultraprocessados?

Justifique sua resposta considerando as diferentes consequências de cada decisão em termos do prazer e da dor potencialmente geradas. Para isso, mobilize as questões do “cálculo utilitarista” proposto por Bentham.
Técnica
Lemov

38

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O que nós
aprendemos
hoje?

© Getty Images

1

2

3

Abordamos a perspectiva utilitarista sobre a ética, identificando alguns dos pontos de semelhança e de diferença entre essa e a perspectiva teleológica aristotélica.

Tivemos um primeiro contato com conceitos centrais do
pensamento utilitarista, tal como o princípio da máxima felicidade e o cálculo utilitarista.

Mobilizamos conceitos do utilitarismo para refletir sobre problemas contemporâneos, tais como a proposta de sobretaxação de alimentos ultraprocessados.

Então ficamos assim...

40

media

Em entrevista concedida, no início de 2023, à revista
francesa Science e Avenir, o epidemiologista Carlos
Monteiro aborda as consequências sociais da
produção e do consumo em larga escala de alimentos
ultraprocessados. Para saber mais, leia a tradução
dessa entrevista, disponível em:

O'GOMES, I. Veja a tradução da entrevista de Carlos
Monteiro à revista francesa Sciences & Avenir. Nupens USP, 2
mar. 2023. Disponível em:
https://www.fsp.usp.br/nupens/veja-a-traducao-da-
entrevista-de-carlos-monteiro-a-revista-francesa-
sciences-avenir. Acesso em: 17 jun. 2024.

Saiba mais

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